Arquivo de etiquetas: Google

Será o fim da liberdade na Internet ?

O Parlamento Europeu aprovou, no dia 12 de setembro, uma versão atualizada do artigo 13º. Esta decisão levantou uma onda de desagrado, na Internet, por parte dos utilizadores.

O que é o Artigo 13?

O Artigo 13 consiste na proteção dos direitos de autor. Para isso, a União Europeia, criou este artigo que proíbe o uso e a partilha de qualquer conteúdo da internet que detenha direitos de autor. Esse artigo prejudica plataformas como o Facebook, o Google, o Youtube, o Instagram, entre outras, em que todos os dias circula informação com esses direitos. Com isto, se os utilizadores destas plataformas violarem o Artigo 13, as empresas irão ser processadas. Esta medida, fez com que muitas delas ameaçassem deixar de operar na União Europeia, uma vez que não podem correr o risco de sair prejudicadas.

Para simplificar a compreensão deste artigo, damos o exemplo da Google Imagens que tem milhões de imagens com direitos de autor. Com a aplicação do Artigo 13, a Google não consegue, financeiramente, comprar todas as imagens que nela aparecem e, por isso, deixaria de existir.

Os críticos da diretiva dos direitos de autor, afirmam que estas provisões são desastrosas e acreditam que se trata de uma censura generalizada.

Muitos youtubers, portugueses e até brasileiros, revelaram-se contra este artigo. É o caso de um dos yotubers portugueses mais influentes, Paulo Borges, mais conhecido como Wuant, que fez um vídeo a explicar em que consiste esta nova lei:

Também Filipe Neto, um dos youtubers mais influentes do Brasil, publicou um vídeo sobre este assunto:

Este vídeo encontra-se nos #13 vídeos mais populares e o próprio Youtube criou um canal para explicar esta realidade:

 

 

Este artigo foi aprovado no Parlamento Europeu com 438 votos a favor e 226 contra. No entanto, em janeiro de 2019, haverá uma votação final para sabermos se o Artigo 13 vai ou não entrar em vigor na União Europeia.

 

 

 

 

Palavra chaves: Artigo13, Parlamento,Europa, Internet, direitos, autores

Mariana Teixeira, turma 2

Será o google uma ameaça ao ciberjornalismo?

Todos os dias milhões de pessoas  utilizam o google para pesquisar variados tópicos, entre os quais notícias e sites noticiosos. O tráfego deste motor de busca gera, diariamente,  receitas milionárias.

Ao longo do tempo, têm surgido diversos conflitos entre os motores de busca e os media digitais, em temas como publicidade, subscrições  e o algoritmo. Muitos editores acusam o google de diminuir o tráfego nos seus sites devido aos fragmentos de notícias que surgem na página de resultados de pesquisa.

Esses problemas recaem principalmente sobre  o Google News, que  tem sido acusado de desviar os leitores dos conteúdos por detrás dos firewalls, prejudicando a capacidade  de monetizar as publicações.

Em Espanha, uma lei tornou obrigatório o pagamento da taxa ao proprietário do conteúdo do link da notícia. Por esse motivo, o Google News fechou, em 2014, a sua edição espanhola, uma das suas 70 edições a nível mundial. Também a Alemanha adotou uma lei similar. Contudo, a exigência do pagamento da taxa fica à decisão de cada proprietário.

No entanto, nem todos os motores de busca funcionam como a Google. Exemplo disso são o MSN (da Microsoft) e o Sapo, dois dos maiores agregadores de notícias em Portugal. Enquanto o Google utiliza um algoritmo para selecionar as notícias, o Sapo e o MSN têm equipas a fazê-lo. Para além disso, fazem parcerias com vários site noticiosos, aos quais pagam uma percentagem das receitas ganhas com os conteúdos que vão publicando.

Política do Primeiro Clique Grátis 

Desde 2009 que a empresa americana exigia aos órgão de informação, que pretendessem aparecer no topo dos resultados da Google, que disponibilizassem um determinado número de artigos grátis por dia para os leitores provenientes do motor de busca. Este sistema era conhecido por First Click Free. Segundo a Google, o objetivo era ” ajudar os utilizadores a aceder rapidamente a notícias de qualidade, permitindo que sites de notícias pagos fossem descobertos através de pesquisas no Google”. Contudo, os utilizadores aproveitavam o sistema para evitar as subscrições (ou paywall).

Devido à abundância de  queixas por parte de empresas de média, o número de artigos exigidos foi diminuindo, reduzindo em 2009 para cinco e em 2015 para três. O descontentamento dos media foi tal que o jornal americano Wall Street Journal acabou por abandonar o sistema. Consequentemente, o tráfego do site caiu 44%.  Segundo Suzi Wattford, a diretora de marketing do jornal, o site passou a ser ” discriminado como um site de notícias pagas… Qualquer site como o nosso automaticamente não obtém tanta visibilidade na busca que um site gratuito teria.”

Por fim, em 2017 o Google terminou com os artigos obrigatórios.  Passaram a ser os editores a decidir se queriam disponibilizar artigos grátis e quantos artigos. 

Google Digital News Initiative

Em 2015, com o propósito de “apoiar jornalismo de qualidade através da tecnologia e inovação”,  a Google lançou um novo projeto – Google Digital News Initiative. Este projeto dispõe de um fundo de 150 milhões de euros, que foi sendo distribuído ao longo destes três anos por vários projetos europeus.

Já foram distribuídos 115 milhões de euros por 559 projetos de trinta países. Em outubro decorrerá a sexta, e final, ronda de participação para o Google DNI. 

Na quinta ronda, Portugal foi o sexto país que mais recebeu fundos. Os 1,4 milhões destinados ao país vão financiar  projetos portugueses como o Diário de Notícias, Observador e Media Capital Digital.

Esta iniciativa surgiu após a acusação, por parte da União Europeia, em 2015, do abuso do Google de posição dominante do mercado de buscas online. Várias empresas, como a News Corp ainda apresentam uma atitude muito cética e repreensiva face ao funcionamento da google e apoiam a medida da UE.

É esta relação entre os sites noticiosos e os motores de busca que será debatido na #6COBCIBER- IV Congresso de Internacional de Ciberjornalismo -nos dias 22 e 23 de outubro, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Cristiana Rodrigues, up 201706370