Greve: Metro do porto sem serviços mínimos a 7 de dezembro

Os maquinistas do metro do Porto estão em greve amanhã. A paralisação, promovida pelo Sindicato dos Maquinistas (SMAQ) vai afetar totalmente o serviço de transportes, não havendo serviços mínimos nesse dia.

Se planeia andar de metro no Porto nesta terça-feira, o melhor é encontrar uma alternativa de transporte. Por consequência da greve convocada pelo SMAQ, o serviço da Metro do Porto vai estar “muitíssimo condicionado” neste dia.

Em comunicado, a empresa destacou que a “capacidade de transporte estará drasticamente limitada, não se podendo sequer falar em serviços mínimos” Assim, as Linhas Azul (A), Vermelha (B), Verde (C), Violeta (E) e Laranja (F) não vão funcionar, existindo apenas circulações muito pontuais na Linha Amarela (D) e no tronco comum entre as estações Senhora da Hora e Estádio do Dragão.

Recorde-se que no passado dia 3, o metro também esteve em greve e esta teve total adesão entre associados do sindicato, como revelou à Lusa o dirigente Sindical Hélder Silva: “Ao nível de associados está a ter 100% de adesão. Andam aí algumas circulações, mas o serviço está muito reduzido.” Normalmente trabalham 150 maquinistas e, na sexta-feira, estavam 20/25 para todo o dia.

Esta terça-feira, a situação torna-se ainda mais complicada que no dia 3. A empresa recorda que é a data em que o Futebol Clube do Porto recebe o Atlético de Madrid para a Liga dos Campeões e, assim sendo, “por motivos de segurança” a estação de metro do Estádio do Dragão estará fechada.

Desse modo, para minimizar o impacto da greve, a Metro do Porto informa vai disponibilizar um serviço “alternativo em autocarro” que funcionará entre as 6h00 e a 1h00 e que fará as ligações entre a estação da Póvoa do Varzim à Senhora da Hora, com paragem em Vila do Conde, e também entre o Fórum Maia e o ISMAI.

O sindicato que convocou a greve (SMAQ), devido ao “impasse negocial com a Viaporto (empresa que garante a operação da Metro do Porto) e à recusa da administração da empresa” em aceitar as reivindicações feitas pelos trabalhadores, afirma em comunicado que a proposta para a prestação de serviços mínimos no dia 3 e 7, foi “absolutamente absurda”, alegando que “existem alternativas de transportes suficientes” para estes dias.

Sofia Gama