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Ciberjornalismo: Pedro Jerónimo lança livro

Pedro Jerónimo apresentou na sexta-feira o livro Ciberjornalismo de proximidade resultante da sua tese de doutoramento no polo das Ciências da Comunicação da Faculdade de Letras da Universidade do Porto.

Na sexta-feira, 4 de Dezembro, Pedro Jerónimo apresentou o seu livro Ciberjornalismo de proximidade resultante da sua tese de doutoramento na III Jornada Obciber. A tese apresentada na Faculdade de Letras da Universidade do Porto teve a cotação máxima por parte do júri presente em 2014 e encontra-se agora disponível gratuitamente na LabCom, para que todos possam ter acesso à mesma, “o conhecimento só faz sentido quando partilhado” justifica o autor.

Como o próprio título indica, o que fundamenta esta tese é o seu grau de profundidade e proximidade com os factos narrados. Com uma visão crítica apurada, o jornalista procurou responder algumas das questões que se encontravam ainda por completar, tais como “que tipo de conteúdos produz o cyberjornalismo?”. O objetivo como o próprio refere é “retirar o máximo de verdade possível”, para tal foi-lhe útil a experiência e o contacto com a realidade vivida em diferentes redações portuguesas.

As conclusões retiradas deste estudo revertem-se em algumas decepções “o percurso do cyberjornalismo em Portugal é primitivo” afirma, incentivando aos estudantes de jornalismo presentes que estejam atentos e analisem se o jornalismo “está a ser bem feito” ou se é feito “inconvenientemente”. Isto é, que façam “cyberjornalismo de proximidade ou local”.

Jessica Nunes

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III Jornadas ObCiber: O futuro do Ciberjornalismo

 

João Canavilhas na Conferência sobre o futuro do Ciberjornalismo

João Canavilhas na Conferência sobre o futuro do Ciberjornalismo

Para celebrar os 20 anos do Ciberjornalismo em Portugal, realizaram-se as jornadas do ObCiber no pólo de Ciências da Comunicação, dia 4 de dezembro, no Porto. João Canavilhas, perspetivou o avanço do jornalismo online até 2015.

“O jornalismo em 2025: o que mudou na última década” foi a segunda palestra das jornadas ObCiberToda a conferência assentou em três ideias-base para o público “viajar” com maior facilidade no tempo: passado, presente e futuro.

Desse modo, João Canavilhas, professor da UBI referiu que, há algumas décadas atrás, a rádio e, mais tarde a televisão “eram como uma lareira” em que toda a família se juntava para ouvir/assistir aos programas. Hoje, já é normal ver-se televisão através de um dispositivo móvel, tal como as notícias são lidas na grande maioria através de redes sociais.

Segundo o professor, desde 2014, os dispositivos móveis passaram a ser o meio mais utilizado pelas pessoas para acederem à Internet. Em contrapartida, foi referido o aumento dos dispositivos móveis e crê-se que em 2025 os smartphones passem a estar incorporados nas pessoas, mesmo fisicamente.

João Canavilhas sublinhou, ainda, que “uma das marcas do jornalismo foi sempre a periodicidade, mas agora a realidade passa por “esperar que a informação lhe chegue à mão” (do consumidor). O leitor está cada vez mais à espera do imediato e das notícias de última hora, em detrimento das notícias à hora certa. “Se acontecer alguma coisa interessante, o vosso telemóvel vai tocar.”

Segundo a previsão para 2025, será possível o smartphone saber de que forma deve dar a notícia ao recetor, em áudio, vídeo ou texto. “Se for por exemplo a conduzir é óbvio que não posso ver um vídeo ou ler um texto.” Através do GPS é possível localizar o visualizador ou ouvinte e saber qual é o melhor método para dar a conhecer a notícia.

Estas foram apenas algumas tendências e previsões enunciadas por João Canavilhas para o futuro da tecnologia que tem evoluído à velocidade da luz.

 

Por Mariana Calisto