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Porto: ‘Ciberjornalistas 3.0’ é o tema do #5COBCIBER

A quinta edição do Congresso Internacional de Ciberjornalismo (#5COBCIBER) tem como tema “Ciberjornalistas 3.0”. O evento foca a utilização de robôs na produção de notícias e vai ocorrer no Porto nos dias 24 e 25 de novembro.

A evolução do ciberjornalismo é o principal foco da conferência. “A utilização de robôs na produção de notícias, a replicação, a picagem entre meios concorrentes e os automatismos” vão ser alguns dos assuntos tratados, de acordo com o site oficial da #5COBCIBER.

O programa, organizado em parceria com o 3.º Encontro do GT Jornalismo e Sociedade da SOPCOM, foi divulgado ontem. A organização pretende estimular a reflexão e o debate “não apenas entre académicos, mas também com profissionais e estudantes”.

Para isso, conta com especialistas internacionais como Mark Deuze, da Universidade de Amesterdão, María Bella Palomo Torres, da Universidade de Málaga, Millán Berzosa, da Universidade Francisco de Vitoria e Suzana Barbosa, da Universidade Federal da Bahía.

Catarina Santos, da Rádio Renascença, Daniel Catalão, da RTP e João Pedro Pereira, do Público, representam os media portugueses no evento. Também Ana Pinto Martinho, do Observatório Europeu de Jornalismo vai constar do painel.

Alguns membros da organização vão também participar, como é o caso de Fernando Zamith, Helder Bastos e Isabel Reis.

Os preços das inscrições são de dez euros para estudantes e 40 euros para outros participantes, até dia 30 de setembro. Após esta data, os valores aumentam para 20 euros para alunos e 60 euros para outros interessados. As inscrições terminam de forma definitiva, no dia 18 de novembro.

O congresso, organizado pelo Observatório de Ciberjornalismo (ObCiber) e pelo Centro de Estudos das Tecnologias e Ciências da Comunicação (cetac.media), ocorre de dois em dois anos. A edição deste ano ocorre na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Nas últimas edições, os temas abordados foram o “Jornalismo 3G“, em 2008, os “Modelos de negócio para o jornalismo na Internet” e “Redes sociais e ciberjornalismo“, em 2010, assim como “A convergência“, em 2012 e a “Qualidade e credibilidade no ciberjornalismo“, em 2014.

Na mesma semana, ocorre na Covilhã um congresso de jornalismo móvel que reúne investigadores internacionais e profissionais.

[Aviso: O artigo foi atualizado no dia 18 de outubro, pelas 15h30, com informações relativas ao congresso de jornalismo móvel, na Covilhã]

Filipe Santiago Lopes, turma 2

III Jornadas ObCiber: O passado do ciberjornalismo

Prof. Hélder Bastos durante a palestra sobre o passado do ciberjornalismo

Prof. Hélder Bastos durante a palestra sobre o passado do ciberjornalismo

Na passada sexta-feira, dia 4 de Dezembro, celebraram-se os 20 anos do ciberjornalismo em Portugal. Hélder Bastos explicou a evolução e as dificuldades da implementação deste meio de comunicação.

O diretor da licenciatura em Ciências da Comunicação da Universidade do Porto, Hélder Bastos, inaugurou as III Jornadas do Observatório de Ciberjornalismo, ObCiber, com o rescaldo dos 20 anos de existência deste meio de comunicação em Portugal.

Numa conferência com a duração de cerca de uma hora, o antigo jornalista fez uma síntese das utopias, conquistas e deceções do jornalismo online.

Para começar Bastos referiu que “tudo se passou muito rapidamente nas últimas décadas”, a sensação com que se fica é que a evolução tecnológica foi brutal e o jornalismo ligou o turbo. Rapidamente se passou da máquina de escrever para os smartphones e tablets, tudo graças ao aparecimento da Internet.

As utopias iniciais eram muitas, variando entre tecnologias digitais que permitem que as noticias cheguem a um público mais abrangente, um jornalismo mais contextualizado assim como a idealização do perfil de um ciberjornalista.

Hélder Bastos prosseguiu mencionando as conquistas realizadas nesta área, realçando as novas ferramentas de trabalho, que deram origem a novas narrativas, géneros e conteúdos mais completos, culminando no aparecimento de novos profissionais ligados ao jornalismo. Contudo o ciberjornalismo também desencadeou aspetos negativos. O baixo investimento e o os “modelos sem negócio” foram as principais desvantagens referidas.

De acordo com o palestrante, as expetativas iniciais foram altas e as dificuldades começaram a aparecer no trabalho do jornalista, que optou por fazer notícias rápidas e com conteúdo reduzido. O problema deste método reside no perigo do jornalismo procurar satisfazer as massas, perdendo assim a “essência e ideologia do jornalismo”.

Independentemente dos problemas atuais, o professor recordou que “ainda só se passaram 20 anos” havendo ainda muito para refletir sobre este tema.

Juliana Leça