Arquivo mensal: Dezembro 2009

Exercício de redacção de notícias para Twitter e dispositivos móveis




Três turmas do 2º ano experimentaram sexta-feira a (velhinha) técnica redactorial do flash.

Com uma dimensão a meio caminho entre o título e o lead, o flash (máximo de 14 palavras) foi utilizado com alguma frequência na primeira fase de expansão do jornalismo na Internet, sobretudo pelos sites noticiosos de desporto.

À semelhança do que as agências noticiosas faziam, uma informação de última hora (resultado de um jogo de futebol, por exemplo) era difundida de imediato através de um flash e só depois desenvolvida numa notícia completa.

A utilização do flash caiu em desuso, mas faz todo o sentido recuperar esta técnica, numa era de comunicação instantânea limitada a 140 caracteres e de visualização rápida da informação em ecrãs cada vez mais pequenos.

A procura de uma linguagem, de uma técnica e de um estilo adequados aos limites, usos e funções dos microblogs e dos dispositivos móveis torna-se cada vez mais necessária e até ugente.

Infelizmente, são poucos os bons exemplos. A esmagadora maioria dos sites noticiosos alimenta as suas contas de Twitter com feeds automáticos dos títulos (acompanhados, por vezes, de parte dos leads) das notícias que vão difundindo no site. Sem a mínima intervenção humana.

O mesmo acontece com as notícias distribuídas para os dispositivos móveis.

Qual a vantagem do flash? Dar mais informação do que um título sem perder capacidade de síntese.

Foi mergulhados neste contexto que os meus alunos fizeram um exercício muito simples, de redacção de flashs noticiosos no Twitter, com um máximo de 112 caracteres. Porquê 112? Porque teriam sempre de reservar pelo menos 20 caracteres para um link compacto (tiny url) onde o leitor pudesse encontrar mais informação e porque oito caracteres eram para a hashtag do exercício: #flashcc. Espreitem!






Publicado por Fernando Zamith a 13 dezembro, 2009 20:42