Arquivo mensal: Setembro 2021

Autárquicas de 2021 contam com reeleição de Ricardo Rio em Braga

No último domingo, Ricardo Rio, líder da coligação Juntos por Braga, entrou em seu terceiro mandado como presidente da Câmara de Braga.


Em entrevista com a Lusa, o presidente da Câmara declara que vê sua vitória como “um reconhecimento muito alargado”, e dá ênfase à posição de terceiro lugar da coligação dentre os partidos mais votados no concelho.

Formada pelos partidos PSD, CDS, PPM e Aliança, a coligação de Rio conseguiu apenas 6 mandados nas eleições deste ano, um a menos dos 7 alcançados em 2017. A posição perdida foi de vereador, preenchida pelo candidato do PS, Hugo Pires. Pires afirma que almeja a confiança dos bracarenses, e pretende “melhorar seu projeto” para conquistar a população no futuro.

De acordo com o veículo digital MAI Autárquicas 2021, O PPD/PSD.CDS-PP.PPM fica em terceiro lugar nas porcentagens de votos, e a caída dos 9,73% vistos nas últimas autárquicas para 8,28% já era esperada. O líder da Câmara de Braga afirma que, em 2017, o sétimo vereador, perdido nas eleições de 2021, foi “ganhado por uma curta margem”, e destaca a presença de um “cenário muito diferente” nas autárquicas desse ano. A coligação foi antecedida nas eleições pelo Partido Socialista, que ganhou maioria absoluta no concelho, com 37,66% dos votos, se mantendo na liderança desde 2017 e pelo o PPD/PSD.CDS-PP, que ficou em segundo lugar, tendo um aumento significativo de 4,05% dos votos desde as eleições de 2017.

Em termos de abstenção no concelho, a taxa de cidadãos do concelho de Braga que escolheram não votar este ano foi menor se comparada aos valores nacionais. Enquanto que no resto do país a abstenção foi de 44%, calculou-se que a taxa em Braga foi de apenas 35.1%

Maria Eugênia Sousa

PS reforça liderança em Matosinhos

Em Matosinhos a candidata Luísa Salgueiro do PS reforça a sua recandidatura à câmara, obtendo maioria absoluta nas autárquicas do passado domingo, onde a abstenção foi a maior de sempre.

Luísa Salgueiro garantiu que irá manter "a postura de diálogo dos anteriores quatro anos de mandato"

Octavio Passos

Nestas eleições autárquicas Luísa Salgueiro obteve a maioria absoluta com 43,62% dos votos, seguindo-se do candidato Bruno Pereira da coligação PSD.CDS-PP com 17,25%, com 9,87% aparece o candidato António Parada do movimento SIM e segue-se o PCP-PEV (6,58%), Bloco de Esquerda (5,66%), Iniciativa Liberal 4,70%, Chega 3,80%, PAN 2,71% e por último MI 0,93%.

Em comparação com 2017 o PS obteve mais 7,30% dos votos, o PSD subiu do quarto lugar para o segundo com mais 5,40% e o SIM manteve a mesma posição mas com menos 5,30% dos votos.

A taxa de abstenção em Matosinhos foi de 54%, a maior de sempre neste concelho. Em 2017 a taxa de abstenção foi de 47%.

A presidente reeleita tinha adiantado à RTP  que o caso da GALP estava no topo da lista de prioridades e assim no dia de ontem (quarta-feira) criou o Gabinete para uma Transição Justa (GTJ), que visa ajudar os trabalhadores e empresas afetados pela transição energética rumo à descarbonização, como o caso da Refinaria da GALP, em Leça da Palmeira.

Marta Magalhães

Autárquicas 2021: PS reeleito para terceiro mandato em Rio Tinto

Pela terceira vez consecutiva, o socialista Nuno Fonseca foi eleito no último domingo para presidente da Junta de Rio Tinto. A coligação PSD-CDS ‘Gondomar Nas Tuas Mãos’ ganhou 1 deputado em relação a 2017. A abstenção subiu 7%.

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Fonte: Google Imagens

Segundo os dados divulgados pelo Ministério de Administração Interna (MAI), o Partido Socialista obteve 50,94% dos votos, elegendo 13 deputados para a Assembleia de Freguesia, o mesmo número das últimas autárquicas. Nuno Fonseca exerce a Presidência da Junta de Freguesia de Rio Tinto desde 2013, sendo este o seu terceiro e último mandato.

O PSD-CDS ganhou um mandato ao conseguir no último domingo 19,24% dos votos. Em comunicado na página oficial de Facebook do PSD Rio Tinto, Francisco Moura afirmou ter cumprido os objetivos propostos na campanha, ainda que o resultado não tenha sido o desejado. Para o social-democrata, “o grande vencedor foram os abstencionistas”, que representaram mais de 54% dos votos, uma subida de 7% comparativamente às autárquicas de 2017. 

Pela primeira vez na corrida, o Chega elegeu 1 deputado para a Assembleia de Freguesia, o cabeça de lista Edison Pereira, de 34 anos, com 4,45% dos votos. Ao contrário da Iniciativa Liberal, que não conseguiu representação na Assembleia, tendo arrecadado 3,66% dos votos. O Bloco de Esquerda e a CDU (coligação do PCP e dos Verdes) mantiveram o número de mandatos, 1 e 2 deputados respetivamente.

A freguesia de Rio Tinto, localizada no concelho de Gondomar, é uma das 10 freguesias mais populosas de Portugal, com 44.871 mil inscritos.  

Por Daniela Mota

Autárquicas 2021: PSD/CDS reconquista o Funchal e Paulo Cafôfo demite-se

A Coligação PSD/CDS-PP venceu a Câmara do Funchal com maioria absoluta e o líder do partido socialista demite-se, após uma grande derrota que relaciona diretamente com a pandemia Covid-19.

Nestas eleições, O PSD/CDS-PP obteve no total 26.841 votos, 46,98 %. O PS sozinho valeu 13,09%, aumentando o resultado de 2017 quando perdeu para a coligação Confiança (PS/BE/MPT/PDR e Nós, Cidadãos!).

Com o partido socialista derrotado, o Presidente do PS/Madeira, Paulo Cafôfo, demitiu-se da liderança do partido dados os resultados autárquicos que fazem a a coligação Confiança (PS/BE/PAN/MPT/PDR) perder a Câmara do Funchal, que fica agora nas mãos do PSD/CDS-PP.

Paulo Cafôfo, via Facebook.

“Anuncio aqui, aos madeirenses e porto-sentenses, que me demito de presidente do Partido Socialista, provocando obviamente eleições e congresso para uma nova liderança”, disse.

Nesta passada quarta-feira, o líder demissionário acrescentou, na reunião da Comissão Política do PS/Madeira, que julga que a pandemia de Covid-19 teve um “efeito direto” nos resultados autárquicos e, mais precisamente, na escolha dos funchalenses em quem está no poder.

“Houve uma perceção das pessoas de que o Governo Regional [de coligação PSD/CDS-PP] geriu bem essa pandemia”, disse.

Para mais dados relativos aos resultados do concelho do Funchal, clique aqui.

Bárbara Meira

Autárquicas 2021: PS é reeleito na Câmara de Gaia

O resultado das eleições de domingo conferiu a vitória a Eduardo Vítor Rodrigues na Câmara de Vila Nova de Gaia. O candidato socialista é reeleito com maioria absoluta.

Fonte: Joana Gonçalves

Vítor Rodrigues é Presidente da Câmara de Gaia desde 2013. O candidato do PS reconquistou a maioria absoluta nas eleições deste domingo com 73.712 votos (57,79%) e 9 mandatos. Recorde-se que, em 2017, o Partido Socialista obteve 61,68% dos votos.

“As pessoas confiaram em nós, mais do que em 2017 e mais do que em 2013. Agora, o que temos que fazer é não as desiludir, assumir os próximos quatro anos com a seriedade, o rigor e a disciplina que implementamos no concelho”, referiu Eduardo Vítor Rodrigues na sede do PS. O candidato conquistou 15 freguesias do concelho e a Assembleia Municipal com 50,13% dos votos.

Perante os resultados das eleições, o candidato da oposição, Cancela Moura, renuncia ao mandato na concelhia do PSD. A coligação PSD/ CDS-PP/ PPM apenas conseguiu 17,57% dos votos para a Câmara Municipal.

“Vou pedir a renúncia do meu mandato como presidente da concelhia e vou pedir a convocação de eleições para dar a palavra aos militantes”., referiu o candidato em declarações à Agência Lusa. Cancela Moura já se tinha candidatado nas eleições anteriores.

Os resultados das autárquicas conferiram cerca de 4,83% dos votos à CDU, seguindo-se o BE com 4,61% e o Chega com 4,21%. O IL e o PAN obtiveram cerca de 3000 votos.

De salientar que, de acordo com a MAI, os níveis de abstenção nas autárquicas foram maiores face a 2017. Na Câmara de Vila Nova de Gaia, entre cerca de 270.000 inscritos, apenas 127.546 votaram nas eleições, o que confere uma abstenção de 52,31%. Em 2017, registaram-se níveis de abstenção de cerca de 48%, menos 4,1% face a 2021.

Margarida Forte

Nas eleições para as autarquias locais que tiveram lugar no passado dia 19, Rui Moreira conseguiu assegurar um terceiro mandato como vereador da Câmara Municipal do Porto, mas por outro lado, acaba por perder a maioria absoluta que conseguiu em 2013 e que manteve em 2017.

Declarando-se ao jornalistas, o re-eleito Presidente da CM Portuense garantiu que a governação da cidade foi conseguida, mas que é preciso avaliar se a valerá a pena tentar governar sozinhos, ou se poderá haver condições para formar acordos e alianças com alguma das demais forças políticas.

Moreira consegue 6 vereadores para a Câmara Municipal e 15 para a Assembleia, menos um do que há 4 anos em ambos os casos. O mesmo também se viu com o Partido Socialista de Barbosa Ribeiro, que perde uma das quatro vagas que conseguiu na CM em 2017, e três das onze na Assembleia Municipal para os Sociais Democratas, encabeçados pelo ex-braço direito de Rui Rio, Vladmiro Feliz.

Enquanto a CDU consegue igualar os seus resultados, surgem novos poderes políticos. O Bloco de Esquerda consegue eleger um vereador em cada uma das vertentes mencionadas. No caso da Assembleia, as novidades manifestam-se sobre a forma do Chega e do Partido Animais Natureza, que igualam o número de vagas ocupadas que o BE, que considera o seu resultado como o “Fim do reinado do Rei Rui Moreira”.

 

Fontes

https://www.jn.pt/nacional/rui-moreira-vence-mas-perde-maioria-absoluta-no-porto-14164252.html

https://www.autarquicas2021.mai.gov.pt/resultados/territorio-nacional?local=LOCAL-131200&election=CM

https://www.autarquicas2021.mai.gov.pt/resultados/territorio-nacional?local=LOCAL-131200&election=AM

https://www.eleicoes.mai.gov.pt/autarquicas2013/#%00

https://www.jpn.up.pt/2021/09/26/autarquicas-2021-a-noite-eleitoral-ao-minuto/

Autárquicas 2021: Vitória de Santana Lopes na Figueira da Foz

Pedro Santana Lopes, candidato do partido independente “Figueira a Primeira” (FAP), regressou ao poder, 20 anos depois de ter deixado a câmara da Figueira da Foz.

Pedro Santana Lopes, candidato do partido FAP. via www.psd.pt

A vitória nas autárquicas da Figueira da Foz escapou ao Partido Socialista que, embora tenha conquistado a maioria na Assembleia Municipal, perdeu a Câmara Municipal, onde governou durante os últimos 12 anos.

No final da noite de domingo, dia 26 de setembro, o candidato do PS, Carlos Monteiro, pronunciou-se sobre a derrota do partido, perante algumas dezenas de militantes “Temos aqui um resultado em que o fenómeno de Santana Lopes existiu e o fenómeno de Carlos Monteiro não existiu”.

Segundo os dados do Ministério da Administração Interna, o movimento FAP alcançou 40,39% dos votos. Já o PS registou uma percentagem de 38,39%, menos 12% que nas autárquicas de 2017.

Comparação dos resultados das eleições na Figueira da Foz, em 2017 e 2021 (Imagem: www.autarquicas2021.mai.gov.pt)

O partido onde se verificaram menos votos foi o CDS-PP, cujos resultados conduziram à demissão de Miguel Mattos Chaves. Foi através de um comunicado que o cabeça de lista anunciou a sua decisão “Hoje [este domingo] mesmo pedirei a minha demissão de presidente da Comissão Política do CDS – Partido Popular da Figueira da Foz”.

Miguel Mattos Chaves via Facebook

Após ter conseguido 1,8% em 2017, o centrista, Miguel Mattos Chaves, voltou a candidatar-se à presidência da concelhia do CDS-PP da Figueira da Foz. Nestas eleições o partido conquistou uma votação de apenas 1,16% (361 votos), percentagem inferior às autárquicas de 2017, ficando abaixo do movimento independente “Figueira a Primeira”, do PS, do PSD, da CDU e do Bloco de Esquerda.

O presidente da Comissão Política do CDS acrescentou “Os resultados foram o que foram e tenho que tirar daí as devidas consequências políticas”. Felicitou ainda Santana Lopes pela reconquista da autarquia pela força “Figueira a Primeira” (FAP).

 

Ana Rita Silva

 

Autárquicas 2021: Mário Passos eleito presidente da Câmara de Famalicão

Mário Passos é o novo presidente da câmara de Vila Nova de Famalicão eleito no passado domingo, dia 26 de setembro, pela coligação PSD/CDS-PP. Apesar de manter a maioria absoluta, a coligação perde um vereador para o PS.

Foto: Facebook Mais Ação Mais Famalicão

A partir da sede da Coligação Mais Ação. Mais Famalicão, Mário Passos diz estar motivado para um novo começo em Famalicão. “Serei o Presidente de todas e de todos os famalicenses. De todas as horas. Saberei ouvir, saberei estar, saberei decidir.”

Tal como nas eleições autárquicas de 2017, a coligação venceu a presidência à Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão com maioria absoluta (52,88%). No entanto, o PSD/CDS-PP perdeu cerca de 10 mil votos, o que o fez eleger sete vereadores, menos um do que em 2017. Na Assembleia Municipal, a coligação também ganhou com maioria absoluta.

O Partido Socialista teve 32,16% dos votos (cerca de 5% mais do que nas eleições anteriores), elegendo quatro vereadores, mais um do que em 2017.

O Chega obteve 2,82% dos votos (2531 votos), tendo sido o partido de estreia com mais votos,  o PCP-PEV, 2,42% (2296 votos), Iniciativa Liberal com 2,32%, Bloco de Esquerda com 1,87% dos votos e o PAN com 1,60%.

Em relação a 2017, os valores de abstenção mantiveram-se em volta dos 37%.

 

Carolina Pizarro

Autárquicas 2021: Coligação “Maia em Primeiro” continua a governar o município da Maia

Nas eleições autárquicas de 2021, decorridas no dia 26 de setembro, os eleitores maiatos escolheram a coligação “Maia em Primeiro” para a Câmara Municipal da Maia e Assembleia Municipal, assim como a mesma coligação para governar 9 das 10 freguesias existentes no concelho.

Foto: Notícias Primeira Mão

Nas mais recentes eleições autárquicas, a coligação “Maia em Primeiro” (PSD/CDS-PP) manteve a liderança após 2017. Com 39,17% dos votos, um decréscimo de 1,7% face as últimas eleições autárquicas, segundo as fontes do site, Silva Tiago conseguiu garantir os 15 assentos parlamentares que já havia conseguido antes.

Já o PCP, Bloco de Esquerda e PSD garantiram apenas cargos para as Assembleias de Freguesias, mas que segundo o Partido Comunista Português em declaração ao jornal da Maia, foi uma “conquista merecida e festejável”.

Contudo, o PS conquistou a Assembleia de Freguesia de Águas Santas, reforçando assim sua representação parlamentar. Aos 22 parlamentares de 2017, os laranjas somam mais dois Presidentes de Junta, para totalizar 24 deputados, face a 19 deputados de toda a oposição junta.

O Bloco de Esquerda conseguiu ser novamente a terceira força política, conquistando 3567 votos (5,83%) segundo fontes do site e elegendo dois deputados.

O Chega, a Iniciativa Liberal, PAN e PCP, conquistaram um deputado municipal cada um.

 

Vídeo: Facebook “Maia em Primeiro”

Margarida Baptista de Abreu

Ricardo Rio é reeleito em Braga e minimiza perda de um mandato na Câmara

As Eleições Autárquicas de 2021, acontecidas no domingo, marcaram a reeleição de Ricardo Rio (48) da coligação “Juntos por Braga”, no Concelho. O presidente da Câmara vai para seu terceiro mandato e não “ficou surpreso” com perda de um mandato para o PS.

Em declaração a Lusa, Rio destacou a possibilidade de dar continuidade a projetos “emblemáticos” como a resolução do problema de nó de Infias ou a revitalização do cinema São Geraldo.

Durante sua declaração, o presidente reeleito disse “não ser nada surpreendente” a perda de um vereador e relembrou as Autárquicas  anteriores: “Em 2017, tínhamos ganhado o sétimo vereador por uma curta margem, agora perdemo-lo também por uma margem relativamente curta. Nós não governamos para as eleições, porque se o fizéssemos talvez pudéssemos ter tido ainda melhor resultado”. A Câmara Municipal será representada por seis mandatos da “Juntos por Braga”, incluindo Rio, quatro do PS e um da CDU, coligação do PCP e PEV.

O site do MAI, fonte oficial do governo português, indica vitória da coligação entre PSD/ CDS-PP/ PPM/ Aliança com 42,89% dos votos, já o PS ficou em segundo lugar com 30,69%, uma diferença em 12 pontos percentuais, número abaixo dos 52,06% contra 27,94% de 2017, com 25% de margem.

Na Assembleia Municipal não houve maioria maioria absoluta de igual modo, 16 mandatos para “Juntos por Braga”, 13 para o PS, três da CDU, dois do BE, dois do Chega, um da IL, um do PAN e um do Livre.

 

Matheus Mendonça