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RIR: Partido novidade nas legislativas tem Tino de Rans como fundador

Reagir Incluir Reciclar é o mais recente partido político português, fundado há um pouco mais de 2 meses e tem como mote “reciclar a democracia”. No distrito de Lisboa irá concorrer co48 candidatos e 16 suplentes.

O RIR – partido Reagir Incluir Reciclar, aparece como novidade nas eleições legislativas deste ano, junto a mais três novos partidos, ao comparar com as legislativas de 2015. Concorre pela primeira vez no círculo de Lisboa.

Ilidia Margarida Ferreirinha Loureiro, Hirondino Manuel Lopes Isaías e Maríneide Línica Mendes Correia Dias são os três primeiros nomes do partido pelo círculo eleitoral de Lisboa. 

Vitorino Francisco da Rocha e Silva, popularmente conhecido como Tino de Rans, é o fundador e candidato do RIR a concorrer como cabeça de lista pelo círculo do Porto, porém não irá concorrer nos círculos da emigração.

O fundador bastante polémico, ex-participante de reality-shows, chegou a concorrer também nas últimas eleições presidenciais; declarou que “o povo nem é de direita nem é de esquerda, o nosso partido é 360 graus”.

Tino de Rans, disse ao Público que “ a sua maior mensagem é a de que o partido RIR não é menor do que os outros, pois nos boletins de voto das eleições de 6 de Outubro terá ‘um quadradinho do tamanho dos outros quadradinhos’”. 

O partido surge com a proposta de “reciclar a democracia”, porém não representa nem 1% dos votos nas sondagens divulgadas pela Entidade Reguladora para Comunicação Social, a aparecer nos 3% com os outros partidos de menores proporções. “Desde já, falo para as empresas de sondagens, tenham humildade e que chamem pelo nome, não me chamem o outro. O RIR não se chama outro”, afirmou o fundador ao Público.

O RIR concorre em 20 dos 22 círculos eleitorais, não entrando na corrida à Assembleia da República por Beja e Açores.

Giulia Pedrosa – (Turma 2CC03)

CDU, uma política patriótica e de esquerda

Com o objetivo de conquistar novos eleitores, o CDU candidata-se às legislativas de 2019 em 22 círculos eleitorais, incluindo os círculos europa e fora da europa.

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Fundado a 30 de setembro de 1987, o CDU – Coligação Democrática Unitária (PCP-PEV) é uma coligação de esquerda composta pelo Partido Comunista Português (PCP) e pelo Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV).

Jerónimo de Sousa é o líder do partido há 15 anos e é o primeiro candidato pelo círculo de Lisboa. Entre outras funções, foi deputado à Assembleia Constituinte e candidato a Presidente da República de 1996 e de 2006.

O círculo de Lisboa conta com a candidatura de Jerónimo de Sousa e de mais 47 membros, especialistas nas mais diversas áreas, desde economistas e juristas a advogados e sociólogos.

Nas últimas eleições o CDU obteve 8,27% dos votos, o que corresponde à eleição de 17 deputados. Em 2019, ambiciona aumentar a influência nos círculos eleitorais em que elege.

Nas sondagens para as legislativas de 2019, o partido apresenta-se como a quarta força política com 6,3% dos votos.

 

Mariana Vilas Boas

Apresentação do CHEGA rumo às legislativas 2019

As legislativas 2019 avizinham-se e, como tal, é importante conhecer todos os partidos nesta corrida. O CHEGA concorre com o seu líder, André Ventura, a Lisboa. As eleições estão marcadas para o dia 6 de outubro.

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Logo do partido CHEGA

Um dos novos partidos para as legislativas deste ano é o CHEGA. O partido tem em André Ventura o seu princípal candidato e cabeça de lista. Este partido assume um caráter nacional, conservador, liberal e personalista e, tal como o nome indica, reivindica o sistema atual e exige uma mudança pronta.

O CHEGA vai concorrer pela primeira vez a umas legislativas, não havendo, por isso, quaisquer resultados passados. Por isso, a expectativa em torno do crescimento do partido torna-se grande, todavia a sondagem realizada pela Pitagórica para o jornal Expresso, aponta para um resultado abaixo do ponto percentual.

André Ventura, jurista e comentador televisivo, concorre como cabeça de lista ao círculo de eleitorado de Lisboa e acaba por ser o candidato de maior renome entre o leque de nomes que o partido divulgou à partida para estas legislativas. O jurista é licenciado em Direito pela Universidade Nova de Lisboa e doutorado em Direito Público, pela National University of Ireland, Cork. O candidato pelo CHEGA tornou-se famoso pela participaçãoe contributo algo controversos em programas de cariz desportivo da CMTV.

J.F. Brandão (turma3)

Caso Pavilhão Rosa Mota-Cronologia

Resultado de imagem para pavilhao super bock                                                                                                                                                     Foto: Record 

No mês de Outubro, o Pavilhão Rosa Mota foi reinaugurado após obras de recuperação do edifício que se encontrava deteriorado. A sua inauguração viu-se envolta em polémica devido à alteração do nome para “Super Bock Arena- Pavilhão Rosa Mota”. Esta alteração resultou na insatisfação da atleta.

27 de Outubro: No dia anterior à inauguração, a Câmara municipal do Porto lança um comunicado onde garante que o nome Rosa Mota se vai manter sem descorar o “uso comercial”. Segundo o comunicado a atleta recebeu as informações e concordou com as mesmas.

28 de Outubro (12:02h): inauguração do pavilhão, à qual a atleta Rosa Mota não compareceu por se sentir “enganada” pela mudança do nome do pavilhão. Afirma sentir-se “desapontada” com o presidente da Câmara por não ter valorizado o seu nome em relação à marca Super Bock. Numa carta ao presidente mostra o seu desagrado e desconhecimento em relação ao nome do pavilhão.

29 de Outubro: (11:49h) após a polémica ao redor do nome do pavilhão o ex-treinador da atleta e atual companheiro, afirma estar a preparar-se para defender o nome do pavilhão.  O PS, PSD, CDU e Bloco de Esquerda mostram o seu descontentamento em relação à desvalorização do nome da atleta em prol da marca de bebidas alcoólicas.

O presidente da Câmara, Rui Moreira, não se mostrou incomodado pela polémica, que se debateu sobre o nome, e afirma ainda que o problema está no logo ao qual a “autarquia não tem meios, nem recursos para se opor.”

(7:56) Rui Moreira é acusado de ceder aos “interesses financeiros de um grupo privado” em detrimento do interesse público.

30 de Outubro: (22:02h) Rosa Mota afirma, várias vezes, se sentir incomoda por ver o seu nome associado a uma marca de bebidas alcoólicas, no entanto, é confrade de cerveja desde 2008. 

(12:24h) O músico Pedro Abrunhosa fala sobre a escolha do nome, afirmando que compreende que a empresa que investiu queira aproveitar o seu investimento mas reforça que a Rosa Mota é “património internacional” e o seu nome deveria ter o mesmo destaque que o nome da marca.

31 de Outubro (16:00h): Ornatos Violeta inauguram o palco do renovado “Super Bock Arena- Pavilhão Rosa Mota”.

5 de Novembro (6:46h): Após a polémica ao redor do nome do Pavilhão, o CDU propôs em assembleia nacional a alteração do nome para “Rosa Mota Super Bock Arena” no entanto a proposta foi chumbada. 

 

Mariana Marques

Pavilhão Rosa Mota: cronologia

Dias antes da inauguração do Pavilhão: Numa carta dirigida à Câmara do Porto, Rosa Mota diz sentir-se enganada e alega que o seu nome foi subalternizado para ser dado destaque a uma marca de bebidas alcoólicas. O Observador disponibilizou a carta na íntegra.

27.10.2019 (noite): A Câmara Municipal do Porto defende-se em comunicado e garante que o nome da maratonista “vai ficar não apenas na designação formal e comercial como ficará, pela primeira vez, inscrito sobre a entrada principal do pavilhão e também em vários locais do seu interior”.

28.10.2019 (11h01): O executivo reúne-se. Os vereadores do PS, PSD e CDU lamentam que o nome do pavilhão seja agora “Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota” e anunciam que não vão estar presentes na inauguração dessa tarde. 

28.10.2019 (13h58): O deputado bloquista eleito pelo círculo do Porto José Soeiro reage à polémica na sua página de facebook. “Nem toda a gente está à venda”, afirma.

28.10.2019 (tarde): Inauguração do novo espaço Super Bock Arena Pavilhão Rosa Mota.

28.10.2019 (tarde): O presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, não compareceu na inauguração, pois tinha exames médicos para fazer, confirmou o Público.

28.10.2019 (tarde): Rui Moreira, Presidente da Câmara do Porto, no seu discurso de inauguração disse ter “pena” que Rosa Mota não estivesse presente, mas pediu que não haja “complexos pelo nome ter associada uma marca de bebida alcoólica”.

28.10.2019 (18h30):  Bloco de Esquerda (BE) emite um comunicado a manifestar-se contra a alteração do nome do pavilhão Rosa Mota e defende a reversão “desta apropriação indevida”.

29.10.2019 (11h49): Em declarações à Lusa, José Pedroso, ex-treinador e companheiro de Rosa Mota, afirmou “o desabafo que faço é que estou a preparar-me para uma batalha que vai durar vários anos” em defesa do nome do Pavilhão Rosa Mota.

29.10.2019: Rui Moreira escreve na sua página pessoal do Facebook que “não acredito que o nome da atleta fosse mais respeitado com um pavilhão em ruína, sem uso e sem o seu nome lá escrito, do que agora que empresas portuguesas e do Porto nele decidiram investir muitos milhões e modernizar”.

30.10.2019 (15h56): Carlos César, ex-líder da bancada parlamentar socialista, no programa da TSF “Almoços Grátis”, afirma que o contributo de Rosa Mota foi desvalorizado em detrimento de parceiros comerciais.

30.10.2019: Manuela  de Melo critica o facto de “que se relegue para segundo plano o nome de Rosa Mota para salientar o de uma bebida alcoólica”.

30.10.2019 (22h02): Rosa Mota condena a associação do seu nome a uma marca de bebidas alcoólicas, porém a  SIC Notícias revela que a atleta é confrade da cerveja desde 2008.

31.10.2019 (18h02): Manuela de Melo decide abandonar a Comissão de Toponímia portuense, inconformada com o “desrespeito por um dos símbolos mais consensuais do povo do Porto”.

31.10.2019: Carta de Resposta de Rui Rio à demissão de Manuela Melo, da Comissão de Toponímia.

04.11.2019 (17h55): CDU leva à Assembleia da República a proposta de deliberação, que defende que a designação dada ao pavilhão “contraria a decisão municipal” e “não tem suporte legal”.

05.11.2019 (02h46): Proposta da CDU para alterar nome do Super Bock Arena foi recusada com 22 votos contra do Movimento Rui Moreira e um do PSD.

Inês Gomes

Cronologia: Pavilhão Rosa Mota

A inserção do nome da marca de cerveja ” Super Bock” ao antigo somente nominado de ” Pavilhão Rosa Mota”, tem dado que falar. A poléminca gerada em volta desta alteração é notável. As opiniões dividem-se:  quem acha que o nome da conceituada atleta portuense deve estar em primeiro lugar e, do outro lado da moeda estão os que acreditam ser justo o nome da marca estar na frente.

De seguida será desenvolvida a temática, de forma cronológica, com pretinente contextualização e desenvolvimento.

14.10.2006 (00:00) –  Pavilhão Rosa Mota festeja 50 anos de vida, no entanto o futuro da estrutura é incerto. (fonte: Jornal de Notícias)

26.04.2007 (00:00) – Anúncio de que o Pavilhão Rosa Mota irá entrar em obras no próximo ano (2008) ( fonte: Jornal de notícias)

25.05.2015 (17:17) – Tribunal avalia providência cautelar para parar concurso do Pavilhão Rosa Mota. (fonte: Jornal de notícias)

07.07.2016 – Câmara Municipal do Porto comunica nova análise da proposta sobre o Pavilhão Rosa Mota. “A Porto Lazer desistiu do recurso apresentado contra a decisão do Tribunal Administrativo do Porto, que obrigava o júri do concurso de conceção do Pavilhão Rosa Mota a readmitir o consórcio “Porto 100% Porto”. (fonte: CM Porto)

07.07.2016 (18:16) – Porto Lazer acaba por desistir de recurso na reabilitação do pavilhão Rosa Mota. ( fonte: Jornal de notícias)

08.11.2016 (13:29) – Pavilhão Rosa Mota será entregue ao consórcio “Porto 100% Porto) – ( fonte: Jornal de notícias)

26.12.2016: Câmara Municipal do Porto anuncia que Pavilhão Rosa Mota vai ser reabilitado. ( fonte: CM Porto)

17.01.2017 (00:21) – É aprovada minuta de contrato de reabilitação do pavilhão. (fonte: Câmara Municipal do Porto)

19.04.2017 (13:26) – Anúncio de que o pavilhão irá entrar em obras no mês de Outubro. ( fonte: Jornal de notícias)

15.05.2017 – Tribunal de Contas diz que reabilitação do Rosa Mota pode avançar e que não comporta despesa pública. (fonte: CM Porto)

21.11.2018 (20:01) – Câmara do Porto quer acrescentar nome da Super Bock ao Pavilhão Rosa Mota. ( fonte: Jornal de Notícias)

27.11.2018 (18:00) – Inclusão da designação “Super Bock Arena” no nome do Pavilhão Rosa Mota é aprovada na Câmara do Porto, apenas com os votos da maioria liderada por Rui Moreira. ( fonte: Público)

27.10.2019 – Comunicado na página oficial da Câmara Municipal do Porto referente ao Pavilhão Rosa Mota, no dia anterior à inauguração. ( fonte: CM Porto)

28.10.2019 (09:30) : inauguração do pavilhão, à qual a atleta Rosa Mota não compareceu por se sentir “enganada” , confessa a mesma à tsf. Isto pela mudança do nome do pavilhão, rejeitanto também a ideia de o seu nome estar associado a uma marca de cerveja. ( fontes: CM Porto e TSF)

28.10.2019 (17h29): Rui Moreira reage em oposição à posição adquirida por Rosa Mota e vereadores da oposição no que diz respeito à mudança de nome do pavilhão no Palácio de Cristal. ( fonte: Jornal de notícias)

28.10.2019 (17h58): Bloco de Esquerda revela estar contra aleração do Pavilhão Rosa Mota e pretende renegociação do contrato e seu regresso à esfera pública e municipal. (fonte: TSF)

30.10.2019 (15h56): Carlos César lamenta a alteração do nome do Pavilhão Rosa Mota para nome da marca de cerveja – Pavilhão Rosa Mota. ( fonte: TSF)

31.19.2019- Ornatos Violeta são os primeiros a pisar os palcos do renovado Super Bock / Pavilhão Rosa Mota. ( fonte: CM Porto)

05.11.2019 (02:46) – A proposta realizada pela CDU – alteração do nome do Super Bock Arena – é recusada. ( fonte: Jornal de notícias) 

Soraia Amaral

Caso Rosa Mota: Cronologia

A inauguração do Pavilhão localizado nos Jardins do Palácio de Cristal gerou uma grande polémica em torno do autarca Rui Moreira e da atleta Rosa Mota. As razões centram-se no nome atribuído ao espaço.

Foto: Público

1952- Inauguração do Pavilhão dos Desportos, no Palácio de Cristal.

1991- O Pavilhão dos Desportos passa a chamar-se Pavilhão Rosa Mota, em homenagem à atleta portuense.

26.10.2016- Câmara Municipal do Porto anuncia reabilitação do Pavilhão.

10.2017– Dá-se início à reabilitação.

27.10.2019- A Câmara do Porto comunica que a inauguração ocorre amanhã e fala sobre a alteração do nome.

28.10.2019 (9h30)- Rosa Mota adianta que vai faltar à reabertura do Pavilhão, escreve uma carta à autarquia, citada pela TSF, onde demonstra o seu descontentamento perante o novo nome do espaço, uma vez que a associação do seu nome a uma bebida alcoólica lhe causa um “enorme constrangimento”. No entanto, a campeã olímpica é confrade da Confraria da Cerveja desde novembro de 2008.

28.10.2019 (12h05)- A oposição (PS, PSD e CDU) comunica que também vai faltar à inauguração.

28.10.2019 (17h39)Durante a cerimónia, Rui Moreira demonstra o seu desagrado pela ausência da atleta, no entanto, enfatiza que antes do Porto ser conhecido pelo desporto e pela cultura, “já o era devido ao Vinho do Porto”. 

29.10.2019 (11h49)- José Pedroso, ex- treinador e companheiro da atleta, afirma em declarações à Lusa, que se prepara para uma “uma batalha que vai durar durante vários anos” pela defesa do nome “Pavilhão Rosa Mota”.

5.11.2019 (8h38)- A Assembleia Municipal do Porto chumba proposta, recomendada pela CDU, que visava a alteração do nome para o que estava previsto anteriormente: “Pavilhão Rosa Mota- Super Bock Arena”.

 

Inês Pinho

Cronologia: Caso Pavilhão Rosa Mota

Desde 1991 que o antigo Pavilhão dos Desportos ficou conhecido como Pavilhão Rosa Mota. Este ano, após a reabilitação do espaço, o nome também mudou. Aqui segue a cronologia da polémica “Superbock Arena Pavilhão Rosa Mota”:

22/11/2018 (20:01) – Câmara do Porto quer adicionar nome de marca de cerveja (Super Bock) ao Pavilhão Rosa Mota.

28/10/2019 (09:30) –  Rosa Mota anuncia que não vai à inauguração do pavilhão. Em carta aos deputados da Câmara do Porto (disponível no observador) diz que se sente “enganada” e rejeita ter o seu nome associado a uma bebida alcoólica.

Durante a tarde –Inauguração do Super Bock Arena/ Pavilhão Rosa Mota.  “Não me venham agora com complexos”, disse Rui Moreira durante o discurso de inauguração

18:30 Bloco de Esquerda é contra a alteração do nome. “Rosa Mota é uma figura marcante do desporto nacional e um símbolo de empenhamento e esforço que tanto diz à cidade do Porto”. O BE quer reverter a mudança e promove um debate aberto à cidade.

30/10/2019 (15:56) –  Carlos César, ex-líder da bancada parlamentar socialista, revela, durante um programa da TSF,  que a alteração do nome é “uma desconsideração de uma figura ímpar para o país”.

30/10/2019 (22:02) –  SIC Notícias adianta que Rosa Mota não quer ter o seu nome associado a uma bebida alcoólica, contudo é confrade da cerveja desde 2008.

31/10/2019  (22:00) – Ornatos Violeta são os primeiros a pisar os palcos do renovado Super Bock / Pavilhão Rosa Mota.

04/11/2019 (06:46) – Chumbo da proposta da CDU para a alteração do nome do Pavilhão para “Rosa Mota Super Bock Arena”.

 

 

Beatriz Carvalho

Os apoios da DGArtes e a falta deles – Cronologia

Depois de elevada contestação nos últimos anos, o Ministério da Cultura e a Direção Geral das Artes têm vindo a apostar numa reestruturação dos programas de apoio à criação e programação de arte. Ainda que o financiamento da DGArtes tenha aumentado em cerca de 1 milhão de euros, 40% das candidaturas consideradas elegíveis para apoio ficaram de fora do orçamento, de acordo com os resultados do último dia 18 de novembro.

 

28 de março

Abertura dos Concursos Bienais de Apoio às Artes para o biénio 2020/2021. A estrutura dos apoios mudou para passar a haver uma separação entre criação de arte, com 70% de verbas alocadas, e apenas um concurso de para programação de arte, com 30% do orçamento total de 18,6 milhões de euros. No ano anterior, o orçamento era de menos 1 milhão de euros.

30 de setembro

Último dia do prazo estipulado pela DGArtes para a divulgação dos resultados dos concursos. Algumas associações manifestaram a sua preocupação pelos atrasos junto do Ministério da Cultura, que se justificou com o aumento do número de candidaturas.

11 de outubro

Divulgados os resultados provisórios dos concursos. 60% das candidaturas elegíveis conseguiram financiamento. Apesar do aumento do número de candidaturas admitidas, o PCP pediu um aumento das verbas para abranger as restantes candidaturas elegíveis que ficaram sem apoios.

18 de outubro

Dezenas de artistas manifestaram-se em cartas ao Ministério da Cultura acerca dos 75 projetos elegíveis pelos jurados dos vários setores artísticos que ficaram de fora dos apoios. A Ministra da Cultura, Graça Fonseca, promete soluções a curto prazo.

18 de novembro

Divulgados os primeiros resultados definitivos do Programa de Apoio Sustentado Bienal. Entre as 25 entidades sem apoio na área da programação de arte estão a Fundação Cupertino de Miranda (Porto) e a Fundação Conservatório Regional de Gaia (Vila Nova de Gaia).

19 de novembro

Responsáveis pela Bienal de Vila Nova de Cerveira, a mais antiga da Península Ibérica, manifestam-se contra a retirada de apoio da DGArtes. Ainda assim, o presidente da fundação da Bienal garante que a iniciativa vai continuar em 2020. Os responsáveis falam de centralismo nos resultados.

20 de novembro

Seiva Trupe comunica à Lusa que espera que a decisão seja “liminarmente revogada”. A companhia de teatro portuense já havia ficado de fora dos apoios da DGArtes em 2018, mas obteve, meses depois, apoios diretos do Ministério da Cultura.

23 de novembro

Ministra da Cultura afirma, em visita à Bienal de Coimbra, que vai fazer “afinamentos” ao Programa de Apoios em 2020. Aproveitando que em 2020 não haverá concurso, Graça Fonseca pretende rever alguns casos que ficaram sem apoio em particular, mas não avança quais.

25 de novembro

Teatro Ildefonso Valério (TEIV), em Vila Franca de Xira, encerra devido ao subfinanciamento por parte do Ministério da Cultura, de acordo com um comunicado do Cegada Grupo de Teatro, responsável pela programação do TEIV. O Cegada Grupo de Teatro foi um dos projetos que ficou sem qualquer apoio financeiro nos concursos.

 

Carolina Reis, Turma 1 (a frequentar Turma 2)

 

Polémica Pavilhão Rosa Mota: cronologia

O Palácio de Cristal, no Porto, foi inaugurado em outubro sob a designação de “Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota”. Anteriormente nomeado “Pavilhão Rosa Mota”, é agora associado à marca patrocinadora das obras no espaço, dando lugar a uma polémica.

 

08.10.2019 – Presidente da República afirma: “A Rosa Mota é mais importante do que todos os governos ou presidentes de Portugal”.

 

24.10.2019 – O Presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, reúne-se com atleta, Rosa Mota, na autarquia e a desportista terá dito que não gostava do logótipo. “O nome Rosa Mota não estava lá e neste momento está. Gostaria muito mais que a Rosa Mota estivesse mais satisfeita. Peço desculpa mas não fui convocado para as reuniões a que ela foi com o Super Bock”, diz o autarca.

 

27.10.2019 – A Câmara Porto emite um comunicado afirmando que o nome da atleta vai ficar, pela primeira vez, inscrito sobre a entrada principal do pavilhão e também em vários locais do seu interior, sendo apenas acrescentado a marca da empresa concessionária. A autarquia assegura que o nome vai ficar na designação formal e comercial. “Estes dados foram fornecidos à atleta, que com eles concordou e se congratulou há mais de um ano”. A Câmara diz não compreender “que alguém se possa considerar mais respeitado dando nome a um edifício em pré-ruína e sem uso, do que num moderno centro de congressos onde a sua designação está claramente inscrita”. Informa, ainda, que o Presidente da Câmara recusou mudar o nome ao equipamento, embora os privados investidores o tenham pedido, e que ficou assegurado que ninguém poderia retirar o nome da atleta da designação formal. Veja o comunicado completo aqui.

 

28.10.2019 (manhã) – É conhecida a carta que Rosa Mota enviou à CM Porto, citada pela TSF. A atleta diz que quando recebeu o convite do presidente da Câmara para a reabertura do Pavilhão, ”se sentiu “definitiva e claramente enganada”, uma vez que estava convencida de que o nome do espaço seria “Pavilhão Rosa Mota – Super Bock Arena”. A atleta alega que o seu nome foi inferiorizado para dar destaque a uma marca de bebidas alcoólicas.

28.10.2019 (tarde) – Inauguração do pavilhão.

28.10.2019 (tarde) – Rosa Mota não vai à cerimónia de reabertura. Presidente da República também não marca presença, com a justificação oficial de que teve exames médicos para fazer. Os vereadores do PS, PSD e CDU também não foram.

28.10.2019 (tarde) – Rui Moreira diz ter “pena” que Rosa Mota não esteja presente, mas pede que não haja “complexos por haver um nome associado a bebidas alcoólicas”, enfatizando o facto de, antes de haver um Porto conhecido pelo desporto e pela cultura, “já o era devido ao Vinho do Porto”.

 

29.10.2019 – Ex-treinador e companheiro de Rosa Mota, José Pedroso, diz estar a preparar-se para “uma batalha que vai durar durante vários anos”, pela defesa do nome do pavilhão, em declarações à Lusa.

 

04.11.2019 – Assembleia Municipal do Porto chumba a proposta de recomendação da CDU de alteração do nome do pavilhão, com 22 contra e 5 abstenções. A alteração visava “repor a decisão inicialmente tomada” pela autarquia: “Pavilhão Rosa Mota”, seguido da marca “Super Bock Arena”.

 

Francisca Valentim