Crime: PJ investiga casos de fraude fiscal e burla qualificada

A Polícia Judiciária iniciou hoje, em Lisboa, Funchal e Sesimbra, uma investigação por suspeita da prática de crimes de administração danosa, burla qualificada, fraude fiscal e branqueamento.

Fonte: Polícia Judiciária

Em comunicado no seu site, a PJ diz, em conjunto com o Ministério Público (MP), a Autoridade Tributária (AT) e Juízes de Instrução Criminal (JIC), estar a investigar um grupo económico que “tem incumprido com os contratos e recorrido aos mecanismos de renegociação e reestruturação de dívida para não a amortizar.”

Através da Unidade Nacional de Combate à Corrupção e com apoio de outras unidades, A operação da PJ identificou procedimentos internos em processos de concessão, reestruturação, acompanhamento e recuperação de crédito, contrários às boas práticas bancárias e que caracterizam a prática de crime.

Entre 2006 e 2009, este grupo económico contratou quatro operações de financiamentos com a CGD, no valor de cerca de 439 milhões de Euros, tendo causado um prejuízo de quase mil milhões de Euros à Caixa Geral de Depósitos (CGD), ao Novo Banco (NB) e ao Millennium BCP.

Com o inquérito a correr termos no DCIAP, esta operação envolveu 180 profissionais, 138 da PJ, 26 da AT, 9 do MP e 7 JIC e já foram efetuadas 51 buscas, sendo, 22 buscas domiciliárias, 25 buscas não domiciliárias, 3 buscas em instituição bancária e 1 busca em escritório de advogado.

Carolina Pizarro