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Direitos LGBTQIA+ também estão fora-de-jogo no Mundial do Catar

Com a abertura do Mundial do Catar abriram-se novas portas para o desrespeito dos direitos humanos, que impostos no Catar são reforçados pela FIFA.

O inicio deste Mundial conta com participação de 32 países em competição, porém apenas 7 federações tinham demonstrado a intenção de apoiar a comunidade LGBTQIA+ até a data, como confirma o JN.

Agora este facto vê-se alterado pois de 7 passam a 0 as confirmações devido ao ultimato publicado pela FIFA de que serão aplicadas sanções desportivas aos capitães que utilizem a braçadeira “OneLove“.

Foto: Picture Alliance

A Inglaterra, Alemanha, País de Gales, Bélgica, Dinamarca, Países Baixos e a Suíça eram os países em questão que pretendiam a utilização da braçadeira, porém, apesar de dispostos a aceitar as punições desportivas, são ainda obrigados a pagar sanções financeiras por apoiar a comunidade.

Porém o desrespeito para com os direitos humanos neste mundial não tem sido deixado passar. Duas circunstâncias de volume se destacaram neste mundial, primeiramente no jogo Alemanha x Japão, apesar da derrota da Alemanha, o país deixou uma das maiores marcas deste mundial, na forma de um gesto de protestação contra a censura dos direitos no Catar.

Foto: Lance!

Em outro instante, os impedimentos dos direitos humanos no Catar não foram esquecidos, deste modo, Alex Scott, comentadora da BBC e antiga futebolista da seleção Inglesa feminina, desafiou as regras e durante a transmissão utilizou a braçadeira “OneLove” como modo de revolta.

Rodrigo Rodrigues

Mundial de Hóquei em Patins 2022: “Sentimos que merecíamos mais”

O Hóquei em Patins português forma atletas que se espalham pelas equipas mais prestigiadas no mundo. Esta qualidade lusa fez-se sentir em Aldo Cantoni, com a seleção a conquistar o 2º lugar no campeonato do mundo.

Seleção masculina portuguesa (fonte FPP)

O Mundial de Hóquei em Patins decorreu entre os dias 7 e 13 de novembro, em San Juan, na Argentina, naquele que é o mais emblemático estádio de Hóquei em Patins, Aldo Cantoni. Portugal entrou com o pé direito, tendo ganho por 5-1 no seu primeiro jogo, frente à França.

Fonte: Instagram oficial FPP

Na segunda jornada, a equipa lusa defrontou a Itália, num jogo equilibrado que culminou num empate a duas bolas. No campeonato Europeu da modalidade, em 2021, estas duas equipas disputaram a 3ª jornada da fase de grupos, tendo também empatado (4-4).

A findar a fase de grupos, Portugal viu-se frente a frente com a seleção chilena. Neste jogo, os ursos (alcunha da equipa nacional) atingiram o 1.º lugar do grupo A.

 

Fase Eliminatória

Os quartos de final foram disputados com o grupo alemão, num jogo pouco faltoso que deu a vitória por 10-1 a Portugal. João Rodrigues fez um hat-trick e Gonçalo Alves bisou nesta partida.

Para disputar um lugar na final, tivemos um novo encontro com a seleção francesa mantendo a diferença no marcador de quatro bolas.

Com quatro vitórias e um empate, os portugueses avançaram para a final do campeonato onde defrontaram a equipa anfitriã, a Argentina. O jogo, que permitia a Portugal renovar o seu título, não teve um resultado favorável à seleção lusa (4-2), sendo sagrada vice-campeã mundial de Hóquei em Patins.

Um jogo polémico que não deixou ninguém indiferente. Muitas foram as duras críticas à organização argentina, tal como refere o capitão João Rodrigues à Federação Portuguesa de Patinagem: “com o hino (cortado pela metade), com a bandeira ao contrário e com uma série de coisas que fica mal a esta organização”.

“Sabemos que os jogadores que estiveram aqui são profissionais ao mais alto nível e, se calhar, a arbitragem também tem de passar por isso para cada vez ser mais profissional”, afirmou o selecionador português, Renato Garrido, confiante na sua equipa que contou com um novo nome: João Souto (Sporting).

“Sentimos que merecíamos mais” afirma Hélder Nunes, que garante, que nesta modalidade, há “futuro no nosso país”. O jogador, insatisfeito com o resultado em San Juan, afirma que “para o ano e daqui a dois anos, cá estaremos, a dar tudo por Portugal”.

Seleção feminina portuguesa (fonte: Instagram oficial FPP)

Simultaneamente, jogou-se o Mundial de Hóquei em Patins Feminino. A Argentina sagrou-se, também neste campeonato, campeã, tendo Portugal ficado com o bronze, garantindo o terceiro lugar.

 

 

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Por Catarina Felgueiras

“Estas lições de moral de um lado são apenas hipocrisia”

Fonte: Sky News

Em conferência de imprensa, na véspera do início do Mundial, o presidente da FIFA Gianni Infantino acusou os críticos de serem hipócritas e defendeu o Catar.

Após as inúmeras críticas que surgiram com a aproximação do começo do Campeonato do Mundo 2022 que se realiza no Catar, o presidente da organização que controla o futebol internacional, Gianni Infantino, deu uma conferência de imprensa em Doha onde acusou o ocidente de “hipocrisia”. Infantino criticou as ações dos europeus no mundo e disse “devíamos pedir desculpa pelos próximos 3000 anos, antes de começar a dar lições de moral a alguém”.

O dirigente da FIFA admitiu que há situações, no país que recebe a maior competição de seleções do mundo, que precisam de mudar e devem ser abordadas e expressou o seu apoio à comunidade LGBTQIA+.

Infantino disse ainda “hoje sinto-me catari, sinto-me árabe, sinto-me africano, sinto-me gay, sinto-me deficiente, sinto-me trabalhador migrante… sinto-me tudo ao mesmo tempo”. Estas declarações que visavam demonstrar o apoio a todos os prejudicados pela discriminação tornaram-se polémicas e serviram para aumentar a revolta de todos os que são contra a realização de um Mundial num país que não respeita os direitos humanos.

Segundo o The Guardian, 6500 trabalhadores migrantes morreram durante a construção dos estádios para receber o Campeonato do Mundo do Catar.

Veja aqui a notícia.

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João Domingues