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Nan Goldin, fotografa e cineasta, honrada pela Universidade Lusófona do Porto

A fotógrafa e cineasta Nan Goldin, uma artista impulsionadora da fotografia contemporânea, recebe honoris causa pela Universidade Lusófona do Porto e ainda dará duas marterclasses, a primeiro no Porto e a segunda em Lisboa.

A fotógrafa é um dos expoentes máximo da fotografia contemporânea. Foto: Wikimedia Commons

A Nan Goldin estará hoje (28 de novembro) no Porto para receber a honoris causa, no âmbito do douturamento em Comunicação e Ativismo, durante a 12º edição do Multiplex, festival de cinema da Universidade Lusófona do Porto. A cerimónia terá lugar às 17h00 na Universidade, sujeita a convite. Além disso, o programa contempla marterclasses.

Segundo o Teatro Nacional São João, a masterclass do Porto acontece no dia 29, às 15h. A entrada é gratuita, sujeita à lotação da sala. Já a de Lisboa decorre no dia 5 de dezembro, desta vez, na Universidade Lusófona de Lisboa, de acordo com o Departamento de Cinema e Arte dos Media.

O festival de cinema decorre nos dias 29 e 30 de novembro e terá um ciclo retrospetivo da obra da artista, numa parceria com o Teatro Municipal do Porto de Rivoli. O programa de cinema, de entrada livre, inclui cinco títulos da sua obra: Fire Lap (2011), The Ballad of Sexual Dependency (1986) são exibidos no dia 29, com a presença da artista. E no dia 30, acontecerá uma sessão tripla com Sirens (2019-2020), The Other Side (1994-2019) e Memory Lost (2019-2021).

Depois de 20 anos, a artista regressa ao Porto, onde, em 2002, fez um exposição “Ainda na Terra” em Serralves.  Fotografa contra o medo, uma forma de evitar a perda é assim que descreve as suas obras.

A sua arte é autobiográfica e representa vivências e momentos com os seus amigos e família. Pioneira no tratamento de temas sociais e liberta-se dos tabus da sociedade, passa por uma autobiografia e documentário da sociedade que rodeia a artista. Desta forma mostra o cenário do new-wave pós-punk, a comunidade LGBTQI+ e subculturas, marcando o aparecimento do HIV e o consumo de drogas.

Ativista e defensora dos direitos humanos, mostra, desde os anos 70, particularmente em Nova Iorque, que para falar da sociedade contemporânea é necessário falar de sexualidade, de desejo, de amor e de comunidades. A obra de Goldin mais conhecida é The Ballad of Sexual Dependency (1980-1986).

A fotografa já foi também distinguida com a Medalha da Ordem das Artes e das Letras, em 2006, pelo Governo Francês. Em 2018, recebeu a Centenary Medal da Royal Photographic Society.

O documentário “All Beauty and the Bloodshed”, de Laura Poitras, que retrata o trabalho de Nan Goldin, foi contemplado com o Prémio Leão de Ouro, prémio máximo do festival, no passado mês de setembro.

As obras da artista estão expostas no Museum of Modern Art (MoMA) e no Metropolitan Museum, em Nova Yorke; no Museum of Contemporary Art e no Getty Museum, em Los Angeles; no Art Institute de Chicago; na National Gallery, em Camberra; no Tate Modern, no Reino Unido e, no Centre Georges Pompidou, em França.

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Nádia Neto I up202106310 I turma 2