Arquivo mensal: Fevereiro 2007

Técnicas de Expressão Jornalística Online




Aos alunos de TEJ I – Online:

Estão em Mais… o Programa, Objectivos, Regime de Avaliação e Bibliografia da disciplina, bem como a descrição dos trabalhos e respectivos prazos de entrega.



UNIVERSIDADE DO PORTO
Licenciatura em Jornalismo e Ciências da Comunicação

TÉCNICAS DE EXPRESSÃO JORNALÍSTICA/ONLINE
PROGRAMA 1º ANO (2006-2007)

Objectivo geral do 1º ano: O aluno deve ficar a conhecer a teoria básica ligada ao jornalismo na Net e a dominar as principais ferramentas da rede para fins jornalísticos

Objectivo geral do 2º ano: O aluno deve ficar a conhecer bem a realidade do jornalismo que é “praticado” na Internet (incluindo o jornalismo participativo, os blogues, etc.)

Objectivo geral do 3º ano: O aluno deve ficar a conhecer o “estado da arte” do ciberjornalismo (incluindo as técnicas de redacção ciberjornalística) e a concretizá-lo, nomeadamente através da realização de trabalhos multimédia

Programa:

1. A INTERNET
1.1. Enquadramento histórico e evolução
1.2. Modelos de comunicação
1.3. Comunidades virtuais e cibercultura
1.4. Novas ferramentas (RSS, wikis, podcasting, tagging, etc.)

2. JORNALISMO ONLINE
2.1. Origem e desenvolvimento
2.2. Noções de Jornalismo Assistido por Computador
2.3. Técnicas de pesquisa online
2.4. Questões técnicas, éticas e legais

3. CIBERJORNALISMO
3.1. Origem, desenvolvimento, conceitos
3.1. Os novos jornalistas
3.3. Narrativa hipermédia
3.4. Desafios de novas modalidades

Métodos de ensino:

Enquadramento teórico e realização de exercícios práticos

Regime de avaliação:

Avaliação contínua (30%); trabalho sobre mailing lists/newsletters (10%); trabalho sobre del.icio.us (10%); exame (50%)

BIBLIOGRAFIA:

BARBOSA, Elisabete, GRANADO, António (2004) Weblogs: Diário de Bordo. Porto: Porto Editora.

BASTOS, Helder (2000) Jornalismo Electrónico – Internet e Reconfiguração de Práticas nas Redacções. Coimbra: Minerva Editora.

DÍAZ NOCI, Javier, e SALAVERRÍA, Ramón (2003) Manual de Redacción Ciberperiodística. Ariel Comunicación.

GARRISON, Bruce (1995) Computer-Assisted Reporting. Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum Associates.

FIDALGO, António, e SERRA, Paulo (orgs.) (2003) Jornalismo Online. Covilhã: Universidade da Beira Interior.

FIDLER, Roger (1997) Mediamorphosis: Understanding New Media. Sage Publications.

GILLMOR, Dan (2005) Nós, Os Media. Lisboa: Editorial Presença.
(http://www.oreilly.com/catalog/wemedia/book/index.csp)

HALL, Jim (2001) Online Journalism: A Critical Primer. Pluto Press.

KOCH, Tom. (1996) The Message is the Medium: Online All the Time for Everyone Westport, CT: Praeger.

LÉVY, Pierre (2000) Cibercultura. Instituto Piaget.

McBRIDE, Peter (1996) O Essencial da Internet. Lisboa: Editorial Presença.

PARRA VALCARCE, D. & ÁLVAREZ MARCOS, J. (2004), Ciberperiodismo. Madrid: Editorial Sintesis.

PAUL, Nora (1999) Computer Assisted Research. Bonus Books.

PAVLIK, John V. (2001) Journalism and New Media. Columbia University Press.

REDDICK, Randy, e KING, Elliot (1995) The Online Journalist: Using the Internet and Other Electronic Resources. Fort Worth, TX: Harcourt Brace.

RHEINGOLD, Howard (1996) A Comunidade Virtual. Lisboa: Gradiva.

SALAVERRÍA, Ramón (2005) Redacción Periodística en Internet. Eunsa.

TORRES, María Bella Palomo (2004) El periodista on line: de la revolución a la evolución, Sevilla: Comunicación Social Ediciones y Publicaciones.

WARD, Mike (2002) Journalism Online, Woburn: Focal Press.

WEBGRAFIA:

ANDREWS, Paul (2003) ‘Is blogging journalism?’ (http://www.nieman.harvard.edu/reports/03-3NRfall/63-64V57N3.pdf)

BARBOSA, Elisabete (2001) ‘Interactividade: A grande promessa do jornalismo online’. (http://www.bocc.ubi.pt/pag/barbosa-elisabete-interactividade.pdf)

BLOOD, Rebecca (2003) ‘Webloggs and jornalism: Do they connect?’. (http://www.nieman.harvard.edu/reports/03-3NRfall/61-63V57N3.pdf)

CANAVILHAS, João (2001) ‘Webjornalismo. Considerações gerais sobre jornalismo na web’. (http://www.bocc.ubi.pt/pag/canavilhas-joao-webjornal.pdf)

DEUZE, M. (1999) ‘Journalism and the web’, in Gazette vol. 61(5): 373-390, London, Thousand Oaks & New Delhi: Sage Publications.

DUBE, Jonathan (2000) ‘A Dozen Online Writing Tips’. (http://www.cyberjournalist.net/news/000118.php)

FERNÁNDEZ, Alex (2003) Qué futuro nos reserva a los periodistas digitales?
(http://www.webjornalismo.com/sections.php?op=viewarticle&artid=61)

GRABOWIKS, Paul (2003) Weblogs bring journalism into a larger community. (http://www.nieman.harvard.edu/reports/03-3NRfall/74-76V57N3.pdf)

GRADIM, Anabela (2002) ‘Os géneros e a convergência: O jornalista multimédia do século XXI’. (http://www.labcom.ubi.pt/agoranet/02/gradim-anabela-generos-convergencia.pdf)

GRANADO, António (1999) ‘Fiabilidade da informação online’. (http://www.fcsh.unl.pt/cadeiras/ciberjornalismo/aula12.htm)

GORDON, Rich (2003) ‘Convergence Defined’. (http://www.ojr.org/ojr/business/1068686368.php)

KRAMER, Staci (2004) ‘Journos and Bloggers: Can Both Survive?’. (http://www.ojr.org/ojr/stories/041112kramer)

LASICA, J. D. (2003) ‘Blogs and journalism need each other’. (http://www.nieman.harvard.edu/reports/03-3NRfall/70-74V57N3.pdf)

LASICA, J. D. (2003) ‘When webloggers commit journalism’. (http://www.webjornalismo.com/sections.php?op=viewarticle&artid=29)

LENNON, Sheila (2003) ‘Blogging journalists invite outsiders’ reporting in’. (http://www.nieman.harvard.edu/reports/03-3NRfall/76-79V57N3.pdf)

MILLISON, Doug (2004) ‘Online Journalism FAQ’. (http://home.comcast.net/%7Edougmillison/faq.html)
MORKES, J. & NIELSEN, J. (1997) ‘Concise, SCANNABLE, and Objective: How to Write for the Web’. (http://www.useit.com/papers/webwriting/writing.html)

MOURA, Catarina (2002) ‘O jornalismo na era Slashdot’. (http://www.bocc.ubi.pt/pag/moura-catarina-jornalismo-slashdot.pdf)

NIELSEN, J. (1997) ‘Changes in Web Usability Since 1994’. (http://www.useit.com/alertbox/9712a.html)

NIELSEN, J. (1996) ‘Inverted Pyramids in Ciberspace’. (http://www.useit.com/alertbox/9606.html)

NUNES, Ricardo (2005) ‘Notícia digital: Processos de construção”. (http://www.bocc.ubi.pt/pag/nunes-ricardo-processos-de-construcao.pdf)

OUTING, S. (2004) ‘What Bloggers Can Learn From Journalists’. (http://www.poynter.org/content/content_view.asp?id=75665)

OUTING, S. (2004) ‘What Journalists Can Learn From Bloggers’. (http://www.poynter.org/content/content_view.asp?id=75383 )

REGAN, Paul (2003) ‘Weblogs threaten and inform tradicional journalism’. (http://www.nieman.harvard.edu/reports/03-3NRfall/68-70V57N3.pdf)

RICH, Carole (1998) Newswriting for the web. (http://members.aol.com/crich13/poynter1.html)

SERRA, Paulo (2002) ‘O on-line nas fronteiras do jornalismo: Uma reflexão a partir do tabloidismo.net de Matt Drudge’. (http://www.labcom.ubi.pt/agoranet/pdfs2/serra-paulo-jornalismo-online.pdf)

RODRIGUES, Catarina (2004) ‘Blogs: Uma ágora na net’.
(http://www.labcom.ubi.pt/agoranet/04/rodrigues-catarina-blogs-agora-na-net.pdf)

VAN DER CRABBEN, Jan (2005) ‘News Consumption in Online Communities’. (http://www.jan.vandercrabben.name/pdf/CC3000_Dissertation_Body.pdf)

ZAMITH, Fernando (2005) ‘Pirâmide invertida na cibernotícia: A resistência de uma técnica centenária’. (http://prisma.cetac.up.pt/artigos/piramide_invertida_na_cibernoticia.php)

ZAMITH, Fernando & al. (2004) ‘O ciberjornal como instrumento de ensino: Da teoria à prática’. (http://www.bocc.ubi.pt/pag/zamith-fernando-ciberjornal.pdf)

ZAMITH, Fernando (2003) ‘Blog-jornais: As experiências da Universidade do Porto’. (http://www.bocc.ubi.pt/pag/zamith-fernando-blog-jornais.pdf)

TRABALHO SOBRE MAILING LISTS E/OU NEWSLETTERS

Objectivos: Criar hábitos de subscrição de mailing lists e newsletters e tomar consciência da importância que as mesmas podem ter como fontes de informação para jornalistas.

Tarefa 1: Subscrever três listas de correio electrónico (mailing lists) ou boletins/newsletters sobre um mesmo tema em três sites não noticiosos de potencial interesse jornalístico.
Tarefa 2: Elaborar um relatório de 40 a 50 linhas (duas páginas A4) com uma análise comparativa das três mailing lists, focando, nomeadamente, a regularidade, actualidade, fiabilidade, rigor, organização, utilidade e relevância da informação recebida.

Advertência: Não subscrever sites comerciais (não têm interesse jornalístico e “encharcam” a caixa de correio com mails indesejados).
Sugestão 1: Subscrever de início cinco ou seis mailing lists (provavelmente, algumas estarão desactivadas) e escolher três ao fim das primeiras semanas.
Sugestão 2: Substituir tema se ao fim das primeiras semanas a informação recebida for demasiado escassa.

Prazo de entrega: 25/05/2007

TRABALHO SOBRE DEL.ICIO.US

Objectivos: Criar hábitos de organização de “marcadores”/“favoritos” e tomar consciência da importância do tagging para uma rápida procura e um criterioso arquivo de informação disponível na Internet.

Tarefa 1: Criar uma conta no http://del.icio.us e colocar lá um mínimo de 30 “favoritos”, cinco em cada uma destas seis tags: política; economia; desporto; cultura; media; tecnologia.

Tarefa 2: Imprimir a página da vossa conta.

Prazo de entrega: 27/04/2007



Publicado por Fernando Zamith a 28 fevereiro, 2007 23:31

Página 1: Renascença atenta à mudança




É um jornal de oito páginas (em PDF), com duas edições diárias, que pode ser lido na Internet, mas que, sobretudo, está preparado para ser impresso e lido em qualquer lugar.
E foi criado por uma… rádio. Parabéns Renascença!

O Página 1 nasceu ontem e é a primeira experiência portuguesa inspirada no 24 Horas do El Pais.
Mais informações no JPN.






Publicado por Fernando Zamith a 22 fevereiro, 2007 22:48

90% das notícias online vêm de 3 agências




Leituras recomendadas:

1 – Quer-me parecer que haverá quem ainda não tenha consciência disto:

“… 90% of all available online news comes from three newswires, Associated Press, Agence France Press and Reuters.” (Neil Budde, director-geral da Yahoo)

2 – Uma das explicações estará aqui:

“Online is not an easy medium. There’s not much journalistic added value. Online sites tend to be badly edited… When online publishers realise they need editors as much as print publications do, then they will become serious.”

3 – Talvez seja de olhar com atenção para o exemplo norueguês:

“Norwegian newspaper publisher finds the secret to profiting online”






Publicado por Fernando Zamith a 21 fevereiro, 2007 23:35

Bloggers importantes para o futuro do jornalismo




Os resultados deste inquérito correram blogs e ciberjornais do Mundo inteiro na última semana:

“A majority of Americans (55%) in an online survey said bloggers are important to the future of American journalism and 74% said citizen journalism will play a vital role, a new We Media – Zogby Interactive poll shows.”






Publicado por Fernando Zamith a 21 fevereiro, 2007 23:21

Ciberjornais portugueses aproveitam pouco as potencialidades da Internet




Para quem não pôde assistir à defesa da minha tese de mestrado, quinta-feira, na Universidade do Minho, deixo em Mais… alguns excertos.



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A primeira conclusão clara que tiro deste estudo é que os ciberjornais portugueses de informação geral de âmbito nacional aproveitam pouco as potencialidades da Internet.

Essa é, não só, a opinião que me foi transmitida por todos os entrevistados, quer directores de ciberjornais quer investigadores, mas também o resultado da aplicação da tabela que criei para a medição do aproveitamento das potencialidades da Internet.

Na aplicação simples da tabela, constatei que o aproveitamento médio das potencialidades da Internet é de apenas 23,3%, considerando todos os tipos de acesso (livre, com registo e pago), valor que baixa para 21,5% quando considerado apenas o acesso livre (grátis e sem registo).

Alargando a análise às potencialidades associadas, o aproveitamento médio baixa para 18%, o que significa que, na generalidade, os ciberjornais estudados não conseguem tirar partido de mais do que uma potencialidade quando disponibilizam os dispositivos e serviços mais versáteis (com dois ou mais tipos de potencialidades).

(…)

É, pois, de extrema importância acompanhar a evolução deste sector, aplicando novamente a tabela que construí para esta investigação, ainda que introduzindo eventuais adaptações que a evolução tecnológica recomendar.

Seria interessante não só monitorizar a evolução dos ciberjornais portugueses de informação geral de âmbito nacional, como aplicar a tabela também aos ciberjornais temáticos, regionais e locais e, porque não, aos outros três tipos de “jornalismos online” da classificação de Mark Deuze , nomeadamente aos agregadores de notícias, aos blogs informativos e de comentário, aos sites de partilha e discussão, às experiências de digging e tagging, e aos projectos dos chamados jornalismo cívico e jornalismo de cidadãos.

A tabela criada pode, e deve, ser aplicada também a ciberjornais de outros países, com óbvias e inegáveis vantagens de comparação da evolução do ciberjornalismo em diferentes pontos do globo.

(…)

A instantaneidade é a única potencialidade com um aproveitamento superior a 50% (51,5%), o que demonstra que, na generalidade, os ciberjornais portugueses já se desprenderam das “amarras” das classificações periódicas tradicionais da imprensa, rádio e televisão, difundindo material jornalístico a qualquer momento, como sempre fizeram as agências noticiosas.

A memória (37,5%) e a multimedialidade (26,5%) são as outras potencialidades que ultrapassam a média, o que, neste último caso, contraria algumas ideias feitas de alegada prevalência de sites jornalísticos monomedium. No ponto específico relativo à multimedialidade analiso esta questão em maior detalhe, destacando, nomeadamente, a ainda persistente presença de conteúdos multimédia desgarrados, sem qualquer articulação entre si.

Com apenas 6,8% de aproveitamento, a ubiquidade revelou-se a potencialidade menos valorizada pelos ciberjornais portugueses, que também não mostraram grande criatividade na utilização de potencialidades não previstas nas sete áreas principais.

Verdadeiramente desastroso foi o muito baixo nível de hipertextualidade (10,7%) encontrado, o que indicia um estádio ainda muito embrionário de desenvolvimento de linguagens e técnicas de articulação de conteúdos, até porque estamos perante uma das mais “baratas” potencialidades ciberjornalísticas da Internet, para a qual não são necessários grandes investimentos que não os respeitantes à formação ou contratação de jornalistas capazes de construir estruturas hipertextuais adequadas ao conteúdo que se pretende difundir.

A interactividade (17,5%) e a personalização (19,7%) também ficaram abaixo dos 20%, o que confirma a grande distância a que os ciberjornais “mainstream” ainda mantêm os seus visitantes e utilizadores, persistindo em produtos massificados e não abertos à escolha e participação individual. Estes níveis subiriam, com certeza, se o universo deste estudo tivesse sido alargado aos outros “jornalismos online” de que fala Mark Deuze (2003: 205). Algo a verificar num estudo posterior.

(…)

Um dos resultados eventualmente mais surpreendentes foi a constatação de que são os ciberjornais com origem em media audiovisuais (rádio e televisão) que, globalmente, melhor aproveitam as potencialidades da Internet.

Ao esperado domínio no uso do multimédia, as edições online das rádios e televisões juntam a “vitória” na instantaneidade, superando os títulos dos meios que, à partida, teriam mais apetência para explorar esta potencialidade – Internet e agência.

Nos últimos lugares da lista agrupada por media de origem ficaram todos os representantes da imprensa – diários, semanários e revista –, o que demonstra, na generalidade, uma menor adaptação ao novo meio por parte dos títulos do meio jornalístico mais tradicional.

É necessário notar, contudo, a grande discrepância que existe entre títulos que têm tido apostas interessantes na Internet, como o Público, o Expresso e o Correio da Manhã, e jornais cuja presença no novo meio é meramente circunstancial ou pouco mais do que isso, como o Metro, o Destak, o Diário de Notícias e o 24 Horas.

É curioso verificar também que jornais diários considerados “de referência”, como o Público e o Diário de Notícias, são concorrentes nas suas edições em papel, mas não nas edições online. Enquanto o Público está no topo da lista global, o Diário de Notícias só tem o Metro atrás.



Publicado por Fernando Zamith a 17 fevereiro, 2007 17:03

Ciberjornalismo: O segredo da titulagem




O António Granado revelou o segredo da titulagem orientada para os motores de busca, ao divulgar este excelente post, de leitura INDISPENSÁVEL para alunos e praticantes de ciberjornalismo.

Agora já toda a gente sabe porque é que as notícias do JPN aparecem muitas vezes nos primeiros resultados das pesquisas no Google 😉






Publicado por Fernando Zamith a 10 fevereiro, 2007 10:59