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Presidenciais 2021: Marcelo lidera sondagens

Marcelo Rebelo de Sousa é o grande favorito à vitória nas presidenciais no dia 24 de Janeiro segundo uma sondagem da SIC juntamente com o Expresso, alcançando 66% das intenções de voto.

Foto: Rafael Marchante- Reuters

Falta pouco menos de 1 mês e meio para a realização das eleições presidenciais e a reeleição de Marcelo Rebelo de Sousa na primeira volta parece uma inevitabilidade. O atual presidente lidera com 66%, uma vantagem de 53% relativamente a Ana Gomes, a segunda candidata com maior percentagem na sondagem feita pela SIC/Expresso.

Ana Gomes, ex-eurodeputada do PS que conta com o apoio do PAN e do partido Livre, obteve 13% das intenções de voto, mais 4 pontos percentuais que o terceiro candidato mas bem posicionado André Ventura, líder e fundador do Chega, que chega assim aos 9%.

Com 7% surge Marisa Matias, eurodeputada que é apoiada pelo Bloco de Esquerda, e com 5% aparece João Ferreira, eurodeputado que é apoiado pelo PCP.

A corrida à presidência conta ainda com outras candidaturas de vários vetores do espectro político nacional como a candidatura de Tiago Mayan, candidato apoiado pela Iniciativa Liberal.

 

Gonçalo Ribeiro

 

Eleições Presidenciais 2021

É já em janeiro do próximo ano, que se vão realizar as eleições para a presidência que irão definir quem será o próximo chefe de estado nos seguintes 5 anos. 

Atualmente, Marcelo Rebelo de Sousa ocupa o cargo, após ter sido eleito em 2016 com 52% dos votos e fazer história ao vencer em todos os distritos, numa primeira eleição. 

São nove os pré-candidatos às eleições presidenciais de 2021:

Professor catedrático de direito jubilado, antigo presidente do PSD e comentador político televisivo, assumiu a chefia de Estado a 9 de março de 2016, mantendo em aberto a sua candidatura a um segundo mandato de cinco anos. Marcelo Rebelo de Sousa, anunciou a sua recandidatura esta segunda-feira, em Lisboa. 

 

 

A eurodeputada, Marisa Matias, do bloco de esquerda, candidata-se pela segunda às eleições presidenciais. Após a sua candidatura em 2016 e em ter conseguido o melhor resultado de sempre para um candidato do apoiado pelo bloco de esquerda nas eleições presidenciais, Maria Matias, tornou-se a quarta candidata oficial à Presidência da República.

André Ventura é professor universitário, presidente do partido CHEGA e deputado desde 2019, ano em que o partido se candidatou pela primeira vez a eleições legislativas e elegeu um parlamento. 

Antiga diplomata e política portuguesa, Ana Gomes, concorre também à corrida para as eleições presidenciais do próximo ano. Anunciou a sua candidatura a 8 de setembro e conta com o apoio dos partidos PAN e Livre. 

Bruno Fialho, presidente do partido Democrático Republicano, sucedendo no cargo a António Marinho e Pinto, anunciou a candidatura a Belém a 27 de julho de 2020. Formou-se em Direito, exercendo a profissão de advogado. Atualmente, é o chefe de cabina de uma companhia aérea e vice-presidente do Sindicato Nacional de Voo da Aviação Civil (SNPVAC). 

No Parlamento Europeu, João Ferreira é vice-presidente do grupo Confederal da Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Verdes Nórdica (GUE/NGL). O PCP anunciou a sua candidatura a Belém, a 12 de setembro, tendo o apoio do partido Ecologista “Os Verdes”. 

Vitorino Silva (conhecido como Tino de Rans), anunciou a sua segunda candidatura às eleições presidenciais, em 13 de setembro, no Porto. É calceteiro, personalidade televisiva e antigo autarca português. 

O atual presidente do Conselho de jurisdição, Thiago Mayan, anunciou a sua candidatura a 25 de julho de 2020. Advogado e um dos fundadores do partido Iniciativa Liberal, conta com o apoio da Iniciativa Liberal. 

Paulo Alves, foi deputado municipal em Felgueiras, eleito na lista independente do movimento liderado por Fátima Felgueiras, e candidato às legislativas de 2019 pelo círculo eleitoral Fora da Europa, novamente pelo JPP (Partido Juntos Pelo Povo), anunciou a sua candidatura a 5 de novembro, no Porto.  

 

Carminho Sousa Guedes.

 

Marcelo recandidata-se e é líder na corrida para as presidenciais 2021

Com o anúncio de Marcelo Rebelo de Sousa de que irá recandidatar-se a um segundo mandato, são agora nove os pré-candidatos às eleições marcadas para 24 de janeiro. O atual Presidente da República lidera as sondagens com 62,5% das intenções de voto.

Autor: ANTÓNIO COTRIM Crédito: LUSA

 

Segundo a mais recente sondagem realizada pela Aximage para a TSF e JN, Marcelo Rebelo de Sousa deverá vencer as eleições presidenciais de janeiro de 2021, mantendo o cargo que desempenha há quase quatro anos. A mesma sondagem aponta para uma vitória à primeira volta, com Marcelo a garantir uma distância de 45 pontos percentuais para Ana Gomes. Em terceiro lugar, a quase dez pontos do segundo, surge André Ventura.

Entre os atuais nove pré-candidatos, há três repetentes – Marcelo Rebelo de Sousa, Marisa Matias e Vitorino Silva. Ana Gomes, André Ventura, Bruno Fialho, João Ferreira, Paulo Alves e Tiago Mayan são os restantes pré-candidatos.

Relativamente às presidenciais de 2016, Marcelo regista uma subida de cerca de 10% comparativamente com os 52% com que venceu em 2016. Marisa Matias apresenta uma descida de cerca de 6%. Ana Gomes e André Ventura são os novos candidatos que ocupam, neste momento, o segundo e terceiro lugar, respetivamente, nas sondagens.

Com a recandidatura de Marcelo Rebelo de Sousa, o PS encontra-se agora dividido. O lado mais socialista tende a torcer pelo atual presidente, enquanto os nomes mais à esquerda do partido apoiam Ana Gomes. A ex-eurodeputada conta ainda com o apoio dos partidos PAN e Livre. O Bloco de Esquerda perfila-se ao lado de Marisa Matias, enquanto o CHEGA apoia o seu candidato André Ventura.

 

Carolina Cardoso

Marcelo Rebelo de Sousa anuncia recandidatura à presidência da República

Foi na passada segunda-feira que Marcelo Rebelo de Sousa anunciou a sua recandidatura ao cargo de Presidente da República, numa pastelaria próxima do palácio de Belém.

Recandidatura de Marcelo. País precisa de “um Presidente independente, que  não instabilize” – Observador

imagem: João Porfírio/Observador

Marcelo Rebelo de Sousa afirma que decidiu recandidatar-se ao cargo que exerce «porque temos uma pandemia a enfrentar, uma crise económica e social a vencer, porque temos uma oportunidade única de além de vencer a crise mudar para melhor Portugal». O atual chefe de Estado assegura que «quem avança para esta eleição é exatamente o mesmo que avançou há cinco anos».

Marcelo respondeu também às críticas da candidata Ana Gomes, que, em entrevista à rádio Observador, o acusou de ser «o maior instabilizador do Estado», afirmando que Portugal precisa de «um presidente independente, que não instabilize, antes estabilize e que não divida». O atual Presidente da República manifestou a sua disponibilidade em participar em debates com os seus adversários: «defendo há muito tempo que deve haver debates frente a frente com todos os candidatos e assim farei».

Com o anúncio da sua recandidatura, Marcelo tornou-se no nono pré-candidato às próximas eleições Presidenciais, marcadas para 24 de janeiro de 2021. Os restantes concorrentes a Belém são Ana Gomes, ex-eurodeputada e militante do Partido Socialista, que é a candidata apoiada pelo LIVRE e pelo Partido Animais e Natureza (PAN); Marisa Matias, eurodeputada do Bloco de Esquerda e apoiada pelo seu partido; João Ferreira, eurodeputado do Partido Comunista Português (PCP) que também conta com o apoio do seu partido; André Ventura, líder do CHEGA; Tiago Mayan Gonçalves, apoiado pela Iniciativa Liberal; Bruno Fialho, presidente do Partido Democrático Republicano (PDR); Vitorino Silva, fundador do partido Reagir, Incluir, Reciclar (RIR); e ainda Paulo Alves, empresário e presidente da Concelhia de Felgueiras do Juntos Pelo Povo (JPP).

Marcelo Rebelo de Sousa foi o vencedor do ato eleitoral de janeiro de 2016, no qual conquistou a maioria eleitoral com 52% dos votos. Em segundo lugar ficou Sampaio da Nóvoa, com 22,88% dos votos. Este candidato contava com o apoio do PS, que este ano optou pela liberdade de voto. Marisa Matias, que também se recandidata em 2021, conseguiu alcançar nessas eleições o melhor resultado de um candidato presidencial apoiado pelo Bloco de Esquerda. A eurodeputada ficou em terceiro lugar, com 10,2% dos votos. Já o candidato apoiado pelo PCP, Edgar Moreira, ficou em quinto lugar, após alcançar 3,95%. Vitorino Silva, que também se recandidata no ato eleitoral do próximo mês, conquistou 3,28% dos votos, sendo o sexto mais votado dos dez candidatos a Belém.

 

Sara Fernandes Santos

Presidenciais 2021: os candidatos a Belém

O mandato do Professor Marcelo Rebelo de Sousa está a terminar e já são conhecidos os candidatos a Belém. O atual Presidente marcou as eleições presidenciais para o dia 24 de janeiro de 2021. A informação foi publicada no site da presidência.

Ana Gomes – “Candidato-me pelos portugueses”

A ex-eurodeputada Ana Gomes anunciou a sua candidatura à presidência da República em maio de 2020, considerando que a situação atual da democracia portuguesa é “inadmissível”.

Apesar de fazer um balanço “globalmente positivo” do mandato do atual Presidente, Ana Gomes considera Marcelo Rebelo de Sousa inativo e passivo. A militante do partido socialista garante estar na corrida a Belém “apenas pelos portugueses e por mais ninguém”.

Acima de tudo, Ana Gomes afirma candidatar-se à presidência para servir o interesse nacional.

“Quero ser a candidata dos ciganos, dos africanos, das pessoas de pele de qualquer cor, dos gays, das minorias, quero ser a candidata desses todos”, apontou Ana Gomes durante a primeira entrevista desde que oficializou a sua candidatura a Belém, à RTP.

Ana Gomes Maria Rosa Martins Gomes, 66 anos, licenciou-se em Direito pela Universidade de Lisboa em 1979. Um ano depois ingressou na carreira diplomática. Foi consultora do Presidente Ramalho Eanes entre 1982 e 1986 e fez parte da Missão Permanente de Portugal junto das Nações Unidas, onde coordenou a Delegação Portuguesa ao Conselho de Segurança. Passou por embaixadas portuguesas em Londres e Tóquio e entre 2004 e 2019 foi membro do Parlamento Europeu.

Foto: LUSA

André Ventura – “CHEGA!”

Cronologicamente, foi o líder e deputado único do partido Chega, André Ventura, o primeiro a anunciar a candidatura, ainda em fevereiro.

André Ventura intitula-se como “o único candidato de direita” às eleições de 2021 e está convencido de que irá disputar uma segunda volta com Marcelo Rebelo de Sousa.

Em declarações à Agência Lusa, o presidente do CHEGA, deixou críticas ao atual Presidente da República, acusando-o de ser “passivo” com o Governo socialista de António Costa.

“Nós vamos fazer precisamente o contrário, queremos um Presidente interventivo, que seja capaz de defender a direita e não que finja que é de direita para continuar a defender os interesses do Partido Socialista”, afirmou.

Para André Ventura, as presidenciais assumem-se como uma “luta de regimes”.

“Neste momento, temos duas perspetivas de regime: a de Marcelo, que simboliza este regime, e a minha, que simboliza um regime diferente. É a primeira vez que acontece em democracia, alguém dizer que quer outro regime. Nós dizemo-lo, não temos medo, as sondagens dizem que há um número crescente a apoiar esta ideia e não vamos desistir dela”, esclareceu.

André Claro Amaral Ventura, 37 anos, licenciou-se pela Faculdade de Direito da Universidade Nova com 19 valores. Atualmente, é professor na Universidade Nova de Lisboa e na Universidade Autónoma de Lisboa e deputado único do Chega na Assembleia da República.

Foto: LUSA

Marisa Matias – “A campanha contra o medo” 

A eurodeputada e dirigente do Bloco de Esquerda, Marisa Matias, anunciou que voltaria a concorrer às presidenciais do próximo ano depois de em 2016 ter conseguido o melhor resultado de sempre de um candidato da área política bloquista, ficando em terceiro lugar, com 10,12% dos votos.

De entre as suas promessas, destaca-se a de acabar com o medo que, segundo a própria, se vive em Portugal.

Sou socialista, laica e republicana. Vou às lutas e luto pelas minhas ideias ao lado de quem não desiste. Portugal precisa de uma política socialista, de pleno emprego, do fim da precariedade e do respeito pelo salário e da pensão”, disse Marisa Matias, no anúncio formal da sua candidatura.

A eurodeputada critica a monotonia e a subordinação ao governo em que se baseia o mandato do atual presidente e exige “um regime que responda à pandemia social” que vivemos.

Marcelo quer um regime político de mais do mesmo. Eu quero um regime que responde à pandemia social e acabe com os privilégios”, defende.

Destaca a promoção de “uma banca pública de confiança” e a manutenção de um sistema de saúde público e de qualidade. A candidata bloquista posiciona-se, assim, do lado dos jovens trabalhadores e de todos aqueles que se preocupam com a precariedade no país.

“Não sou candidata por jogos partidários, por ajustes de contas, nem por necessidade de palco”, concluiu.

Marisa Isabel dos Santos Matias, 44 anos, estudou Sociologia na Universidade de Coimbra. Depois de ter encabeçado a lista do BE à Câmara Municipal de Coimbra em 2005, foi eleita eurodeputada quatro anos depois (como número dois), tendo sido reeleita em 2014 e 2019, já como cabeça de lista.

Foto: Ana Mendes | Site BE

Tiago Mayan Gonçalves – Fundador da Iniciativa Liberal

O advogado e fundador do Partido Iniciativa Liberal declarou, em julho, que seria candidato a Belém nas próximas eleições presidenciais. Publicou um vídeo onde anunciou a sua candidatura, em que afirma que ser o verdadeiro e genuíno candidato liberal que as pessoas precisam, considerando-se o candidato certo “para que um grande espaço político tenha em quem votar, um espaço político que congrega liberais, mas também pessoas que não se reveem num Presidente [Marcelo Rebelo de Sousa] que abdicou de o ser”. O candidato manifestou orgulho no facto de o partido o apoiar.

 

 “Sou um cidadão como vocês, farto da bolha em que o sistema político vive, alheado da vida dos portugueses. Sou descomprometido. Não estou envolvido em teias de interesses, de cumplicidades e de conveniências, dos séquitos e das elites do Terreiro do Paço”, afirmou o candidato.

Tiago Mayan Gonçalves, de 43 anos, é advogado e político. Formado em Direito pela Universidade Católica do Porto foi um dos fundadores do partido que agora o apoia na corrida a Belém.

Vitorino Silva – a luta contra os “populismos”

O presidente do partido RIR – Reagir Incluir Reciclar,  Vitorino Silva, anunciou em setembro, que será candidato a Presidente da República nas próximas eleições. É a segunda vez que entra na corrida a Belém.

“A minha candidatura é muito forte, feita de gente simples onde a qualidade impera”, afirmou Vitorino Silva.

O candidato afirmou que preferia a data das eleições fosse adiada para uma altura do ano com temperaturas mais amenas, tendo em conta os quatro milhões de eleitores idosos.

“Toda a gente sabe que em Janeiro o frio é ‘de rachar’ e as eleições estão marcadas para essa altura, sendo que nessa altura podemos ter a pandemia da covid-19 e a epidemia da gripe e não podemos permitir que os idosos possam faltar ao voto por estarem enfraquecidos ou com medo”, explicou.

Foto: LUSA

Vitorino Francisco da Rocha e Silva (mais conhecido como Tino de Rans), 49 anos, foi calceteiro e Presidente da Junta de Freguesia de Rans  (a sua terra natal, no concelho de Penafiel), entre 1994 e 2002, eleito nas listas do PS.

Em 2016 Vitorino Silva foi também candidato a Presidente da República, tendo conseguido 3,28% dos votos.

João Ferreira – candidato do PCP

O candidato anunciado pelo partido comunista é João Ferreira. Garante defender os direitos da classe trabalhadora e lutar pelos seus interesses, contra as injustiças, mantendo a integridade daqueles que fazem a economia continuar a progredir. 

“O mandato do atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, para lá do seu ativismo, é marcado pelo seu empenhamento no processo de rearrumação de forças políticas posto em marcha, para branquear o PSD, a política de direita e as suas responsabilidades, reabilitá-los politicamente e reconduzi-lo para um papel de cooperação intensa com o PS, que procura assegurar as condições para a chamada política de ‘bloco central’”, afirmou Jerónimo de Sousa durante a apresentação do candidato.

Foto: LUSA

João Ferreira, formado em Biologia, desempenha funções de deputado no Parlamento Europeu pelo Partido Comunista. É também vereador na Câmara Municipal de Lisboa.

Bruno Fialho – A candidatura “ao centro”

O Presidente do Partido Democrático Republicano anunciou em julho que seria candidato a Belém nas presidenciais de 2021. Considera-se o candidato mais ao centro e mais abrangente do quadro eleitoral, Bruno Fialho promete dar aos portugueses aquilo que precisam para ter uma vida mais equilibrada.

Em declarações à Agência Lusa, afirmou que pretender “ser um candidato efetivamente de todos os portugueses e abrangendo todas as ideologias políticas, já que até sou candidato do centro, um centro que abrange toda e qualquer posição, desde que seja a mais correta a ser aplicada em determinado momento”.

“Qualquer pessoa que concorra tem dificuldades em ser eleito devido à popularidade do atual Presidente (Marcelo Rebelo de Sousa), mas não vejo a Presidência como um mero concurso de popularidade, afirmou.

Foto: LUSA

 

Marcelo Rebelo de Sousa

Aos portugueses, Marcelo disse ter três palavras “simples e diretas” a dizer. A primeira é para anunciar que é “candidato à Presidência da República”, porque há “uma pandemia a enfrentar, uma crise económica e social a vencer, porque temos uma oportunidade única de, além de vencer a crise, mudar para melhor Portugal”.

Não vou sair a meio de uma caminhada exigente e penosa. Não vou fugir às minhas responsabilidades.”

 

Marcelo Rebelo de Sousa afastou a hipótese de fazer um segundo mandato presidencial diferente do primeiro e garante que “quem avança para esta eleição é exatamente o mesmo que avançou há cinco anos”.

“Sou exatamente o mesmo. Orgulhosamente português e, por isso, universalista; convictamente católico e, por isso, dando primazia à dignidade da pessoa, ecuménico e contrário a um Estado confessional; assumidamente republicano e, por isso, avesso a nepotismos, clientelismos e corrupções; determinadamente social-democrata e, por isso, defensor da democracia e da liberdade.”

Marcelo Rebelo Sousa avançou ainda que parte como candidato às eleições presidenciais de 2021 “exatamente” com a mesma visão de Portugal, “como uma plataforma entre culturas, civilizações, oceanos e continentes”. Mas, também, como a mesma visão da Constituição que lembrou ter votado “com orgulho” como deputado constituinte em 1976, que disse ter ajudado a rever e que jurou cumprir e fazer cumprir quando assumiu as funções de Presidente da República em março de 2016.

“E que fiz cumprir”, salientou. “Tudo o que disse e escrevi em 2015 mantém-se por igual, como igual é o homem que o disse e o escreveu”, acrescentou.

Marcelo Rebelo de Sousa foi eleito Presidente da República à primeira volta nas eleições de 24 de janeiro de 2016, com 52% dos votos expressos.

Todas as sondagens garantem uma vitória de Marcelo Rebelo de Sousa mais do que folgada na primeira volta das presidenciais.

Foto: MANUEL DE ALMEIDA/EPA

As candidatura podem ser apresentadas formalmente no Tribunal Constitucional até ao dia 24 de dezembro A campanha eleitoral decorrerá entre os dias 10 e 22 de janeiro de 2021.

Nos termos da lei, se nenhum dos candidatos obtiver mais de metade dos votos validamente expressos, excluindo os votos em branco, haverá um segundo sufrágio, 21 dias depois do primeiro, entre os dois candidatos mais votados – neste caso, será em 14 de fevereiro.

O próximo Presidente da República tomará posse no dia 9 de março de 2021.

Mafalda Oliveira

 

Presidenciais 2021: os dez pré-candidatos

Estão agendadas para 24 de janeiro de 2021 as eleições presidenciais que decidem quem vai ser o sucessor de Marcelo Rebelo de Sousa. Ao todo, são dez os pré-candidatos.

Fotografia: Presidência da República Portuguesa

As candidaturas a Presidente da República só são válidas depois de formalmente aceites pelo Tribunal Constitucional, e após a apresentação e verificação de um mínimo de 7.500 e um máximo de 15.000 assinaturas de cidadãos eleitores, que terão de ser entregues até à véspera de Natal, trinta dias antes das eleições.

Entre os atuais dez pré-candidatos, há 3 repetentes – Marcelo Rebelo de Sousa, Marisa Matias e Vitorino Silva. 

 

Ana Gomes

Ana Maria Rosa Martins Gomes, 66 anos, é jurista e antiga diplomata. Atualmente, é militante de base do PS, partido pelo qual foi eurodeputada entre 2004 e 2019 e no qual chegou a integrar o órgão restrito da direção, o Secretariado Nacional, durante a liderança de Ferro Rodrigues (2003-2004).

“Não me candidato contra ninguém, candidato-me pelos portugueses”, assegurou a militante do PS.

Ana Gomes considerou “inaceitável” a “desvalorização” das Presidenciais que acusa o seu partido – PS – de ter demonstrado ao não apresentar um candidato “saído das suas fileiras”.

A ex-eurodeputada socialista afirma que só esta trará “esperança e progresso” aos milhares de portugueses desiludidos e deixados para trás pela crise, pelo desemprego e pela exclusão”.

Apesar de achar que o mandato de Marcelo foi “globalmente positivo”, a socialista não poupou críticas ao professor. Caracterizando o atual Presidente como “inativo” e “passivo”, a militante do partido socialista garante querer trazer de novo ao cargo transparência e seriedade.

 

André Ventura

André Ventura foi o primeiro deputado eleito para a Assembleia da República pelo partido Chega, nas últimas eleições legislativas. O líder do Chega foi o primeiro a anunciar a candidatura a Presidente da República.

Ventura admite que será difícil derrotar Marcelo Rebelo de Sousa, mas diz que o faz por considerar inaceitável que o atual Presidente “fique em silêncio” perante os grandes problemas do país e que “são caros para o Chega”.

O deputado defende ainda o “reforço do combate à corrupção”, prometendo “romper com o sistema”.

 

Bruno Fialho

O Presidente do Partido Democrático Republicano considera-se o “candidato mais ao centro e mais abrangente do quadro eleitoral”. Bruno Fialho promete dar aos portugueses “aquilo que precisam para ter uma vida mais equilibrada”.

Em declarações à Lusa, Fialho afirmou que “qualquer pessoa que concorra tem dificuldades em ser eleito devido à popularidade do atual Presidente, mas não vejo a Presidência como um mero concurso de popularidade”.

Bruno Fialho pretende ser “um candidato efetivamente de todos os portugueses e abrangendo todas as ideologias políticas”.

 

Carla Bastos

Carla Maria de Bastos Borrões, 48 anos, inspetora das finanças e militante socialista, apresenta-se de forma “determinada” como “candidata à Presidência da República Portuguesa”. Carla é militante do PS, mas não pediu apoio à estrutura socialista. Pretende ser “a voz dos mais desfavorecidos”.

A decisão de avançar com a candidatura a Belém tomou-a em julho, por estar desiludida com os atuais políticos e “pela forma como se faz política em Portugal”. Já começou a recolher assinaturas para validar a sua candidatura. Admite que “não vai ser fácil” conseguir as 7500 necessárias, mas mostra-se esperançosa.

A candidatura de Carla Bastos “assenta essencialmente em três grandes máximas”: “credibilidade no conhecimento e na intenção; competência na compreensão; e confiança na atuação.”

 

João Ferreira

João Ferreira é o candidato anunciado pelo Partido Comunista Português. O partido ambiciona “defender os direitos da classe trabalhadora”, assim como “lutar pelos seus interesses”, não permitindo injustiças e mantendo a “integridade daqueles que fazem a economia continuar a progredir”.

Jerónimo de Sousa destacou a “seriedade, integridade e entrega à causa pública”, de João Ferreira, “bem patente na sua ação como dirigente associativo universitário e nos diversos órgãos da Universidade de Lisboa” e o “valioso e volumoso trabalho realizado no Parlamento Europeu”.

O candidato apoiado pelo PCP promove a sua candidatura como símbolo da “luta pelos jovens, pelos trabalhadores e pelo povo”. João Ferreira defende que “é altura de mudar e de remunerar melhor todos aqueles que vivem do seu trabalho, empenho e esforço”.

 

Marcelo Rebelo de Sousa

Marcelo Rebelo de Sousa anunciou que se recandidata à Presidência da República para “mudar Portugal para melhor”, com um propósito e compromisso: “Cada português conta.”

“Não vou fugir às minhas responsabilidades e trocar o que todos sabemos que serão as adversidades e as impopularidades de amanhã pelo comodismo pessoal ou familiar de hoje”, afirmou Marcelo.

O atual Presidente da República recandidata-se porque o país tem “uma pandemia a enfrentar e uma crise para vencer” e vê nisso uma oportunidade para “melhorar a economia e reforçar a coesão social e territorial” e “combater a pobreza e exclusão”.

 

Marisa Matias

Marisa Matias candidata-se pela segunda vez à Presidência da República. “Eu sou a candidata contra o medo” foi a frase que a eurodeputada bloquista “socialista, laica e republicana” escolher para anunciar a sua candidatura.

“É a segunda vez que me candidato a Presidente da República e farei toda a campanha assim, a ouvir, a dar voz à gente sem medo, a apoiar a coragem de quem cuida dos outros. Portugal precisa de saber quem são e de ouvir quem faz a vitória sobre o medo”, afirmou.

Marisa quer um “regime que responda à pandemia social e acabe com os privilégios”, uma “banca pública de confiança”, um “Serviço Nacional de Saúde de qualidade para todos”.

A eurodeputada bloquista explicou ainda que “Portugal precisa de uma política socialista, porque é o pleno emprego, o fim da precariedade e o respeito pelo salário e pela pensão”.

 

Orlando Cruz

Orlando Cruz informou que vai “tentar ter o apoio do CDS”, a quem, sublinhou, deu “muito durante anos” e “também do Aliança, que ainda não tem candidato”. “Se não o conseguir continuarei a ser um candidato independente”, frisou o antigo taxista de 69 anos, de Vila Nova de Gaia.

Orlando pretende “uma luta contra a violência doméstica e a corrupção”, mas também “pela defesa dos animais e dos reformados”. Assegurou ainda que no caso de vir a ser eleito “não será evasivo nem dificultará a vida a qualquer Governo”, mas que “não pactuará com o desregramento do país ou com o aviltamento das suas condições de vida, do seu progresso, equidade, soberania e da excelência de Portugal”.

 

Tiago Mayan Gonçalves

O advogado e fundador do Partido Iniciativa Liberal assume-se como candidato às eleições presidenciais de 2021.

No vídeo que publicou para o lançamento da sua candidatura, Tiago Mayan Gonçalves afirma que é o “verdadeiro e genuíno candidato liberal” que as pessoas procuram, considerando-se o “candidato certo para que um grande espaço político tenha em quem votar, um espaço político que congrega liberais, mas também pessoas que não se reveem num Presidente que abdicou de o ser”.

“O poder é do cidadão e temos vindo a ver continuamente o poder do cidadão a ser cortado em diferentes aspetos, impedindo a sua liberdade de escolha, na sua capacidade de tomar decisões e de agir até. E, portanto, a minha prioridade e foco enquanto presidente da República será garantir a devolução do poder é feita ao cidadão”, declarou.

 

Vitorino Silva

É a segunda vez que Vitorino Silva entra na corrida a Belém. “A minha candidatura é muito forte, feita de gente simples onde a qualidade impera”, declarou.

A feira do Livro do Porto, nos jardins do Palácio de Cristal, foi o local escolhido pelo candidato do RIR para apresentar a sua candidatura. “Toda a gente sabe que em janeiro o frio é ‘de rachar’ e as eleições estão marcadas para essa altura, sendo que nessa altura podemos ter a pandemia da Covid-19 e a epidemia da gripe e não podemos permitir que os idosos possam faltar ao voto por estarem enfraquecidos ou com medo”,

 

André Nunes

Presidenciais 2021: Marcelo recandidata-se, e há mais nove na corrida

Aos nove pré-candidatos já conhecidos junta-se agora o atual Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa. Conheça as dez figuras e descubra quem está frente da corrida a Belém.

Manuel de Almeida/ POOL

Após a apresentação da recandidatura de Marcelo, ao que tudo indica, estará completo o grupo de potenciais candidatos para as eleições de 24 de janeiro. Até à Véspera de Natal, as candidaturas terão de ser entregues ao Tribunal Constitucional, juntamente com um mínimo de 7.500 e um máximo de 15.000 assinaturas de cidadãos eleitores, para que possam ser validadas.

Nas eleições presidenciais de 2016, o Tribunal Constitucional admitiu um número recorde de dez candidaturas, três delas pertencentes a candidatos que voltaram a manifestar vontade de chegar a Belém em 2021- Marcelo Rebelo de Sousa, Marisa Matias e Vitorino Silva.

As últimas sondagens apontam para uma vitória confortável de Marcelo (63,1%), e dão o segundo lugar a Ana Gomes (3,1%) com uma diferença de 0,1% para o líder do Chega, André Ventura, que desce para o terceiro lugar (3,0%).

Segue-se, por ordem alfabética, a lista dos pré-candidatos já anunciados:

Ana Gomes

Ana Maria Rosa Martins Gomes, de 66 anos, apresentou a sua candidatura a 8 de setembro, sem o apoio de um partido político. A jurista e antiga diplomata é militante de base do Partido Socialista (PS), partido pelo qual foi eurodeputada entre 2004 e 2019 e no qual chegou a integrar o órgão restrito da direção, o Secretariado Nacional, durante a liderança de Ferro Rodrigues (2003-2004).

A socialista sempre defendeu que o seu partido deveria apresentar um candidato próprio, contudo o PS optou pela liberdade de voto.

Com o passar do tempo, a diplomata foi ganhando apoios, entre eles o PAN e o Livre, alguns dirigentes e governantes socialistas, bem como figuras históricas do partido. Manuel Alegre manifestou o seu apoio à candidatura presidencial de Ana Gomes, salientando a sua “brilhante” carreira enquanto diplomata, o facto de ser “uma mulher da esquerda democrática”.

 

André Ventura

André Claro Amaral Ventura entrou para o Parlamento em 2019, enquanto deputado e presidente do partido Chega. O professor universitário foi o primeiro a assumir a ambição de se candidatar a Belém, e afirma que já conseguiu chegar às dez mil assinaturas.

Foi militante do Partido Social Democrata (PSD) e candidato por este partido à Câmara Municipal de Loures, em 2017, altura em que fez afirmações polémicas sobre a comunidade cigana, que provocaram a rutura da coligação com o CDS-PP no município.

O líder do Chega tem um discurso habitual nos comícios, e tem como alvos preferenciais Marcelo Rebelo de Sousa e Ana Gomes. Inicialmente o candidato de extrema direita tinha prometido que se demitia se ficasse atrás da ex-eurodeputada, mas entretanto já recuou.

 

Bruno Fialho

Bruno Fialho tem 45 anos e é presidente do Partido Democrático Republicano (PDR). atualmente é chefe de cabina de uma companhia aérea, e vice-presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC).

O ex-advogado ganhou notoriedade quando, em agosto de 2019, foi convidado a mediar as negociações entre o Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP)  e a  Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM).

 

João Ferreira

João Ferreira é biólogo, eurodeputado e vereador na Câmara Municipal de Lisboa.

Integra o Comité Central do PCP, tendo sido candidato pelo partido em duas das mais recentes eleições do país:  nas autárquicas de 2017 (candidato a Lisboa) e nas europeias de 2019.

Foi o PCP que anunciou, em 12 de setembro, a sua candidatura a Belém, tendo, entretanto, recolhido igualmente o apoio do Partido Ecologista “Os Verdes”.

Com a CDU sucessivamente em queda a cada eleição que passa desde a “geringonça”, a tarefa de João Ferreira em Janeiro não será fácil, embora Edgar Silva tenha deixado em 2016 a fasquia mais baixa do que nunca: 183 mil votos, 3,94%, um quinto lugar.

 

Marcelo Rebelo de Sousa

Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa, 71 anos. É professor catedrático de direito jubilado, foi comentador político na rádio e na televisão, e é o atual chefe do Estado.

Entre 1996 e 1999, Marcelo Rebelo de Sousa foi presidente do PSD, partido que aprovou no final de setembro uma moção de apoio à sua recandidatura, muito antes desta ser anunciada.

Assumiu a chefia do Estado em 9 de março de 2016, depois de ter sido eleito à primeira volta com 52% dos votos expressos. Só na passada segunda-feira (7 de dezembro) é que o homem que “os portugueses conhecem desde há 20 anos”, segundo o próprio, anunciou a sua decisão de se recandidatar a um segundo mandato de cinco anos.

 

Marisa Matias

Marisa Isabel dos Santos Matias, de 44 anos, é socióloga e eurodeputada eleita pelo Bloco de Esquerda desde 2009, partido de que é dirigente, integrando a Mesa Nacional e a Comissão Política.

Quando, há cinco anos, se candidatou pela primeira vez à Presidência da República, Marisa Matias conseguiu o melhor resultado de sempre para um candidato apoiado pelo Bloco de Esquerda (10,12%).

Nestas eleições afirma que concorre para ter “o melhor resultado possível”, e assume que apesar das suas diferenças, partilha “várias lutas políticas comuns” com Ana Gomes.

Ao seu lado, Marisa conta com o apoio do sociólogo Boaventura Sousa Santos, do economista Ricardo Cabral e da escritora Maria Teresa Horta.

 

Orlando Cruz

Orlando Cruz apresenta-se pela quarta vez como candidato à Presidência da República, mas nega que nas ocasiões anteriores tenha desistido por falta de assinaturas, argumentando ter “feito um acordo com Marcelo Rebelo de Sousa em 2016”.

Quando fez o anúncio da candidatura, a 10 de setembro, afirmou que iria tentar obter o apoio do CDS e do Aliança.

Quanto às razões da sua candidatura, denominada “Sentir Portugal”, o candidato sustentou ser “uma luta contra a violência doméstica e a corrupção”, mas também “pela defesa dos animais e dos reformados”.

 

Paulo Alves

Joaquim Paulo Pinto Alves, 51 anos, é empresário e foi candidato à Câmara Municipal de Felgueiras em 2017 pelo partido Juntos Pelo Povo (JPP).

Foi deputado municipal em Felgueiras (2005-2009), eleito na lista independente do movimento liderado por Fátima Felgueiras, e candidato às legislativas de 2019 pelo círculo eleitoral Fora da Europa, novamente pelo JPP.

 

Tiago Mayan

Tiago Mayan Gonçalves, advogado, de 43 anos, acredita que há um eleitorado sobretudo mais à direita que rejeita Marcelo Rebelo de Sousa, mas também André Ventura.

É apoiado pela Iniciativa Liberal, mas o portuense conta ir buscar votos ao eleitorado do PSD e do CDS, aos que são contra o excessivo peso do Estado na sociedade.

Foi militante do PSD e esteve envolvido nas campanhas e movimento “Porto, o Nosso Partido”, que elegeram Rui Moreira para a Câmara da cidade, sendo membro suplente da Assembleia da União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde por este movimento.

 

Vitorino Silva

Vitorino Silva (conhecido por Tino de Rans), calceteiro de Penafiel, candidatou-se em 2016, tendo obtido 3,2% dos votos, ficando perto do então candidato do PCP.

Foi presidente da Junta de Freguesia de Rans (a sua terra natal, no concelho de Penafiel) entre 1994 e 2002, eleito nas listas do PS.

Ficou conhecido a nível nacional por um discurso que fez no XI Congresso do Partido Socialista, em 1999, que pôs os militantes a rir e terminou com um abraço ao então secretário-geral António Guterres.

 

Inês Araújo e Silva

 

 

Eleições presidenciais: Quem são os candidatos a Belém?

Com o mandato de Marcelo Rebelo de Sousa a terminar, já se preparam as novas eleições presidenciais. Os pré candidatos à presidência saberão o seu futuro já nas próximas eleições que decorrem no dia 21 de janeiro.

Palácio de Belém, residência oficial do Presidente da República. Fonte: www.presidencia.pt

Com eleições marcadas para dia 21 de janeiro do próximo ano, os candidatos já preparam os seus ideais para conseguirem os votos dos portugueses.

André Ventura 

André Ventura foi o primeiro a anunciar a candidatura à presidência, ainda em fevereiro. O presidente do Chega justifica a sua candidatura criticando “o silêncio” do presidente Marcelo face a algumas situações vividas no pais. Salienta ainda ” não podemos aceitar o que está a acontecer em Portugal”.

Ana Gomes 

Poucos meses após a candidatura do líder do Chega, Ana Gomes candidatou-se >à presidência. Em maio, a ex-eurodeputada do Partido Socialista (PS), Ana Gomes revelou que entraria na corrida a Belem “apenas pelos portugueses e por mais ninguém”. A eurodeputada salienta que a sua candidatura representará “o campo do socialismo democrático, progressista”. Segundo a mesma, “transparência é a marca da minha campanha”.

Marisa Matias  

Depois de se candidatar às Presidenciais de 2016, Marisa Matias entra novamente na corrida à presidência nacional. A eurodeputada do Bloco de Esquerda confirmou a sua candidatura em Setembro. Marisa diz ser a a candidata “contra o medo” e declara que tem como prioridade acabar “com os privilégios”. Marisa Matias diz ainda que o país precisa de uma presidência socialista, laica e republicana – contra intolerâncias.

João Ferreira 

Pelo partido comunista, o candidato é João Ferreira. O eurodeputado do Partido Comunista Português (PCP), ambiciona defender os direitos da classe trabalhadora não permitindo injustiças. O líder do partido comunista, Jerónimo de Sousa, referiu que o candidato “estará junto dos trabalhadores e do povo na luta pelos seus interesses”.

Tino de Rans 

Tal como Marisa Matias, Tino de Rans está de volta às eleições presidenciais após a candidatura das mesmas em 2016. O presidente do partido RIR – Reagir Incluir Reciclar afirma que a sua candidatura ” é muito forte, feita de gente simples onde a qualidade impera.”

Tiago Mayan Gonçalves 

Tiago Mayan Gonçalves também anunciou a sua candidatura à corrida a Belém. No vídeo que publicou nas redes sociais, o fundador do Partido Iniciativa Liberal, denomina-se como ” o verdadeiro e genuíno candidato liberal que as pessoas procuram”. Tiago acusa Marcelo Rebelo de Sousa de não ter sido Presidente da República, mas “ministro da propaganda” do Governo socialista.

Bruno Fialho 

Bruno Fialho, Presidente do Partido Democrático Republicano, também se candidatou à presidência da república. O mesmo considera-se o candidato “mais ao centro e mais abrangente do quadro eleitoral. Promete dar aos portugueses aquilo que precisam para ter uma vida mais equilibrada.”

Marcelo Rebelo de Sousa 

O atual Presidente da República recandidatou-se à Presidência Nacional. No seu discurso justifica a recandidatura: ” temos uma pandemia a enfrentar, uma crise económica e social a vencer, porque temos uma oportunidade única de além de vencer a crise mudar para melhor Portugal”. Marcelo refere que não irá fugir às suas responsabilidades, nesta que é, uma caminhada exigente e penosa.

Eleições Presidenciais 2021: Conheça os pré-candidatos à presidência

O atual presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, anuncia a recandidatura a um segundo mandato e marca a data das eleições para 24 de janeiro.  Conheça os nove pré-candidatos oficiais à presidência.

Até ao momento são nove os pré-candidatos que  concorreram às eleições: Ana Gomes, Marisa Matias, João Ferreira, André Ventura, Vitorino Silva, Bruno Fialho, João Ferreira, Marcelo Rebelo de Sousa, Paulo Alves e Tiago Mayan.

A Lei Eleitoral do Presidente da República determina que o chefe de Estado marca  “a data do primeiro sufrágio para a eleição para a Presidência da República com a antecedência mínima de 60 dias”, tendo esta sido então estabelecida para o dia 24 de janeiro, um mês depois da data final das candidaturas.

Entre os candidatos a Presidente da República, existem três que voltam a concorrer, nomeadamente Marcelo Rebelo de Sousa, Marisa Matias e Vitorino Silva. Assim como nas eleições de 2016, existem também este ano duas candidatas femininas.  Segue-se por ordem alfabética a lista dos perfis dos pré-candidatos declarados.

Ana Gomes

Ana Maria Rosa Martins Gomes, é jurista e ex-diplomata, tendo sido chefe da missão diplomática portuguesa na Indonésia durante o processo de independência de Timor-Leste.

É militante de base do PS, partido pelo qual foi eurodeputada entre 2004 e 2019 e no qual chegou a integrar o Secretariado Nacional, durante a liderança de Ferro Rodrigues (2003-2004).

O PS decidiu que a orientação para as eleições presidenciais será a liberdade de voto, sem indicação de candidato preferencial, com Ana Gomes a recolher apoios de figuras socialistas como Manuel Alegre, Francisco Assis, Pedro Nuno Santos ou Duarte Cordeiro.

A ex-eurodeputada comunicou a sua candidatura às eleições a 08 de setembro, garantido que concorre “apenas pelos portugueses e por mais ninguém”.  A candidata socialista promete a defesa da igualdade e da democracia e conta com o apoio do PAN e Livre.

 

André Ventura

PEDRO FIÚZA /GETTY

André Claro Amaral Ventura, é professor universitário, presidente do partido chega e deputado desde 2019.

Foi militante do PSD e candidato por este partido à Câmara Municipal de Loures, em 2017, quando afirmações polémicas sobre a comunidade cigana provocaram a rutura da coligação com o CDS-PP no município.

O líder do Chega assume-se contra “este sistema excessivamente parlamentarista”, defendendo o corte no número de deputados e que “o principal prejudicado da redução será o Chega e o BE”.

Uma das propostas do partido de Ventura é o imposto proporcional: o partido propõe uma taxa única de 15% de IRS, além da eliminação do IMI. Foi o primeiro concorrente a pré-anunciar a sua candidatura a Presidente da República, em 29 de fevereiro.

 

Bruno Fialho

Bruno Fialho exerceu a profissão de advogado e é o atual presidente do Partido Democrático Republicano (PDR). Adicionalmente é ainda chefe de cabina de uma companhia aérea e vice-presidente do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC).

O líder do PDR adquiriu notoriedade quando, foi convidado a mediar as negociações entre o SNMMP (Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas) e a ANTRAM (Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias), em agosto de 2019.

O chefe de cabina “pretende ser um candidato efetivamente de todos os portugueses, abrangendo todas as ideologias políticas”, tendo anunciado a sua candidatura a Belém em 27 de julho.

 

João Ferreira

João Manuel Peixoto Ferreira é biólogo, eurodeputado e vereador na Câmara Municipal de Lisboa. Além disso, é integrante no Comité Central do PCP, tendo sido candidato pelo partido em duas das mais recentes eleições do país: cabeça de lista a Lisboa nas autárquicas de 2017 (obtendo 9,55% dos votos) e número um nas europeias de 2019 (6,88%)

O biólogo é ainda vice-presidente do Grupo Confederal a Esquerda Unitária Europeia/Esquerda Verdes Nórdica (GUE/NGL) no Parlamento Europeu.

A 12 de setembro, o PCP anunciou a sua candidatura à presidência da República e conta com o apoio do Partido Ecologista “Os Verdes”.

 

Marcelo Rebelo de Sousa

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Marcelo Nuno Duarte Rebelo de Sousa, é professor catedrático de direito jubilado, foi comentador político na rádio e na televisão e é o atual chefe do Estado.

Entre 1996 e 1999, Marcelo Rebelo de Sousa foi presidente do PSD, Foi deputado à Assembleia Constituinte em 1975, secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros do VIII Governo Constitucional e ministro dos Assuntos Parlamentares (entre 1981 e 1982) e presidiu às assembleias municipais de Cascais e Celorico de Basto.

Nas eleições de 2016, o Marcelo Rebelo de Sousa assumiu a sua atual posição de Presidente da República a 09 de março, depois de ter sido eleito à primeira volta com 52% dos votos expressos,e anunciou a sua recandidatura a um segundo mandato a 07 de dezembro.

Marisa Matias

Marisa Isabel dos Santos Matias, é socióloga e eurodeputada eleita pelo Bloco de Esquerda desde 2009, partido do qual é dirigente, integrando a Mesa Nacional e a Comissão Política.

Após ter liderado a lista do BE à Câmara Municipal de Coimbra em 2005, foi eleita eurodeputada quatro anos depois, tendo sido reeleita em 2014 e 2019, já como cabeça de lista.

Em 2016 foi candidata às presidenciais, tendo ficado em terceiro lugar, com 10,12% dos votos, o melhor resultado de sempre de um candidato presidencial da área política bloquista.

A socióloga anunciou a sua candidatura a 09 de setembro, tendo  o apoio do seu partido, o BE.

Paulo Alves

Joaquim Paulo Pinto Alves, é empresário e foi candidato à Câmara Municipal de Felgueiras em 2017 pelo partido Juntos Pelo Povo (JPP).

Foi também deputado municipal em Felgueiras (2005-2009), eleito na lista independente do movimento liderado por Fátima Felgueiras, e candidato às legislativas de 2019 pelo círculo eleitoral Fora da Europa, novamente pelo JPP.

Comunicou a sua candidatura a 05 de novembro, no Porto.

 

Tiago Mayan Gonçalves

Tiago Mayan Gonçalves, advogado,  é um dos fundadores do partido Iniciativa Liberal, onde preside atualmente o seu Conselho de Jurisdição.

Foi militante do PSD e esteve envolvido nas campanhas e movimento “Porto, o Nosso Partido”, que elegeram Rui Moreira para a Câmara da cidade, sendo membro suplente da Assembleia da União de Freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde por este movimento.

Anunciou a candidatura a 25 de julho e conta com o apoio da Iniciativa Liberal, o seu partido.

 

Vitorino Silva

Mais conhecido como Tino de Rans, Vitorino Francisco da Rocha e Silva, foi calceteiro e presidente da Junta de Freguesia de Rans entre 1994 e 2002, eleito nas listas do PS.

Ficou conhecido a nível nacional por um discurso que fez no XI Congresso do Partido Socialista, em 1999, que pôs os militantes a rir e terminou com um abraço ao então secretário-geral António Guterres.

Há cinco anos foi candidato a Presidente da República, tendo conseguido 3,28% dos votos, e em 2019 fundou o partido RIR (Reagir, Incluir, Reciclar), tendo anunciado a segunda candidatura a Belém em 13 de setembro.

 

O prazo para a apresentação formal das candidaturas e entrega das assinaturas é 24 de dezembro, um mês antes da data marcada para as eleições.

No caso de nenhum dos candidatos conquistar mais de metade dos votos, excluindo os votos em branco, o segundo sufrágio deve realizar-se no vigésimo primeiro dia a seguir ao primeiro, entre os dois mais votados.

 

Madalena Rocha Gonçalves (up201908163)

Presidenciais 2021: sondagem aponta 62,5% dos votos para Marcelo Rebelo de Sousa

As eleições presidenciais serão em 24 de janeiro e as recentes sondagens apontam que Marcelo Rebelo de Sousa é o candidato favorito, tendo-se recandidatado oficialmente no dia 7 de dezembro.

Créditos: António Pedro Santos

Os candidatos

Na mais recente sondagem da Aximage, Marcelo Rebelo de Sousa apresenta uma liderança de 45 pontos percentuais sobre Ana Gomes, candidata com 16,3% da intenção de voto e apoio dos partidos PAN e LIVRE.

André Ventura do partido Chega continua em terceiro lugar (6,6%) apesar de ter descido um ponto. Em contrapartida, Marisa Matias (eurodeputada do Bloco de Esquerda) teve uma subida semelhante e retém agora 5,9% dos votos.

Com o apoio do PCP e do PEV surge João Ferreira com uma preferência de 2,1%, seguido por Tiago Mayan, dirigente da Iniciativa Liberal, com 1,1%.

Taxa de abstenção será alta

A sondagem avança ainda que a taxa de abstenção poderá chegar aos 60% ou mais, uma vez que 10% dos eleitores acompanham a evolução dos casos de COVID-19 para decidir se votarão realmente. Além disso, apenas 53% afirmam que a importâncias das eleições é “grande”, enquanto 28% afirmam ser “média” e 16% dizem ser “pequena” ou “nenhuma”.

Catarina Silva Gomes