Arquivo mensal: Setembro 2019

Os apoios da DGArtes e a falta deles – Cronologia

Depois de elevada contestação nos últimos anos, o Ministério da Cultura e a Direção Geral das Artes têm vindo a apostar numa reestruturação dos programas de apoio à criação e programação de arte. Ainda que o financiamento da DGArtes tenha aumentado em cerca de 1 milhão de euros, 40% das candidaturas consideradas elegíveis para apoio ficaram de fora do orçamento, de acordo com os resultados do último dia 18 de novembro.

 

28 de março

Abertura dos Concursos Bienais de Apoio às Artes para o biénio 2020/2021. A estrutura dos apoios mudou para passar a haver uma separação entre criação de arte, com 70% de verbas alocadas, e apenas um concurso de para programação de arte, com 30% do orçamento total de 18,6 milhões de euros. No ano anterior, o orçamento era de menos 1 milhão de euros.

30 de setembro

Último dia do prazo estipulado pela DGArtes para a divulgação dos resultados dos concursos. Algumas associações manifestaram a sua preocupação pelos atrasos junto do Ministério da Cultura, que se justificou com o aumento do número de candidaturas.

11 de outubro

Divulgados os resultados provisórios dos concursos. 60% das candidaturas elegíveis conseguiram financiamento. Apesar do aumento do número de candidaturas admitidas, o PCP pediu um aumento das verbas para abranger as restantes candidaturas elegíveis que ficaram sem apoios.

18 de outubro

Dezenas de artistas manifestaram-se em cartas ao Ministério da Cultura acerca dos 75 projetos elegíveis pelos jurados dos vários setores artísticos que ficaram de fora dos apoios. A Ministra da Cultura, Graça Fonseca, promete soluções a curto prazo.

18 de novembro

Divulgados os primeiros resultados definitivos do Programa de Apoio Sustentado Bienal. Entre as 25 entidades sem apoio na área da programação de arte estão a Fundação Cupertino de Miranda (Porto) e a Fundação Conservatório Regional de Gaia (Vila Nova de Gaia).

19 de novembro

Responsáveis pela Bienal de Vila Nova de Cerveira, a mais antiga da Península Ibérica, manifestam-se contra a retirada de apoio da DGArtes. Ainda assim, o presidente da fundação da Bienal garante que a iniciativa vai continuar em 2020. Os responsáveis falam de centralismo nos resultados.

20 de novembro

Seiva Trupe comunica à Lusa que espera que a decisão seja “liminarmente revogada”. A companhia de teatro portuense já havia ficado de fora dos apoios da DGArtes em 2018, mas obteve, meses depois, apoios diretos do Ministério da Cultura.

23 de novembro

Ministra da Cultura afirma, em visita à Bienal de Coimbra, que vai fazer “afinamentos” ao Programa de Apoios em 2020. Aproveitando que em 2020 não haverá concurso, Graça Fonseca pretende rever alguns casos que ficaram sem apoio em particular, mas não avança quais.

25 de novembro

Teatro Ildefonso Valério (TEIV), em Vila Franca de Xira, encerra devido ao subfinanciamento por parte do Ministério da Cultura, de acordo com um comunicado do Cegada Grupo de Teatro, responsável pela programação do TEIV. O Cegada Grupo de Teatro foi um dos projetos que ficou sem qualquer apoio financeiro nos concursos.

 

Carolina Reis, Turma 1 (a frequentar Turma 2)

 

Polémica Pavilhão Rosa Mota: cronologia

O Palácio de Cristal, no Porto, foi inaugurado em outubro sob a designação de “Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota”. Anteriormente nomeado “Pavilhão Rosa Mota”, é agora associado à marca patrocinadora das obras no espaço, dando lugar a uma polémica.

 

08.10.2019 – Presidente da República afirma: “A Rosa Mota é mais importante do que todos os governos ou presidentes de Portugal”.

 

24.10.2019 – O Presidente da Câmara do Porto, Rui Moreira, reúne-se com atleta, Rosa Mota, na autarquia e a desportista terá dito que não gostava do logótipo. “O nome Rosa Mota não estava lá e neste momento está. Gostaria muito mais que a Rosa Mota estivesse mais satisfeita. Peço desculpa mas não fui convocado para as reuniões a que ela foi com o Super Bock”, diz o autarca.

 

27.10.2019 – A Câmara Porto emite um comunicado afirmando que o nome da atleta vai ficar, pela primeira vez, inscrito sobre a entrada principal do pavilhão e também em vários locais do seu interior, sendo apenas acrescentado a marca da empresa concessionária. A autarquia assegura que o nome vai ficar na designação formal e comercial. “Estes dados foram fornecidos à atleta, que com eles concordou e se congratulou há mais de um ano”. A Câmara diz não compreender “que alguém se possa considerar mais respeitado dando nome a um edifício em pré-ruína e sem uso, do que num moderno centro de congressos onde a sua designação está claramente inscrita”. Informa, ainda, que o Presidente da Câmara recusou mudar o nome ao equipamento, embora os privados investidores o tenham pedido, e que ficou assegurado que ninguém poderia retirar o nome da atleta da designação formal. Veja o comunicado completo aqui.

 

28.10.2019 (manhã) – É conhecida a carta que Rosa Mota enviou à CM Porto, citada pela TSF. A atleta diz que quando recebeu o convite do presidente da Câmara para a reabertura do Pavilhão, ”se sentiu “definitiva e claramente enganada”, uma vez que estava convencida de que o nome do espaço seria “Pavilhão Rosa Mota – Super Bock Arena”. A atleta alega que o seu nome foi inferiorizado para dar destaque a uma marca de bebidas alcoólicas.

28.10.2019 (tarde) – Inauguração do pavilhão.

28.10.2019 (tarde) – Rosa Mota não vai à cerimónia de reabertura. Presidente da República também não marca presença, com a justificação oficial de que teve exames médicos para fazer. Os vereadores do PS, PSD e CDU também não foram.

28.10.2019 (tarde) – Rui Moreira diz ter “pena” que Rosa Mota não esteja presente, mas pede que não haja “complexos por haver um nome associado a bebidas alcoólicas”, enfatizando o facto de, antes de haver um Porto conhecido pelo desporto e pela cultura, “já o era devido ao Vinho do Porto”.

 

29.10.2019 – Ex-treinador e companheiro de Rosa Mota, José Pedroso, diz estar a preparar-se para “uma batalha que vai durar durante vários anos”, pela defesa do nome do pavilhão, em declarações à Lusa.

 

04.11.2019 – Assembleia Municipal do Porto chumba a proposta de recomendação da CDU de alteração do nome do pavilhão, com 22 contra e 5 abstenções. A alteração visava “repor a decisão inicialmente tomada” pela autarquia: “Pavilhão Rosa Mota”, seguido da marca “Super Bock Arena”.

 

Francisca Valentim

Caso Pavilhão Rosa Mota: Cronologia

O antigo Pavilhão Rosa Mota, no Porto, foi inaugurado em outubro, com o nome de “Super Bock Arena- Pavilhão Rosa Mota”. A nova designação está envolta em polémica pela associação do nome da ex-atleta a uma marca de bebidas alcoólicas.

28.11.2008-Rosa Mota é condecorada Confrade da Cerveja.

27.10.2019– Câmara do Porto mantém nome do Pavilhão Rosa Mota. Em comunicado, a Câmara do Porto, esclarece que, apesar da atribuição do nome a um patrocinador, o Pavilhão Rosa Mota manterá o nome da atleta. A autarquia anuncia ainda que, pela primeira vez, o nome da atleta fica ainda “inscrito sobre a entrada principal do pavilhão” e em vários locais do seu interior.

28.10.2019 (11:01) – Rosa Mota falha inauguração do Super Bock Arena- Pavilhão Rosa Mota, como protesto de ver associado o seu nome a uma marca de bebidas alcoólicas. Numa carta enviada à Câmara do Porto, citada pela TSF, a atleta diz sentir-se “enganada”, alegando que está a ser dado destaque à marca de cerveja, em detrimento do seu nome, situação oposta à que havia sido acordada previamente.

– 17:42 – Rui Moreira desvaloriza polémica da alteração do nome do Pavilhão Rosa Mota. No discurso de inauguração do pavilhão o presidente da Câmara do Porto lembra que muito antes de a cidade ser conhecida pela sua ligação ao Futebol Clube do Porto ou aos músicos portuenses, estava internacionalmente ligada ao vinho. associada ao vinho

– 19:17Bloco de Esquerda mostra-se contra a alteração do nome do Pavilhão Rosa Mota e pede debate sobre o tema à Câmara do Porto, com o objetivo de reverter a situação e devolver o Pavilhão à esfera pública.

30.10.2019 (15:56)– Carlos César, ex-líder da bancada parlamentar socialista mostra-se contra a alteração do nome do Pavilhão Rosa Mota. Para o socialista trata-se de desvalorizar o esforço de uma pessoa, para fins comerciais. No programa “Almoços Grátis” da TSF, Carlos César lança mesmo a questão: “Por que boa razão vamos ter uma cerveja com letras grandes e uma heroína com letras pequenas?”.

-19:41– Manuela Melo, ex- vereadora da Cultura da Câmara do Porto mostra-se contra a alteração do nome do antigo Pavilhão Rosa Mota. Numa carta enviada à autarquia portuense, citada pelo Público, a ex-vereadora anuncia a saída da Comissão Toponímia da cidade, apresentando como motivo o “desrespeito” da autarquia para com um símbolo da cidade.

-22:02– Rosa Mota rejeita a associação do seu nome a uma marca de bebidas alcoólicas. Segundo a SIC Notícias, a ex-atleta é confrade da cerveja desde 2008.

4.11.2019 (06:46)- Assembleia Municipal chumba proposta da CDU para alteração do nome do renovado Super Bock Arena- Pavilhão Rosa Mota. Segundo a TSF, a proposta foi chumbada com 22 votos contra do partido “Porto, o nosso Partido” e do PSD. BE mostra-se a favor.

Isabel Ribeiro

Caso Pavilhão Rosa Mota : Cronologia

A inauguração do novo pavilhão Rosa Mota ficou marcada pelo conflito entre a atleta e o presidente Rui Moreira, em causa está a designação do edificio.

27/10/19 A Câmara do Porto anuncia que a inauguração do pavilhão se realiza no dia seguinte. A autarquia revela que o o investimento foi suportado por privados, mas que ficou assegurado que o nome da atleta se mantinha ( comunicado CM Porto)

28/10/19 – (10:39) – Rosa Mota afirma que foi “enganada” e falta à inauguração do novo pavilhão Rosa Mota.  A ex- atleta diz que o que estava combinado era “Pavilhão Rosa Mota”. Rui Moreira  afirma que o nome nunca esteve tão protegido ( TSF)

28/10/19 (11:47) Os vereadores do PS , PSD e CDU anuciam que vão faltar à inauguração. A oposição mostra -se indignada com “menorização” do nome da atleta. ( Expresso)

28/10/19 –  (17: 39) Durante a inauguração, Rui Moreira, critica os “complexos “com as bebidas alcoólicas e afirma que a cidade “já era conhecida pelo vinho” antes de apostar no desporto e na cultura.  ( JN)

28/10/19 – (18:30) O deputado do Bloco de Esquerda, José Soeiro, considera que a autarquia tinha capacidade financeira para prescindir da iniciativa privada, mas quis “ganhar dinheiro” com esta iniciativa.  O bloquista afirma mesmo que “o Porto não está à venda” ( Esquerda.net)

30/10/19- ( 22:02) A polémica ganha novos contornos.É revelado o facto de Rosa Mota pertencer à confraria da cerveja. A atleta tinha afirmado, dias antes, que estar liga a uma bebida alcoolica lhe ” causava constrangimento” ( SIC NOTÍCIAS)

31/10/19 A banda “Ornatos Violeta” dá o primeiro concerto do novo pavilhão. Os bilhetes esgotaram. ( JN)

04/11/19 (17:55) CDU  pede à Câmara do Porto que altere a designção do pavilhão. Os comunistas alegam que a atual designação “contraria a decisão municipal ” de novembro de 2018, em que se previa a denominação “Pavilhão Rosa Mota- Super Bock Arena”. (Público)

05/11/19 (8:38) A proposta da CDU chumbada , com os votos contra dos 22 vereadores do movimento liderado por Rui Moreira( Porto, o nosso partido) e do PSD.  A esquerda votou a favor e 5  deputados do PSD abstiveram-se. ( Público)

Rui Vieira Cunha

Caso: Pavilhão Rosa Mota – Cronologia

A introdução do nome “Super Bock Arena” ao “Pavilhão Rosa Mota” provocou uma grande discussão social e política. Rosa Mota, que dava nome ao pavilhão desde 1991, sentiu-se “enganada” por estar convencida que o seu nome apareceria primeiro. O BE e a CDU também contestaram a mudança de nome, uma polémica que ainda passou pela Confraria da Cerveja.

27.11.2018 (18:00) – A mudança de nome do renomado pavilhão é aprovada apenas pelo grupo maioritário de Rui Moreira na reunião do Executivo da Câmara do Porto.

27.10.2019 – A Câmara Municipal do Porto afirma que Pavilhão Rosa Mota vai manter o nome. Através de um comunicado na sua página oficial, a Autarquia explica que “o nome da atleta está mais do que nunca protegido” e, pela primeira vez, vai ter uma inscrição “sobre sobre a entrada principal do pavilhão e também em vários locais do seu interior.”

28.10.2019 (09:30) – Numa carta à Autarquia portuense, citada pela TSF, Rosa Mota diz sentir-se “enganada” com o nome dado ao antigo Palácio de Cristal, “Super Bock Arena Pavilhão Rosa Mota”, pois estava convencida que o seu nome apareceria primeiro. A ex atleta afirma ainda que vai faltar à inauguração.

28.10.2019 (15:17) Rui Moreira desvaloriza a polémica em torno do nome do Pavilhão, argumentando que “a cidade do Porto já era associada ao vinho do Porto” e, por isso, não há razões para “complexos por haver um nome que está associado a bebidas alcoólicas.”

28.10.2019 (18:30) – Através de um comunicado, o Bloco de Esquerda condena a atribuição do nome da marca de cerveja ao pavilhão e defende que se deve “reverter de imediato esta apropriação indevida”.

29.10.2019 (11:49) – Companheiro de Rosa Mota, José Pedroso, em delcarações à LUSA, afirma que se está a preparar para uma “batalha que vai durar vários anos” para defender o nome do Pavilhão Rosa Mota.

30.10.2019 (22:02) – A SIC Notícias revelou que Rosa Mota é uma confrada honorária da Confraria de Cerveja desde 2008, o que pode ser confirmado no site oficial da mesma.

31.10.2019 (22:00)Concerto dos Ornatos Violeta reabre o Super Bock Arena – Pavilhão Rosa Mota.

04.11.2019 (17:55) – CDU afirma que a Câmara do Porto não deve aceitar o nome “Super Bock Arena” aparecer primeiro que “Pavilhão Rosa Mota” na designação do espaço renovado, pois esta “contraria a decisão municipal” e “não tem suporte legal”, segundo o PÚBLICO.

05.11.2019 (06:46) – A proposta da CDU é chumbada pela Assembleia Municipal do Porto, seugndo a LUSA, com 22 votos contra do grupo municipal ‘Porto, o Nosso Partido’ e do PSD, bem como cinco abstenções dos deputados sociais-democratas.

Ricardo Silva

Caso Pavilhão Rosa Mota: cronologia

A introdução do nome “Super Bock Arena” ao anterior Pavilhão Rosa Mota levou a indignação por parte da própria atleta, que não esteve presente na cerimónia de inauguração do pavilhão. A situação desenrolou um conjunto de acontecimentos, que vão desde a Confraria da Cerveja às propostas do Bloco de Esquerda e da CDU.

27.11.2018 (18:00) – Inclusão da designação “Super Bock Arena” no nome do Pavilhão Rosa Mota é aprovada na Câmara do Porto, apenas com os votos da maioria liderada por Rui Moreira. PS, PSD e CDU votaram contra.

27.10.2019 – Câmara do Porto anuncia que, apesar da atribuição do nome de um patrocinador, a designação do Pavilhão Rosa Mota será mantida, e que o espaço vai reabrir no dia seguinte.

28.10.2019 (09:30) – Numa carta endereçada à autarquia portuense e citada pela TSF, Rosa Mota diz sentir-se “indignada” e “enganada” com uma decisão que, de acordo com a campeã olímpica, foi feita à revelia. Como forma de protesto, Rosa Mota afirma que não vai marcar presença na inauguração do espaço.

– (15:00) Inauguração formal da Super Bock Arena. Rui Moreira praticamente ignora a polémica, referindo o assunto apenas para recuperar a relação histórica da cidade do Porto com o vinho.

– (18:30) – Em comunicado, o Bloco de Esquerda revela estar do lado de Rosa Mota, dado a mesma ser “uma figura marcante do desporto nacional e um símbolo de empenhamento e esforço que tanto diz à cidade do Porto”. O partido pretende, assim, que a Câmara do Porto reverta a sua decisão.

29.10.2019 (11:49) – De acordo com o jornal Público, o ex-treinador e companheiro de Rosa Mota, José Pedroso, afirma que a atleta se está a preparar para uma batalha em defesa do nome “Pavilhão Rosa Mota”.

30.10.2019 (22:02) – SIC Notícias aponta que, apesar de insatisfeita com a atribuição do nome de uma bebida alcoólica ao pavilhão em detrimento do seu, Rosa Mota é confrade da cerveja. Na página da Confraria da Cerveja, confirma-se que a atleta tem essa posição desde 2008.

31.10.2019 (22:00) – Reabertura da Super Bock Arena, com concerto da banda Ornatos Violeta.

04.11.2019 (17:55) – CDU propõe alterar a designação do renovado espaço para “Rosa Mota Super Bock Arena”. O partido defende, e o Público cita, que o nome dado ao pavilhão “contraria a decisão municipal” e “não tem suporte legal”.

05.11.2019 (06:46) – Lusa revela que a Assembleia Municipal do Porto chumbou a proposta da CDU.

 

Ana La-Salete Silva

Caso Pavilhão Rosa Mota: Cronologia

Inaugurado pela primeira vez em 1988, o Pavilhão Rosa Mota passou por uma reablitação que visou pela mudança do espaço multiusos. Agora pavilhão Super Bock Arena, segue-se uma cronlogia da polémica gerada em torno da atleta premiada.

27.10.2019 – Comunicado da Câmara Municipal do Porto: Em comunicado, a Câmara garante a presença do nome da atleta na designação do nome formal e a abertura do pavilhão reabilitado.

28.10.2019 (11:01h) – Rosa Mota anuncia sentir-se “enganada”Em comunicado à imprensa (Público. Observador), Rosa Mota comunicou o seu desagrado e anuncia que vai faltar à inauguração do novo pavilhão multiusos Super Bock Arena.

28.10.2019 (12:02h) – Vereadores da Câmara Municipal do Porto anunciam que vão faltar: Para marcar a posição contra, os Vereadores do Ps, PSD e CDU vão faltar à inauguração do novo Pavilhão Super Bock Arena, lamentando a mudança de nome do espaço.

28.10.2019 (12:08) Marcelo Rebelo de Sousa não vai estar na Inauguração do Pavilhão: segundo fontes contactadas pelo JN, o Presidente da República  “ter-se-á sentido desconfortável com a polémica em torno do nome do pavilhão”.

28.10.2019 (15:17h) – Autarca Rui Moreira desvaloriza, em declarações à TSF, a polémica com Rosa Mota.

28.10.2019 (19:07h) – Bloco de Esquerda defende o nome Rosa Mota: O BE afirma-se contra a mudança de nome do pavilhão, pedindo à Camâra Municipal do Porto um “debate alargado”.

29.10.2019 (11:49h) – Rosa Mota reitera a sua posição: Em declarações ao Público, a atleta diz preparar-se para “uma batalha que vai durar vários anos”.

31.10.2019 – Ornatos Violeta inauguram o Pavilhão Super Bock Arena: A banda de Manel Cruz vai inaugurar a reabertura do Pavilhão celebrando os 20 anos do álbum “O monstro precisa de amigos”.

05.11.2019 –  Assembleia do Porto recusa proposta de alteração do nome: a proposta de recomendação do CDU foi chumbada com 22 votos contra do grupo municipal “Porto o nosso Partido” e do PSD, com cinco abstenções de deputados sociais-democratas.

 

Joana Novo

 

 

Legislativas 2019: Rui Rio e Catarina Martins são os únicos com avaliação positiva



                                                                                                                              António Pedro Santos, João Relvas / Lusa

 

Sondagem diária da Pitagórica para a TVI, Jornal de Notícias e TSF revela que Catarina Martins (BE) e Rui Rio (PSD) são os únicos com opinião positiva em relação aos restantes líderes partidários. 

Segundo a sondagem Pitagórica  a avaliação da exposição mediática de Rui Rio é positiva e está nos 14,3%, acompanhado de Catarina Martins que apesar de ter baixado continua com uma avaliação positiva de 2,3%. 

Jerónimo de Sousa (CDU) não provoca reações tendo um impacto de 0% de exposição mediática. Joacine Katar Moreira (LIVRE) teve uma quebra acentuada nas opiniões dos portugueses passando de uma opinião positiva de 33% para os 20% negativos.

André Silva (PAN) continua a ser o deputado com a percentagem mais baixa com 29,2% negativos, acompanhado de Pedro Santana Lopes (ALIANÇA) com 20% de percentagem negativa. Logo a seguir encontra-se Marinho e Pinto (PDR) com 15,4% e Carlos Pinto (IL) com 14, 3%. António Costa (PS) está com 9,8% e Assunção Cristas (CDS-PP) e André Ventura (CHEGA) estão com 7,4% negativos. 

Em relação às intenções de voto os candidatos com maior percentagem são o PS  e o PSD.  Os dois partidos estão agora separados por 7,5 pontos percentuais. O PS continua na liderança com 36% dos votos apesar da descida verificada.  Se estes resultados se mantiverem até dia 6 de Outubro o PS vencerá as eleições ao contrário do que se verificou em 2015.

 

As percentagens apresentadas foram o resultado de uma sondagem realizada durante 4 dias (20 a 23 de Setembro 2019) pela Pitagórica para a TVI, o JN e a TSF com uma amostra de 600 indivíduos. A seleção dos entrevistados foi feita através da escolha de números de telemóvel aleatórios.  As entrevistas são recolhidas através de entrevista telefónica. Tem um grau de confiança de 95,4%.

 

Mariana Marques

 

 

Sondagens 2019: PSD continua a somar votos na corrida às legislativas

A última sondagem pitagórica revela que o PS continua em vantagem, no entanto o partido social democrata tem vindo a somar votos e a aproximar-se do seu principal opositor. António Costa e Rui Rio só estão separados por 7.5 pontos percentuais.

 

No período de 4 dias ( 20 a 23 de Setembro de 2019), foi realizada uma sondagem pela Pitagórica para a TVI, SIC e JN, de forma a tentar prever os resultados das legislativas de 6 de Outubro.  Para este efeito, foi selecionada uma sub-amostra de 150 entrevistas que visam representar o universo eleitoral português, tendo em conta o género, idade e região dos entrevistados. A seleção dos intervenientes foi realizada aleatoriamente.

Este ano há um recorde de partidos a concorrer às legislativas (21), os dados das sondagens mostram que o PS está à frente com 36.6 pontos percentuais, o PSD com 28.8 e de seguida o Bloco de Esquerda com 10.5.

Este ano, partidos a concorrer são: PSD, PS, BE, CDS-PP, CDU, PAN, Aliança, Chega, Iniciativa Liberal, PNR, PDR, PCTP-MRPP, PPM, PTP, Livre, RIR, MPT, PURP, Nós, Cidadãos!, MAS e JPP.

Os valores apresentados dizem respeito ao presente ano civil, sendo que os resultados das últimas legislativas ( 4 de Outubro de 2015) podem ser consultados na página da administração interna.

Nas últimas eleições, em 2015, a coligação PPD/PSD.CDS-PP obteve o maior número de votos, sendo que o PS, lider nas mais recentes sondagens, ficou em segundo lugar com uma diferença de 4,55 pontos percentuais em relação à coligação anteriormente mencionada. No entanto, o PS foi capaz de formar governo realizando uma coligação com o Bloco de Esquerda e com o PCP.

Cada vez mais perto do dia 6 de Outubro, a corrida às legislativas continua.

 

Soraia Amaral

 

 

 

Legislativas 2019: PSD reduz para metade distância para o PS

Resultados da sondagem diária JN-TSF-TVI divulgados ontem indicam que o Partido Socialista continua a perder terreno e o PSD a subir. Maioria absoluta é cada vez mais uma miragem..

No inquérito realizado no sábado, os socialistas obtiveram 40,6%. Desde então desceram 4,6%, fixando-se agora nos 36%. Em sentido contrário, os sociais-democratas subiram, no mesmo período, dos 26,6% para os 28,5%. A distância entre os dois principais partidos reduziu-se assim praticamente a metade (passou de 14% há quatro dias atrás, para 7,5% verificados ontem).

A terceira maior força política continua ser o Bloco de Esquerda, que recolhe 10,4% das intenções de voto, subindo 1,8%. São seguidos pela Coligação PCP-PEV, que estabilizou nos 6,8%. O CDS-PP continua a cair nos resultados da sondagem diária JNTSFTVI, obtendo 4,4%, menos 0,8% do que há quatro dias. Já o PAN recuperou das perdas verificadas em dias anteriores, alcançando 3,7%, próximo dos 3,6% que tinha inicialmente.

Quanto aos pequenos partidos, destaque para a subida do Iniciativa Liberal, que mais que duplica as intenções de voto, quando comparado com a sondagem de sábado (passa de 0,5% para 1,2%). Em sentido inverso a Aliança passou dos 1,1% para os 0,5%, no mesmo período. O Chega mantém-se nos 0,5%. Já o Livre sobe significativamente em quatro dias, de 0.2% para 0.9%.

21 partidos participam nas eleições

Segundo dados oficiais do Governo, participam nas eleições legislativas 21 partidos, dos quais 15 concorrem a todos os círculos eleitorais. São eles: os 6 partidos com assento parlamentar na actual legislatura (PS, PPD-PSD, Bloco de Esquerda, PCP-PEV, Bloco de Esquerda e PAN), a que se juntam: o Aliança, o Chega, o Iniciativa Liberal, o Livre, o PNR, o PDR, o PCTP-MRPP, o PPM e o PTP.

Braga, Leiria, Porto e Europa são os únicos círculos a que concorrem todas as forças políticas. Já Vila Real é o círculo eleitoral com a menor quantidade de listas inscritas: 16 partidos farão parte do boletim de voto.

No Porto, destaque para as candidaturas da coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, como cabeça-de-lista. O líder do PSD, Rui Rio, também concorre na lista do Porto, mas surge colocado na segunda posição, cedendo o lugar cimeiro a Hugo Carvalho, actual Presidente do Conselho Nacional de Juventude. Já o Partido Socialista propõe novamente Alexandre Quintanilha como cabeça-de-lista. Na mesma posição, o CDS-PP apresenta Cecília Meireles e o PCP-PEV Diana Ferreira, ambas deputadas pelos respetivos partidos na legislatura que agora chega ao fim.

Resultados de 2015 deram início à ‘Geringonça’

Recorde-se que em 2015, a coligação Portugal à Frente (PàF), formada pelo PPD/PSD e o CDS/PP, venceu as eleições com 36,86% dos votos, elegendo 102 deputados. Se considerarmos os votos obtidos por estes dois partidos na Madeira (em que concorreram separadamente), então a percentagem sobe para 38,5% e o número de deputados para 107. Seguiu-se o Partido Socalista, que obteve 32,31%, o que lhe garantiu a eleição de 86 deputados. Em terceiro lugar, surgiu o Bloco de Esquerda, com 10,19% dos votos e 19 deputados; em quarto, a coligação PCP-PEV com 8,25%, assegurando 17 deputados. Finalmente, o PAN elegeu pela primeira vez um representante no Parlamento, resultante dos 1,39% de votos alcançados.

Apesar da vitória da PàF, foi o Partido Socialista, apoiado pelos restantes partidos de esquerda (Bloco de Esquerda e PCP-PEV), que acabou por formar governo, solução política que ficou conhecida como ‘Geringonça’.

Ficha técnica

A sondagem tem como objetivo avaliar a opinião dos eleitores Portugueses sobre temas relacionados com as eleições legislativas, que terão lugar no dia 6 de Outubro. As entrevistas foram conduzidas diariamente entre os dias 20 e 23 de Setembro, pela Pitagórica, para a TVI, o JN e a TVI. Em cada dia foram recolhidas 150 entrevistas, numa amostra total de 600 indivíduos. O grau de confiança é de 95,5% e a margem de erro máxima é de ±4,07%. A taxa de resposta foi de 60,61%. A direção técnica do estudo é da responsabilidade de Rita Marques da Silva. A seleção dos entrevistados foi realizada através de geração aleatória dos números de telemóvel. A entrevista foi feita telefonicamente (CATI – Computer Assisted Telephone Interviewing). A Ficha técnica completa pode ser consultada online junto da Entidade Reguladora para a Comunicação Social.

Autoria: Miguel Marques Ribeiro