Arquivo mensal: Janeiro 2003

Dossier Lima: Reabilitação energética dos Solares do Vale do Lima




O Vale do Lima será abrangido por um projecto que tem por objectivo a promoção da utilização racional da energia, assim como a divulgação das fontes de energias renováveis e a preservação e conservação do património ambiental da região.



A AREALIMA (Agência Regional de Energia e Ambiente do Vale do Lima) e a TURIHAB (Associação de Turismo de Habitação) criaram em 1999 o projecto “Auditorias Energéticas em Solares em Portugal”, que prevê a análise das actuais condições de consumo energético no sector do turismo de habitação e a procura de novas formas de economia e aproveitamento de energias renováveis em Solares. Estas energias renováveis poderão contribuir para a melhoria da qualidade e hospitalidade dos Solares sem prejudicar a sua arquitectura e construção características.

Inicialmente, foram seleccionados vinte imóveis que vão ser sujeitos a uma vistoria, no fim da qual será apresentado um relatório incluindo um conjunto de recomendações que se considerem adequadas em diversos termos aos imóveis inspeccionados. Estas vistorias serão levadas a cabo tendo em conta os diversos sistemas energéticos do imóvel.

Com a conclusão do projecto está prevista a publicação de um manual de boas práticas energéticas para o turismo rural, incluindo as principais recomendações resultantes dessas auditorias e um resumo das diversas oportunidades da energia solar térmica neste sector.

Será apresentado como exemplo de reabilitação energética de um Solar a Casa Meio Alvim, que procurou estabelecer um equilíbrio entre a eficiência energética e a preservação das características arquitectónicas e construtivas do imóvel.

Lúcia Lourenço



Publicado por turma012 a 08 janeiro, 2003 12:07

Dossier Lima: “Lima – um rio, muitos nomes.”




Rio Talariño, Freijo, Mourenzo… Pensa-se em rios espanhóis, mas não o são. Todos estes nomes pertencem ao mesmo rio. O rio que os portugueses conhecem como rio Lima.



O Rio Lima nasce em Talariño, Espanha. Entra em terras lusitanas perto de Lindoso e desagua em Viana do Castelo. O rio tem uma extensão de cerca de 108 Km, sendo que apenas 67 Km pertencem à área geográfica portuguesa.
Curiosamente, embora todos os portugueses o conheçam como “o Lima”, em Espanha o rio adopta diferentes designações, consoante os locais por onde passa. Por exemplo, o rio é também conhecido como Talariño, Freijo ou Mourenzo. Isto acontece devido à alteração do curso natural do rio, para fins económicos. Assim, sempre que o caudal do Lima é desviado para alimentar um moinho ou a produção agrícola, o rio assume o nome da localidade.
É no rio Lima que se encontra o mais potente centro produtor hidroeléctrico, em Portugal – a barragem do Lindoso.
As margens do Lima proporcionam condições ambientais, naturais e humanas que deixam antever novas perspectivas à actividade turística. A zona tem também um património arquitectónico e cultural que fomenta o turismo de habitação.

Olga Magalhães
Mariana Maciel



Publicado por turma012 a 08 janeiro, 2003 12:06

Dossier Minho: À descoberta da riqueza natural do Estuário do Minho




Incluído na lista de locais portugueses da Rede Natura 2000, o estuário do rio Minho constitui uma zona húmida de grande valor ecológico para o país.



O estuário do Minho é um espaço de grande interesse natural, sendo, desde 1861, uma reserva de caça. Além disso, foi listada na convenção de RAMSAR (1971) para a conservação das zonas húmidas.
A faixa litoral que se estende para sul da foz (litoral de Moledo) está classificada
como área de interesse para a conservação da Natureza pelo projecto Biótopo/Corine (Costa Verde), o qual também está incluído na lista nacional de sítios da Rede Natura 2000 (Costa de Viana).
Delimitando a fronteira entre Portugal e Espanha, nos seus últimos 70 km de troço, o rio Minho nasce na Serra da Meira, em Espanha, e desagua entre Caminha (Portugal) e A Guarda (Galiza); tem um comprimento de 300 km e o limite médio de penetração da maré situa-se entre os 35 km, a montante de Valença do Minho.
Nas margens do estuário existe uma vegetação rica e abundante, a destacar as matas ripícolas, os caniçais e os juncais, a qual alberga uma avifauna muito diversificada.
A dinâmica sedimentar tem sido alterada, devido à construção de barragens a montante (desde os anos 60) e ao estabelecimento de uma linha de ferry entre as localidades de Caminha e Pasaxe (em 1994).
Apesar da sua beleza natural e da importância ecológica para Portugal, o estuário do Minho tem sido objecto de poucas investigações, pelo que a maior parte dos seus dados se baseiam em fórmulas matemáticas e não em estudos experimentais.

Salomé Silva



Publicado por turma012 a 08 janeiro, 2003 12:02

Dossier Minho: Vale do Minho afina estratégias de desenvolvimento




Os concelhos do Vale do Minho pretendem afirmar-se como um ponto estratégico nas relações económicas e culturais entre o Minho e a Galiza. Tendo o Rio Minho como elo de ligação, as autarquias de Caminha, Vila Nova de Cerveira, Paredes de Coura, Valença, Monção e Melgaço estão juntas no objectivo de promover o desenvolvimento nesta região.



A Associação de Municípios do Vale do Minho foi constituida em 1994 com o fim de defender o Rio Minho e a sua Bacia Hidrográfica. Mas o projecto de cooperação não se fica por aqui. O site oficial da Associação dá conta das múltiplas iniciativas promovidas.

Nos planos da Associação está também a criação de uma plataforma de integração que permita a criação de projectos de planeamento territorial, coordenação de transportes, desenvolvimento sócio-cultural ou obras intermunicipais.

A aposta tem-se revelado acertada. As empresas espanholas, especialmente as galegas, não ficaram indiferentes a este esforço e o investimento directo espanhol nesta zona ascende já a 10 milhões de contos.

As Câmaras Municipais do Vale respondem e já investiram cerca de 1,5 milhões de contos em polos industriais, e estão previstos mais 3 milhões para a conclusão de uma rede de parques industriais.

Miguel Conde Coutinho



Publicado por turma012 a 08 janeiro, 2003 11:52

Dossier Minho: Aquamuseu divulga património do Rio Minho




O projecto do Aquamuseu do Rio Minho, de Graça Reis, há tanto esperado e idelizado é uma ideia única a nível nacional que permite preservar o património da região e ao mesmo tempo desenvolver investigações aliadas a uma parte lúdica e educacional.



O projecto do Aquamuseu, em Vila Nova de Cerveira, surge de uma ideia do Doutor Carlos Antunes. Um projecto que visa promover programas de actividades no rio Minho e afluentes, permitindo dar a conhecer às pessoas, e sobretudo à população local e jovens, os diversos ecossistemas do vale do Minho e a importância – económica, ambiental e cultural – da sua preservação

Promovido pela Associação da Estação Hidrológica do Rio Minho (AEHRM) em colaboração com o Instituto de Ciências Biomédicas de Abel Salazar da Universidade do Porto (ICBAS), o projecto sofreu alguns atrasos, mas acabaria por arrancar em Novembro de 2001.

Neste projecto está prevista a construção de um Museu onde será feita uma exposição de artes de pesca que servem os pescadores portugueses e galegos, ao longo dos anos, naquelas águas, bem como a amostra de utensílios de pesca e fotografias. Ao mesmo tempo pretende-se erguer um Aquário Público que permita aos visitantes percorrer o rio desde a nascente até à foz, observando diversos aquários e aquaterrários.

A autarquia de V. N. Cerveira prevê a finalização do projecto do Aquamuseu do Rio Minho em 2003.

Teresa Correia



Publicado por turma012 a 08 janeiro, 2003 11:42

Dossier Douro: Douro é habitat para muitas aves de rapina




O Rio Douro constitui um dos últimos refúgios e local de nidificação de várias espécies de aves de rapina. No Parque Natural do Douro Internacional habitam aves como grifos, abutres, águias e falcões. O Grupo Quercus tem promovido uma série de iniciativas concretas de conservação, de forma a proteger as aves de rapina.



A bacia do Douro, e fundamentalmente os seus 120 km quase ininterruptos de boas escarpas entre as quais corre o Douro internacional no seu percurso de Miranda do Douro até Barca d’Alva, constitui a mais importante zona de nidificação de aves de rapina no nosso país. Estas zonas possuem importantes núcleos de escarpas fluviais, fundamentais para que as aves de rapina construam os seus ninhos.
O Grupo Quercus tem promovido uma série de iniciativas de protecção destas aves, destacando-se a criação de zonas de alimentação para aves necrófagas. Como os abutres se alimentam de animais mortos e hoje em dia a produção de gado no Douro tem altos e baixos, colocou-se à disposição dos abutres partes não aproveitáveis dos animais abatidos nos matadouros. Lançou-se, igualmente, uma campanha junto da população que visa reabilitar a imagem dos nossos abutres, realçando aos olhos dos pastores e agricultores o papel ecológico que os abutres desempenham na natureza como saneadores dos nossos campos.
Os grupos ambientais promovem ainda acções para a diminuição da influência das barragens, da agricultura extensiva, da caça e do alpinismo no habitat das aves.

Ana Sofia Marques



Publicado por turma013 a 06 janeiro, 2003 10:55

Ponte do Infante encerra durante 5 dias

A nova ponte que liga o Porto a Gaia vai encerrar dia 17 para conclusão do troço de acesso à VL9. Como alternativa, o Metro do Porto sugere as pontes do Freixo e da Arrábida e o tabuleiro inferior da Ponte D. Luíz.

A ponte do Infante, inaugurada há 2 meses, foi construída pelo Metro do Porto para libertar o trânsito da Ponte D. Luíz. O metro efectuará a ligação Porto-Gaia através do tabuleiro superior da mesma, que vai ser utilizado exclusivamente com esse fim.
A reabertura do sentido Gaia-Porto está prevista para dia 19. O trânsito em ambos os sentidos será possível a partir de dia 22 deste mês.

Marta Silva e Mónica Ribeiro

Publicado por turma002 a 06 junho, 2003 08:08

Redacção Virtual II




O prometido é devido. Agora foram duas turmas do 2º ano (1 e 3) que simularam redacções virtuais. Os efeitos do mau tempo e as recordações ainda bem vivas do Inverno de há dois anos justificaram a escolha do tema: o Rio Douro.






Publicado por Fernando Zamith a 06 janeiro, 2003 15:38

Dossier Douro: Cheias induzidas por rotura de barragens




A rotura de uma barragem induz a formação de uma onda de inundação que pode afectar vidas humanas e causar elevados danos materiais.



Actualmente, em Portugal Continental existem cerca de 100 barragens de grande dimensão – com mais de 15m de altura, com capacidade de armazenamento superior a um milhão de m3 ou que possuam fundações especiais – e à volta de 800 de pequena/média dimensão. A maioria destas barragens tem já várias décadas de existência.
Apesar de projectadas e edificadas com toda a segurança, existe sempre algum risco de ocorrer a rotura de uma barragem, quer por colapso da sua estrutura, quer por cedência das fundações.
Segundo a actual legislação portuguesa sobre segurança de barragens, é exigido que os donos das mesmas efectuem uma análise do risco de rotura, bem como a definição de mapas de inundação (com base em modelos hidrodinâmicos), para que se possam identificar zonas de risco. É ainda exigido que possuam planos de emergência que incluam sistemas de alerta e aviso.

Tudo isto tem como objectivo evitar os efeitos directos de uma cheia. A perda de vidas humanas, evacuação e desalojamento de pessoas, isolamento de povoações, danificação da propriedade pública e privada, submersão de infra-estruturas e equipamentos, destruição de explorações agrícolas e agro-pecuárias, interrupção do fornecimento de bens e serviços básicos, perda de produção da actividade e o custo das acções de Protecção Civil são razões mais do que suficientes para que esta legislação seja seguida à risca.
Como efeito indirecto aponta-se afectação das actividades socio-económicas.

As ondas cheias induzidas por estes acidentes são geralmente de propagação muito rápida e com forte impacto no tecido social a jusante e no ambiente. Os aproveitamentos hidráulicos do país, construídos para fins hidro-eléctricos, hidro-agrícolas e de abastecimento público ascendem a mais de um milhar. Contudo, aqueles que têm no tecido socio-económico dos vales a jusante são naturalmente os de média e grande dimensão.

Daniel Brandão
Filipe Espadaneira



Publicado por turma013 a 06 janeiro, 2003 11:49

Dossier Douro: Fim de ano debaixo de água




Nos últimos dias, o mau tempo tem sido uma dor de cabeça para as populações de todo o país.
No Porto, as cheias já não são novidade para os habitantes das zonas ribeirinhas, que todos os anos vêem as suas casas serem “invadidas” pelas águas do Douro.



Este ano, as águas do Douro voltaram a fazer estragos nas margens do Porto e de Gaia.
A situação já era esperada e o Centro de Previsão e Prevenção de Cheias alertou de imediato as entidades e as populações para a necessidade de adoptar medidas cautelares.
Para além disso, a Câmara Municipal do Porto disponibilizou camiões para proceder à eventual transferência de máquinas e mobiliário dos estabelecimentos comerciais de Miragaia. Estes estabelecimentos são os principais afectados pelas cheias, que condicionam em muito o seu negócio.
Casas e estabelecimentos comerciais alagados são provas bem visíveis do transtorno por que estas pessoas tiveram que passar.
Segundo a Protecção Civil, prevê-se uma melhoria das condições climatéricas, o que não significa que o risco de uma nova inundação esteja de parte.
Assim, apesar de se verificar uma situação globalmente mais favorável, é recomendado às populações ribeirinhas que se mantenham atentas ao evoluir da situação.

Diana Fontes
Ana Ramalho



Publicado por turma013 a 06 janeiro, 2003 11:27