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Ticketmaster sob investigação após incidente com a “The Eras Tour”

A empresa cancela a venda de bilhetes para a recém anunciada tour da cantora pop, Taylor Swift, o que leva a uma investigação por parte do Departamento de Justiça dos Estados Unidos da América.

“The Eras Tour” Cartaz Oficial | Site Oficial da Taylor Swift

No início de novembro, Taylor Swift anunciou a sua próxima tour, “The Eras Tour” inspirada nas diferentes eras da sua carreira, dando, primeiramente, aos seus fãs as datas dos concertos nos Estados Unidos da América.

A tour começa em março, no Estado de Arizona, e a última data publicada é em abril, terminando em Los Angeles. Na divulgação, Taylor promete aos seus fãs que se manifestará relativamente a datas internacionais o mais brevemente possível.

Anúncio da “The Eras Tour” via Twitter

Depois de um período longo de pandemia, sem oportunidade de ouvir a cantora ao vivo, os fãs norte americanos entram em êxtase, o que é refletido no site da Ticketmaster. A página inicial do site foi temporariamente desativada, resultado da competição por parte dos “swifties” (apelido dos fãs da cantora) na esperança de conseguir bilhetes, para aquela que seria a oportunidade de recuperar após o lançamento de três novos álbuns e outras duas regravações anteriormente lançadas.

Esta falha leva a uma onda de reclamações no Twitter, uma vez que os fãs mostravam preocupação no que diz respeito à incerteza de conseguir presenciar a tour.

A situação levou a que a Ticketmaster anunciasse o cancelamento permanente da venda de bilhetes, afirmando que esta decisão resultava da procura extremamente alta, sendo que não havia bilhetes que cobrissem esse número de pessoas.

Vendas dos bilhetes para a “The Eras Tour” | Ticketmaster

Visto isto, Taylor Swift prenuncia-se com uma longa mensagem nas suas plataformas digitais, mostrando empatia para com os seus fãs, especialmente por aqueles que passaram por circunstâncias complicadas na aquisição dos seus bilhetes, e descontentamento para com a empresa em questão.

Ticketmaster, juntamente com a Live Nation (fundidas em 2010) é acusada de abusar do seu poder, sendo assim aberta uma investigação de proteção ao consumidor sobre este fiasco, apoiada por diversos legisladores.

 

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Sofia Moreira

Suspensão de venda de bilhetes para digressão de Taylor Swift leva a investigação

A venda de bilhetes para a nova digressão de Taylor Swift foi suspensa devido à procura elevada. Live Nation está sob investigação devido à suspeita de práticas de monopólio do mercado.

concert photos

Foto: Nainoa Shizuru/Unsplash

Ticketmaster suspendeu por completo a venda de bilhetes para a nova digressão de Taylor Swift, agendada para a passada sexta-feira (18). A empresa culpou a procura elevada e deixou um pedido de desculpas no Twitter a Swift e aos fãs, que passaram por um processo tumultuoso durante a pré-venda dos bilhetes.

Antes do começo oficial da venda de bilhetes, a Ticketmaster direcionou os fãs para o programa “Fã Verificado” que, depois da sua inscrição, daria acesso a um código para entrar na pré-venda. O site acabou por cair várias vezes no decorrer do processo, o que deixou inúmeros fãs em filas de espera sem acesso aos bilhetes prometidos.

Devido ao imprevisto, a empresa decidiu que a venda dos bilhetes iria decorrer normalmente, para evitar outras complicações. No entanto, através de um comunicado, a Ticketmaster acabou por cancelar a venda definitivamente “devido a demandas extraordinariamente altas nos sistemas de bilheteria e estoque insuficiente de ingressos restantes para atender a essa demanda”, anunciou na quinta-feira (17).

“The Eras Tour”, com início em março de 2023, bateu recordes com 3,5 mil milhões de solicitações totais do sistema, segundo Ticketmaster, e sofreu um “número impressionante de ataques de bots”. O sucedido levou os fãs a demonstrarem o seu descontentamento nas redes sociais, e Taylor Swift a deixar uma mensagem relativa ao assunto no Instagram: “É realmente incrível que 2,4 milhões de pessoas tenham conseguido bilhetes, mas irrita-me bastante que muitos deles sintam que passaram por vários ataques para obtê-los”.

A empresa acabou por deixar um comunicado no Twitter a pedir desculpa à cantora e aos fãs pelo incidente, incluindo um link a explicar em detalhe tudo o que correu mal, desde a pré-venda dos bilhetes até à sua suspensão.

No entanto, o fiasco despoletou uma investigação por parte do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, devido a um possível caso de práticas de monopólio pela Live Nation Entertainment. A empresa de entretenimento, que detém a plataforma Ticketmaster, está a ser acusada de abuso de poder na indústria da música ao vivo, ao violar o direito de concorrência e ao prejudicar os clientes.

O caos gerado na compra dos bilhetes para a digressão de Taylor Swift resultou num culminar de anos de queixas de fãs relativamente à dificuldade de adquirição de bilhetes e à elevada discrepância nos preços.

O New York Times avançou ainda que quando o Departamento da Justiça aprovou a fusão de Ticketmaster e Live Nation Enterntainment, em 2010, exigiu que a empresa vendesse algumas partes da sua instituição. Também chegou a um acordo legal com a empresa que a proibia de ameaçar os locais de concertos com a perda do acesso às suas digressões se esses locais decidirem usar fornecedores de ingressos que não sejam a Ticketmaster. Esses mandatos foram definidos para durar até 2020.

No entanto, no final de 2019, uma investigação do Departamento de Justiça descobriu que a Live Nation tinha violado repetidamente essa condição no contrato. O Departamento estendeu os termos do acordo até 2025 e esclareceu no contrato o que a empresa tinha permissão para fazer ao negociar acordos de venda de ingressos com locais.

Ainda assim, o Departamento da Justiça está a conduzir uma nova investigação para confirmar se a Live Nation está a cumprir o acordo, após a polémica causada pela venda de bilhetes para a digressão de Taylor Swift.

Em comunicado face às acusações, a Live Nation afirma que “leva as suas responsabilidades sob as leis anti-trust a sério” não recorrendo a práticas “anticoncorrenciais”. Alguns legisladores já exigiram o desmantelamento da “gigante” do entretenimento.

 

Por Camila Teixeira

 

 

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