Arquivo mensal: Setembro 2021

Rui Moreira mantém a invencibilidade

A presidência da Câmara do Porto se mantém, pela terceira vez, nas mãos de Rui Moreira. As autárquicas que decorreram neste domingo, 26 de setembro, resultaram na reeleição do líder do Movimento independente “Aqui há Porto”.

Apesar do resultado positivo, com aproximadamente 40,72% dos votos, o presidente perdeu a maioria desta vez. Em 2017 a situação era diferente, quando comparada a atual, o candidato perdeu cerca de 10 mil eleitores durante os dois mandatos. A consequência disto é governar como sempre mas, agora, em minoria.

Imagem do Presidente da Câmara, Rui Moreira.

Por outro lado, quem também tem motivos para comemorar é o Bloco de Esquerda que, após 22 anos de jejum no ramo político, conseguiu eleger um vereador para representá-los no poder.  O sociólogo Sergio Aires, consagrado vereador nesta segunda-feira, dedicou seu triunfo a João Teixeira Lopes, que ao recordar o cenário também em 2017 lembra “não foi eleito por muito pouco”.

Sergio Aires, vereador pelo Bloco de Esquerda.

No que tange os terceiros colocados do pódio, o candidato pelo PSD, Vladimiro Feliz, manifestou descontentamento em relação ao processo de desenvolvimento do partido. Mesmo passando de um para dois vereadores no poder, segundo Vladimiro, o tempo escasso foi determinante para este desfecho.

A noite de domingo aconteceu sem muitas surpresas, porém, a direção do apoio popular aponta mudanças para o futuro do Porto nas próximas autárquicas.

(fonte: https://sicnoticias.pt/especiais/autarquicas/2021-09-27-Rui-Moreira-vence-no-Porto-sem-maioria-mas-e-o-Bloco-quem-faz-a-festa-4d329343)

Pedro Pettenazzi

 

Autárquicas 2021: Rui Moreira releeito no Porto sem maioria absoluta

Apesar de não ter tido maioria absoluta, o candidato independente volta a conquistar o título de presidente da Câmara do Porto pela terceira vez.

Fonte: Estela Silva/ Lusa

Segundo os dados estatísticos divulgados pelo Ministério da Administração Interna, este Domingo, com as 7 freguesias portuenses apuradas, o movimento Rui Moreira: Aqui Há Porto! obteve 40,72% dos votos, tendo conseguido 44,46% nas eleições Autárquicas de 2017.

De acordo com a RTP, o candidato vencedor afirma que “Esta noite, o partido que uma vez mais ganhou foi o Porto”.

Este ano, Rui Moreira teve a possibilidade de eleger 6 vereadores, e o BE, que até hoje só tinha representação na Assembleia Municipal e Freguesias, destaca-se com 6,25% dos votos e a possibilidade de eleger um vereador pela primeira vez.

Conforme o JN, Sérgio Aires, cabeça de lista do BE, anuncia que “[É] também o fim do reinado do rei Moreira e da sua `Via Verde´ no executivo municipal. Queria dizer a Rui Moreira uma coisa importante, que afinal o improvável acontece”.

Na Assembleia Geral, o independente obteve 34,51% dos votos, tendo-se candidatado a seis freguesias e conquistado cinco, com a exceção de Paranhos.

Rui Moreira venceu pela primeira vez em 2013 com 39,25% dos votos e seis vereadores, 2017 com 44,46% e mais uma vez em 2021 com 40,72%.

 

Sara Matoso

Autárquicas 2021: Nuno Batista é eleito no Porto Santo

Após dias intensos de comícios e um clima de tensão elevada entre Nuno Batista (PSD/CDS)  e Miguel Brito (PS) , o candidato do PSD saiu vitorioso.

Nuno Batista, candidato do PSD

Romão Dias, Artur Ferreira, Mariana Vasconcelos e Licínia Soares foram as caras selecionadas para acompanhar o atual presidente da Câmara Municipal do Porto Santo nesta nova etapa.

Membros da lista do PSD/CDS Porto Santo

Pedro Drumond, estudante universitário porto-santense da Universidade do Porto, afirma que foi contactado por um membro do PSD/CDS, para se deslocar à ilha para votar no partido, com as despesas cobridas pelo mesmo. 

 “Um dos meus colegas, que faz parte da JSD Porto Santo, ligou-me para perguntar se eu queria ir à ilha votar no PSD com as despesas todas pagas”.  

Nesta corrida eleitoral, candidataram-se também Luís Bettencourt, líder do partido independente UNE (“Uma Nova Esperança”), vencedor do terceiro lugar com 549 votos (15,17%). O PPM, liderado por António Melim, e o partido comunista (CDU) , representado por João Lizardo, ficaram em quarto  (0,72%) e quinto lugar (0,61%), respetivamente.

Dados das Autárquicas de 2021

Em comparação às eleições autárquicas de 2017, a disputa entre o Partido Social Democrático e o Partido Socialista foi muito mais renhida. Embora o PSD/CDS tenha sido eleito, a diferença percentual foide apenas 0,95%. 

Dados das Autárquicas de 2017

Face às eleições de 2017, a taxa de eleitores aumentou, passando de 3.382 para 3.619 votantes.

 

Carla Silva

Autárquicas: Demissão de Cancela Moura após derrota em Gaia

José Cancela Moura renunciou ao mandato na concelhia do PSD após Eduardo Vítor Rodrigues ser reeleito presidente de Câmara em Vila Nova de Gaia. O candidato Cancela Moura propôs eleições “para dar palavra aos militantes”.

O cabeça de lista do PS, Eduardo Vítor Rodrigues, foi, no domingo, reeleito presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia e Cancela Moura reagiu à derrota.

“Em face dos resultados, e tendo em conta o processo de escolha do presidente à câmara, vou pedir a renúncia do meu mandato como presidente da concelhia e vou pedir a convocação de eleições para dar a palavra aos militantes”, disse à Lusa Cancela Moura.

Cancela Moura, que já tinha sido candidato em 2017, anunciou a sua decisão no discurso de reação às eleições autárquicas, quando estavam apurados os resultados em 14 das 15 freguesias, que davam a vitória ao PS.

O candidato Cancela Moura explicou que na hora da renúncia citou Francisco Sá Carneiro ao dizer que queria “saber estar e romper a tempo, correr os riscos da adesão e da renúncia, pôr a sinceridade da posição acima dos interesses sociais, porque, isto é, política que vale a pena”.

O social-democrata, que concorreu pela coligação PSD/CDS-PP/PPM, referiu ainda que vai procurar “fazer uma oposição séria, construtiva e responsável”.

O líder do PSD, Cancela Moura, foi o escolhido para as eleições autárquicas em substituição de António Oliveira, que desistiu da corrida eleitoral.

Segundo o MAI Autárquicas2021, nas autárquicas de 2017 o PS conquistou nove mandatos (61,68% dos votos) e teve como oposição no executivo o PSD com dois eleitos (20,30% dos votos). Em relação à percentagem de votantes, esta desceu de 52,11% para 47, 69% nas autárquicas de 2021.

Carolina Martins

 

 

 

Autárquicas 2021: César Toste pretende apostar fortemente no potencial cultural da Vila das Lajes

“São elas que colaboram, são elas que são o motor da nossa Vila”, César Toste sobre as festas culturais da Vila, na apresentação pública de candidatura à Junta de Freguesia da Vila das Lajes do dia 29 de agosto.

César Toste na Casa do Povo da Vila das Lajes na Apresentação Pública da Candidatura (fotografia de João Pedro Costa).

O líder do PSD destacou medidas associadas à promoção do turismo e da cultura uma vez que, a seu ver, são os grandes pilares nos quais a freguesia assenta. Posto isto, uma das medidas é dinamizar o Museu de Carnaval da Ilha Terceira Hélio Costa, por ser um importante ponto turístico. Ainda no tópico desta tradição, o autarca propõe levar o Carnaval à Assembleia Regional para o considerar património da Humanidade.

Museu de Carnaval da Ilha Terceira Hélio Costa (fotografia de João Pedro Costa).

Além disso, relativamente às festas culturais, tais como as do Largo de São João, as da serra de São Tiago e as de Nossa Senhora do Rosário, pretende-se que se mantenham tidas em conta, visto que atraem pessoas de toda a ilha todos os anos para as celebrações. A mesma atenção tenciona ser atribuída a atividades inspiradas em dias nacionais, tal como a Gala da Mulher e a grupos como as sociedades filarmónicas e escolas de música, o grupo Motard “Bravos Açores”, impérios, grupos de folclore (que refletem, nas suas atuações, tradições da ilha) e a comissão da igreja.

Gala da Mulher na Vila das Lajes (fotografia de João Pedro Costa).

Anual cortejo das Festas das Lajes (fotografia de João Pedro Costa).

César Toste apela também à colocação de sinalização de informação turística e cultural na Vila, como meio de auxiliar os turistas a irem ao encontro dos pontos importantes a visitar, à continuação da promoção do Concurso de Poesia e do Dia da Vila.

Cartaz do Concurso de Poesia organizado pela Junta de Freguesia (foto de João Pedro Costa).

O líder do PSD foi reeleito como Presidente da Junta da Freguesia, com 48,04% dos votos, segundo o site MAI Autárquicas2021, assim como em 2017.

 

Rita Ormonde

Autárquicas 2021: Sérgio Humberto reeleito para o terceiro mandato na Trofa

Sérgio Humberto, candidato pela coligação PSD/CDS-PP, volta a ser eleito presidente da Câmara Municipal da Trofa com maioria absoluta.

Foto: Página oficial “Unidos pela Trofa”

A coligação Unidos pela Trofa obteve 56,47% dos votos nas eleições autárquicas realizadas no passado dia 26.

De acordo com os dados do Ministério da Administração Interna, a coligação manteve os cinco vereadores que conseguiu conquistar em 2017, apesar de ter obtido menos 1115 votos em comparação com as eleições anteriores.

O Partido Socialista, representado por Amadeu Dias, conquistou os restantes lugares com 32,23 % dos votos, elegendo dois vereadores, resultado que também repetiu em 2017.

Destacam-se nestas eleições a estreia do PAN, que conseguiu eleger um lugar na Assembleia Municipal com 4,92% dos votos, e o PCP, que perde o único lugar conquistado há quatro anos.

Além do candidato eleito e de Amadeu Dias (PS), concorreram a estas eleições autárquicas Fernando Sá (CDU), Rui Pedro Costa (CHEGA) e Rodrigo Reis (PAN).

Dados retirados do Ministério da Administração Interna – Autárquicas 2021

Nas cinco freguesias que constituem o concelho da Trofa, verificou-se o mesmo resultado final que em 2017. Quatro Assembleias de Freguesia são lideradas maioritariamente pela coligação Unidos pela Trofa, e apenas uma, o Coronado, mantém a liderança do PS.

Com a vitória de Sérgio Humberto, os trofenses podem esperar a descida do Imposto Municipal sobre Bens Imóveis (IMI), a redução do custo da água, bem como a continuidade da luta pela chegada do Metro à Trofa.

Juntamente com estas promessas que o autarca apresentou na sua candidatura transmitida online na página de Facebook da coligação, afirmou ainda que “Se sonharmos grande (…), se houver regionalização, a Trofa está a posicionar-se para ser a capital da região Norte”.

Apesar de estar envolvida em várias polémicas nos últimos anos, como a possível construção de um aterro sanitário na freguesia de Covelas, ou os 75.000€ que a Câmara Municipal da Trofa investiu em chamadas telefónicas para votar numa candidatura às 7 Maravilhas da Cultura Popular Portuguesa, a coligação Unidos pela Trofa garante mais um mandato no poder, com maioria absoluta.

Face às eleições autárquicas de 2017, a percentagem de abstenção aumentou, passando de 34,89% para 37,73%.

 

João Santos Silva 

Rui Moreira vence no Porto: “Pode-se governar em minoria”

O candidato independente garantiu a “governação” da cidade, mas perdeu maioria absoluta, conquistada nas autárquicas de 2017, à medida que os votos foram contados.

 

 

 

 

O terceiro e último mandato de Rui Moreira na presidência do Porto foi alcançado com duas derrotas: a perda de 10 mil votos e da maioria absoluta.

Segundo os dados divulgados pelo Ministério da Administração Interna (MAI), o movimento independente Rui Moreira: Aqui Há Porto! conseguiu vencer nas sete freguesias do concelho, com 40,72% dos votos e seis mandatos. Em segundo lugar ficou Tiago Barbosa Ribeiro, o candidato do PS, com 18,02% e três mandatos, enquanto o candidato do PSD, Vladimiro Feliz, conseguiu 17,25% dos votos e dois mandatos.

Rui Moreira garantiu que a governação da cidade estava assegurada, mas não fechou a porta a eventuais coligações. “Aquilo que temos de avaliar é se valerá a pena tentarmos governar sozinhos, ou se haverá condições para chegar a acordo com alguma das forças políticas – não sei dizer.”, declarou.

O autarca destacou ainda a semelhança à última fase de 2017, na qual esteve “seis meses, sensivelmente, a governar em minoria”.

Tal como a vereação, Rui Moreira obteve 34,51% dos votos para a Assembleia Municipal, mas igualmente sem maioria e perdendo um deputado. No entanto, o movimento independente Aqui Há Porto conquistou apenas cinco das seis freguesias a que se candidatou, tendo perdido Paranhos para o PSD.

O candidato conquistou a Câmara pela primeira vez em 2013, com 39,25% dos votos, tendo sido reeleito nas eleições seguintes. Nas autárquicas de 2017, conquistou a maioria absoluta com 44,46% dos votos e sete dos treze mandatos, contra seis da oposição: quatro do PS, um do PSD/PPM e um da CDU.

(fonte: https://www.rtp.pt/noticias/politica/noite-sem-grandes-surpresas-no-porto-com-reeleicao-de-rui-moreira-mas-sem-maioria-absoluta_n1351542)

 

Carlota Carvalho

 

 

 

Autárquicas 2021: Valongo

José Manuel Martins eleito Presidente da Câmara Municipal de Valongo, pelo terceiro mandato consecutivo. O autarca volta á presidencia depois de vencer com maioria absoluta, no passado Domingo. 

Fonte: Facebook oficial do PS Valongo.

Depois da campanha eleitoral, que se tem vindo a alargar ao longo do último ano, os portugueses foram novamente chamados às urnas, para decidir o destino das autarquias. Depois dos números de 2017, o Partido Socialista manteve a hegemonia em Gaia, Matosinhos, Gondomar e Valongo, mas é certo que algumas vitórias importantes escaparam ao partido, nomeadamente na capital, em Coimbra e no Funchal.

PS sorri a Valongo

O conselho de Valongo não esperava uma grande mudança no panorama político. Num concelho habituado a oscilar entre Partido Socialista e Partido Social Democráta, a dinâmica das eleições manteve-se a mesma, com o destaque a ir para estas duas forças políticas, separadas da vitória por uma diferença de quase metade dos votos.

Os resultados falam por si, e á semelhança de 2017, os Valonguenses recebem novamente José Manuel Martins como presidente da Câmara Municipal de Valongo. O autarca voltou a sorrir aos Valonguenses, com uma maioria absoluta em nome do PS.

José Manuel Martins vai ocupar o cargo por um terceiro mandato consecutivo, com cerca de 50,12% dos votos, uma diferença significativa comparativamente á percentagem de 2017, de, aproximadamente, 57,31%. Apesar desta perda de votos face ao último ano de eleições, tanto os socialistas como a coligação do PSD/CDS acabaram por segurar o mesmo equilíbrio de forças no concelho, sendo que o PS elegeu seis vereadores, e o PSD/CDS três.

Apesar do aumento da abstenção deste ano no concelho, de cerca de 52%, as quatro juntas de freguesia, Ermesinde, Alfena, Campo e Sobrado mantiveram-se com o Partido Socialista na liderança, algo nada invulgar, mas que contou com algumas oscilações nas percentagens, comparativamente a 2017.

Ermesinde registou uma diminuição dos votos a favor do PS, com uma percentagem de cerca de 45%, comparativamente aos 51% de 2017, de acordo com os dados citados pela Markest. Á semelhança de Ermesinde, também Campo e Sobrado registaram uma diminuição da influência socialista nas freguesias, com uma diferença entre os 59% conquistados em 2017, e os 50% alcançados este Domingo. Alfena registou uma percentagem muito semelhante á das antigas eleições, e não se afastou muito do rácio dos 52%.

Ficou claro, depois das últimas eleições, que Valongo é um concelho maioritariamente dominado por PS e PSD, onde os partidos mais pequenos não têm oportunidade de possuir uma maior expressão. Tem sido uma Câmara marcada por períodos extensos de liderança maioritariamente socialista, e prepara-se agora para continuar nesse caminho por mais um mandato.

 

Catarina de Bessa Leite.

Depois de perder a maioria no Porto, Moreira não fecha a porta a possíveis coligações

Rui Moreira foi no passado domingo eleito para um terceiro e último mandato à frente da Câmara do Porto.

Apesar de ter perdido a maioria absoluta, que conquistou nas autarquias de 2017 com 44,46% dos votos e sete mandatos, o movimento independente Rui Moreira: Aqui há Porto! obteve 40,72% dos votos e seis mandatos. O candidato do PS, Tiago Barbosa Ribeiro, ficou em segundo lugar com 18,02% dos votos e três mandatos, e em terceiro lugar ficou o candidato do PSD, Vladimiro Feliz, com 17,25% dos votos e dois mandatos. Com apenas um mandato cada, CDU e Bloco de Esquerda obtiveram 7,51% e 6,25% dos votos, respetivamente.

https://radioregional.pt/autarquicas-rui-moreira-diz-que-governacao-do-porto-esta-assegurada/

Foto: Rádio Regional

Para Moreira os resultados das eleições autárquicas garantem “a governação” do Porto, porém não fecha a porta a futuras coligações visto que não garantiu a maioria no executivo.

A taxa de abstenção nas eleições, do passado domingo, registou-se como a segunda mais elevada em autárquicas, com 46,35% de eleitores que não se deslocaram até às urnas. Este valor é apenas ultrapassado pela percentagem de 2013, que atingiu os 47,40% de abstenções.

Moreira defende que este novo mandato servirá para concluir alguns projetos que sofreram atrasos devido à pandemia, e admite reunir condições para projetar “um futuro ainda melhor para o Porto e para as suas gentes”.

https://ionline.sapo.pt/artigo/735193/o-que-esta-em-jogo-no-caso-selminho?seccao=Portugal_i

Foto: Jornal I

Rui Moreira parte assim para o seu terceiro e último mandato a liderar a segunda cidade do país até 2025, ainda com o caso Selminho em aberto, que levará a que tenha de ser presente em tribunal no mês de novembro.

 

Filipa Chantal de Oliveira Leite

As (difíceis) negociações no pós-vitória autárquicas.

No Porto, Rui Moreira volta a cantar vitória, mas sem o folgo de outros tempos. O candidato independente da cidade invicta perdeu a maioria absoluta. O episódio caricato da arruada ganha vida e o líder do Movimento Aqui à Porto vê o Bloco de Esquerda entrar, pela primeira vez, na Câmara Municipal do Porto. É mesmo com o bloco que Moreira deverá abrir a porta coligações, mas cinco dias depois da vitória agridoce, ainda pouco se sabe sobre as intenções do líder da cidade.

E se na invicta Moreira não convenceu, foi em Lisboa que se deu a maior surpresa da noite com a derrota de Medina para Carlos Moedas. Ainda que sem maioria absoluta, Moedas promete, cumprir promessas logo nos primeiros 100 dias de governação com a devolução do IRS aos Lisboetas e a redução do preço do estacionamento. À parte das promessas, o novo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, dá esperança a Rui Rio, mas tem a árdua tarefa de convencer PS, BE e PCP a dar-lhe a mão para comandar a cidade nos próximos 4 anos.

O PS continua com a vencer na generalidade do país, mas com uma queda expressiva face a 2017.

 

site oficial do PS

Luísa Salgueiro é, provavelmente, o rosto da liderança dos socialistas ao vencer com maioria absoluta, apesar das polémicas declarações de António Costa sobre a refinaria de Leça da Palmeira, durante a campanha eleitoral.

Luísa Salgueiro não perdeu tempo e, logo após a reeleição, afirmou em declarações ao Porto Canal que iria reunir-se com os trabalhadores da refinaria.

Ontem ( quarta-feira) a camara de Matosinhos anunciou a criação de um gabinete de apoio aos trabalhadores lesados com o encerramento da refinaria da Galp.

 

Marília Azevedo