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Três anos. Foi o tempo necessário para Sam Smith amadurecer. Se no primeiro álbum, “In Te Lonely Hour”, o cantor chorava e declamava todas as suas deceções amorosas, em“The Trill of It All” encontramos um homem mais maduro e familiarizado com o coração partido. “Sei o que estás a pensar, que sou frio; mas estou apenas a proteger a minha inocência”, desabafa no primeirosingle do álbum,“Too Good At Goodbyes”.

Num novo capítulo da sua vida e da sua carreira, o britânico invoca temas como as relações mais complicadas, a religião e a sua sexualidade, saindo, deste modo, da sua zona de conforto.

Ainda assim, a sonoridadade das 14 faixas não é novidade. Com um arranjo bastante acústico de pianos e cordas, o peso das músicas remonta bastante ao já ouvido e agora retomado: se por um lado existem algumas músicas que fogem do melancólico e nostálgico, por certo que há outras que se prostam como se um melhoramento do anterior fosse – faixas essas que poderiam, na perfeição, ter estado incluídas na versão Deluxe do álbum anterior.

Para além de um coro e de toda uma orquestra ao seu dispor, Smith destaca-se apenas neste novo álbum pelas melodias energéticas que o consomem, como é o caso de “One Last Song” e “Baby, You Make me Crazy”.

Com uma fórmula gasta e reutiliza da pelo próprio, Sam Smith veio à ribalta para mostrar evoluções. Contudo, serão estas suficientes?