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Desinformação: será que andamos todos assim tão bem informados?

O jornalismo online é cada vez mais o meio jornalístico de maior relevo. As novas tecnologias permitem a atualização constante e o saber imediato que caracterizam esta geração. Mas será que podemos acreditar que toda a informação é correta? Não vivemos antes na era da desinformação? A discussão é trazida pelo #6COBCIBER.

O crescimento do ciberjornalismo traz consigo desafios que andam a deixar a cabeça dos jornalistas em água. Um grande número de jornais a nível mundial já identificou  e alertou para a desinformação como uma ameaça atual, a par das fake-news. Esta ameaça tem vindo a ganhar terreno e põe em risco o jornalismo como o conhecemos.

A desinformação induz no leitor ideias falsas quanto a uma determinada realidade. Numa era em que a publicidade está no centro de toda a informação que consumimos, a desinformação surge com o objetivo de manipular o leitor e as suas opiniões em relação ao mundo que o rodeia.  Alguns dos métodos que a suportam são a supressão de informação, a modificação do sentido da informação, o uso de “pressupostos”, a associação a fenómenos distintos e descontextualizados, a generalização  ou a dissuasão.

A difusão de mensagens falsas e de informação manipuladora causa um caos na internet e consequentemente na sociedade em que vivemos. A desinformação coloca em causa uma questão muito importante: a da confiança. Até que ponto o que lemos é verdadeiro? Como distinguir a informação da tal desinformação? E, acima de tudo, qual a solução para tudo isto?

As respostas não são ainda certas mas os riscos estão bem à vista. Por ser uma questão séria, a desinformação é um dos temas-destaque do VI Congresso Internacional de Ciberjornalismo, a realizar na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, nos dias 22 e 23 de novembro. Pode ler-se mais sobre o evento e respetivo programa aqui.

Maria Inês Pinto da Costa, turma 1

O anonimato na Internet: mais negativo que positivo?

Desde que foi criada que uma das particularidades mais louvadas da Internet é a possibilidade de anonimato, ou pseudonimato, que oferece aos seus utilizadores. Esta é uma das temáticas em debate no #6COBCIBER. 

A necessidade de expressar uma opinião, dar voz a um pensamento, é quase universal. Durante anos, o microfone foi dado apenas àqueles considerados dignos, como políticos e comentadores, que expressavam as suas ideias formal e amplamente para um público, que sabia exatamente quem disse o quê e atribuía um julgamento, quer negativo quer positivo, com base em tal.

Com a chegada da Internet, tal mudou drasticamente. A possibilidade de anonimato, ou pseudonimato, que esta rede global oferece aos seus utilizadores fez com que o João de Portugal ou a Ashley dos Estados Unidos se tornassem tão ou mais influentes que os políticos e comentadores de outrora.

Quem diz o João ou a Ashley, diz a ativista pelos direitos LGBT russa; ou a mãe mexicana, ilegal nos EUA, que num post anónimo, documenta os riscos que corre e os sacrifícios que faz pelo seu filho todos os dias, num post do reddit. Mas, regra geral, o que é arma do bem, pode ser também do mal.

Através da máscara do anonimato ou pseudonimato, websites como o Reddit, o 4chan e o Quora agrupam e promovem, direta ou indiretamente, o pior da Internet. Recentemente, um grupo de internet trolls – pessoas que provocam uma comunidade ou alguém em particular, propositadamente, através de piadas ou afirmações, para efeitos de normalização do discurso tangencial ou para o seu próprio divertimento – criou e distribuiu cartazes fomentadores da ideia de que pedófilos pertencem à comunidade LGBT, de maneira a denegrir a imagem do grupo.

Na rede social Twitter, várias pessoas reagiram com repulsa ao conteúdo do panfleto. No entanto, a jogada do movimento alt-right – que se opõe à comunidade LGBT – foi rapidamente desmascarada pelo website de fact-checking Snopes.

É também no Twitter – onde o anonimato é menos frequente, mas possível e utilizado – que a comunidade de gamers Gamergate constantemente ameaça as vidas de mulheres no mundo da tecnologia; ou onde multidões forçaram o editor do The New York Times Jonathan Weiss a abandonar a rede social, após um bombardeamento de comentários anti-semíticos, espoletado pelo lançamento do seu livro (((Semitism))), onde critica Donald Trump e os seus ideais.

Coisas que nunca se diriam na cara de alguém são facilmente digitadas e enviadas através de uma conta falsa. A percepção de que tais atos não trarão consequências, devido à maioria das vítimas não ter tempo e meios para desmascarar as pessoas por detrás dessas contas, faz com que elementos básicos da comunicação interpessoal sejam parcial ou totalmente esquecidos – a empatia, por exemplo. O facto de que na Internet se fala com avatars e/ou screen names leva ao esquecimento que, por detrás desses, estão pessoas reais. Tal verifica-se, especialmente, nas celebridades, como no caso da apresentadora do Saturday Night Live, Leslie Jones, acossada online por centenas de pessoas pelo seu aspeto físico.

Deveria, então, o anonimato na Internet ser totalmente abolido para evitar situações destas? Enquanto sociedade, deveríamos nós estabelecer normas de interação social online? Ou o sistema está perfeito atualmente?

São estas e outras questões que vão estar em debate no #6COBCIBER – VI Congresso Internacional de Ciberjornalismo, dias 22 e 23 de novembro, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Adriana Pinto

 

Será o google uma ameaça ao ciberjornalismo?

Todos os dias milhões de pessoas  utilizam o google para pesquisar variados tópicos, entre os quais notícias e sites noticiosos. O tráfego deste motor de busca gera, diariamente,  receitas milionárias.

Ao longo do tempo, têm surgido diversos conflitos entre os motores de busca e os media digitais, em temas como publicidade, subscrições  e o algoritmo. Muitos editores acusam o google de diminuir o tráfego nos seus sites devido aos fragmentos de notícias que surgem na página de resultados de pesquisa.

Esses problemas recaem principalmente sobre  o Google News, que  tem sido acusado de desviar os leitores dos conteúdos por detrás dos firewalls, prejudicando a capacidade  de monetizar as publicações.

Em Espanha, uma lei tornou obrigatório o pagamento da taxa ao proprietário do conteúdo do link da notícia. Por esse motivo, o Google News fechou, em 2014, a sua edição espanhola, uma das suas 70 edições a nível mundial. Também a Alemanha adotou uma lei similar. Contudo, a exigência do pagamento da taxa fica à decisão de cada proprietário.

No entanto, nem todos os motores de busca funcionam como a Google. Exemplo disso são o MSN (da Microsoft) e o Sapo, dois dos maiores agregadores de notícias em Portugal. Enquanto o Google utiliza um algoritmo para selecionar as notícias, o Sapo e o MSN têm equipas a fazê-lo. Para além disso, fazem parcerias com vários site noticiosos, aos quais pagam uma percentagem das receitas ganhas com os conteúdos que vão publicando.

Política do Primeiro Clique Grátis 

Desde 2009 que a empresa americana exigia aos órgão de informação, que pretendessem aparecer no topo dos resultados da Google, que disponibilizassem um determinado número de artigos grátis por dia para os leitores provenientes do motor de busca. Este sistema era conhecido por First Click Free. Segundo a Google, o objetivo era ” ajudar os utilizadores a aceder rapidamente a notícias de qualidade, permitindo que sites de notícias pagos fossem descobertos através de pesquisas no Google”. Contudo, os utilizadores aproveitavam o sistema para evitar as subscrições (ou paywall).

Devido à abundância de  queixas por parte de empresas de média, o número de artigos exigidos foi diminuindo, reduzindo em 2009 para cinco e em 2015 para três. O descontentamento dos media foi tal que o jornal americano Wall Street Journal acabou por abandonar o sistema. Consequentemente, o tráfego do site caiu 44%.  Segundo Suzi Wattford, a diretora de marketing do jornal, o site passou a ser ” discriminado como um site de notícias pagas… Qualquer site como o nosso automaticamente não obtém tanta visibilidade na busca que um site gratuito teria.”

Por fim, em 2017 o Google terminou com os artigos obrigatórios.  Passaram a ser os editores a decidir se queriam disponibilizar artigos grátis e quantos artigos. 

Google Digital News Initiative

Em 2015, com o propósito de “apoiar jornalismo de qualidade através da tecnologia e inovação”,  a Google lançou um novo projeto – Google Digital News Initiative. Este projeto dispõe de um fundo de 150 milhões de euros, que foi sendo distribuído ao longo destes três anos por vários projetos europeus.

Já foram distribuídos 115 milhões de euros por 559 projetos de trinta países. Em outubro decorrerá a sexta, e final, ronda de participação para o Google DNI. 

Na quinta ronda, Portugal foi o sexto país que mais recebeu fundos. Os 1,4 milhões destinados ao país vão financiar  projetos portugueses como o Diário de Notícias, Observador e Media Capital Digital.

Esta iniciativa surgiu após a acusação, por parte da União Europeia, em 2015, do abuso do Google de posição dominante do mercado de buscas online. Várias empresas, como a News Corp ainda apresentam uma atitude muito cética e repreensiva face ao funcionamento da google e apoiam a medida da UE.

É esta relação entre os sites noticiosos e os motores de busca que será debatido na #6COBCIBER- IV Congresso de Internacional de Ciberjornalismo -nos dias 22 e 23 de outubro, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Cristiana Rodrigues, up 201706370

 

Descontextualização: uma ameaça ao ciberjornalismo

A crescente utilização da internet como meio de difusão de notícias levou a um aumento das notícias descontextualizadas. Esta será uma das ameaças debatidas no Congresso Internacional de Ciberjornalismo, que vai ter lugar no Porto em novembro.

Descontextualizar, tal como a palavra indica, é tirar algo do contexto ou representá-lo de forma enganadora. O imediatismo e a competitividade do jornalismo na internet fomentaram o recurso a títulos ou citações fora do contexto. De acordo com o jornalista brasileiro Leonardo Sakamoto, “a descontextualização é quando o jornalista sapateia na cara de quem lhe deu uma entrevista, causando a ira da fonte e, não raro, a construção de uma narrativa diferente da intenção original”.

A publicação de notícias descontextualizadas tanto pode ser acidental como propositada. Acidental se o jornalista não estiver informado sobre aquilo que está a reportar, se não verificar as fontes ou até se cometer algum erro gramatical ou ortográfico. Propositada quando se pretende atrair clicks ou intencionalmente deturpar a imagem pública de alguém.

Este fenómeno é mais prevalente quando os alvos são celebridades, principalmente nos tablóides. Um exemplo usado pelo professor universitário Andy Bechtel é o de um título de uma entrevista a Brad Pitt sobre o início da sua carreira em hollywood. Antes de ser ator, Pitt trabalhava como motorista e levava strippers para festas e uma das mulheres recomendou-lhe o professor de representação que o ajudou a chegar ao sucesso. Quando o jornalista mencionou esta situação, Brad Pitt respondeu em tom de brincadeira que as strippers mudaram a sua vida, e essa citação acabou por ser o título do artigo.

Mais recentemente, a situação do YouTuber PewDiePie, o detentor do canal com o maior número de subscritores na plataforma, reacendeu o debate sobre a importância do contexto. PewDiePie, cujo verdadeiro nome é Felix Kjellberg, acusou o Wall Street Journal de levar a sério piadas sobre judeus que fez no seu canal. “Eles pegam nisso e usam foram do contexto para me retratar como um nazi”, afirmou Kjellberg. “Foi um ataque dos media para me tentar descredibilizar e diminuir a minha influência”, concluiu.

Apesar do uso exagerado no mundo do entertenimento, a descontextualização também é muitas vezes usada na política. Grupos ideológicos e partidos aproveitam-se do facto de a maioria da população não verificar o contexto daquilo que lê para propagar informação enganadora. “Esse tipo de descontextualização tem sido bastante usada na guerra de informação na internet. Quando um grupo tenta desacreditar uma ideia ou uma matriz de interpretação do mundo, pinça uma frase ou uma imagem fora de seu contexto”, afirma Leonardo Sakamoto. Há instâncias em que até artigos satíricos são usados de forma séria para difundir ideias falsas.

A descontextualização leva à perda de credibilidade do ciberjornalismo e cria uma ambiente hostil com as fontes visadas. Esta ameaça, assim como muitas outras, vai estar em discussão na sexta edição do Congresso Internacional de Ciberjornalismo. O evento vai decorrer a 22 e 23 de novembro, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Adriana Peixoto, turma 2

A pressa é inimiga da perfeição: imediatismo e publicação sem verificação

A instantaneidade é um dos grandes requisitos do ciberjornalismo. Mas o que acontece quando a pressa domina o jornalista? A vantagem da rapidez a que chegam as notícias torna-se rapidamente um aspeto negativo, que cada vez mais ameaça o jornalismo online atual.

Vivemos num mundo cada vez mais rápido, onde saber tudo o mais rápido possível se torna uma prioridade. As notificações chegam em rompante, umas atrás das outras, noticiando quase ao segundo tudo o que se passa pelo mundo fora. No final de contas, a instantaneidade das notícias online é uma das caraterísticas que confere ao ciberjornalismo tanta adesão.

Nikki Usher, ex-jornalista do NY Times no excerto do seu livro  afirma que “a produção de notícias para a web era uma atividade frenética, normalmente com uma estratégia pouco clara sobre como, quanndo e porquê que as notícias deviam ser publicadas”. O ciberjornalismo rege-se ao minuto e pretende passar ao leitor a informação o mais rápido possível.

Porém este imediatismo pode ter consequências negativas nomeadamente no que toca à qualidade das notícias. Quanto maior é a pressa de transmitir a notícia ao público, maior a suscetibilidade a deslizes e a faltas de atenção aquando da publicação da mesma. Isto pode levar a erros que comprometem a veracidade da informação.

Um dos grandes exemplos deste fenómeno aconteceu em 2011, aquando da morte de Osama Bin Laden. A repórter Norah O´Donnel publicou via Twitter a noticia sobre o acontecimento mas cometeu um erro ao escrever Obama. Isto mostra o quão fácil é cometer uma pequena falha que compromete por completo a informação transmitida.

Para além disso, cada vez mais são feitas publicações sem qualquer tipo de verificação ou fonte fidedigna. Há uma falta de comprovação dos factos no sistema de publicação de notícias online, que tem vindo a manchar a reputação do ciberjornalismo.

Este fenómeno tem vindo cada vez mais a tornar-se um perigo para o ciberjornalismo, e torna-se necessário analisá-lo para entender qual o estado do jornalismo online. Destaca-se aqui a realização do VI Congresso Internacional de Ciberjornalismo (#6COCIBER) nos dias 22 e 23 de novembro. O congresso vai ter lugar na Faculdade de Letras da Universidade do Porto e conta com inúmeros especialistas na área do jornalismo, com o objetivo de debater os novos perigos que ameaçam cada vez mais a produção de notícias online.

Mariana Ribeiro, up201706992

 

Conteúdo viral: a multiplicação da reação

Se o conteúdo viral se resumisse à partilha incessante de notícias, entrevistas ou artigos de opinião, o jornalismo, em particular o ciberjornalismo, teria nele um aliado. No entanto, como nem tudo o que é viral é benéfico, qual a natureza desta ameaça?

Ao conteúdo que gera um elevado número de reações e intereções online num curto espaço temporal dá-se a designação de viral. Tal como um vírus, pode dizer-se que este tipo de conteúdo se propaga ou alastra rapidamente.

Para que tal aconteça, existem vários fatores que separam um conteúdo partilhado de outro viral, como a plataforma onde é difundido, quem partilha e o seu alvo, além da qualidade. Para aumentar a hipótese da viralização, deve ter-se em conta a idade e o interesse do público alvo e, consequentemente, a plataforma que melhor servirá esse propósito.

No limite, pode dizer-se que o conteúdo viral leva o valor de notícia ao extremo. Um confronto físico entre celebridades seria, por si só, uma notícia aliciante, mas se for encabeçada por um título apelativo e acompanhada dos elementos multimédia corretos (imagem, vídeo, GIFs), será viral.

A ideia de que qualquer pessoa pode produzir uma trend (conteúdo viral) está bastante presente na mente dos cibernautas e prova disso são as inúmeras entradas e artigos dedicados exclusivamente à viralização de uma história ou vídeo. No entanto, apenas uma pequena parte dos que tentam são considerados influencers – ou influenciadores, aqueles quem as marcas procuram para chegar, com cada vez mais eficácia, ao público.

Torna-se, portanto, muito difícil confiar cegamente num conteúdo deste tipo. Não raras vezes, são ignoradas as regras pelas quais se guia o jornalista e o conteúdo mistura a (des)informação com o sensacionalismo e o entretenimento.

Diogo Gonçalves, up201405000

Beira Interior debate Jornalismo para dispositivos móveis

      O 3º Congresso de Jornalismo para dispositivos móveis vai concretizar-se nos dias 22 e 23 de novembro na Universidade da Beira Interior. 

      Paula Serra, Presidente da Faculdade de Artes e Letras, e Ramon Salaverría, diretor do Centro para Estudos de Internet e Meio Digital e professor de jornalismo  na Universidade de Navarra, estão encarregues das boas vindas e da conferência, respetivamente. Assim como na sessão da abertura, João Correia, Diretor do Labcom.IFP, vai estar encarregue do encerramento  e Edurado Pellanda, PUC do Rio Grande do Sul, pela última conferência do congresso.

       No dia 22 de novembro, o congresso vai contar com a presença de Alexandre Brito, Licenciado em Comunicação Social e “Master” em “Broadcast Journalism”, pela Universidade de Boston; Diogo Queidoz Andrade, fundador do Observador; Miguel Martins, professor no curso de Ciências da Comunicação – Jornalismo – na Universidade Autónoma de Lisboa e, ainda, Rui da Rocha Ferreira, diretor-editorial do Future Behind. Este é o painel de de jornalistas que vai debater o assunto em questão.

      No âmbito do tema do congreddo a Universidade vai disponibilizar os seguintes workshops: “Produção de conteúdos para Tablets” (Dia 21: 4h-18h; Dia 22: 18h-20h; Dia 23: 15h-18h), por Rita Paulino (Universidade Federal de Santa Catarina), “Criação e Aprendizagem da plataforma App Inventor (MIT) para jornalismo” (Dia 21: 16h-18h), por Eduardo Pellanda (PUC do Rio Grande do Sul)  e “Vídeo para Dispositivos Móveis” (Dia 21: 16h-20h, Dia 23:9h-12h), por Pedro Monteiro e Iryna Shev (Expresso). O preço da inscrição varia entre os 5 e 20 euros e as inscrições devem ser pagas no secretariado do DCA até ao dia 17 de novembro.

      O preço do congresso é de 50 com apresentação de paper e grátis sem a apresentação do mesmo.

      À semelhança da Beira Interior, o Porto vai receber O V Congresso Internacional de Ciberjornalismo (#5COBCIBER), a 24 e 25 de novembro, para esclarecer as práticas e os desafios dos “Ciberjornalistas 3.0”.

Ana Guedes

Editado em: 18/10/2016

Tudo a postos para o V Congresso de Ciberjornalismo

O  V Congresso Internacional de Ciberjornalismo (#5COBCIBER) realiza-se nos dias 24 e 25 de novembro de 2016 na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Um painel de profissionais do ciberjornalismo vai debater o tema  “Ciberjornalistas 3.0”. Vão ainda ser anunciados e entregues os Prémios de Ciberjornalismo 2016.

O programa já se encontra disponível. O debate destina-se não só a académicos, mas também aqueles que trabalham diariamente para os cibermedia.

Está confirmada a presença de várias figuras nacionais e internacionais proeminentes na área do ciberjornalismo.

A nível nacional contam-se Ana Isabel Reis (FLUP),  Ana Pinto Martinho (Observatório Europeu de Jornalismo / ISCTE), Catarina Santos (Rádio Renascença), Daniel Catalão (RTP), Fernando Zamith (FLUP), Helder Bastos (FLUP) e João Pedro Pereira (Público).

A nível internacional destacam-se María Bella Palomo Torres (Universidade de Málaga), Mark Deuze (Universidade de Amesterdão), Milán Berzosa (Universidade Francisco de Vitoria) e Suzana Barbosa (Universidade Federal da Bahia).

O Congresso Internacional de Ciberjornalismo é organizado pelo Observatório de Ciberjornalismo, que de dois em dois anos procura reunir não só académicos, como também profissionais. Este ano foram recebidas 67 propostas de comunicação, provenientes sobretudo de Portugal, Brasil e Espanha.

O evento é uma oportunidade rara de ir da teoria à prática e vice-versa, por intermédio da investigação, partilha de experiências e práticas, da reflexão e do diálogo sobre o ciberjornalismo.

 

André Garcia

 

Porto: ‘Ciberjornalistas 3.0’ é o tema do #5COBCIBER

A quinta edição do Congresso Internacional de Ciberjornalismo (#5COBCIBER) tem como tema “Ciberjornalistas 3.0”. O evento foca a utilização de robôs na produção de notícias e vai ocorrer no Porto nos dias 24 e 25 de novembro.

A evolução do ciberjornalismo é o principal foco da conferência. “A utilização de robôs na produção de notícias, a replicação, a picagem entre meios concorrentes e os automatismos” vão ser alguns dos assuntos tratados, de acordo com o site oficial da #5COBCIBER.

O programa, organizado em parceria com o 3.º Encontro do GT Jornalismo e Sociedade da SOPCOM, foi divulgado ontem. A organização pretende estimular a reflexão e o debate “não apenas entre académicos, mas também com profissionais e estudantes”.

Para isso, conta com especialistas internacionais como Mark Deuze, da Universidade de Amesterdão, María Bella Palomo Torres, da Universidade de Málaga, Millán Berzosa, da Universidade Francisco de Vitoria e Suzana Barbosa, da Universidade Federal da Bahía.

Catarina Santos, da Rádio Renascença, Daniel Catalão, da RTP e João Pedro Pereira, do Público, representam os media portugueses no evento. Também Ana Pinto Martinho, do Observatório Europeu de Jornalismo vai constar do painel.

Alguns membros da organização vão também participar, como é o caso de Fernando Zamith, Helder Bastos e Isabel Reis.

Os preços das inscrições são de dez euros para estudantes e 40 euros para outros participantes, até dia 30 de setembro. Após esta data, os valores aumentam para 20 euros para alunos e 60 euros para outros interessados. As inscrições terminam de forma definitiva, no dia 18 de novembro.

O congresso, organizado pelo Observatório de Ciberjornalismo (ObCiber) e pelo Centro de Estudos das Tecnologias e Ciências da Comunicação (cetac.media), ocorre de dois em dois anos. A edição deste ano ocorre na Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Nas últimas edições, os temas abordados foram o “Jornalismo 3G“, em 2008, os “Modelos de negócio para o jornalismo na Internet” e “Redes sociais e ciberjornalismo“, em 2010, assim como “A convergência“, em 2012 e a “Qualidade e credibilidade no ciberjornalismo“, em 2014.

Na mesma semana, ocorre na Covilhã um congresso de jornalismo móvel que reúne investigadores internacionais e profissionais.

[Aviso: O artigo foi atualizado no dia 18 de outubro, pelas 15h30, com informações relativas ao congresso de jornalismo móvel, na Covilhã]

Filipe Santiago Lopes, turma 2

Quinto congresso internacional de ciberjornalismo no Porto

Robôs a produzir notícias? As redes sociais como fontes de informação? São algumas das propostas que vão ser discutidas nos dias 24 e 25 de novembro, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP).

#5COBCIBER vai colocar a debate o tema “Ciberjornalistas 3.0” e vai contar com um painel de profissionais da área. Para além das diversas comunicações, vão ser entregues os Prémios de Ciberjornalismo 2016.

Estão também confirmadas as presenças de Ana Pinto Martinho, editora online do Observatório Europeu de Jornalismo, Catarina Santos, jornalista na Rádio Renascença, Daniel Catalão, pivô na RTP, e João Pedro Pereira, jornalista no jornal Público.

O Observatório de Ciberjornalismo (OBCIBER) organiza o congresso de dois em dois anos e procura reunir não só académicos, como também profissionais na área do ciberjornalismo. A primeira fase de inscrições termina a 30 de setembro.

Na mesma semana, a Universidade da Beira Interior vai receber o III Congresso de Jornalismo e Dispositivos Móveis, nos dias 22 e 23 de novembro.

O congresso pode ser acompanhado pelo Twitter do OBCIBER, através da hashtag #5COBCIBER.

Tags: Ciberjornalismo, FLUP, COBCIBER, OBCIBER.

Atualizado em 18/10/2016

 

André Ferrão