Arquivo mensal: Janeiro 2003

Pinto da Costa mais orgulhoso que nunca

25Pinto da Costa mostrou-se confiante na conquista do campeonato. Durante a gala do terceiro aniversário da Casa do Futebol Clube do Porto em Espinho, na passada quinta-feira, mandou alguns recados e prometeu voltar para festejar o título nacional.

O presidente do Futebol Clube do Porto afirmou “nunca como hoje tive tanto orgulho em ser presidente deste grupo profissional”.
Pinto da Costa aproveitou a ocasião para fazer uso da sua habitual ironia e disse “Há muita gente que, quando inaugurarmos o nosso estádio, irá ter de comprar muitas ‘renies’. E nessa altura poderemos dizer que conseguimos contra tudo e contra tolos”, referindo-se à actual direcção da Câmara Municipal do Porto.
Deixou, ainda, algumas mensagens à comunicação social. Com algum humor à mistura, no início da sua intervenção, deitou acidentalmente os microfones abaixo e disse “Se não fosse eu a segurar a TVI! Não sei se repararam, mas o único microfone que ficou de pé foi o da NTV!”
Apesar da larga vantagem (11 pontos) que o FCP leva, nesta altura. sobre o 2º classificado, Pinto da Costa não entra em euforias. “Não queremos festejar antes de ganhar nem vamos encomendar as faixas antecipadamente. Vamos estar com os pés bem assentes na terra”, declarou.
Na gala de comemoração estiveram, também, presentes, entre outros, José Mourinho e os jogadores Costinha, Jorge Costa e Secretário, que aproveitaram para comprar em leilão as respectivas camisolas e oferecê-las à Casa do FCP de Espinho.

Daniel Brandão

Posted by turma013 at janeiro 25, 2003 03:51 PM

As entrevistas do Oubelá.com




Está completa a primeira série de entrevistas do “Oubelá.com“.
Fique a conhecer melhor o treinador José Mourinho, a cantora Manuela Azevedo e o galerista Jaime Isidoro e saiba como estão o Coliseu do Porto, a Fnac e as discotecas Prosak e Indústria. Um vegetariano “radical”, um homeopata, um professor de guitarra clássica, uma vendedora de jóias e um contador de histórias são outros entrevistados do Oubelá.com, que propõe também fado, música “anti-pimba” e viagens à China e ao Egipto.






Publicado por Fernando Zamith a 12 janeiro, 2003 18:13

As entrevistas do Arte_Factos




Está completa a primeira série de entrevistas do “Arte_Factos“.
Pastéis de Chaves, teatro e arte fora do sítio, a “labiríntica” noite do Porto, fado académico e design na Internet são alguns dos temas das conversas. Saiba também como é interpretar Shakespeare e aprender a pintar, encontre artes em Paredes e, “entretanto”, conheça a “vida” de outros grupos e gentes do teatro.






Publicado por Fernando Zamith a 12 janeiro, 2003 17:58

As entrevistas do Palco




Está completa a primeira série de entrevistas do “Palco“.
Aeróbica, body combat, hip-hop, dança latino-americana, tunas académicas e muita música e teatro são alguns dos temas abordados. Conheça também o outro rosto dos Clã, o ex-director do Teatro S. João (e as suas queixas), um estudante de sax e a melhor nadadora portuguesa de mariposa.






Publicado por Fernando Zamith a 12 janeiro, 2003 17:39

Dossier Lima: A única praia fluvial com Bandeira Azul




Foi em 1997 que uma praia fluvial portuguesa mereceu pela primeira e única vez a Bandeira Azul da Europa.
O galardão europeu, que funciona como um certificado de qualidade ambiental, foi atribuido à praia fluvial de Arnado, Ponte de Lima.



Arnado foi e ainda é uma excepção. O diagnóstico geral das praias portuguesas desde então contrasta com a qualidade que, em 97, valeu a Ponte de Lima a Bandeira Azul.
Os critérios de avaliação estabelecidos pela campanha, promovida pela Fundação para a Educação Ambiental na Europa, passam pela avaliação da qualidade da água, da informação e educação ambiental e da gestão do ambiente e equipamentos.
Desde há seis anos não é hasteada uma única bandeira numa das nossas praias fluviais. Os rios portugueses parecem não responder às exigências estabelecidas pela Fundação, nomeadamente no que diz respeito aos critérios de segurança, limpeza e higiene.

Inês Castanheira



Publicado por turma012 a 08 janeiro, 2003 12:27

Dossier Minho: A travessia do rio em ferry-boat




São perto de cinco os rios no país que podem ser atravessados de ferry. O Rio Minho é um deles. Em vez da travessia por ponte, sugere-se uma curta viagem de barco até Espanha.



Quem desejar atravessar o rio Minho pode fazê-lo de barco. Neste momento existem ferries para Espanha de meia em meia hora. Seja em Caminha ou em Vila Nova de Cerveira, os turistas podem visitar Campos Ancos ou Goyan, respectivamente.

O Vale do Minho tem muito para oferecer: o Parque Nacional Peneda-Gêres, Vila Nova de Cerveira, Caminha, Paredes de Coura, entre outros locais. A rápida ligação a Espanha, quer por rio, quer pelas várias pontes existentes, faz com que mais de 6 milhões de pessoas entrem em Portugal anualmente, o que significa 76% da região Norte.

Os caminhos de Santiago são uma importante causa de entrada e saída de pessoas. As igrejas românicas e os marcos miliários são motivo de visita de todos os peregrinos que rumam a Santiago de Compostela.

Hoje, as agressões ambientais ainda não são muitas e, talvez por isto, já existem empresas estrangeiras a fomentar o turismo rural na zona.

Hugo André Ribeiro



Publicado por turma012 a 08 janeiro, 2003 12:15

Dossier Lima: A ponte de Ponte de Lima




Da ponte que actualmente conhecemos, que cruza o rio na Vila de Ponte de Lima, só uma parte é romana, e nem essa chegou íntegra aos nossos dias. Situa-se na margem direita, para lá da Igreja de Santo António da Torre Velha, e encontra-se fora do leito actual do rio, em seco.



Quer fosse construída no tempo de D. Pedro I quer de um antecessor, é certo que quando completa, ou seja, quando extremada pelas duas torres ou castelos, desmoronados em 1857/58, e quando guarnecida de ameias, a ponte representava o único modelo de arquitectura militar do género no nosso país.
É uma construção de grande solidez, que tem resistido à acção de muitos séculos e aos embates violentos, ao peso e à força incalculável das águas do rio Lima, por ocasião das cheias no Inverno.
Mede 277m de extenção sobre 4m de largura, e tem, além dos que foram aterrados de parte da vila, 15 arcos grandes e 14 estreitos. A ponte que liga a Vila de Ponte de Lima à outra margem, conhecida como além do rio, é formada por dois troços distintos: um romano e o outro medieval. Este com tabuleiro rampante muito suave, assente sobre os 15 arcos quebrados à vista. Em contrapartida, o troço romano é muito simples, de tabuleiro rampante, assente sobre 7 arcos dispostos irregularmente e de diferente vão.
O troço medieval representa entre nós um novo protótipo de ponte, imitando outras espanholas no caminho para Santiago.
A ponte de Ponte de Lima é uma arquitectura civil, pública, romana e gótica fortificada, flanqueada por duas torres e enquadrada no sistema defensivo da vila.

Lúcia Sousa



Publicado por turma012 a 08 janeiro, 2003 12:14

Dossier Lima: Uma “história” no Rio Lima




Sabe o que nasce em Espanha, no monte Talariño, e desagua em Portugal, no porto de mar de Viana do Castelo? É o rio Lima, um curso de água natural com uma longa história, que está profundamente interligada a uma velha lenda, presa desde sempre às suas margens.



É um rio com uma área de 2.480 Km2. Passa pelo norte de Portugal e cada vez tem mais “fama”, pois o turismo tem vindo a desenvolver-se nas áreas por onde ele corre, tais como Ponte de Lima e Viana do Castelo. Outrora denominado Rio Lethes, é hoje conhecido como Rio Lima. O que poucos sabem é que este curso de água prende nas suas margens uma velha lenda, do tempo dos romanos.
Na altura do Império Romano era conhecido por “Rio do Esquecimento”, pois os soldados sabiam que quem atravessasse as suas margens perderia “o olvido do passado e da própria pátria”, tal como refere o Conde de Bertiandos, in Lendas. Assim sendo, as legiões romanas temiam as águas do Lima e negavam-se a navegar sobre elas.
Apenas no ano de 135 a.C. as tropas romanas atingiram a margem esquerda do Lima, comandadas por Décios Junos Brutos, que, empunhando o estandarte das águias de Roma, desafiou a “beleza manhosa” das águas do rio e as atravessou sozinho. Já do outro lado da margem, o comandante chamou cada soldado pelo seu nome, conseguindo assim provar às suas tropas que, apesar do belo fascínio do rio Lima fazer lembrar o rio Lethes, que apagava a memória a quem o atravessasse, a lenda não era verdadeira.
Todavia, ainda hoje, quem conhece este rio e sabe a “história” das suas margens não se cansa de enaltecer a velha lenda popular.

Joana Beleza



Publicado por turma012 a 08 janeiro, 2003 12:13

Dossier Minho: Forte da Ínsua




Após sofrer obras de conservação e manutenção em 2001, o Forte da Ínsua é um dos monumentos mais atractivos que se podem encontrar ao longo do rio Minho. Situado na foz do rio, numa ilha rochosa, permite-nos visualizar uma extensa área do estuário do Minho.



Fortaleza de planta em forma de estrela irregular, formada por 5 baluartes, o Forte da Ínsua chega a atingir nalguns pontos os 2.80m, permitindo algumas vistas fabulosas, como se pode ver aqui.
Implantado numa pequena ilha rochosa, situada a sudoeste da foz do rio Minho, a cerca de 200 m. da costa portuguesa, o acesso ao Forte é feito por barco, desde a praia de Moledo.
Além deste atractivo, o Forte da Ínsua tem ainda uma história muito rica. A primeira construção na Ilha da Nossa Sra. da Ínsua foi precisamente o convento de Santa Maria da Ínsua, situado no interior do Forte, e que data do século XV. O convento terá sido inicialmente ocupado por religiosos galegos e asturianos, desgostosos por Castela apoiar o Papa de Avignon, aquando do Grande Cisma do Ocidente. No início do século XVII o Forte é alvo de ataques de corsários Ingleses e de piratas Luteranos, na sequência dos quais o Convento é praticamente abandonado. Assim, entre 1649 e 1652 inicia-se a construção da fortaleza, sendo que as obras se prolongaram pelos séculos XVII e XVIII, com sucessivas alterações. A partir do momento da fortificação da ilha, a convivência entre o clero e a ordem militar foi sempre difícil. Em 1834 as ordens religiosas abandonam definitivamente a ilha.
Actualmente, o Forte da Ínsua encontra-se sob a tutela do IPPAR (Instituto Português do Património Arquitectónico), tendo beneficiado, em 2001, de obras de conservação e manutenção do conjunto edificado, nomeadamente de consolidação dos paramentos interiores da fortificação.
O forte da Ínsua constitui um dos principais pontos de atracção turística do norte de Portugal.

João Oliveira
Sónia Araújo



Publicado por turma012 a 08 janeiro, 2003 12:13