André Gomes intitula-se de “argonauta”, ou não fosse ele um viajante. Durante o “gap year” que fez pelo continente asiático, André ilustrou um diário de viagem. Agora vai expondo as memórias que imortalizou.
André Gomes é um jovem de 21 anos. Natural de Arouca, frequentou a Escola Artística Soares dos Reis, no Porto, e especializou-se em ourivesaria.
“Uma necessidade pulsional de aprender a viajar” levou André a candidatar-se ao concurso Gap Year, do qual saiu vencedor. Com o apoio da Fundação Lapa do Lobo e outras entidades da vila de Arouca, o jovem viajou pela Índia, Sri Lanka, Nepal e Irão durante meio ano em 2015.
A base do projeto foi o voluntariado, que começou na Índia. As tarefas, refere, consistiram em levar as crianças à escola e em alimentar animais, fonte de substistência da aldeia onde se localiza a instituição que o acolheu.
Esta experiência, explica sem quaisquer dúvidas, é o que de melhor guarda da viagem.
André confessa que em alguns momentos se sentiu solitário. Contudo, não hesita ao afirmar que a língua e a cultura não foram entraves durante a estadia na Ásia.
Durante a viagem, o gapper imortalizou o que viveu num diário. Na sua página de Facebook, o “Argonauta” publicou as aguarelas que pintou. Nelas figuram lugares, pessoas e monumentos que o marcaram de uma forma especial.
Com um carinho particular pelas ilustrações de pessoas com as quais teve contacto, André conta em cada página do seu diário uma história, trazendo consigo memórias que nunca esquecerá.
Com um futuro incerto, o “Argonauta” confessa ao Correspondente que não quer ficar por aqui. Viajar e pintar é uma das suas ambições e promete continuar a navegar ousadamente, fazendo jus ao nome que atribui a si próprio.
Por agora, André continua a estudar na Faculdade de Belas Artes (FBAUP). Em simultâneo, conta com várias exposições ocasionais.
Artigo publicado no JornalismoPortoNet.