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Autárquicas 2021: Vitória de Santana Lopes na Figueira da Foz

Pedro Santana Lopes, candidato do partido independente “Figueira a Primeira” (FAP), regressou ao poder, 20 anos depois de ter deixado a câmara da Figueira da Foz.

Pedro Santana Lopes, candidato do partido FAP. via www.psd.pt

A vitória nas autárquicas da Figueira da Foz escapou ao Partido Socialista que, embora tenha conquistado a maioria na Assembleia Municipal, perdeu a Câmara Municipal, onde governou durante os últimos 12 anos.

No final da noite de domingo, dia 26 de setembro, o candidato do PS, Carlos Monteiro, pronunciou-se sobre a derrota do partido, perante algumas dezenas de militantes “Temos aqui um resultado em que o fenómeno de Santana Lopes existiu e o fenómeno de Carlos Monteiro não existiu”.

Segundo os dados do Ministério da Administração Interna, o movimento FAP alcançou 40,39% dos votos. Já o PS registou uma percentagem de 38,39%, menos 12% que nas autárquicas de 2017.

Comparação dos resultados das eleições na Figueira da Foz, em 2017 e 2021 (Imagem: www.autarquicas2021.mai.gov.pt)

O partido onde se verificaram menos votos foi o CDS-PP, cujos resultados conduziram à demissão de Miguel Mattos Chaves. Foi através de um comunicado que o cabeça de lista anunciou a sua decisão “Hoje [este domingo] mesmo pedirei a minha demissão de presidente da Comissão Política do CDS – Partido Popular da Figueira da Foz”.

Miguel Mattos Chaves via Facebook

Após ter conseguido 1,8% em 2017, o centrista, Miguel Mattos Chaves, voltou a candidatar-se à presidência da concelhia do CDS-PP da Figueira da Foz. Nestas eleições o partido conquistou uma votação de apenas 1,16% (361 votos), percentagem inferior às autárquicas de 2017, ficando abaixo do movimento independente “Figueira a Primeira”, do PS, do PSD, da CDU e do Bloco de Esquerda.

O presidente da Comissão Política do CDS acrescentou “Os resultados foram o que foram e tenho que tirar daí as devidas consequências políticas”. Felicitou ainda Santana Lopes pela reconquista da autarquia pela força “Figueira a Primeira” (FAP).

 

Ana Rita Silva

 

Autárquicas 2021: abstenção na Maia foi de 47,69%

Nas eleições autárquicas do passado domingo (26), houve uma abstenção no concelho da Maia de quase metade dos votantes. É a segunda cifra de abstenção mais elevada desde 1976, só superada pela abstenção dos maiatos nas autárquicas de 2013, com 49,07%.

De acordo com os resultados oficiais das eleições de 26 de setembro, António Silva Tiago foi eleito novamente para presidir a Câmara da Maia. De acordo com o site Notícias Maia, o candidato da coligação “Maia em Primeiro” já tinha conquistado o cargo nas autárquicas de 2017, com maioria absoluta (sete das dez Freguesias); enquanto nas eleições atuais ganhou mais duas Juntas (nove das dez Freguesias).

Fonte: Site oficial Notícias Maia

Baseado nos dados do site oficial SGMAI-Secretaria Geral, nos resultados de 2017 e 2021 para a Câmara Municipal do Concelho de Maia, observa-se que o aumento da abstenção não afetou negativamente a taxa de eleitores apoiantes da coligação PSD/CDS, cuja cifra foi de 39,95% em 2017 e 40,42% em 2021. Os números refletem, portanto, que houve um aumento na percentagem de votos que deram a vitória ao candidato de “Maia em Primeiro”.

Fonte: SGMAI-Secretaria Geral

Segundo o site de notícias Expresso, a nível nacional, a abstenção das autárquicas deste ano também foi a segunda cifra mais elevada desde 1976, só ultrapassada pela taxa de abstenção de 2013. Nestes comícios de 2013 houve uma abstenção de 47,40%, muito perto da cifra de eleitores que não compareceram nestas votações de 2021: 46,35%.

Fonte: Site de notícias Expresso

Relativamente às Assembleias de Freguesias do Concelho da Maia, de acordo com o site Notícias da Maia, o Partido Socialista só conquistou a Freguesia de Águas Santas, as outras nove Juntas deram a vitória ao PSD/CDS. Os eleitos foram os candidatos seguintes:

PSD/CDS:

Cidade da Maia: Olga Freire; Pedrouços: Isabel Carvalho; Castêlo da Maia: Manuel Azenha; Milheirós: Maria José Neves; Folgosa: Vítor Ramalho; Nogueira e Silva Escura: Ilídio Carneiro; Moreira da Maia: Carlos Moreira; São Pedro Fins: Raquel Freitas; Vila Nova da Telha: Joaquim Azevedo.

PS:

Águas Santas: Miguel Dos Santos.

 

Por Hellen Carvajal

 

Legislativas 2019/Porto: Iniciativa Liberal quer eleger pelo menos um deputado

Fundado em 2017, o partido liderado por Carlos Guimarães Pinto participa pela primeira vez em eleições legislativas e pretende conseguir já um assento parlamentar.

Depois da participação nas eleições europeias em maio e nas legislativas na Madeira, o partido Iniciativa Liberal prepara a sua estreia em eleições legislativas nacionais com o objetivo de eleger pelo menos um deputado para a Assembleia da República.

No Porto, círculo eleitoral que em 2019 vai eleger 40 deputados, mais um que em 2015, a lista do partido é encabeçada pelo seu líder, o economista Carlos Guimarães Pinto, que em declarações RTP afirmou que a introdução “de uma voz liberal” na Assembleia da República vai trazer uma “oposição ideológica ao consenso socialista que existe hoje”.

Sob o lema de “Mais Liberdade”, a Iniciativa Liberal conta no seu programa eleitoral com várias propostas que pretendem retirar o peso do Estado na economia, onde se incluem a privatização de empresas como a TAP, a Caixa Geral de Depósitos e a RTP, bem como uma maior liberalização do mercado laboral.

Para além disso, o partido aposta também na descentralização, no combate ao nepotismo e corrupção, numa taxa única de IRS e na defesa de ADSE para todos, tal como se pode ler no seu website oficial.

Atualmente, na sondagem diária feita pela Pitagórica para a TVI, Jornal de Notícias e TSF, a Iniciativa Liberal apresenta uma intenção de voto de 1,0%.

 

 

Pedro Marques dos Santos

Eleições Presidenciais 2018 no Brasil: Os favoritos Candidatos

Falta aproximadamente um ano para as convenções partidárias, que vão lançar os próximos candidatos à Presidência da República no Brasil. São dois os atuais favoritos, Lúis Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. A primeira volta das eleições realiza-se a 7 de Outubro.

Nascido em Caetés, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de 71 anos,  permite ao PT sonhar com o retorno à presidência.  A última pesquisa Datafolha, de 26 de julho, mostrou que o petista mantém a liderança em relação aos principais adversários, com 30% das intenções de voto na primeira volta. Bolsonaro, segundo colocado, sonha 16%.

O petista, foi sentenciado pelo juiz federal, Sergio Moro a nove anos e seis meses de prisão, no âmbito da Operação Lava Jato e a sua candidatura depende, da decisão que for tomada pelo Tribunal Regional Federal da 4ºRegião (TRF4)  sobre a sua condenação em primeira instância.

Se o Tribunal Regional Federal da 4ºRegião (TRF4) autenticar a decisão de Moro antes de 15 de Agosto, prazo final para o registo de candidaturas, o ex-presidente é inserido na Lei da Ficha Limpa e ficará indecifrável. Caso a decisão seja proferida após a data limite, Lula ficará com a candidatura pendente de uma decisão judicial.

Outra pré-candidatura é a de Jair Messias Bolsonaro, de 62 anos, anunciada pelo PSC em Março de 2016 e é um dos principais rivais de Lula, na corrida pelo poder, juntamente com Marina Silva do RedeA candidata de 59 anos, que ficou em terceiro nas eleições de 2010 e 2014. Na última pesquisa Datafolha, ela somou 15% das intenções de voto e empatou tecnicamente com Bolsonaro na segunda colocação.

Efetivamente, o Bolsonaro afirma ainda, conseguir vencer a eleição sem ter tempo de televisão nem fundo partidário.

Os dois atuais favoritos continuam na tua pelo poder.

Mariana Azevedo

Brasil 2018: Eis os principais candidatos às eleições presidenciais

Vários candidatos têm sido apontados à presidência do Brasil em 2018. Enquanto a popularidade de Lula aumenta a olhos vistos, Jair Bolsonaro (PSC) e Marina Silva (Rede) não oferecem competição.

De acordo com a recente pesquisa eleitoral do Datafolha, Lula da Silva (PT) lidera o cenário político com 35% de intenções de voto, apesar de acusado e réu em processos ligados à Operação LavaJato.

Ainda que à distância, o candidato à presidência é seguido por Jair Bolsonaro (PSC) e Marina Silva (Rede). A Bolsonaro e Marina Silva é apontado um impacto técnico,  ele com cerca de 16% a 17% de intenções de voto, ela com valores entre 13% e 14%.

Lula da Silva (PT)

O nome mais sonante é Lula da Silva, considerado a maior força eleitoral para as eleições de 2018. O ex-presidente encontra-se a meio de um processo judicial e espera a decisão do Tribunal Regional da 4º Região (TRF4), após a condenação de Sérgio Moro a 9 anos e meio de prisão por suposta prática de lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Confirmada a condenação, o candidato fica impedido subir novamente ao palco político e obrigado a cumprir a pena em regime fechado.

Se Lula for efetivamente condenado, torna-se inelegível para concorrer devido à Lei “Ficha Limpa”, que impede condenados pela segunda instância de participarem nas candidaturas à presidência. Se não for condenado pela segunda instância, o candidato passa a ser Presidente do Brasil pela terceira vez.

O Partido dos Trabalhadores (PT) tem que pensar em alternativas para o substituir caso Lula não consiga concorrer. Contudo, nem Fernando Haddad, ex prefeito de São Paulo,  nem Jaques Wagner têm a força política e o impacto que o antigo presidente brasileiro detém.

O Diretor do Datafolha, Mauro Paulino, afirmou numa conversa em tempo real no Facebook do EL PAÍS haver uma tendência para a “tolerância com a corrupção mas uma tolerância pragmática, desde que se entregue benefícios sociais”,  em referência ao trabalho de Lula nas camadas mais pobres do Brasil.

Em declarações à BBC Brasil, o PT afirma que se a candidatura de Lula for impedida o partido vai fazer boicote, por se tratar de “uma fraude nas eleições”.

Jair Bolsonaro (PSC)

Não é só Lula que se encontra em problemas com a justiça: Bolsonaro também é réu no Supremo Tribunal Federal sob a acusação de incitação à violação. Em dezembro de 2014, Jair Bolsonaro disse à deputada Maria do Rosário (PT-RS) que só não a violaria porque ela “não merecia”. Caso os ministros condenem o parlamentar, também ele se torna inelegível.

Para além do escândalo de incentivo ao abuso sexual, Bolsonaro é conhecido pelo conservadorismo e valores cristãos da sua campanha e não é bem visto pela comunidade gay. O candidato do PSC votou contra as reformas de trabalho e da segurança social de Temer e os níveis de rejeição podem vir a prejudicar a sua campanha. Já o jornal americano Quartz classificou Bolsonaro como um “Trump Brasileiro”.

Marina Silva (Rede)

Marina Silva (Rede) registou cerca de 20 milhões de votos desde a última eleição presidencial enquanto candidata do PSB, mas a sua ausência no debate político pode consistir na maior fragilidade da candidatura atual. Embora tenha sido a terceira colocada nas eleições presidenciais de 2014, os especialistas acreditam que Marina não vai ganhar mais protagonismo político no próximo ano.

Estão ainda na corrida às presidenciais Joaquim Barbosa (sem partido), Geraldo Alckmin e João Doria do PSDB, Fernando Haddad (PT), Ciro Gomes (PDT-CE) e Alvaro Dias (Podemos-PR).

As eleições gerais brasileiras ocorrem nos dias 7 de outubro (1º volta) e 28 de outubro (2º volta) do próximo ano.

Maria João Duarte