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Presidenciais: Sondagem dá vitória a Marcelo Rebelo de Sousa na primeira volta

A dois meses das eleições presidenciais e ainda sem a oficialização da recandidatura de Marcelo, a sondagem da Aximage para o JN e TSF, apresenta o atual Presidente da República como claro vencedor. O pódio é completado com Ana Gomes e André Ventura, em segundo e terceiro lugar, respetivamente.

EPA/MÁRIO CRUZ

Marcelo Rebelo de Sousa está nos últimos meses do seu mandato enquanto Presidente da República (PR) e ainda não apresentou a sua recandidatura ao Palácio de Belém. Contudo, a mais recente sondagem atribui-lhe 62,7% da intenção de voto, percentagem que lhe permite vencer na primeira volta, tal como se sucedeu há 5 anos.

Em segundo lugar na sondagem da Aximage está Ana Gomes. A ex-eurodeputada socialista reúne 17,2% dos votos e na apresentação da sua candidatura afirmou-se enquanto candidata da “transparência” e da “independência.” Ana Gomes não conta com o apoio oficial do partido do qual fez parte durante muitos anos e critica o PS por não apresentar nenhum candidato próprio:

“não compreendo nem aceito a desvalorização de um ato tão significante como a eleição para a Presidência da República”

André Ventura, candidato com o apoio do Partido Chega, surge em terceiro lugar, com 7,6% da intenção de voto. Em setembro, Ventura afirmou que se demitira do Chega caso ficasse atrás de Ana Gomes nas eleições presidenciais. Cenário que se pode tornar numa realidade, de acordo com a Sondagem.

Marisa Matias, que se volta a candidatar à corrida ao Palácio de Belém, não reúne a mesma percentagem de votos nas projeções, comparativamente a 2016, ficando com 4,6%. De acordo com o Jornal de Notícias, a bloquista conquista menos eleitores Bloco de Esquerda, do que Ana Gomes.

O candidato comunista, João Ferreira, fica apenas com 1,6% dos votos, seguido por Tiago Mayan da Iniciativa Liberal, com 1,5%. Já Vitorino Silva, mais conhecido como Tino de Rans, fica com uma percentagem muito reduzida dos votos do eleitorado português.

Ainda não há uma data oficial para as eleições presidenciais, mas estas terão lugar em janeiro de 2021. No tempo que falta há espaço para conquistar parte do eleitorado, podendo alterar as projeções dos resultados.

Em 2016, Marcelo venceu com 52% dos votos. Sampaio da Nóvoa ficou com 22,88%, Marisa Matias com 10,12% e Maria de Belém com 4,24%. Finalmente, o candidato da CDU, Edgar Silva, conquistou 3,95% do eleitorado e Tino de Rans 3,28%. A taxa de abstenção foi de 51,3%, a segunda maior desde o 25 de abril.

 

João Múrias

Presidenciais brasileiras 2018: Lula da Silva lidera as intenções de voto

A um ano das eleições presidenciais brasileiras, o ex-presidente, Lula da Silva, leva vantagem sobre os restantes candidatos nas sondagens realizadas até agora.

Luiz Inácio Lula da Silva, antigo presidente brasileiro, é o principal candidato à presidência do Brasil. Mesmo após a condenação no caso Lava Jato, Lula da Silva lidera as sondagens das eleições que vai decorrer em outubro de 2018.

O candidato do Partido Trabalhista aparece nas sondagens realizadas pelo Datafolha com uma vantagem de cerca de 20 pontos percentuais em relação a Jair Bolsonaro, do Partido Social Cristão. Na terceira posição, apresenta-se Marina Silva, candidata do partido Rede Sustentabilidade, com percentagem ligeriamente inferior à de Bolsonaro.

Os mais de 140 milhões de eleitores estimados continuam a acreditar no antigo presidente, mesmo após a sua condenação de nove anos e seis meses de prisão, em julho de 2017, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo Lava Jato.

O Brasil vive uma situação política complicada. Além de Lula da Silva, o processo Lava Jato envolve também a ex-presidente Dilma Rousseff. Esse caso levou ao Impeachment, que resultou na queda de Dilma e fez ascender Michel Temer ao cargo de presidente do Brasil.

A presidência de Temer também não foi pacífica. Em nenhum ministério existiam mulheres ou afro-brasileiros. Temer acabou por ser, igualmente, denunciado ao Supremo Tribunal de Justiça por suspeita de corrupção passiva.

Em plena crise política, no Brasil, o voto é obrigatório para todos os cidadãos com idades entre os 18 e os 65 anos. Para as pessoas com idades entre os 16 e os 18 anos e com mais de 65 anos é opcional.

A primeira volta das eleições presidenciais brasileiras estão agendadas para o dia 7 de outubro de 2017, enquanto a segunda volta está marcada para o dia 28 do mesmo mês.

 

Rui J. Costa