Greve no metro do Porto deixa circulação condicionada no dia 7

O sindicato dos maquinistas (SMAQ) convocou para esta terça-feira (07/12)  greve total e sem serviços mínimos no Metro do Porto. Estas ações foram promovidas por causa do impasse negocial com a Viaporto.

Imagem: Metro do Porto

Em comunicado feito pela empresa no último dia 26 /11, esclareceu-se que o motivo por detrás da greve é “à recusa da administração” da Viaporto “em aceitar as justas reivindicações dos maquinistas”.   A adesão dos trabalhadores foi de 100% ocasionando a paralisação total dos serviços.

A Metro do Porto também colocou em causa a realização do jogo de futebol da Liga dos Campeões no Estádio do Dragão no dia 07/12, no qual teve como justificativa a segurança dos trabalhadores e por isso qualquer serviço não será realizada.

“Em ambos os dias, 3 e 7, a Metro do Porto disponibiliza um serviço de transportes alternativos em autocarro em segmentos das linhas Vermelha e Verde. Assim, entre as 6H00 e a 1H00, haverá autocarros disponíveis para clientes portadores de título Andante entre a Póvoa de Varzim e a Senhora da Hora (Linha Vermelha), com paragens nas estações de Metro da Póvoa, Vila do Conde e Senhora da Hora). De igual modo, no segmento entre o Fórum Maia e o ISMAI, existe um serviço de autocarros em vaivém, com paragem naquelas duas estações”. Informou a empresa.

A empresa do transporte recomenda o uso de autocarros da STCP ou serviços rodoviários para a noite do jogo e a circulação dos utentes que precisam de ir ao trabalho e escola. Na notificação ao público foram disponibilizadas os horários dos autocarros alternativos para as linhas vermelha e verde.

“A capacidade de transporte estará drasticamente limitada, não se podendo sequer falar em serviços mínimos”, garante a empresa

Entretanto, esta é a segunda greve que deve ser cumprida em menos de uma semana. Na última sexta-feira (03/12) foi concretizada uma paralisação em prol dos mesmos ideias e não foi bem  rececionado pelos que utilizam o metro constantemente.

Em entrevista feita para o Jornal de Notícias, o descontentamento de diversos passageiros era visível.  Alguns consideraram essas ações uma “provocação aos que trabalham” e reafirmaram ser sempre os mesmos maquinistas a realizarem as greves.

Isabela Franco