El empresario Joe Berardo detenido por presunto fraude a la Caixa Geral de Depósitos

Joe Berardo e o seu advogado foram detidos hoje após meia centena de buscas

A operação teve lugar em Lisboa, Funchal e Sesimbra, “por suspeita de prática de crimes de gestão nocivos, fraude qualificada, fraude fiscal e branqueamento”, diz uma declaração emitida pela Polícia Judiciária.

Participaram na operação 180 profissionais, 138 do PJ, 26 da Agência Fiscal, 9 do Ministério Público e 7 juízes de instrução.

Se realizou 51 buscas, sendo, 22 buscas domiciliárias, 25 buscas não domiciliárias, três buscas em entidades bancárias e uma busca no escritório de um advogado, disse o PJ numa declaração.

A investigação iniciada em 2016 identificou procedimentos internos no processo de concessão, reestruturação, controlo e recuperação de créditos, “contrários às boas práticas bancárias e que podem configurar a prática do crime”.

A operação PJ foi orientada “principalmente num grupo económico, que entre 2006 e 2009, contratou 4 operações de financiamento com a Caixa Geral de Depósitos, no valor de cerca de 439 milhões de euros”.

Este grupo económico “violou contratos e utilizou mecanismos de renegociação e reestruturação da dívida para evitar o seu pagamento” e “causou um prejuízo de quase mil milhões de euros à CGD, NB e BCP, tendo identificado actos susceptíveis de responsabilidade criminal e dissipação de bens”, diz o PJ, sem identificar o grupo ou as pessoas envolvidas.

As diligências estão ser executadas pela Polícia Judiciária, com a intervenção de 138 elementos desta força policial, centrada na Unidade Nacional de Combate à Corrupção, acompanhados de 9 magistrados do Ministério Público, 7 Juízes de Instrução Criminal e 27 inspetores da Autoridade Tributária, a maioria dos quais foram alocados apenas para a concretização desta operação, não tendo a equipa de investigação do processo esta composição, refere uma nota emitida pelo DCIAP.

Ana Escalante.