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Autárquicas 2021: abstenção na Maia foi de 47,69%

Nas eleições autárquicas do passado domingo (26), houve uma abstenção no concelho da Maia de quase metade dos votantes. É a segunda cifra de abstenção mais elevada desde 1976, só superada pela abstenção dos maiatos nas autárquicas de 2013, com 49,07%.

De acordo com os resultados oficiais das eleições de 26 de setembro, António Silva Tiago foi eleito novamente para presidir a Câmara da Maia. De acordo com o site Notícias Maia, o candidato da coligação “Maia em Primeiro” já tinha conquistado o cargo nas autárquicas de 2017, com maioria absoluta (sete das dez Freguesias); enquanto nas eleições atuais ganhou mais duas Juntas (nove das dez Freguesias).

Fonte: Site oficial Notícias Maia

Baseado nos dados do site oficial SGMAI-Secretaria Geral, nos resultados de 2017 e 2021 para a Câmara Municipal do Concelho de Maia, observa-se que o aumento da abstenção não afetou negativamente a taxa de eleitores apoiantes da coligação PSD/CDS, cuja cifra foi de 39,95% em 2017 e 40,42% em 2021. Os números refletem, portanto, que houve um aumento na percentagem de votos que deram a vitória ao candidato de “Maia em Primeiro”.

Fonte: SGMAI-Secretaria Geral

Segundo o site de notícias Expresso, a nível nacional, a abstenção das autárquicas deste ano também foi a segunda cifra mais elevada desde 1976, só ultrapassada pela taxa de abstenção de 2013. Nestes comícios de 2013 houve uma abstenção de 47,40%, muito perto da cifra de eleitores que não compareceram nestas votações de 2021: 46,35%.

Fonte: Site de notícias Expresso

Relativamente às Assembleias de Freguesias do Concelho da Maia, de acordo com o site Notícias da Maia, o Partido Socialista só conquistou a Freguesia de Águas Santas, as outras nove Juntas deram a vitória ao PSD/CDS. Os eleitos foram os candidatos seguintes:

PSD/CDS:

Cidade da Maia: Olga Freire; Pedrouços: Isabel Carvalho; Castêlo da Maia: Manuel Azenha; Milheirós: Maria José Neves; Folgosa: Vítor Ramalho; Nogueira e Silva Escura: Ilídio Carneiro; Moreira da Maia: Carlos Moreira; São Pedro Fins: Raquel Freitas; Vila Nova da Telha: Joaquim Azevedo.

PS:

Águas Santas: Miguel Dos Santos.

 

Por Hellen Carvajal

 

Autárquicas 2021: Domingos Bragança reeleito Presidente da Câmara de Guimarães

Por Renata Mendes

PS é o vencedor das eleições autárquicas em Guimarães. Domingos Bragança obtém maioria absoluta com 48,06% dos votos e inicia o seu terceiro mandato. Este resultado garante sete vereadores aos socialistas, mais um que em 2017.

Domingos Bragança (PS)

De um total de 90.889 pessoas, a coligação do PSD e do CDS – Juntos por Guimarães obtém 34,18% dos votos, seguida pela CDU que contabilizou 34,18% dos votos, pelo Chega (CH) com 3,28% dos votos. Por sua vez, o Bloco de Esquerda (BE) totaliza 2,48% dos votos, a Iniciativa Liberal (IL) conta com 1,78% dos votos e finalmente o PAN com 1,27% dos votos.

Resultados do Município de Guimarães – Fonte: MAI

Os partidos de direita Chega e Iniciativa Liberal estreiam-se na Assembleia Municipal de Guimarães, elegendo um deputado de cada partido.

Segundo o Ministério da Administração Interna, a abstenção é de 36,42%, uma subida relativamente às eleições anteriores em que 33,27% da população se absteve de votar.

Os socialistas conquistaram 37 Juntas de Freguesia, e juntaram-se em festejos no Largo do Toural, onde o Presidente Domingos Bragança discursou aos cidadãos.

 

Autárquicas 2021: José Manuel Ribeiro reeleito em Valongo com 50,1 % dos votos

José Manuel Ribeiro vence as autárquicas no concelho de Valongo com maioria absoluta dos votos e com liderança em todas as freguesias. A abstenção fixou-se nos 52%.

Pela terceira vez consecutiva, José Manuel Ribeiro conseguiu a vitória do PS para a câmara de Valongo. Este domingo, o autarca foi reeleito com 50,1 % dos votos, resultado este que representa uma ligeira descida face aos números das eleições de 2017, nas quais o PS ganhou com a maioria absoluta de 57,3%.

O candidato pelo partido socialista obteve maioria absoluta em todas as freguesias do concelho, com a exceção de Ermesinde, em que a percentagem de votos foi 45,3%. Já em Campo e Sobrado, a percentagem para o PS foi 50,2 %. Nas freguesias de Alfena e Valongo o presidente viu os seus melhores resultados, conquistando os votos de 54% da população. Este ano, a abstenção fixou-se nos 52%, o que representa um aumento significativo face às eleições de 2017, em que a percentagem de pessoas que se abstiveram rondou os 46,3%.

A candidatar-se à Câmara de Valongo estavam Nuno Monteiro, pelo Bloco de Esquerda (BE), Adriano Ribeiro, pela CDU, José Manuel Ribeiro, pelo PS, Vítor Parati Ribeiro, candidato pelo Pessoas, Natureza e Animais (PAN), Armindo Ramalho, pelo partido “Nós cidadãos”, Miguel Santos, deputado na assembleia municipal e cabeça-de-lista pela coligação “unidos por todos”, que junta o PSD, o CDS e o Movimento Cidadania Independente (MAIS) e Maria do Carmo Lopes, candidata pelo partido Chega.

Miguel Santos ficou em segundo lugar com 24,2% dos votos, tendo o seu melhor resultado na freguesia de Campo e Sobrado com 28,6% dos votos.  Adriano Ribeiro, em terceiro lugar, conquistou 5,1% para a CDU, obtendo a maioria dos votos (7,7%) também em Campo e Sobrado.

Em quarto lugar, ficou o Bloco de Esquerda com 4,8%, melhor representado em Ermesinde, com 6,7% dos votos. Maria do Carmo Lopes ficou em quinto lugar, alcançando 4,2% para o Chega e tendo sido mais votada na freguesia de Ermesinde, com 5% dos votos. O sexto lugar foi para o PAN, com 2,9% e apresentando o melhor resultado na freguesia de Ermesinde, com 3,5%. Em último lugar, o partido “Nós Cidadãos” que conquistou 2,7% dos votos do concelho, pelo que foi mais votado na freguesia de Valongo (3,3%), segundo os dados do site MAI autárquicas 2021.

O PS liderou também na junta de freguesia, tornando Cláudia Lima, candidata pelo partido socialista, a primeira mulher a liderar uma freguesia no concelho de Valongo.

Durante toda a campanha para as eleições autárquicas, o tema que mais gerou controvérsia entre os partidos candidatos foi o aterro de Sobrado. Todos se candidataram contra o aterro, mas houve várias trocas de acusações. Nomeadamente, pela oposição, que defende que o atual presidente podia ter feito mais e inclusive alguns partidos falam de um jogo de empurra entre PS e PSD.

Valongo é um concelho completamente dominado por PS e PSD, onde os partidos mais pequenos têm geralmente pouca expressão. Tem sido uma Câmara marcada por períodos extensos de liderança seja por PS ou PSD.

Foto: “Verdadeiro Olhar

Sofia Gama