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Este clique vai mudar a tua vida!

Se está a ler isto, é porque acabou de ser vítima do famoso fenómeno do clickbait ou, como se poderia designar em português, a caça ao clique. Este e outros conceitos, que ameaçam o jornalismo online, serão debatidos na sexta edição do Congresso Internacional de Ciberjornalismo.

É já nos dias 22 e 23 de Novembro que a Faculdade de Letras da Universidade do Porto abre portas à discussão deste assunto tão atual. O congresso irá contar com a presença de vários professores e investigadores de universidades sul americanas e ibéricas que prometem apurar o impacto das novas tecnologias e a influência do marketing no ciberjornalismo.

Mas o que é, afinal, o clickbait?
Esta técnica, que tem vindo a ganhar popularidade desde 2014, tem como intuito atrair visualizações, recorrendo a estratégias de marketing. Deste modo, criam-se títulos e imagens polémicas ou misteriosas para despertar a atenção dos leitores que, levados pela curiosidade, não resistem em “clicar” na notícia.

Não obstante, esta prática tem levantado bastantes questões éticas, por se considerar que manipula, por vezes, o leitor, induzindo-o em erro. O impacto foi tal que o Facebook anunciou que estava a tomar medidas para evitar o uso deste procedimento por parte dos difusores de informação.

Num mundo onde a veracidade e objetividade da informação jornalística é constantemente ameaçada, torna-se pertinente averiguar de que maneira é que técnicas como o clickbait põem um entrave na credibilidade do jornalismo digital.

O VI Congresso Internacional de Ciberjornalismo vai debater as ameaças a este tipo de jornalismo, nos dias 22 e 23 de novembro, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Assegura, ainda, que serão abordadas temáticas como as fake news, o imediatismo, o infotainment, o sensacionalismo, a publicidade intrusiva e muitos outros.

Catarina Moscoso
up201707467, turma 2

 

Tudo a postos para o V Congresso de Ciberjornalismo

O  V Congresso Internacional de Ciberjornalismo (#5COBCIBER) realiza-se nos dias 24 e 25 de novembro de 2016 na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Um painel de profissionais do ciberjornalismo vai debater o tema  “Ciberjornalistas 3.0”. Vão ainda ser anunciados e entregues os Prémios de Ciberjornalismo 2016.

O programa já se encontra disponível. O debate destina-se não só a académicos, mas também aqueles que trabalham diariamente para os cibermedia.

Está confirmada a presença de várias figuras nacionais e internacionais proeminentes na área do ciberjornalismo.

A nível nacional contam-se Ana Isabel Reis (FLUP),  Ana Pinto Martinho (Observatório Europeu de Jornalismo / ISCTE), Catarina Santos (Rádio Renascença), Daniel Catalão (RTP), Fernando Zamith (FLUP), Helder Bastos (FLUP) e João Pedro Pereira (Público).

A nível internacional destacam-se María Bella Palomo Torres (Universidade de Málaga), Mark Deuze (Universidade de Amesterdão), Milán Berzosa (Universidade Francisco de Vitoria) e Suzana Barbosa (Universidade Federal da Bahia).

O Congresso Internacional de Ciberjornalismo é organizado pelo Observatório de Ciberjornalismo, que de dois em dois anos procura reunir não só académicos, como também profissionais. Este ano foram recebidas 67 propostas de comunicação, provenientes sobretudo de Portugal, Brasil e Espanha.

O evento é uma oportunidade rara de ir da teoria à prática e vice-versa, por intermédio da investigação, partilha de experiências e práticas, da reflexão e do diálogo sobre o ciberjornalismo.

 

André Garcia

 

Quinto congresso internacional de ciberjornalismo no Porto

Robôs a produzir notícias? As redes sociais como fontes de informação? São algumas das propostas que vão ser discutidas nos dias 24 e 25 de novembro, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP).

#5COBCIBER vai colocar a debate o tema “Ciberjornalistas 3.0” e vai contar com um painel de profissionais da área. Para além das diversas comunicações, vão ser entregues os Prémios de Ciberjornalismo 2016.

Estão também confirmadas as presenças de Ana Pinto Martinho, editora online do Observatório Europeu de Jornalismo, Catarina Santos, jornalista na Rádio Renascença, Daniel Catalão, pivô na RTP, e João Pedro Pereira, jornalista no jornal Público.

O Observatório de Ciberjornalismo (OBCIBER) organiza o congresso de dois em dois anos e procura reunir não só académicos, como também profissionais na área do ciberjornalismo. A primeira fase de inscrições termina a 30 de setembro.

Na mesma semana, a Universidade da Beira Interior vai receber o III Congresso de Jornalismo e Dispositivos Móveis, nos dias 22 e 23 de novembro.

O congresso pode ser acompanhado pelo Twitter do OBCIBER, através da hashtag #5COBCIBER.

Tags: Ciberjornalismo, FLUP, COBCIBER, OBCIBER.

Atualizado em 18/10/2016

 

André Ferrão

 

 

 

 

 

#5COBCIBER: Ciberjornalismo em debate no Porto

O V Congresso Internacional de Ciberjornalismo (#5COBCIBER) vem ao Porto, a 24 e 25 de novembro, para esclarecer as práticas e os desafios dos “Ciberjornalistas 3.0”.

A Faculda de Letras da Universidade do Porto (FLUP) conta com a presença de vários especialistas da área para a 5ª edição do congresso. Ana Pinto Martinho do Observatório Europeu de Jornalismo / ISCTE, Catarina Santos da Rádio Renascença, Daniel Catalão da RTP e João Pedro Pereira do jornal Público são até agora os oradores confirmados.

Alguns dos desafios atuais do ciberjornalismo serão debatidos por estudantes e profissionais da área. O evento que se realiza de dois em dois anos promove a partilha de experiências, a reflexão e o diálogo.

Ana Maria Teixeira Guedes

Catarina Maldonado Valadares Vasconcelos

Ciberjornalismo: Pedro Jerónimo lança livro

Pedro Jerónimo apresentou na sexta-feira o livro Ciberjornalismo de proximidade resultante da sua tese de doutoramento no polo das Ciências da Comunicação da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Na sexta-feira, 4 de Dezembro, Pedro Jerónimo apresentou o seu livro Ciberjornalismo de proximidade resultante da sua tese de doutoramento na III Jornada Obciber. A tese apresentada na Faculdade de Letras da Universidade do Porto teve a cotação máxima por parte do júri presente em 2014 e encontra-se agora disponível gratuitamente na LabCom, para que todos possam ter acesso à mesma, “o conhecimento só faz sentido quando partilhado” justifica o autor.

Como o próprio título indica, o que fundamenta esta tese é o seu grau de profundidade e proximidade com os factos narrados. Com uma visão crítica apurada, o jornalista procurou responder algumas das questões que se encontravam ainda por completar, tais como “que tipo de conteúdos produz o cyberjornalismo?”. O objetivo como o próprio refere é “retirar o máximo de verdade possível”, para tal foi-lhe útil a experiência e o contacto com a realidade vivida em diferentes redações portuguesas.

As conclusões retiradas deste estudo revertem-se em algumas decepções “o percurso do cyberjornalismo em Portugal é primitivo” afirma, incentivando aos estudantes de jornalismo presentes que estejam atentos e analisem se o jornalismo “está a ser bem feito” ou se é feito “inconvenientemente”. Isto é, que façam “cyberjornalismo de proximidade ou local”.

Jessica Nunes

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III Jornadas Obciber: O passado, o presente e o futuro do Ciberjornalismo

Em ciberjornalismo, escrever não significa apenas produzir um texto, passa antes por “explorar todos os formatos possíveis a ser utilizados numa estória de modo a permitir a exploração da característica-chave do novo medium: a convergência”.

Em ciberjornalismo, escrever não significa apenas produzir um texto, passa antes por “explorar todos os formatos possíveis a ser utilizados numa estória de modo a permitir a exploração da característica-chave do novo medium: a convergência”.

No dia 4 de Dezembro de 2015 realizaram-se as “III Jornadas ObCiber”, no Pólo de Ciências da Comunicação da Universidade do Porto, cujo assunto era os “20 anos de ciberjornalismo em Portugal”.

A conferência de abertura das jornadas, dada pelo professor Hélder Bastos, da Universidade do Porto, teve início as 10h tendo terminado, sensivelmente, às 11h. O tema desta apresentação era “Duas décadas de ciberjornalismo: utopias, conquistas e decepções”.

Após um breve prólogo, que permitiu uma contextualização do que é o ciberjornalismo (pdf), foi introduzido o que realmente interessava: o que  mudou no jornalismo com a chegada das novas tecnologias e, mais importante que isso, o que piorou nesse campo profissional.

Numa primeira abordagem optou-se por relatar as consequências positivas. Apesar destas nos parecem por demais evidentes, é sempre bom tomar consciência que nem sempre o jornalismo se processou do modo como se processa hoje: especialmente tendo em conta que a maioria do público que compunha o auditório tinha menos de 20 anos. Neste ponto destaca-se o ênfase dado ao facto de, agora, os media noticiosos terem um alcance não só global mas também instantâneo.

Mas, mais importante que as consequências positivas são, provavelmente, as negativas – daí terem tido um maior tempo de destaque dedicadas a si. Isto porque o público em geral muitas vezes não tem consciências das falhas que estão por detrás das organizações noticiosas, especialmente no que toca ao ciberjornalismo: as redações muitas vezes não têm recursos suficientes para produzir uma notícia actualizada – e com qualidade – e muito menos para fazer uma reportagem ou dar uma “cacha”.

Além disso, este é um um “modelo sem negócio”, onde predomina o “fast food noticioso” e o “populismo noticioso”. Mais do que enumerar estes gaps, e de deixar inúmeras interrogações no ar, levando assim o seu público a questionar-se, Hélder Bastos,esforçou-se por demonstrar que tudo isto gera um “efeito dominó” – ou “efeito cascata” – que chega ao ponto mais ínfimo das redações. Ao apresentar as decepções do jornalismo denotou-se uma tentativa de alertar a plateia para o facto de as falhas do ciberjornalismo afectarem não só os profissionais da área, mas, acima de tudo, o cidadão e a qualidade da informação que a ele chega.

Uma das maiores críticas tecidas pelo antigo jornalista foi à gestão das redações noticiosas que, cada vez mais, tentam arranjar receitas através do despedimento (isto porque, como ele anteriormente referiu, o ciberjornalismo não produz lucro). O ponto alto da apresentação prendeu-se com a forte metáfora feita a este método de redução de custos: para o professor, isto é como dizer a um anoréctico que a solução para o seu problema é comer menos e exercitar-se mais.

Não se limitando a apresentar uma desaprovação, o professor universitário, justificou ainda estas atitudes por parte dos investidores e gestores, deixando mais uma questão no ar: “onde ir buscar o dinheiro?”. Após reconhecer este como sendo o problema-chave transversal às duas décadas de ciberjornalismo, Hélder Bastos, deu uma solução que, apesar de pragmática e de levantar muitas dúvidas, não deixa de ser uma hipótese: fundir micro-modelos de negócios que permitam sustentar o negócio.

A apresentação teve sempre um cunho pessoal e um tom de voz informal que permitiu pequenos “à-partes” e a expressão de uma opinião pessoal. Mas, tendo consciência que mesmo assim a sua plateia ficou “assustada” perante as distopias apresentadas, o conferencista acabou a sua apresentação com duas citações que caracterizam aquele que deve ser o pensamento de todos os jornalistas e futuros-jornalistas e que, de certo modo, tranquilizou quem começava a duvidar do futuro do ciberjornalismo: “Always look on the bright side of life” e “Eu sou um pessimista a curto prazo mas sou um optimista a longo prazo”.

 

Adriana Fangueiro