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Balenciaga emite pedido de desculpas após polémica envolvendo campanha

Duas campanhas deram origem a uma tempestade para a marca de luxo da Kering, com alegações de apoiar abuso infantil e pornografia.

A marca publicou esta terça feira, 22 de novembro, um pedido de desculpas no Instagram, demonstrando arrependimento por incluir os ursinhos de peluche na campanha. Afirmou, também, que já está tomando medidas legais contra as partes responsáveis por criar o cenário e incluir itens não aprovados para a sessão fotográfica da campanha.

Publicações do Instagram do perfil oficial da Balenciaga com o pedido de desculpas da marca

A campanha Objects de Gabriele Galimberti, conhecido por seus retratos de crianças cercadas por seus pertences, apresenta meninas segurando ursinhos de peluche em harness e tops com transparência. A outra, de Chris Maggio, traz modelos no escritório da Adidas: inclui uma foto de uma bolsa com uma página de uma decisão do SCOTUS de 2008 (Estados Unidos vs Williams) sustentando a promoção ou propaganda de pornografia infantil como um crime federal não protegido pela liberdade de expressão. Uma imagem de Isabelle Huppert inclui um livro de arte de Michael Borremeans, cujo trabalho apresenta crianças e adultos desnudos envolvidos em atos de violência, incluindo canibalismo.

Screenshot da página inicial da aplicação da Balenciaga: Camapanha de Gabriele Galimberti

As imagens foram disponibilizadas no site da marca para divulgar a coleção de Primavera 2023 e causaram controvérsias nas redes sociais. Usuários da rede social Twitter questionaram a Balenciaga de promover pedofilia, abuso infantil e pornografia. Também questionaram a presença de um documento em uma das fotos de Maggio, que traz o nome de John Phillip Fisher, condenado em 2018 por abusar sua neta.

 

Stefânia Soares

Sugestões de edições: up202100376@up.pt

 

Balenciaga pede desculpas por usar crianças em campanha polémica

A marca espanhola Balenciaga pediu desculpas pela escolha de acessórios “sadomaso” nas mãos de crianças e na escolha do cenário fotográfico envolvendo possível documento sobre pornografia infantil. As imagens, entretanto, já foram removidas.

 

Foto: Balenciaga, Reprodução Site

A nova campanha de final de ano da marca de luxo Balenciaga gerou polémica, anteontem (terça-feira), ao mostrar crianças a segurar peluches vestidos com acessórios que os internautas identificaram como sadomasoquismo. Ao fundo das fotografias, outras peluches também apresentavam estar vestidos com elementos de bondage, submissão, sadismo, masoquismo (BDSM), por exemplo, corrente de couro e coleiras.

Foto: Balenciaga. Ensaio Fotográfico Gabriele Galimberti

A informação foi retirada da conta do Instagram da Balenciaga, que respondeu às ondas de críticas excluindo toda a campanha das suas plataformas ‘online’.  

Segundo a marca, “pedimos sinceras desculpas por qualquer ofensa que a nossa campanha de fim de ano possa ter causado.” Refere ainda no comunicado “As nossas malas de peluches não deveriam ter sido apresentadas com crianças”. “Removemos imediatamente a campanha de todas as plataformas”, sublinha.

Foto: Balenciaga. Reprodução via Instagram. Pronunciamento da marca a respeito das polémicas

As críticas repercutiram ainda em outra ação publicitária da marca. A imagem desta vez é de uma das novas malas da Balenciaga sobre uns papéis, aos quais estes seriam possivelmente processos judiciais a respeito de pornografia infantil.

Foto: Balenciaga.

A marca numa nova publicação após longas horas veio a responder no storie do Instagram:

“Nós nos desculpamos por disponibilizar documentos desconcertantes em nossa campanha. Levamos esse assunto seriamente e estamos a tomar providências legais contra as partes responsáveis por criar o ‘set’ e incluir itens não aprovados para nossa campanha de primavera 2023. Condenamos fortemente o abuso de crianças em qualquer forma. Apoiamos a segurança e bem-estar das crianças“, explica em comunicado no Instagram. 

foto: Balenciaga, reprodução Instagram.

O fotografo italiano, Gabriele Galimberti, autor da campanha publicitária das crianças, veio a se  declarar no seu Instagram afirmando que não era responsável pelas escolhas da Balenciaga. Acrescenta ainda não possuir vínculos com a segunda imagem –Mala Preta sobre os documentos- e nem se quer ter sido ele a fazer esta imagem. 

foto: reprodução Instagram de Gabriele Galimberti

“Não estou em posição de comentar as escolhas de Balenciaga, mas devo salientar que não tive o direito, de forma alguma, de escolher os produtos, nem os modelos, nem a combinação dos mesmos”. Tradicionalmente do que costuma acontecer nas sessões fotográficas comerciais “a direção da campanha e a escolha dos objetos expostos não estão nas mãos do fotógrafo”, explica.

“Além disso, não tenho qualquer ligação com a fotografia onde aparece um documento do Supremo Tribunal. Esse documento foi tirado em outro ‘set’ por outras pessoas e foi falsamente associado às minhas fotografias”, conclui. 

Paralelamente, Galimberti possui um projeto de fotografias com crianças intitulado por “Toy Stories”, mostra-se meninas e meninos de mais de 50 países com seus brinquedos, descrevendo que seria o bem mais precioso de uma criança e sem relação com os supostos papéis criminais.

*Notícia retirada da publicação da marca Balenciaga em seu Instagram no destaque “Statement”.

*Para mais informações consultar Newsweek

Por Laís Vasconcelos

Na sua opinião, embora o pronunciamento da Balenciaga e a retirada das imagens, acredita que resulta considerando há “screenshot” e a replicação da mesma já estar feita. Acrescenta nos comentários.