“Os direitos humanos não são um jogo”, diz ILGA Portugal.

CBS SPORTS

Num momento em que se realiza o mundial de futebol mais polémico da história, aumenta cada vez mais a contestação à realização do evento num país cujos retrocessos civilizacionais são evidentes, e que por isso coloca em risco, segundo a ILGA Portugal, que a segurança das pessoas LGBTQIA+ venha a ser garantida dentro do país.

Atualmente

Nas últimas semanas, à medida que se aproximou a data do evento desportivo, foram surgindo notícias que davam conta do desrespeito pelos direitos humanos no Catar, que alberga questões como os direitos das mulheres, mas também de minorias como imigrantes e homossexuais.

Segundo o The Guardian, 6500 trabalhadores migrantes morreram no país desde que o país foi escolhido para sediar o mundial, nomeadamente na construção dos estádios.

“É com profundo pesar que vemos Portugal a ter novamente uma posição dita “neutra” sobre a defesa dos Direitos Humanos.”

Relativamente a esta questão, a ILGA Portugal não se furtou a mostrar o seu descontentamento com com a organização no evento, e afirma, em comunicado que, mais uma vez, a FIFA desilude ao não apoiar estas minorias por se considerar uma organização apolítica, que, todavia, já expulsou das competições internacionais seleções de alguns países, precisamente por questões políticas.

Armas apontadas ainda para a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e para o Governo Português, que também consideram se terem demitido de manter uma posição clara a favor dos direitos humanos.

2010

Apesar de a escolha ser criticada desde o primeiro dia, criando um clima de instabilidade na própria FIFA, a “Copa” do mundo está mesmo a decorrer no Catar. Esta polémica nasceu no ano de 2010, quando a candidatura do país do médio oriente venceu perante candidaturas de nações como Estados Unidos ou Austrália, levantando ainda mais as suspeitas de corrupção na Federação internacional de Futebol.

2015

Ministério público da Suiça abre uma investigação, em causa estava a suspeita de lavagem de dinheiro em contas com ligações à escolha das cidades sede para os mundiais de 2018 (Rússia) e 2022 (Catar). No entanto, nenhuma destas suspeitas foi comprovada, o que não impediu destas permanecerem na sociedade.

Por fim, se está no Catar e sentiu algum preconceito envie a sua experiência para este email: up202107655@up.pt

 

Jaime Silva