Há menos 8% de crianças em risco institucionalizadas, segundo o relatório de “Caracterização Anulal da Situação de Acolhimento de Crianças e Jovens”, relativamente a 2016.

“Portugal começa a dar sinais positivos no caminho da prevenção e/ou redução da institucionalização de crianças e jovens”, pode ler-se no relatório.

No ano passado 7.553 crianças foram acolhidas e 2.857 saíram dessa situação.

Apesar do decréscimo no número de crianças acolhidas, verificou-se em 2016 um aumento no número de novas entradas e uma redução do número de saídas.

Foram registadas 2.202 entradas no sistema de acolhimento em 2017, sendo que a maior parte se deveram a questões de negligência, falta de supervisão e acompanhamento (41%). Em 400 casos considerou-se que foram vítimas de maus tratos psicológicos, 8% casos de exposição a violência doméstica, enquanto 215 casos chegaram ao sistema por terem sido sujeitos a maus tratos físicos e abuso sexual.

A esmagadora maioria (90%) destas novas entradas nunca tinham estado no sistema de acolhimento. Também se desenrolaram situações de regresso, ou seja, em 240 crianças foi detetada nova ou reiterada situação de perigo e então acabaram por voltar.

No que toca a saídas das instituições para voltar a viver em família (quer seja a família de origem, quer seja uma família adotiva) , o número aumentou 14% em 2017 em relação ao ano anterior.

A média de tempo de acolhimento costuma ser 3.6 anos, o que aconselha “atenção aos motivos” para tanto tempo de permanência e esforços para aplicar os “planos individuais de intervenção”.

A maior parte das crianças acolhidas são rapazes (72%) entre os 12 e os 20 anos. Nos últimos dez anos houve uma descida de 25% no número de crianças e jovens sinalizados.

O Estado decidiu que não vai entregar mais crianças até existirem meios de fiscalização, uma vez que é preciso garantir os meios suficientes para ajduar a criança em risco.

Infografia: Público