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“Unir contra o fracasso climático”: Marcha pelo meio ambiente

Coligação Nacional organiza uma Quinzena de Ações, iniciada no dia 7 de novembro, e uma marcha, no dia 12 de novembro, em Lisboa, pela Natureza 

A 4 de novembro, foi comunicado  que a Coligação Nacional convocou uma Quinzena de Ações, iniciada a 7 de novembro, e uma marcha, no dia 12 de novembro, pelas 14h00, em Lisboa, no Campo Pequeno, com o objetivo de obter políticas climáticas compatíveis com a realidade climática que se vive na atualidade. 

A marcha fez parte da Quinzena de Ações assim como a ocupação de seis escolas e universidades, exigindo a demissão do ministro da Economia, António Costa e Silva. Houve duas pausas no protesto onde algumas ativistas discursaram. Ao longo da manifestação,  protestantes gritaram “Mudar o sistema, não o clima”, “Petróleo, gás, carvão; deixa-os no chão” e “Somos a natureza em auto-defesa”, segundo o Climaximo

Fonte: https://www.climaximo.pt/2022/11/12/marcha-contra-o-fracasso-climatico/

O protesto contou com centenas de manifestantes, alguns que chegaram a invadiram o edifício onde o ministro da Economia se encontrava presente num evento privado. O protesto foi organizado pela coligação “Unir Contra o Fracasso Climático”, da qual fazem parte o Climáximo, DiEM25, Greve Climática Estudantil — Lisboa, Sciaena, Scientist Rebellion Portugal, Último Recurso, UMAR — União de Mulheres Alternativa e Resposta e a Zero — Associação Sistema Terrestre Sustentável.

A coligação “Unir contra o Fracasso Climático” convocou, após a marcha, uma assembleia aberta no fim da quinzena, no sábado passado (19), às 14h00 para debater as próximas atitudes do movimento pela justiça climática. Existem, para além da iniciativa que decorreu na segunda-feira (21), mais duas marcadas: na terça-feira (29) uma concentração de solidariedade, às 14h00, no Campus da Justiça, em Lisboa, e nos dias 10 e 11 de Fevereiro de 2023, no 8º encontro Nacional pela Justiça Climática, em Coimbra. 

O comunicado deu-se devido à  27ª Conferência das Partes da UNFCCC (COP27),  que decorreu nos dias 6 a 18 deste mês, em Sharm El-Sheikho ,no Egito, com o propósito de aproveitar os sucessos anteriores e abrir caminho para ambições futuras. Segundo o site da COP27, a conferência foi “o ponto de viragem em que o mundo se uniu e demonstrou a vontade política necessária para enfrentar o desafio climático por meio de uma ação concertada, colaborativa e impactante. Onde acordos e promessas foram traduzidos em projetos e programas […]”. 

O presidente Charles Michel deu ênfase à urgência de uma atitude imediata em resposta às alterações climáticas, na conferência, tendo ainda em consideração que a guerra entre a  Rússia e a Ucrânia torna a situação mais complexa – “Defendemos, e continuaremos a defender, a ação climática. Estamos determinados a proteger a natureza, os oceanos e as florestas, que são os nossos pulmões e os garantes da vida humana na Terra e da biodiversidade.”

Dados afirmam que existe uma crescente frequência e intensidade de eventos climáticos extremos que afetam a vida e os meios de milhões de seres vivos. O aumento da temperatura média global e o rápido aquecimento global estão a causar consequências alarmantes no planeta Terra, experienciando a maior seca na Europa dos últimos 500 anos, a seca da China, as inundações no Paquistão, incêndios, fogos e furacões. 

Ademais, nos primeiros 6 meses de 2022, os fósseis triplicaram os seus lucros. O UN Emissions Gap Report 2022 alega que enquanto existir uma indústria fóssil que controla tecnologicamente e politicamente as sociedades vai-se ultrapassar os 2ºC de aumento da temperatura média mundial , que é um valor mais elevado do que o estipulado no Acordo de Paris . 

Inês Carvalho

email de contacto: up202106075 @ up.pt

 

Rock in Rio – Retrospectiva do Festival em Lisboa

O Rock in Rio é um dos festivais de música mais famosos da atualidade, teve sua última edição em Lisboa em 2018 e como de praxe, a próxima será em 2020.

Em números, o festival originalmente brasileiro conta com 20 edições desde 1985, 2.038 artistas convidados e mais de 9,5 milhões de pessoas na platéia. E ainda 73 milhões de árvores foram doadas à Amazônia, devido ao caráter de consciência ambiental do festival e seu projeto “Por um Mundo Melhor”, que já doou 700 mil dólares para compensar suas emissões de carbono.

“Percebi que as armas que tenho para conseguir tornar o mundo um pouco melhor são a música e o festival. É o que eu sei fazer bem.”

Roberto Medina – Fundador do RIR

A história do festival em terras lusas começou em 2004, quando ocorreu em Lisboa a primeira edição fora do Brasil. Nesta edição, cerca de 9 mil empregos foram gerados pelo festival que ocupou os 200 mil metros quadrados do Parque Bela Vista e recebeu cerca de 386 mil pessoas. No Palco Mundo, recebeu o ilustre Sir Paul McCartney e deixou a capital lusa marcada para sempre no circuito dos festivais de música.

Em 2006 ocorreu a segunda edição, com participações de vários artistas internacionais como a cantora brasileira Pitty. Desde então, o festival é recorrente a cada 2 anos, já contando com 8 edições realizadas em Portugal.

Na edição de 2008, surgiu o Palco Sunset que dava espaço para os mais diferentes géneros musicais e experimentações. Funcionou tanto que hoje é marca registrada do RIR em qualquer uma das suas edições, até mesmo as realizadas em Espanha e Estados Unidos da América. Também contou com Rod Stewart e seu romantismo para encantar a platéia.

A 4ª edição em Portugal, em 2010, ficou marcada pelo sucesso do line-up que contou com a cantora norte-americana Miley Cyrus, levando mais de 88 mil pessoas ao seu concerto numa noite de sábado.

A 5ª edição, em 2012, trouxe Ivete Sangalo, a “rainha do Brasil” para o velho mundo, agitando os europeus com sua baianidade e alegria. Sempre inovadores, esta edição em Lisboa criou também a Street Dance, uma mistura do Rock in Rio com arte urbana, mostrando que as coreografias de rua das grandes cidades tem tudo a ver com o festival.

Em 2014, em comemoração aos 10 anos do festival em Portugal, o line-up foi “caprichado” e os 4 dias de festa contou com um histórico concerto dos Rolling Stones com participação também de Bruce Springsteen e Justin Timberlake.

Na edição de 2016, grandes artistas apareceram no line-up do festival que foi um sucesso. A icónica banda Queen & Adam Lambert fizeram uma apresentação memorável na “Cidade do Rock Portuguesa” no Parque Bela Vista. Também performaram os Maroon 5 e Bruce Springsteen. Esta edição teve grande repercurssão mediática ao fato dos portugueses terem arrecadado um valor que permitiu a plantação de 40 mil árvores, abraçando o projeto “Amazonia Live” do festival.

Em 2018, na última edição do festival, o line-up trouxe nomes fortíssimos da música, em diversos géneros como rock, pop, indie, entre outros. Alguns dos head-liners foram Muse, The Killers e Bastille. E grandes artistas femininas como Katy Perry, Demi Lovato e Jessie J também pisaram no palco mundo como cabeças de cartaz em Lisboa. Que contou ainda com a famosíssima cantora de funk brasileira, Anitta. Em números, a edição 2018 contou com 150 horas de emissão, ao vivo, pelas rádios do Grupo Renascença Multimédia. Além de 264 actuações musicais e de entretenimento nos 4 dias de festival.

A próxima edição do festival em Lisboa ocorrerá em Maio de 2020 e já possui a confirmação da grande banda de rock Foo Fighters como headliner.

 

Texto de autoria de Giulia Pedrosa.

Turma 3 de Técnicas de Expressão Jornalística II – Online.