Aquivos por Autor: turma3

O caso de Sadio Mané: Cronologia

A presente cronologia aborda o caso de fake-news associadas a Sadio Mané. O jogador do Liverpool, alegadamente, teria dito que dispensava uma vida luxuosa em detrimento de ajudar os mais necessitados numa zona do Senegal.

Sadio Mané com a camisola do Liverpool FC

8 de Outubro de 2019 – Website “boatos.org”

https://www.boatos.org/esporte/sadio-mane-ferraris-avioes-70-euros-senegal.html

17 de Outubro de 2019 (8h09) – O jornal desportivo “A Bola” publica uma notícia com as declarações do futebolista africano

https://www.abola.pt/nnh/2019-10-17/mane-e-o-luxo-passei-fome-e-nao-preciso-de-relogios-com-diamantes-dois-avioes/810305

17 de Outubro de 2019 (9:46) – O “Sapo” publica as alegadas palavras do craque africano

https://desporto.sapo.pt/futebol/premier-league/artigos/sadio-mane-para-que-preciso-de-10-ferrari-20-relogios-e-dois-avioes-eu-passei-fome

17 de Outubro de 2019 (9h59) – A “Sábado” publica as supostas declarações de Mané

https://www.sabado.pt/desporto/detalhe/sadio-mane-para-que-quero-10-ferraris-20-relogios-com-diamantes-ou-dois-avioes

17 de Outubro de 2019 (10:54) – O jornal “Record” dá conta das supostas palavras do avançado senegalês

https://www.record.pt/internacional/paises/inglaterra/detalhe/sadio-mane-para-que-quero-10-ferraris-passei-fome-trabalhei-no-campo-e-nao-fui-a-escola

17 de Outubro de 2019 (11:41h) – O jornal desportivo “O Jogo” noticia o alegado testemunho de Sadio Mané

https://www.ojogo.pt/internacional/noticias/para-que-quero-10-ferraris-ou-dois-avioes-passei-fome-e-trabalhei-no-campo-11415617.html

17 de Outubro de 2019 (14h17) – O Globo Esporte emite uma errata onde desmente as declarações do jogador do Liverpool

https://globoesporte.globo.com/futebol/futebol-internacional/futebol-ingles/noticia/destaque-do-liverpool-mane-mostra-humildade-prefiro-construir-escolas-e-dar-comida-aos-pobres.ghtml

17 de Outubro de 2019 (14h48) – O jornal brasileiro “UOL” desmente as declarações de Sadio Mané

https://www.uol.com.br/esporte/ultimas-noticias/erratas/2019/10/17/esporte—sadio-mane-nao-disse-que-dispensa-ferrari-por-ja-ter-passado-fome.htm

17 de Outubro de 2019 (16:06) – Diário de Notícias publica as supostas declarações de Mané

https://www.dn.pt/desportos/sadio-mane-para-que-quero-dez-ferraris-e-dois-avioes-passei-fome-11416885.html

17 de Outubro de 2019 (19:20)  – O “Observador” dá conta das declarações atribuídas ao craque senegalês

https://observador.pt/2019/10/17/o-exemplo-de-sadio-mane-no-senegal-nao-uso-o-meu-dinheiro-para-comprar-ferraris-quero-ajudar-os-meus/

26 de Outubro de 2019 (13:19) – O “Polígrafo” esclarece que as notícias em relação a Sadio Mané são falsas

https://poligrafo.sapo.pt/fact-check/sadio-mane-dispensa-vida-de-luxo-e-envia-dinheiro-todos-os-meses-a-pessoas-pobres-no-senegal

 

Luís Guedes, turma 3

Cartaz do VOA já ganha forma

Marcado para 2 e 3 de julho no Estado Nacional, em Lisboa, o VOA – Heavy Rock Festival conta já seis confirmações. Bizzara Locomotiva é, por agora, a única banda portuguesa e System of a Down regressa a Portugal 15 anos depois.  

Fonte: VOA Heavy Rock Festival

Dia 2 de julho

No primeiro dia do festival, vai ser possível assistir aos concertos dos suecos Meshuggah, conhecidos por interpretarem e reinventarem o metal, “combinando arranjos matemáticos com ritmos esquivos de jazz experimental”, como se pode ler na apresentação da banda feita no site do festival.

System of a Down regressam a Portugal, 15 anos depois, para esta 11ª  Edição do VOA. A organização do festival promete “não menos que uma noite para mais tarde recordar”.

Korn são a terceira confirmação para o primeiro dia de festival. A banda californiana é conhecida pelos seus álbuns «Korn», «Life Is Peachy» e «Follow The Leader».

Os portugueses Bizarra Locomotiva têm mais de duas décadas de carreira e sete álbuns de longa-duração. São os primeiros portugueses do cartaz e vão apresentar o seu “percurso ímpar no espectro da música pesada nacional”, de acordo com a organização do VOA.

 

Dia 3 de julho

Para o segundo e último dia de VOA estão confirmados dois nomes: Bring Me the Horizon, banda britânica fundada em 2004 que saltita “do deathcore inicial para o metalcore melódico” e Of Mice & Men, banda americana de 2009, cuja sonoridades são “um híbrido de metalcore com influências de grunge e nu-metal”, como se pode ler nas suas apresentações do site do festival.

 

Os bilhetes para o primeiro dia já se encontram esgotados, bem como os passes gerais. Para o segundo dia, ainda é possível comprar os ingressos.

Mariana Figueiredo

 

 

 

Mariana Figueiredo

 

 

Festivais 2020: Cartazes ganham forma

Primavera Sound 2019 (Foto: Sofia Matos Silva/JPN)

Kendrick Lamar, Faith No More, Pavement, Idles, Taylor Swift, Khalid, John Legend, Foo Fighters, Billie Eilish, Foals, Angel Olson, Bad Bunny, Kali Uchis, ASAP Rocky, James Arthur e Lionel Richie são alguns dos nomes já confirmados para os festivais de música de 2020 em Portugal.

Confira os nomes, datas e festivais:

Primavera Sound, Porto, 11, 12 e 13 de junho.

Rock in Rio, Lisboa, 20, 21, 27 e 28 de junho.

VOA, Estádio Nacional, Jamor, Oeiras, 2 e 3 de julho.

Summer Fest, Ericeira, Mafra, 3 e 4 de julho.

Cool Jazz, Cascais, 3 e 25 de julho (outras datas a anunciar).

Alive, Algés, Oeiras, 8, 9, 10 e 11 de julho.

SBSR, Meco, Sesimbra, 16, 17 e 18 de julho.

Marés Vivas, Gaia, 17, 18 e 19 de julho.

Sudoeste, Zambujeira do Mar, Odemira, 5, 6, 7 e 8 de agosto.

Paredes de Coura, 19, 20, 21 e 22 de agosto.

Vilar de Mouros, Caminha, 27, 28 e 29 de agosto.

 

Turma 3

Rock in Rio – Retrospectiva do Festival em Lisboa

O Rock in Rio é um dos festivais de música mais famosos da atualidade, teve sua última edição em Lisboa em 2018 e como de praxe, a próxima será em 2020.

Em números, o festival originalmente brasileiro conta com 20 edições desde 1985, 2.038 artistas convidados e mais de 9,5 milhões de pessoas na platéia. E ainda 73 milhões de árvores foram doadas à Amazônia, devido ao caráter de consciência ambiental do festival e seu projeto “Por um Mundo Melhor”, que já doou 700 mil dólares para compensar suas emissões de carbono.

“Percebi que as armas que tenho para conseguir tornar o mundo um pouco melhor são a música e o festival. É o que eu sei fazer bem.”

Roberto Medina – Fundador do RIR

A história do festival em terras lusas começou em 2004, quando ocorreu em Lisboa a primeira edição fora do Brasil. Nesta edição, cerca de 9 mil empregos foram gerados pelo festival que ocupou os 200 mil metros quadrados do Parque Bela Vista e recebeu cerca de 386 mil pessoas. No Palco Mundo, recebeu o ilustre Sir Paul McCartney e deixou a capital lusa marcada para sempre no circuito dos festivais de música.

Em 2006 ocorreu a segunda edição, com participações de vários artistas internacionais como a cantora brasileira Pitty. Desde então, o festival é recorrente a cada 2 anos, já contando com 8 edições realizadas em Portugal.

Na edição de 2008, surgiu o Palco Sunset que dava espaço para os mais diferentes géneros musicais e experimentações. Funcionou tanto que hoje é marca registrada do RIR em qualquer uma das suas edições, até mesmo as realizadas em Espanha e Estados Unidos da América. Também contou com Rod Stewart e seu romantismo para encantar a platéia.

A 4ª edição em Portugal, em 2010, ficou marcada pelo sucesso do line-up que contou com a cantora norte-americana Miley Cyrus, levando mais de 88 mil pessoas ao seu concerto numa noite de sábado.

A 5ª edição, em 2012, trouxe Ivete Sangalo, a “rainha do Brasil” para o velho mundo, agitando os europeus com sua baianidade e alegria. Sempre inovadores, esta edição em Lisboa criou também a Street Dance, uma mistura do Rock in Rio com arte urbana, mostrando que as coreografias de rua das grandes cidades tem tudo a ver com o festival.

Em 2014, em comemoração aos 10 anos do festival em Portugal, o line-up foi “caprichado” e os 4 dias de festa contou com um histórico concerto dos Rolling Stones com participação também de Bruce Springsteen e Justin Timberlake.

Na edição de 2016, grandes artistas apareceram no line-up do festival que foi um sucesso. A icónica banda Queen & Adam Lambert fizeram uma apresentação memorável na “Cidade do Rock Portuguesa” no Parque Bela Vista. Também performaram os Maroon 5 e Bruce Springsteen. Esta edição teve grande repercurssão mediática ao fato dos portugueses terem arrecadado um valor que permitiu a plantação de 40 mil árvores, abraçando o projeto “Amazonia Live” do festival.

Em 2018, na última edição do festival, o line-up trouxe nomes fortíssimos da música, em diversos géneros como rock, pop, indie, entre outros. Alguns dos head-liners foram Muse, The Killers e Bastille. E grandes artistas femininas como Katy Perry, Demi Lovato e Jessie J também pisaram no palco mundo como cabeças de cartaz em Lisboa. Que contou ainda com a famosíssima cantora de funk brasileira, Anitta. Em números, a edição 2018 contou com 150 horas de emissão, ao vivo, pelas rádios do Grupo Renascença Multimédia. Além de 264 actuações musicais e de entretenimento nos 4 dias de festival.

A próxima edição do festival em Lisboa ocorrerá em Maio de 2020 e já possui a confirmação da grande banda de rock Foo Fighters como headliner.

 

Texto de autoria de Giulia Pedrosa.

Turma 3 de Técnicas de Expressão Jornalística II – Online.

 

Balanço da Summer Fest 2019

 Ericeira Camping recebeu nos dias 05 julho e 06 de julho o Summer Fest que já se encontra na sua 11º edição. O Festival é um dos maiores festivais realizados durante o ano na freguesia do concelho de Mafra. 

Este ano foram vários os artistas conceituados tanto no panorama Internacional como no Nacional.

Primeiro Dia (5 de julho) 

Os primeiros concertos realizaram-se as às 15h00 – no palco Quicksilver, com a street art de Laro Lagosta, os DJ sets de Puro L, Earl e Slimcutz e o skate parks. Mas, por volta das 20h00, a grande maioria começa a dirigir-se para o palco principal, com o rapper português Kappa Jotta. Que embora atrasado o público deixaram-se ficar ao sons do DJ Maskarilha e super entusiasmados para o  primeiro grande da noite. 

Kappa Jotta convidou outros rapper para performar ao lado dele. O rapper da linha C, Bad Tchicken e Amaro foram os convidados  e juntos cantaram os seus “temas” de grande sucesso tais como: Tentação”, “Chama”, “DPDC” e “Off Set” – todos eles cantados com grande euforia. O grande “Boom” do concerto foi justamente a participação da filha que no colo do pai.

Kappa Jotta em concerto, fotografia de Inês Moura Pinto

Kappa Jotta na sua conta de youtube vez um vídeo aonde se pode ver os momentos do seu concerto.

Logo após expectativas altas para um outro grande nome do universo hip-hop ‘tuga’  justamente no festival que mais engrandece este gênero musical. Sam the King  fez a apresentação na íntegra do seu último álbum, “Mechelas”, com direito à presença de convidados que nele participaram.

Young Thug em concerto, fotografia de Inês Moura Pinto

Com cerca de 15 mil pessoas a espera do “cabeça de lista” do festival o rapper norte americano  Young Thug que é o autor de vários sucessos como “Best Friend”, “With That” em parceria com Duke e um dos seus mais recentes trabalhos auto denominado de “the London” em parceria com os rapper J.Cole e Travis Scott. 

Young Thug entreteu o seu público com os seus sucessos  “With Them”, “Digits” e “Wyclef Jean” no concerto sem ninguém ter esperado por isso o artista vez um mini homenagem  ao falecido rapper XXXTentacion, do qual foi um grande amigo.

Segundo dia (6 de julho) 

No segundo dia um dos artistas mais esperados foi o grande sucesso Deejay Telio que acumula 140 milhões de visualizações no seu canal de youtube isto através de músicas como “Esfrega Esfrega”, “After Party” e “com licença”. O músico angolano apresentou um show com muita  pirotecnia e fumo, bailarinas, aulas de aeróbica e,  até alguns solos de guitarra rock épicos. Bispo juntou-se para cantar “Com Licença”, naquilo que foi uma hora de muita mistura desconcertante por parte de um artista do momento no panorama mais jovem da música Portuguesa.

Deejay Télio em concerto, fotografia de Hugo Rodrigues

A banda Brockhampton dos Estados Unidos também fez-se presente nesta noite memoravel. O primeiro tema a ser cantado foi “perfectly fine, that’s fine!”  Dom McLennon, no topo da escadaria para o céu apoiada por duas gigantes mãos azuis, atira os primeiros versos da explosiva “New Orleans” e um a um, os Brockhampton, vão invadindo o palco como bolas disparadas por canhões: Kevin Abstract, Bearface, Matt Champion, Merlyn Wood e Joba juntam-se a Dom, arrancado histerismos sucessivos ao público por cada aparição.

Após “New Orleans”, seguem-se “Zipper”, “Queer”, “Gummy”, “Star” e o público, com já era de esperar foi ao delírio.

Um dos Integrantes do Brockhampton, fotografia de Hugo Rodrigues.

Operação Polícial

De acordo com as forças de segurança presentes naqueles dias no local  foram detidos 14 pessoas entre idades de 17 a 28 anos de idade por porte de estupefacientes. Ainda foi avançado que foram elaborados 45 autos contraordenação por consumo ilegal de drogas. A maioria dos detidos já tiveram em algum momento passagem na polícia.

Summer fest

A organização já anunciou a data para o concerto do próximo ano que realizará no dia 3 e 4 de julho.

Eduardo Monteiro – Up201808959 

VOA – Heavy Rock Festival 2020: System Of A Down regressam a Portugal 15 anos depois

Nos dias 2 e 3 de julho, o Estádio Nacional, em Oeiras, será o novo palco para o Vagos Open Air, nesta que é a sua 11ª edição. 

Fonte: artesonora.pt

O primeiro dia do VOA finalizará com a atuação dos System Of A Down. Desde 2005 que a banda americana não passava por Portugal e, curiosamente, corresponde ao ano em que lançaram o seu último trabalho discográfico (Hypnotize). 

Fonte: System Of A Down

Antes da sua entrada em palco, os Korn trazem o nu-metal para os palcos do Estádio Nacional. Com um álbum editado este ano (The Nothing), a banda, fundada em 1993, volta a terras lusitanas após um concerto em 2017, no Campo Pequeno.

O segundo dia do festival será encabeçado pela banda britânica Bring Me The Horizon. O lançamento do álbum Amo, em 2019, foi um marco importante para o grupo, que desde 2011 não atuava em Portugal.

No que diz respeito às bandas portuguesas, só os Bizarra Locomotiva estão confirmados para a edição de 2020, atuando no dia 2 de julho.

Recordar que a última edição do VOA ficou marcada pela alteração do local do festival dois dias antes do início dos concertos. A Altice Arena foi a solução de última hora encontrada pela organização, que não conseguia garantir todas as condições de segurança após terem encontrado um problema no palco montado no Estádio do Restelo. 

Os passes para o festival e os bilhetes diários para o dia 2 de julho já se encontram esgotados, estando somente disponíveis bilhetes para o dia 3 de julho.

José Pedro Barbosa

James Arthur regressa ao Marés Vivas

O Marés Vivas está de volta a Vila Nova de Gaia nos dias 17, 18 e 19 de Julho do próximo ano. O cartaz do festival já tem dois nomes confirmados, os ingleses Liam Payne e James Arthur.

O festival, que teve a sua primeira edição em 1999, vai voltar a realizar-se no mesmo espaço em que decorreu em 2019, na Antiga Seca do Bacalhau. À Lusa, Jorge Lopes, o responsável da PEV Entertainment , disse que este ainda não é o local definitivo do festival.

A 14ª edição do Marés Vivas conta já com duas confirmações no cartaz, depois de na última edição ter atingido números recorde.

O primeiro nome confirmado foi o de Liam Payne que atua no palco Meo no dia 18 de julho, sábado. O cantor inglês estreia-se a solo em Portugal, onde vai apresentar o seu álbum de estreia “LP1” que conta com êxitos como Strip That Down” feat. Quavo e “Polaroid”.

A 2ª confirmação do MEO Marés Vivas 2020 é James Arthur que sobe ao palco Meo no primeiro dia do festival (17 de julho,sexta-feira). Seis anos depois, o músico britânico regressa ao festival nortenho onde atuou pela primeira vez em 2014. Este ano vai apresentar o seu terceiro albúm de estúdio, “You”.

(Atuação de James Arthur no MEO Marés Vivas 2014)

Os bilhetes para o festival já estão disponíveis e, segundo a Rádio Comercial, os preços dos bilhetes diários variam entre os 38 e os 70 euros, enquanto o passe geral pode variar entre os 70 e os 180 euros.

O festival de música está de regresso ao norte do país no terceiro fim de semana de julho.

Marta Pires

 

 

 

Festival Vilar de Mouros já tem data marcada para 2020

O Festival Vilar de Mouros, o mais antigo festival de música da Península Ibérica, já tem data marcada para a sua edição de 2020. Nos dias 27, 28 e 29 de agosto, a aldeia minhota volta a ter mais de 40 mil festivaleiros a deambular pelas ruas. Por Nina Muschketat

 

Desde 1965 que o Festival Vilar de Mouros proporciona três dias de pura música, sendo conhecido pelo seu ambiente que respira jovialidade e boa-disposição. Além de facultar a possibilidade de campismo, tais como muitos outros festivais de verão, o festival minhoto tem, ainda, a mais-valia de se encontrar muito perto de uma praia fluvial – muito propícia para equilibrar a temperatura corporal.

Pelo facto de contar tantos anos de existência, o festival já juntou os mais variados artistas, tendo vindo a desenvolver-se de ano para ano. Alguns nomes relevantes com os quais o festival já contou são o Zeca Afonso, que cantou em força revolucionária na altura do 25 de abril, a fadista Amália Rodrigues e Elton John.

A edição deste ano foi uma das mais bem-sucedidas de sempre, de acordo com o público e a própria organização, podendo isto ser comprovado pelo vasto número de pessoas que passaram pelo recinto (cerca de 46 mil ao todo). The Sisters of Mercy, Tape Junk, The Offspring, Linda Martini e Fisher-Z foram alguns dos artistas que compuseram o cartaz.

 

Nos dias 27, 28 e 29 de agosto, a aldeia de Vilar de Mouros volta a acolher os seus fiéis festivaleiros, assim como novas caras. O cartaz da próxima edição ainda não foi publicado, mas é esperado um mesmo alinhamento de artistas.

Paredes de Coura 2020: Mac Demarco entre uma das 13 confirmações

A próxima edição do festival Vodafone Paredes de Coura decorrerá entre os dias 19 e 22 de agosto de 2020, precisamente na praia fluvial do Taboão. Pixies, Mac Demarco, Yellow Days e Idles são alguns dos 13 artistas confirmados para o 28º encontro no mais famoso anfiteatro natural do país. 

A enorme dimensão que o cartaz atinge contrasta com a pequena terra que é Paredes de Coura. O festival cumpre com a sua filosofia ligada aos gostos alternativos que vive desde a primeira edição. Mantém-se a par das tendências, como o hip-hop, mas sem nunca se desviar do rock e do punk que fazem efervescer os festivaleiros courenses.

Mac Demarco, um dos emblemáticos nomes do indie-rock, é cantor, compositor, multi-instrumentista e produtor musical canadiano. Apesar de ter somente 29 anos, para além de EP’s, singles e compilações, já lançou quatro álbuns em estúdio. O música cria uma relação de humildade para com quem o ouve. Prova disso foi quando, em 2014,  pisou o palco ao qual vai regressar e desafiou fãs a juntarem-se a ele a cantar.  Portanto, o concerto do próximo ano tem expectativas muito altas por parte do público. Um dos seus hits mais conhecidos é intitulado deMy Kind of Woman“:

Yellow Days, artista marcado pela mistura entre os estilos blues e indie soul-pop, é também muito bem conceituado, não só por ter 20 anos mas também pela voz peculiar que faz viver dentro dele mesmo e transborda para fora de si. Após o concerto cancelado na edição de 2019, volta a ser confirmado, desta vez com novos projetos em mão.

A famosa banda Pixies, que ofereceu a Coura um concerto histórico em 2005, volta para o próximo ano para repercutir e espalhar novamente o seu brilho. Acontece o mesmo com Ty Segall & Freedom Band que proporcionou um momento deslumbrante em 2017 no habitat natural.

A estes artistas juntam-se os londrinos The Comet is Coming, uma banda de jazz, eletrónica e rock psicadélico que lançaram recentemente o álbum “The Afterlife” e já o apresentaram no Hard Club no Porto, o norte americano (Sandy) Alex G que este ano editou o seu oitavo álbum, “House of Sugar”, os Idles que emocionam com o seu rock punk  e os Black Country, New Road, que brincam entre o metal e o jazz.

Acrescenta-se ainda os Parquet Courts e Woods que, apesar de diferentes, rendem-se a um estilo de pop psicadélico, Tommy Cash, que oferece um pouco da cultura de hip-hop americano e ainda os Squid, uma quinteto londrino que têm vindo a ganhar nome no mundo da música.

O “couraíso”, para que não deixe de perder a comodidade que tem mantido, não só se tenciona, por parte da organização, que haja mais um zona de restauração, novas zonas de descanso mas também mais casas de banho espalhadas pelo campismo com ligação à rede de esgoto.

Na edição de 2019, em que se esgotaram os bilhetes, passaram em média cerca de 26 000 pessoas por dia.

Os passes gerais para o festival já se encontram disponíveis para venda a 95€ nos locais habituais, sendo que a FNAC tem em exclusivo um fã pack que inclui uma t-shirt oficial do festival. Os bilhetes diários ainda não estão disponíveis.

Ana Coelho

Regressar ao campismo no Meco: SBSR 2019

Ao fim de quatro anos, o Super Bock Super Rock regressou ao Meco para celebrar a 25ª edição. Famoso entre os festivaleiros pela praia e campismo, a edição 2019 viu regressar Lana del Rey seis anos depois.

Créditos: Facebook SBSR

O regresso do festival à Herdade do Cabeço da Flauta, Meco, Sesimbra, foi um destaque relevante da edição 2019 do SBSR. Esta notícia foi recebida com agrado da parte do público habitual, este que tinha manifestado descontentamento aquando da alteração para o Parque das Nações, em Lisboa, em 2015. A história deste festival mostra diversas mudanças quer a nível da localização, mais de vinte locais diferentes, quer no próprio formato.

A título de curiosidade, em 2001, o SBSR ocupou o seu público por trinta dias ao preencher o cartaz não só de concertos mas também com seminários e workshops. Se no ano anterior, em março de 2000, tinha ocupado várias salas de espetáculos como os Coliseu de Lisboa e Porto, a Aula Magna, o Paradise Garage e o Hard Club, já em 2002 e 2003 viajou além fronteiras até Vigo e Madrid, por exemplo.

No que diz respeito ao Meco, entre a 16ª e a 20ª edição, recebeu nomes como Arcade Fire, Arctic Monkeys, The Strokes, Queens of the Stone Age e… Lana del Ray, Ora, passados seis anos, a cantora norte-americana voltou ao SBSR para um concerto de uma hora, o qual iniciou ao som de “Born to Die” e contou com o tema “Summertime sadness”.

Lana del Rey – “Summertime sadness” na 25ª edição do festival SBSR

No segundo dia, os festivaleiros usufruíram do indie-rock produzido pelos Phoenix Metronomy, enquanto Capitão Fausto e FKJ atuavam no palco secundário.

A maior enchente registou-se no último dia, cuja aposta da organização no hip-hop ao som de Migos, proporcionou. Quavo, Offset e Takeoff , os elementos deste projeto, cumpriram o papel de cabeças de cartaz com as suas várias rimas e animaram a noite completada por Janelle Monáe e Disclosure.

Em Sesimbra, houve ainda espaço para bandas emergentes internacionais como Superorganism, Shame, Masego  e nomes nacionais MadrepazMike El Nite e Pedro Mafama.

Mais ainda, no dia 17 de julho, existiu uma festa de Warm Up, de forma a receber os campistas, numa iniciativa a cargo da editora Discotexas que conta com MoullinexXinobi, DJ Vibe, entre outros.

Cartaz SBSR 2019

Para 2020, a organização já divulgou quatro nomes que irão marcar presença em Sesimbra.

Diogo Metelo