Arquivo mensal: Março 2005

Estudo sobre consumo de notícias na Internet




Finalmente, encontrei algo de muito interessante na comunidade de “Online Journalism” do Orkut. Um estudo sobre consumo de notícias na Internet. Está a ser feito por Jan van der Crabben, um alemão a estudar Jornalismo e Media Impressos em Londres.

Os resultados do estudo, após 133 respostas, deveriam ser olhados com atenção pelos ciberjornais portugueses.
Deixo aqui alguns exemplos:
– 80% dos respondentes querem que o jornalista lhes dê links para as fontes originais das suas notícias;
– 67% procuram as fontes originais na Internet se a notícia é importante para eles;
– 38% querem que lhes seja permitido interagir com os jornalistas e outros utilizadores do ciberjornal;
– 52% querem opinião e não apenas factos;
– 31% acham que os blogs são muito importantes;
– 34% não confiam nos media “mainstream”.






Publicado por Fernando Zamith a 25 março, 2005 23:17

A Hora do RSS Português




Para quem não quer perder tempo a saltar de jornal em jornal, aqui está uma excelente lista de feeds RSS feita por Carlos Jorge Andrade (dica do próprio).

Muito interessante é este Buzz Index. Experimentem mudar o período, para ficarem a saber do que mais se fala nos média portugueses.

Deixo aqui as explicações do autor:

«Basicamente é um site criado por mim que contém feeds RSS/ATOM de
vários orgãos de comunicação que ainda não os disponibilizam.
Entretanto o Público a TSF e o Mais Futebol já os criaram…

Baseado nessa informação recolhida para a geração dos feeds RSS, foi
criado o “Buzz” que permite dar uma noção visual “do que mais se fala
nas notícias”, permintindo visões ao mês, semana ou último dia. O
interesse é puramente académico e baseado em “palavras comuns” nas
notícias».

Posts relacionados:
Conferência sobre Sindicânica: Yahoo oferece vídeo via RSS
A Hora do RSS






Publicado por Fernando Zamith a 07 junho, 2005 12:42

A Hora do RSS

Nova Iorque vai acolher a 17 e 18 de Maio a primeira conferência sobre RSS. Aquilo que era visto por muitos como uma ameaça ao negócio das notícias online, cada vez mais é visto como uma oportunidade.

Vão lá estar os grandes agregadores automáticos de notícias (Google News, MSN Newsbot, Topix Net e Yahoo News), os leitores/agregadores pessoais (Bloglines) e alguns dos media tradicionais (New York Times, Reuters, Billboard) que já perceberam a importância do RSS.

O Google News é já há vários meses o site noticioso mais visitado nos EUA. Seis milhões de norte-americanos (5% dos utilizadores da Internet) já lêem notícias através de agregadores de RSS.

O Yahoo News permite criar feeds RSS sobre qualquer tema. É imediato.

Portugal, como (quase) sempre, anda à velocidade de caracol. O JPN é ainda um dos poucos ciberjornais que disponibiliza RSS. O Público criou recentemente um feed (dica: Sérgio Nunes), mas já desapareceu a referência que tinha na página inicial (será ainda o receio de perder audiência directa e receitas de subscrição e publicidade?).

Artigos recentes sobre RSS:

RSS Providers Analyze Newspapers’ Opportunities
Guardian Unlimited Embraces RSS
Loose News Ends
Despite premature obits, e-mail still integral to Web publishing
Yahoo’s SoCal plans take shape
RSS for Journalists
Online News Sites Struggle With RSS Challenge
AFP processa motor de busca Google
Ciberjornais norte-americanos aderem ao RSS

Publicado por Fernando Zamith a 20 março, 2005 22:53

O regresso… depois de um ataque de cracker




O JPNW e as restantes páginas do nosso curso retomam hoje a actividade, depois de reparados os estragos causados por um ataque de hacker (ou cracker). O pirata informático foi expulso, mas nada nos garante que não volte a atacar. É por estas e por outras que a Internet tarda em assumir-se como o local ideal para difusão e troca de conhecimentos, experiências, informações e notícias.

Nos próximos dias, procurarei dar conta aqui de algumas das muitas e interessantes mudanças/novidades das últimas semanas no mundo do jornalismo online/ciberjornalismo.






Publicado por Fernando Zamith a 18 março, 2005 22:01

Nasceu o Wikinews em português




Esteve para se chamar Wikinotícias, mas ficou com o nome original. Nasceu sexta-feira, 04 de Março, o Wikinews em português, depois de uma breve experiência iniciada em 19 de Fevereiro.

A informação chegou-me por e-mail enviado pelo mentor do projecto, Osvaldo Gago. Deixo em Mais… os dados mais relevantes sobre este projecto de jornalismo comunitário em língua portuguesa.



O que é o pt.wikinews?
Wikinews é uma fonte de notícias de conteúdo livre. Permite que qualquer pessoa relate notícias entre uma grande variedade de assuntos. A sua missão é criar um ambiente diversificado onde cidadãos jornalistas possam relatar as notícias sobre eventos actuais.

Além de leitor, jornalista:
A comunidade Wikinews considera que ser wikijornalista é um acto de cidadania, e está empenhada em criar uma fonte de notícias acessível a todos, quer em em termos de leitura, quer em termos de escrita.

Muito importante:
O Wikinews não é um espaço de opinião ou debate sobre as notícias, é um espaço de construção de notícias. Todas as notícias devem limitar-se aos factos ou apresentar de forma imparcial todos os pontos de vista sobre a notícia, sem considerar nenhum correcto ou incorrecto.

Curiosidades sobre o pt.wikinews:
O Wikinews é mais um projecto da Wikimedia Foundation, fundação responsável pela Wikipedia a maior encliclopédia livre existente (491.000 artigos!). Neste momento já existem versões do Wikinews em 10 línguas, entre as quais o Português.

A versão Portuguesa do Wikinews foi lançada como ferramenta de trabalho a 19 de Fevereiro de 2005, sendo publicadas as primeiras notícias no dia 4 de Março. Voluntários de Portugal e do Brasil colaboram na elaboração de textos, revisão, desenho do sítio e deliberações sobre as suas formas de funcionamento.

Como funciona?
Acesso livre sem restrições – O acesso ao conteúdo Wikinews não depende do pagamento de qualquer quota ou do fornecimento de quaisquer dados pessoais, nem mesmo do endereço e-mail.

Sem publicidade – O Wikinews depende unicamente de donativos anónimos, pelo que qualquer pessoa pode doar.

Voluntariado livre – Qualquer pessoa pode ajudar a criar ou a melhorar um artigo – qualquer artigo. Estas tarefas são realizadas em regime de voluntariado não remunerado.

Democracia – Todos iguais, cada voluntário um voto. Os voluntários organizam-se completamente segundo os princípios da democracia. Todas as decisões e a eleição dos administradores podem ser participadas por qualquer voluntário.



Publicado por Fernando Zamith a 10 março, 2005 00:13