Cool Jazz – mais de década e meia de festival

EPDCoolJazz, o festival de Lisboa com músicos de renome, nacionais e internacionais. Fica um pouco do percurso, estreias e mudanças do festival que já prepara a 17ª edição.Em Mafra, Oeiras, Sintra ou Cascais, EDP CoolJazz é o festival do distrito de Lisboa. Na verdade, nos meses de julho já encheu estes concelhos de atuações até se fixar em Oeiras. No entanto, em 2018 regressou a Cascais, onde ainda hoje se mantém, com palcos divididos entre o Hipódromo Manuel Possolo, o Parque Marechal Carmona e os Jardins Casa de Histórias Paula Rego.

Apesar destas mudanças geográficas, não perde o seu caráter e mantém a linha sobre os géneros Jazz, Blues, Soul, Jazz, R&B e Pop e continua na vanguarda de lançamento de estreias em Portugal.Jonh Legend, por exemplo, atuou pela primeira vez perante os portugueses em 2013 no Parque dos Poetas, palco do EDP CoolJazz em Oeiras. O músico britânico é um dos nomes confirmados no cartaz de 2020.

Frances foi outra cantora britância cuja estreia em Portugal se realizou através do CoolJazz. A “nova Adele”, para muitos, subiu ao palco português em 2016. A sua relação com o festival é ainda mais forte, uma vez que é a intérprete do tema “Grow” que serviu de banda sonora ao anúncio de comemoração do 40º aniversário da EDP.

Salvador Sobral atuou também em modo CoolJazz em 2018, um ano após a vitória de “Amar pelos Dois” no Festival da Eurovisão .

Já noutras dimensões, o festival não se deixa , de igual modo, ficar para trás. As preocupações ambientais estão na ordem do dia e atingiram também o EDP CoolJazz. Desde 2016, compensa a pegada de carbono decorrente da realização do festival (viagens e alojamento dos artistas e respetivas equipas) ao promover projetos de substituição de combustíveis não renováveis por combustíveis renováveis em fábricas no Brasil. Trata-se de um festival sustentável, em que os efeitos negativos sobre o ambiente são minimizados, daí a atribuição do certificado de neutralidade de emissões de CO2.

Mas a solidariedade não se fica apenas pelo ambiente. Além da promoção de hábitos sustentáveis, como a venda de copos reutilizáveis e a eliminação das palhinhas de plástico dos postos de venda, o festival de Cascais também se valoriza pela solidariedade social.

Em 2018 foi notícia o leilão da guitarra autografada de Van Morrison, que rendeu 2 mil euros a favor da Cooperativa para a Educação e Reabilitação de Cidadãos Inadaptados de Cascais (CERCICA).

Este ano uma nova quantia foi destinada à Cooperativa de Cascais. Desta vez, toda a receita da bilheteira do dia 27 de julho, que contou com as atuações de The Black Mamba e Churky no Parque Marechal Carmona.  Ao todo, cerca de 10 mil euros foram encaminhados para a associação. A iniciativa foi dinamizada pelo festival e pela EDP e contou com o apoio da Câmara Municipal de Cascais.

Este ano os nomes com mais destaque foram The Roots e Jessie J. A 16ª edição contou também com a presença dos portugueses HMB, cuja atuação foi, porém, cancelada devido a problemas técnicos. Atuaram também os Palheta Jazz Trio, Diana Krall e Jacob Collier.

 

 

Felícia Oliveira