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“Avatar” finalmente recebe uma sequela após uma década

O mundo sobrenatural de Avatar, imaginado pelo realizador James Cameron, será expandido na sequela a ser lançada nos cinemas no próximo mês, após um intervalo de 13 anos desde que o blockbuster internacional saiu.

O filme original de 2009 mostrou aos espectadores um planeta habitado por criaturas fantásticas de pele azul. Os efeitos 3D de alta qualidade nas cenas de ação emocionante fizeram do filme uma experiência imperativamente vista no grande ecrã, atraíndo inúmeros aos cinemas mais próximos. Um sucesso excecional nas bilheteiras por todo o mundo garantiu que por muitos anos fosse o filme mais rentável de sempre, tendo sido ultrapassado só por Avengers: Endgame, a antecipada sequela de Infinity War, apenas em 2019 (apesar de Avatar ter regressado ao primeiro lugar após ter sido lançado de novo na China).

Mais recentemente, Cameron parece querer tirar proveito do seu incrível sucesso passado, e anunciou uma série de sequelas cinematográficas ao primeiro filme. Estas tentarão deste modo estabelecer uma franquia comparável ao sucesso de outras contemporâneas, nomeadamente como a do universo cinematográfico da Marvel.

A primeira sequela, subtitulada The Way of Water – O Caminho da Água, decorrerá, apropriadamente, 10 anos após os acontecimentos do filme original, e continuará a história do protagonista Jake Sully (retratado de novo por Sam Worthington), que agora criou uma família com a sua mulher Neytiri (Zoe Saldana). Estreará nos cinemas portugueses dia 15 de dezembro.

Qual é o seu interesse em ver Avatar: O Caminho da Água? Partilhe connosco aqui.

Gabriel Lindo

O porto recebe Nan Goldin, a cineasta ativista

Fotografia de https://conchamayordomo.com/2019/06/08/nan-goldin/ – Nan Goldin

Nan Goldin, cineasta e fotógrafa americana de renome, vai estar presente no dia 28 de

novembro às 17h na Universidade Lusófona do Porto, onde lhe será atribuído o Doutoramento Honoris Causa.

A décima segunda edição da Multiplex, uma mostra coletiva de videoarte, cinema e videomapping impulsionada pela Universidade Lusófona do Porto e numa parceria com o Teatro Nacional do Porto, vai ter este ano como “cabeça de cartaz” Nan Goldin.

De 28/11 a 30/11, tanto a “Lusófona” como o teatro Rivoli vão ser palco de uma masterclass da artista, da cerimónia de entrega do Doutoramento e da exibição de alguns dos seus filmes. Saiba mais sobre o programa aqui.

Nan Goldin, nascida em 1953 em Washington, D.C, é uma fotógrafa e cineasta formada na School of the Museum of Fine Arts. O seu trabalho gira em torno da subcultura gay e da comunidade LGBTQI+, a crise da HIV e a epidemia de heroína e dos opioides.

The Ballad of Sexual Dependency é considerada uma das suas obras-primas, exibida pela primeira vez na Whitney Biennal em 1985.

Nan Goldin é também fotógrafa ativista, e concentra-se em temáticas de vulnerabilidade física, emocional e sexual, com a intenção de poder causar um impacto na sociedade, de maneira a esta poder evoluir.

Os seus trabalhos encontram-se representados nas coleções de museus de renome mundial, como por exemplo: Museum of Modern Art e o Metropolitan Museum, em Nova Iorque, o Art Institut de Chicago, a National Gallery em Camberra, na Austrália, a Tate Modern em Londres e o Centre Georges Pompidou em Paris, entre muitos mais.

É assim, um evento de enriquecimento pessoal a não perder!

Ana Costa

 

 

Queer Porto regressa e “inventa necessários passados”

Está de volta ao Porto o Festival Internacional de Cinema Queer. A partir desta terça-feira (29), a cidade acolhe projeções, conversas e festas, que são “uma celebração de memórias e um retrato” da comunidade.

Por Carolina Bastos Pereira

O cartaz publicitário do festival. Fonte: website oficial.

A oitava edição do Queer Porto dá início esta terça-feira, estreando-se na tela do Teatro Helena Sá e Costa, com o documentário brasileiro “Máquina do Desejo: 60 Anos do Teatro Oficina”, onde o realizador, Lucas Weglinski, vai esta presente.

O festival decorre até ao dia 4 de dezembro, e terá ainda sessões na Reitoria da Universidade, no Teatro Rivoli e nos Maus Hábitos. Para o Diretor Artístico, João Ferreira, o evento permite explorar as “muitas complexidades que acompanham as vivências queer contemporâneas”, criando “uma celebração de memórias e um retrato” sobre o tema explorado.

A programação divide-se em categorias, e conta com obras portuguesas como “Aos 16”, que disputam o Prémio “Casa Comum”, inaugurado o ano passado, e estrangeiras, integrantes da Competição Oficial, de que é exemplo “Nelly and Nadine” ou “A Cidade dos Abismos”. Para além da exibição, terão lugar conversas com realizadores.

“Metamorphosis”, um filme sobre ecosexualidade do Institute of Queer Ecology. Fonte: website oficial.

O Queer Focus, que todos os anos incide num tema diferente é, desta vez, o programa EcoQueer, que explora produções que interligam o tema do festival com o assunto da ecologia.

Esta seleção contém produções como “Metamorphosis”, do Institute of Queer Ecology. Para Constança Carvalho Homem, programadora, o segmento “conjuga educação, denúncia e efabulação”.

O Festival Internacional Queer é o mais antigo festival de cinema na cidade de Lisboa, criado em 1997, tendo expandido para o Porto há oito anos. A organização vê “o conceito de ‘queer’ como um espaço de interseção com problemáticas e realidades como as do racismo, xenofobia, migrações, exclusão social, saúde física e mental e pobreza”.

Que filme vence a Competição Oficial? Deixe a sua opinião.

 

 

8ª edição do Queer Porto regressa à sua cidade natal

O Porto volta a acolher o Festival Internacional de Cinema Queer, e nesta nova edição expande a sua programação a novos espaços.

Fonte: Imagem retirada do site oficial do Festival Queer

Depois de 1 ano marcado por um percurso que levou os festivais do Porto e Lisboa a várias localidades fora dos grandes centros urbanos, o Queer Porto volta com uma programação ainda mais alargada e expansiva, com um leque que abrange sessões especiais, conversas, debates e festas, tudo isto assente numa proposta afincadamente inclusiva que nos obrigará novamente a refletir sobre questões prementes ligadas à memória, seja ela individual e/ou coletiva.

Para além dos habituais espaços Teatro Rivoli, Reitoria da Universidade do Porto – Casa Comum e Maus Hábitos, esta nova edição terá também eventos a decorrer no Teatro Helena Sá e Costa (ESMAE).

No Teatro Rivoli esperam-se duas competições oficiais, na Casa Comum estreia-se um programa exclusivamente dedicado a uma nova ramificação do cinema queer, designado EcoQueer, enquanto que nos restantes espaços decorrerão múltiplas projeções, num espetro que parte de curtas-metragens e estende-se até longas-metragens documentais (como o “Blitzed: The 80s Blitzed Kids Story” ou o “Esther Newton Made Me Gay“) e outro tipo de experimentações audiovisuais.

© DR (Esther Newton Made Me Gay)

Do documentário Blitzed: The 80s Blitzed Kids Story

Fonte: Imagem retirada do site oficial do Festival Queer (referente ao doc “Blitzed: The 80s Blitzed Kids Story”)

O Festival decorrerá entre os dias 29 de Novembro a 4 de Dezembro.

 

Al Berto II

 

Queer Porto: a alternativa inclusiva aos Festivais de Cinema comuns

O único Festival Internacional de Cinema que tem como finalidade específica exibir filmes de teor LGBTQIA+ está de volta para a sua oitava edição. De 29 de novembro a 4 de dezembro terão lugar várias atividades em diversos espaços da Cidade do Porto.

Fonte: Facebook do QueerPorto

As origens deste evento em Portugal remontam a 1997, em Lisboa. Este Festival foi concebido com o objetivo de melhorar a integração da população homossexual, tendo desde o início o completo apoio da Câmara Municipal de Lisboa. No entanto, só em 2015 é que o Porto acolheu, pela primeira vez, este evento.

A edição deste ano arranca dia 29 de novembro às 21h30 com o filme “Uýra: A Retomada da Floresta”, uma longa-metragem sobre uma artista indígena transsexual que viaja pela floresta da Amazónia com o objetivo de se autodescobrir e utiliza a arte performativa e mensagens ancestrais para ajudar jovens indígenas a enfrentar o racismo e transfobia conjetural no Brasil.

Horário das várias atividades do Festival. Fonte: QueerPorto

As atividades desta edição terão lugar no Teatro Tivoli, na Casa Comum da Reitoria da Universidade do Porto, no Teatro Helena Sá e Costa e no restaurante Maus Hábitos. As exibições dos filmes estão distribuídas entre os três primeiros e têm entrada gratuita, com exceção do Teatro Tivoli. A primeira festa temática (Queer Mixer) terá lugar no Bar of Soap, este existe há apenas um ano no Porto, mas tem-se tornado um local essencial para a comunidade LGTBQIA+.

Cartaz da festa do Bar of Soap. Fonte: QueerPorto

Há dois prémios distintos em jogo, a Competição Oficial e a Competição Prémio “Casa Comum”, estes manifestam-se como uma comemoração e retrato das complexidades que fazem parte das vivências Queer dos nossos dias. Os júris são Cy Lecerf Maulpoix, Isabel Roma e João Vladimiro para a Competição Oficial e Joana Caetano, José Paulo Santos e Paulo Brás para o Prémio Casa Comum”.

Ecologia e a sustentabilidade são também preocupações deste evento e como tal há uma lista de filmes dedicados a estas temáticas, o filme acima mencionado faz parte desta vertente. No final de dois dos filmes desta lista o expetador vai ter a oportunidade de estar à conversa com Cy Lecerf Maulpoix e Stephan Dahl.

O filme “Les amours d’Anaïs” encerra o festival no dia 4 de dezembro às 21h30 no Pequeno Auditório do Teatro Tivoli. Esta longa-metragem segue Anaïs e a história de um desejo profundo. O bilhete tem o custo de 3,5€.

Já tinha ouvido falar desta iniciativa? Pode mandar qualquer comentário para o email up202005894@letras.up.pt. Pode também responder a este questionário.

Artigo de Joana Pereira Pires

 

 

A “Noite de Cinema Europeu” está de volta à Trindade

É já na próxima segunda-feira que o Cinema Trindade adere à 5.ª Edição do “European Cinema Night”, exibindo o filme “Mães Pararelas” gratuitamente pelas 19h00.

Foto: Francisca Gomes / JPN

Esta iniciativa, que surge da parceria entre a Europa Cinemas e a Creative Europe Media, conta ainda com o apoio da Comissão Europeia para trazer ao grande ecrã “a riqueza e a diversidade do cinema europeu” de forma gratuita. Este ano, serão mais de 75 os cinemas a participar na “Noite de Cinema Europeu”.

O objetivo é não só promover a cultura europeia, mas também aproximar os cidadãos da União Europeia à mesma, em particular ao cinema, contribuindo para um acesso gratuito a sessões de cinema e outras atividades relacionadas com a Sétima Arte. Esta iniciativa insere-se no âmbito do “Mês do Filme Europeu”, que decorre de 13 de novembro a 10 de dezembro e visa celebrar o cinema europeu.

O Cinema Trindade já fez parte desta iniciativa diversas vezes, tendo no ano passado exibindo o filme “Retrato de uma Rapariga em Chamas”, de Céline Sciamma. Desta vez, não se fica pela projeção e traz mesmo a atriz Mia Tomé para apresentar a sessão do filme “Mães Paralelas”, um filme espanhol de Pedro Almodóvar.

Mães Paralelas - European Cinema Night, 5 December | Event in Porto | AllEvents.in

“Mães Paralelas”, que recebeu diversos prémios desde a sua estreia no 78º Festival Internacional de Cinema de Veneza, a 1 de setembro de 2021, tem a seguinte sinopse (que pode também ser consultada no site do Cinema Trindade): “Janis, uma mulher de meia-idade, e Ana, uma jovem, encontram-se num quarto de hospital, onde irão dar à luz. Ambas engravidaram acidentalmente, porém Janis está radiante, ao contrário de Ana, que se mostra assustada. Enquanto vagueiam pelos corredores do hospital, Janis encoraja Ana, criando uma forte ligação que irá alterar de forma decisiva as suas vidas.”

A entrada é livre, como acontece com todas as sessões da “Noite de Cinema Europeu” nos diversos cinemas aderentes, mas encontra-se limitada à lotação da sala e os bilhetes estarão apenas disponíveis a partir das 14h00 do dia 5 de dezembro.

Apesar da participação, em anos passados, de outros cinemas nacionais, o Cinema Trindade permanece nesta edição como o único cinema português integrante da iniciativa da “Noite de Cinema Europeu”.

 

Tinha conhecimento desta iniciativa? Deixe os seus comentários no seguinte questionário.

Constança José Almeida de Queirós e Gonçalves de Magalhães

Goncharov: O melhor filme da máfia nunca feito

A internet tem um novo filme favorito. Produzido por Martin Scorsese “Goncharov” tem um elenco forte, fotografia memorável e um enredo icónico. Problema? O filme não existe.

poster do filme Goncharov

Poster falso para o filme “Goncharov” | fonte: https://beelzeebub.tumblr.com/post/701284869475614720/goncharov-1973-dir-martin-scorsese-the

Na passada sexta-feira (dia 18) o usuário da rede social Tumblr @beelzeebub (Alex Korotchuk, 20) publicou um poster para um filme imaginário intitulado “Goncharov”, alegadamente o “melhor filme da máfia alguma vez feito”. A publicação imediatamente chegou a um radar maior na rede social e uma enorme vaga de publicações sobre o filme começou.

“Goncharov” segue a vida de um assassino a contrato soviético que se junta à máfia de Nápoles. Este mafioso partilha o mesmo nome do filme e é interpretado por Robert de Niro. A história analisa os dilemas morais do protagonista bem como a forma como a sua vida de violência afeta as suas relações com a sua esposa Katya (Cybill Shepherd) e o seu amigo e suposto interesse amoroso Andrey (Harvey Keitel). Seguindo o padrão de vários outros filmes do produtor Martin Scorsese o cast conta ainda com nomes como Al Pacino, Gene Hackman e John Cazale.

Ao mencionar tantos nomes conhecidos a fama do filme alcançou novas alturas. Desde segunda-feira (dia 21) até hoje (dia 24) que “Goncharov” é o tópico nº1 de discução na plataforma Tumblr. O filme também já tem enganado algumas pessoas na rede social já que os usuários o discutem como se fosse realidade.

Há temáticas e simbolismos aceites como facto por quase todos os utilizadores da rede, um clube de de fãs que cria conteúdos desde arte das personagens a fanfiction, e analises em detalhe de cenas “icónicas” em “Goncharov”. Para alimentar esta ideia de veracidade imagens do filme já circulam pela internet (quase sempre imagens editadas de outros filmes do género, como “The Godfather” e “GoodFellas”), existe excertos de um guião e até mesmo um soundtrack “oficial” admitido pela página do Tumblr.

A piada de “Goncharov” é que já não se limita a uma brincadeira dentro da rede social. A atriz Lynda Carter publicou uma imagem dela e do ator Henry Winkler com a legenda “Eu e “Os Fonz” na estreia de “Goncharov” em 1973” (uma imagem na realidade dos Globos de Ouro de 1977). A página da Wikipédia de Scorsese já teve de ser alterada para impedir edições depois de várias pessoas a terem editado para referir “Goncharov” na sua filmografia. O New York Times publicou até uma peça sobre o fenómeno.

publicação da Lynda Carter na rede social Tumblr

publicação na página oficial do Tumblr da Lynda Carter | fonte: https://www.tumblr.com/reallyndacarter

As origens de “Goncharov”, porém, são tão misteriosas como o filme em si. A inspiração para o poster que começou a trend veio de outra publicação no Tumblr de 2020. Consistia na imagem de umas botas que faziam referência ao filme, a Scorsese e ao misterioso diretor. A pessoa que publicou essas botas já não está ativa na plataforma, mas outros utilizadores pensam ter resolvido o caso.

Afirmam que as botas em si referem-se ao filme “Gomorra”, longa metragem italiana de 2008 sobre a máfia de Nápoles. Segundo um artigo do The Hollywood Reporter, em 2009 Scorsese iria “emprestar” o seu nome ao filme para ajudar nas sua promoções nos Estados Unidos. O nome dos diretores dos dois filmes (tanto real como imaginário) também é Matteo. Com tantas similaridades os utilizadores da rede pensam se tratar de um erro ortográfico ou de uma piada baseada em “Gomorra”.

publicação original

publicação original | fonte: https://loseremo.tumblr.com/post/627117270398894080

“Goncharov” surge na esfera da internet num momento em que o gosto pelo imaginário é alta. Umas semanas antes o caso do país falso Listenbourg animava as redes sociais. Também é de notar que enquanto o Tumblr se diverte com um filme falso, no Twitter vários usuários começaram a atacar Scorsese e outros diretores da sua geração depois de estes terem criticado filmes da Marvel. A Letterbox no Twitter publicou um gif do produtor sem contexto criando um debate nas suas respostas sobre a qual das temáticas se referia.

O futuro de “Goncharov” é incerto, sendo que nem os próprios fãs são unanimes sobre quererem uma adaptação real do filme ou não. Até lá outra utilizadora da rede já prometeu que vai gravar cenas do filme no próximo mês para validar a existência do filme.

 

Gostava de ver uma adaptação real de Goncharov? Responde aqui!