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RIR: Partido novidade nas legislativas tem Tino de Rans como fundador

Reagir Incluir Reciclar é o mais recente partido político português, fundado há um pouco mais de 2 meses e tem como mote “reciclar a democracia”. No distrito de Lisboa irá concorrer co48 candidatos e 16 suplentes.

O RIR – partido Reagir Incluir Reciclar, aparece como novidade nas eleições legislativas deste ano, junto a mais três novos partidos, ao comparar com as legislativas de 2015. Concorre pela primeira vez no círculo de Lisboa.

Ilidia Margarida Ferreirinha Loureiro, Hirondino Manuel Lopes Isaías e Maríneide Línica Mendes Correia Dias são os três primeiros nomes do partido pelo círculo eleitoral de Lisboa. 

Vitorino Francisco da Rocha e Silva, popularmente conhecido como Tino de Rans, é o fundador e candidato do RIR a concorrer como cabeça de lista pelo círculo do Porto, porém não irá concorrer nos círculos da emigração.

O fundador bastante polémico, ex-participante de reality-shows, chegou a concorrer também nas últimas eleições presidenciais; declarou que “o povo nem é de direita nem é de esquerda, o nosso partido é 360 graus”.

Tino de Rans, disse ao Público que “ a sua maior mensagem é a de que o partido RIR não é menor do que os outros, pois nos boletins de voto das eleições de 6 de Outubro terá ‘um quadradinho do tamanho dos outros quadradinhos’”. 

O partido surge com a proposta de “reciclar a democracia”, porém não representa nem 1% dos votos nas sondagens divulgadas pela Entidade Reguladora para Comunicação Social, a aparecer nos 3% com os outros partidos de menores proporções. “Desde já, falo para as empresas de sondagens, tenham humildade e que chamem pelo nome, não me chamem o outro. O RIR não se chama outro”, afirmou o fundador ao Público.

O RIR concorre em 20 dos 22 círculos eleitorais, não entrando na corrida à Assembleia da República por Beja e Açores.

Giulia Pedrosa – (Turma 2CC03)

CDU, uma política patriótica e de esquerda

Com o objetivo de conquistar novos eleitores, o CDU candidata-se às legislativas de 2019 em 22 círculos eleitorais, incluindo os círculos europa e fora da europa.

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Fundado a 30 de setembro de 1987, o CDU – Coligação Democrática Unitária (PCP-PEV) é uma coligação de esquerda composta pelo Partido Comunista Português (PCP) e pelo Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV).

Jerónimo de Sousa é o líder do partido há 15 anos e é o primeiro candidato pelo círculo de Lisboa. Entre outras funções, foi deputado à Assembleia Constituinte e candidato a Presidente da República de 1996 e de 2006.

O círculo de Lisboa conta com a candidatura de Jerónimo de Sousa e de mais 47 membros, especialistas nas mais diversas áreas, desde economistas e juristas a advogados e sociólogos.

Nas últimas eleições o CDU obteve 8,27% dos votos, o que corresponde à eleição de 17 deputados. Em 2019, ambiciona aumentar a influência nos círculos eleitorais em que elege.

Nas sondagens para as legislativas de 2019, o partido apresenta-se como a quarta força política com 6,3% dos votos.

 

Mariana Vilas Boas

Apresentação do CHEGA rumo às legislativas 2019

As legislativas 2019 avizinham-se e, como tal, é importante conhecer todos os partidos nesta corrida. O CHEGA concorre com o seu líder, André Ventura, a Lisboa. As eleições estão marcadas para o dia 6 de outubro.

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Logo do partido CHEGA

Um dos novos partidos para as legislativas deste ano é o CHEGA. O partido tem em André Ventura o seu princípal candidato e cabeça de lista. Este partido assume um caráter nacional, conservador, liberal e personalista e, tal como o nome indica, reivindica o sistema atual e exige uma mudança pronta.

O CHEGA vai concorrer pela primeira vez a umas legislativas, não havendo, por isso, quaisquer resultados passados. Por isso, a expectativa em torno do crescimento do partido torna-se grande, todavia a sondagem realizada pela Pitagórica para o jornal Expresso, aponta para um resultado abaixo do ponto percentual.

André Ventura, jurista e comentador televisivo, concorre como cabeça de lista ao círculo de eleitorado de Lisboa e acaba por ser o candidato de maior renome entre o leque de nomes que o partido divulgou à partida para estas legislativas. O jurista é licenciado em Direito pela Universidade Nova de Lisboa e doutorado em Direito Público, pela National University of Ireland, Cork. O candidato pelo CHEGA tornou-se famoso pela participaçãoe contributo algo controversos em programas de cariz desportivo da CMTV.

J.F. Brandão (turma3)

Legislativas 2019: Rui Rio e Catarina Martins são os únicos com avaliação positiva



                                                                                                                              António Pedro Santos, João Relvas / Lusa

 

Sondagem diária da Pitagórica para a TVI, Jornal de Notícias e TSF revela que Catarina Martins (BE) e Rui Rio (PSD) são os únicos com opinião positiva em relação aos restantes líderes partidários. 

Segundo a sondagem Pitagórica  a avaliação da exposição mediática de Rui Rio é positiva e está nos 14,3%, acompanhado de Catarina Martins que apesar de ter baixado continua com uma avaliação positiva de 2,3%. 

Jerónimo de Sousa (CDU) não provoca reações tendo um impacto de 0% de exposição mediática. Joacine Katar Moreira (LIVRE) teve uma quebra acentuada nas opiniões dos portugueses passando de uma opinião positiva de 33% para os 20% negativos.

André Silva (PAN) continua a ser o deputado com a percentagem mais baixa com 29,2% negativos, acompanhado de Pedro Santana Lopes (ALIANÇA) com 20% de percentagem negativa. Logo a seguir encontra-se Marinho e Pinto (PDR) com 15,4% e Carlos Pinto (IL) com 14, 3%. António Costa (PS) está com 9,8% e Assunção Cristas (CDS-PP) e André Ventura (CHEGA) estão com 7,4% negativos. 

Em relação às intenções de voto os candidatos com maior percentagem são o PS  e o PSD.  Os dois partidos estão agora separados por 7,5 pontos percentuais. O PS continua na liderança com 36% dos votos apesar da descida verificada.  Se estes resultados se mantiverem até dia 6 de Outubro o PS vencerá as eleições ao contrário do que se verificou em 2015.

 

As percentagens apresentadas foram o resultado de uma sondagem realizada durante 4 dias (20 a 23 de Setembro 2019) pela Pitagórica para a TVI, o JN e a TSF com uma amostra de 600 indivíduos. A seleção dos entrevistados foi feita através da escolha de números de telemóvel aleatórios.  As entrevistas são recolhidas através de entrevista telefónica. Tem um grau de confiança de 95,4%.

 

Mariana Marques

 

 

Sondagens 2019: PSD continua a somar votos na corrida às legislativas

A última sondagem pitagórica revela que o PS continua em vantagem, no entanto o partido social democrata tem vindo a somar votos e a aproximar-se do seu principal opositor. António Costa e Rui Rio só estão separados por 7.5 pontos percentuais.

 

No período de 4 dias ( 20 a 23 de Setembro de 2019), foi realizada uma sondagem pela Pitagórica para a TVI, SIC e JN, de forma a tentar prever os resultados das legislativas de 6 de Outubro.  Para este efeito, foi selecionada uma sub-amostra de 150 entrevistas que visam representar o universo eleitoral português, tendo em conta o género, idade e região dos entrevistados. A seleção dos intervenientes foi realizada aleatoriamente.

Este ano há um recorde de partidos a concorrer às legislativas (21), os dados das sondagens mostram que o PS está à frente com 36.6 pontos percentuais, o PSD com 28.8 e de seguida o Bloco de Esquerda com 10.5.

Este ano, partidos a concorrer são: PSD, PS, BE, CDS-PP, CDU, PAN, Aliança, Chega, Iniciativa Liberal, PNR, PDR, PCTP-MRPP, PPM, PTP, Livre, RIR, MPT, PURP, Nós, Cidadãos!, MAS e JPP.

Os valores apresentados dizem respeito ao presente ano civil, sendo que os resultados das últimas legislativas ( 4 de Outubro de 2015) podem ser consultados na página da administração interna.

Nas últimas eleições, em 2015, a coligação PPD/PSD.CDS-PP obteve o maior número de votos, sendo que o PS, lider nas mais recentes sondagens, ficou em segundo lugar com uma diferença de 4,55 pontos percentuais em relação à coligação anteriormente mencionada. No entanto, o PS foi capaz de formar governo realizando uma coligação com o Bloco de Esquerda e com o PCP.

Cada vez mais perto do dia 6 de Outubro, a corrida às legislativas continua.

 

Soraia Amaral

 

 

 

Legislativas 2019: PSD reduz para metade distância para o PS

Resultados da sondagem diária JN-TSF-TVI divulgados ontem indicam que o Partido Socialista continua a perder terreno e o PSD a subir. Maioria absoluta é cada vez mais uma miragem..

No inquérito realizado no sábado, os socialistas obtiveram 40,6%. Desde então desceram 4,6%, fixando-se agora nos 36%. Em sentido contrário, os sociais-democratas subiram, no mesmo período, dos 26,6% para os 28,5%. A distância entre os dois principais partidos reduziu-se assim praticamente a metade (passou de 14% há quatro dias atrás, para 7,5% verificados ontem).

A terceira maior força política continua ser o Bloco de Esquerda, que recolhe 10,4% das intenções de voto, subindo 1,8%. São seguidos pela Coligação PCP-PEV, que estabilizou nos 6,8%. O CDS-PP continua a cair nos resultados da sondagem diária JNTSFTVI, obtendo 4,4%, menos 0,8% do que há quatro dias. Já o PAN recuperou das perdas verificadas em dias anteriores, alcançando 3,7%, próximo dos 3,6% que tinha inicialmente.

Quanto aos pequenos partidos, destaque para a subida do Iniciativa Liberal, que mais que duplica as intenções de voto, quando comparado com a sondagem de sábado (passa de 0,5% para 1,2%). Em sentido inverso a Aliança passou dos 1,1% para os 0,5%, no mesmo período. O Chega mantém-se nos 0,5%. Já o Livre sobe significativamente em quatro dias, de 0.2% para 0.9%.

21 partidos participam nas eleições

Segundo dados oficiais do Governo, participam nas eleições legislativas 21 partidos, dos quais 15 concorrem a todos os círculos eleitorais. São eles: os 6 partidos com assento parlamentar na actual legislatura (PS, PPD-PSD, Bloco de Esquerda, PCP-PEV, Bloco de Esquerda e PAN), a que se juntam: o Aliança, o Chega, o Iniciativa Liberal, o Livre, o PNR, o PDR, o PCTP-MRPP, o PPM e o PTP.

Braga, Leiria, Porto e Europa são os únicos círculos a que concorrem todas as forças políticas. Já Vila Real é o círculo eleitoral com a menor quantidade de listas inscritas: 16 partidos farão parte do boletim de voto.

No Porto, destaque para as candidaturas da coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, como cabeça-de-lista. O líder do PSD, Rui Rio, também concorre na lista do Porto, mas surge colocado na segunda posição, cedendo o lugar cimeiro a Hugo Carvalho, actual Presidente do Conselho Nacional de Juventude. Já o Partido Socialista propõe novamente Alexandre Quintanilha como cabeça-de-lista. Na mesma posição, o CDS-PP apresenta Cecília Meireles e o PCP-PEV Diana Ferreira, ambas deputadas pelos respetivos partidos na legislatura que agora chega ao fim.

Resultados de 2015 deram início à ‘Geringonça’

Recorde-se que em 2015, a coligação Portugal à Frente (PàF), formada pelo PPD/PSD e o CDS/PP, venceu as eleições com 36,86% dos votos, elegendo 102 deputados. Se considerarmos os votos obtidos por estes dois partidos na Madeira (em que concorreram separadamente), então a percentagem sobe para 38,5% e o número de deputados para 107. Seguiu-se o Partido Socalista, que obteve 32,31%, o que lhe garantiu a eleição de 86 deputados. Em terceiro lugar, surgiu o Bloco de Esquerda, com 10,19% dos votos e 19 deputados; em quarto, a coligação PCP-PEV com 8,25%, assegurando 17 deputados. Finalmente, o PAN elegeu pela primeira vez um representante no Parlamento, resultante dos 1,39% de votos alcançados.

Apesar da vitória da PàF, foi o Partido Socialista, apoiado pelos restantes partidos de esquerda (Bloco de Esquerda e PCP-PEV), que acabou por formar governo, solução política que ficou conhecida como ‘Geringonça’.

Ficha técnica

A sondagem tem como objetivo avaliar a opinião dos eleitores Portugueses sobre temas relacionados com as eleições legislativas, que terão lugar no dia 6 de Outubro. As entrevistas foram conduzidas diariamente entre os dias 20 e 23 de Setembro, pela Pitagórica, para a TVI, o JN e a TVI. Em cada dia foram recolhidas 150 entrevistas, numa amostra total de 600 indivíduos. O grau de confiança é de 95,5% e a margem de erro máxima é de ±4,07%. A taxa de resposta foi de 60,61%. A direção técnica do estudo é da responsabilidade de Rita Marques da Silva. A seleção dos entrevistados foi realizada através de geração aleatória dos números de telemóvel. A entrevista foi feita telefonicamente (CATI – Computer Assisted Telephone Interviewing). A Ficha técnica completa pode ser consultada online junto da Entidade Reguladora para a Comunicação Social.

Autoria: Miguel Marques Ribeiro

Legislativas 2019: PS e PSD cada vez mais próximos

Resultados das sondagens mostram uma constante aproximação entre os partidos líderes em intenções de voto. 

A campãnha eleitoral para as próximas legislativas arrancou no domingo e diariamente são reveladas por parte da Pitagórica à TSF, ao JN e à TVI as intenções de voto do eleitorado português. Segundo a sondagem há uma evolução negativa para os socialistas. Rui Rio e António Costa estão separados por apenas 7,5 pontos percentuais.

As sondagens realizadas nos últimos quatro dias indicam uma queda de cerca de quatro pontos por parte do PS que passa de 40,6%, no primeiro dia de sondagens, para 36% no quarto dia. Por outro lado, verificamos uma subida de de quase dois pontos percentuais por parte do PSD, que detem agora 28,5% das intenções de voto.

O terceiro lugar da sondagem diária é ocupado pelo bloco de esquerda liderado por Catarina Martins que cresce 1,7 pontos acabando com 10,5%, seguido da CDU que tem Jerónimo de Sousa como cabeça de lista e establizou nos 6,8%.

O partido de Assunção Cristas, CDS, apresenta uma descida nas intenções de voto para 4,4% ficando ainda à frente do PAN cujo líder é Adré Silva e não conseguiu alcançar os 4%.

Em termos geográficos, apesar de o norte ainda ser liderado pelo PS, o PSD tem vindo a conquistar as zonas do Porto e Centro.

Comparativamente às eleições de 2015, os socialistas apresentam uma subida de quase quatro pontos percentuais, passando de 32,5% para 36%. Já o PSD apresenta uma drástica descida, passando de 36,8% dos votos para 28,5%. O PAN é outro partido onde se regista um aumento considerável tendo subido dois pontos percentuais.

Até dia 6 de Outobro, data das eleições legislativas, ainda se esperam várias alterações das intenções de voto dos portugueses.

Ficha Técnica

Durante quatro dias (20 a 23 de Setembro 2019) foram recolhidas diariamente pela Pitagórica para a TVI, o JN e a TSF uma sub-amostra de 150 entrevistas representativa do universo eleitoral português (não probabilístico). O resultado do apuramento dos 4 últimos dias de trabalho de campo, implica uma amostra 600 indivíduos que para um grau de confiança de 95,5% corresponde a uma margem de erro máxima de ±4,07%.

A seleção dos entrevistados foi realizada através de geração aleatória de números de “telemóvel”. As entrevistas são recolhidas através de entrevista telefónica (CATI – Computer Assisted Telephone Interviewing).

 

Maria Inês Carvalho

 

 

 

Legislativas 2019: PSD aproxima-se de PS

Nesta terça feira, a sondagem diária da Pitagórica para a TVI, Jornal de Notícias e TSF confirma a subida das intenções de voto no PSD.

Segundo a sondagem, a diferença entre o PSD e PSD  caiu para metade, de 14 pontos percentuais no sábado para 7,5 na terça feira.

Apesar da queda, o partido de António Costa ainda se encontra em primeiro lugar nas intenções de voto dos portugueses (36%).

O partido de Rui Rio tem vindo a aproximar-se do PS, encontrando-se nos 28,5%, menos 8,36 pontos percentuais dos resultados obtidos pela coligação PPD/PSD.CDS-PP nas legislativas de 2015.

No Fórum TSF,  o líder partidário é questionado sobre a mais recente sondagem e afirma “Não é por estarmos a subir nas sondagens que vou dizer que estão corretas”. Rio refere ainda que na pré-campanha tanto o PSD como o PS têm subido.

Os restantes partidos mantêm as mesmas posições. O Bloco de Esquerda assume o terceiro lugar com 10,5%. Catarina Martins consegue assim ultrapassar o resultado das legislativas de 2015 (10,19%).

Na quarta posição aparece a coligação de Jerónimo de Sousa, a CDU, com 6,8% das intenções de voto.

O CDS de Assunção Cristas vem em quinto lugar (4,4%), logo seguido pelo PAN(3,7%). André Lourenço e Silva consegue mais do dobro dos resultados de 2015 (1,39%).

A sondagem tem como objetivo avaliar a opinião dos eleitores portugueses. Durante 4 dias foi recolhida uma amostra de 600 pessoas com uma taxa de resposta de 60,61%.

 

 

 

Beatriz Carvalho

Legislativas 2019: Rio cada vez mais perto de Costa

Os 14 pontos percentuais que separavam PS e PSD desceram para metade em apenas 4 dias. Sondagem diária da Pitagórica revela uma queda de 4,6% nas intenções de voto no PS e um aumento contínuo na percentagem do PSD.

As eleições legislativas realizam-se no dia 6 de outubro mas já os eleitores já manifestam as suas intenções de voto. Segundo a sondagem da Pitagórica para a TSF, JN e TVI, que atualiza, desde sábado, as intenções de voto diariamente, o PSD está perto de comprometer a maioria absoluta do PS.

Os socialistas continuam a descer nas intenções de voto (36%), enquanto os sociais democratas ganham terreno (28,5%) – a diferença que separa os dois grandes já só é de 7,5 pontos. A queda de Costa é mais acentuada do que a subida de Rio, porém as duas trajetórias estão perto de colidir.

A sondagem adianta ainda que o Partido Socialista está no ponto mais baixo de sempre relativamente às estimativas feitas pela Pitagórica desde abril. Consegue, no entanto, ter um resultado pouco melhor do que o das eleições europeias de maio (33,3%). Já o Partido Social-Democrata segue um percurso oposto: a estimativa atual é a melhor desde abril e está mais elevada do que o resultado europeu (21,9%).

Um pouco mais abaixo, em terceiro lugar, está o Bloco de Esquerda de Catarina Martins que tem tido uma subida lenta mas gradual. Iniciou a sondagem com 8,8% das intenções de voto e, até agora, conseguiu chegar aos 10,5. O BE distingue-se nesta corrida eleitoral na questão da exposição mediática. Na opinião dos portugueses, Catarina Martins faz par com Rui Rio, sendo os únicos líderes partidários com classificação positiva no que toca à performance com os media (Martins com 2,3% e Rio com 14,3%).

A CDU mantém-se estável nos 6,8% e é seguida por outros dois partidos em conflito: o CDS e o PAN. O partido de Assunção Cristas perdeu quase um ponto nos quatro dias de sondagem -neste momento, detém 4,4% das intenções de voto, menos 0,8 pontos percentuais do que tinha no início da sondagem. À medida que o CDS desce, o partido ambientalista aproxima-se, apesar do crescimento quase nulo (de 3,6% para os atuais 3,7%).

Os partidos que ainda não chegaram ao Parlamento competem também entre si. O Iniciativa Liberal, que iniciou a sondagem com apenas 0,5 pontos percentuais, ultrapassa a barreira do 1% e chega aos 1,2%. O Aliança segue a tendência contrária, tendo começado a sondagem com 1,1% e baixado até aos 0,5%. Por último, está o Livre, que conseguiu subir 0,7 pontos até aos 0,9% das intenções de voto e o CHEGA, estabilizado nos 0,5%.

É de relembrar que a guerra eleitoral entre PS e PSD não é algo de novo. Há quatro anos, nas legislativas de 2015, a coligação do PSD com o CDS acabou por vencer com cerca de 37% dos votos, com o PS atrás, com aproximadamente 32% dos votos.

O Bloco de Esquerda ficou em terceiro lugar, à semelhança das estimativas deste ano. Em 2015, arrecadou cerca de 10% dos votos – não muito longe do que se verifica nas intenções de 2019. A CDU ficou em quarto lugar, com cerca de 8% dos votos: este ano, a estimativa desce um pouco.

Ficha técnica

A sondagem da Pitagórica sobre as eleições legislativas começou no dia 20 de setembro e analisa diariamente as opiniões dos eleitores portugueses acerca dos principais candidatos, os momentos das campanhas e a intenção de voto. A cada dia, foram recolhidas 150 entrevistas tendo em conta o género, idade e região dos inquiridos. Os 600 indivíduos entrevistados nos últimos 4 dias são escolhidos através de números de telemóvel, gerados aleatoriamente.

A sondagem, da responsabilidade de Rita Marques da Silva, teve uma taxa de resposta de 60,61% e tem uma margem de erro máxima de cerca de 4,07%. A ficha técnica do estudo pode ser consultada aqui.

Ana Craveiro Faria

Sondagem legislativas: resultados de PS e PSD continuam a aproximar-se

A sondagem de ontem (terça-feira) da Pitagórica revela o prolongamento da subida das intenções de voto no PSD. PS lidera mas continua a afastar-se da maioria absoluta.

 

As eleições legislativas de 2019 são dia 6 de outubro, daqui a menos de duas semanas. As intenções de voto têm sido manifestadas nas sondagens diárias feitas pela Pitagórica, desde sábado.

 

De segunda para terça-feira, o Partido Socialista (PS) caiu 1,6 pontos percentuais (pp) – de 37,6%, desceu para 36%. Por outro lado, o Partido Social Democrata (PSD) subiu 0,8pp – de 26,8% para 28,5%.

O partido de Rui Rio mantém a trajetória de subida desde que se iniciaram estas sondagens. Em sentido inverso mantém-se o o partido liderado por António Costa, que continua a cair nas intenções de voto. Desde o dia em que foi divulgada a primeira sondagem que o PS teve uma queda de mais de 4pp (registava 40,6% no sábado), queda que tem sido mais rápida do que a subida do PSD, de quase 2pp. Os dois maiores partidos estão agora separados nas intenções de voto por 7,5pp, o que significa que a diferença cai para quase metade – começou nos 14pp.

 

A sondagem mostra, igualmente, subidas para o Bloco de Esquerda (BE), que tem vindo a crescer desde sábado e regista agora 10,5%, mantendo-se como o terceiro partido com mais intenções de voto.

A CDU (Coligação Democrática Unitária), formada pelo PCP e pelo Partido Ecologista Os Verdes (PCP-PEV), cai para 6,8%. Igualmente o CDS – Partido Popular (CDS-PP) baixou de 4,7% para 4,4%. Por sua vez, o Partido das Pessoas, dos Animais e da Natureza (PAN) volta a subir e ocupa o sexto lugar com 3,7%.

 

Também entre os que lutam por chegar pela primeira vez ao Parlamento há novidades. Desde logo, observa-se os percursos inversos de dois partidos de centro-direita: o Iniciativa Liberal ganha alguma tração (1,2%), no entanto, o Aliança perde-a (0,5%) e fica empatado com o CHEGA!. Mais à esquerda, o Livre sobe e chega aos 0,9%.

 

Comparativamente à últimas eleições legislativas, de 2015, o PS obtém este ano uma maior percentagem de eleitorado, cerca de mais 4pp, contrariamente ao PSD, que baixou cerca de 8pp relativamente ao resultado obtido há quatro anos, em coligação com o CDS-PP.

 

Segundo a ficha técnica, este estudo tem como objetivo avaliar a opinião dos eleitores portugueses sobre temas relacionados com as eleições, nomeadamente a intenção de voto nos vários partidos.

A sondagem é feita para a TVI, Jornal de Notícias (JN) e TSF Rádio Notícias pela Pitagórica, uma entidade de cálculos e estatísticas. Durante quatro dias, a partir de sábado, foram recolhidas sub-amostras: uma por dia, de 150 entrevistas, representativa do universo eleitoral português, tendo por base os critérios de género, idade e região.

A seleção dos entrevistados foi realizada através da geração aleatória de números de telemóvel e as entrevistas são recolhidas através de entrevista telefónica. A taxa de resposta foi cerca de 60%.

A ficha técnica completa pode ser consultada online, junto da Entidade Reguladora para a Comunicação Social.

 

Francisca Valentim