Figuras Rupestres de Foz Côa

“Ao nome de Foz Côa anda hoje associada a descoberta, nos vales dos rios Côa e Douro, de um elevado número de gravuras rupestres do Paleolítico Superior.

Foi no entanto o Dr. Nelson Rebanda o arqueólogo que, em 1995, ligou o seu nome à descoberta oficial de tais achados, na sequência dos trabalhos que lhe haviam sido incumbidos pela EDP, concessionária da barragem entretanto em construção no Côa. A este arqueólogo, no meio de acesa discussão pública, vieram juntar-se, entre outros, Mila Simões de Abreu, António Martinho Baptista, Mário Varela Gomes e João Zilhão.

Declarada a suspensão da barragem pelo Governo que acedeu ao poder em Outubro de 1995, em breve o Vale do Côa, com os diversos “sítios” entretanto identificados ao longo de 17 quilómetros, recebia a classificação de monumento nacional. Segundo os entendidos, ali se encontrava o maior museu ao ar livre do Paleolítico, de todo o mundo. E a importância de tais achados chegou depois ao conhecimento da UNESCO, que não demorou a considerá-los Património Cultural da Humanidade.”