Legislativas 2019: PSD mais perto do PS

 

Os resultados desta terça-feira da sondagem da Pitagórica para as legislativas colocam o BE em terceiro lugar. O CDS regista a maior quebra de sempre. A fechar a lista está o PAN com 3,3% das intenções de voto.

 

A campanha eleitoral para as próximas legislativas arrancou no domingo. Durante os últimos quatro dias a sondagem diária da Pitagórica para a TVI, Jornal de Notícias e TSF tem revelado quem vai à frente e quem fica para trás nesta corrida que termina a 6 de outubro.

No primeiro dia em que foi revelada a sondagem (21 de setembro) o PS apresentava-se num lugar de destaque, com 40,6% das intenções e voto. Após o frente a frente entre Rui Rio e António Costa, o mesmo estudo  concluiu que o confronto foi mais favorável ao líder do PSD que conta com 28,5% dos votos.

O debate e a polémica contra as golas anti fumo que culminou com a saída do Secretário de Estado da Proteção Civil foram algumas das causas que prejudicaram o PS, que apesar de estar em primeiro lugar na tabela (36%) continua a descer.

O terceiro e quarto lugares são ocupados pela esquerda. O Bloco de Esquerda mantém-se firme e certeiro no terceiro lugar (10,5%), seguido da coligação CDU que desce cerca de um por cento (6,8%).

Em queda livre mantém-se o CDS, com 4,4% das intenções de voto. Esta é a primeira vez que o partido liderado por Assunção Cristas regista um valor inferior a 5% dos votos. A fechar a lista dos principais partidos e a “morder” o CDS está o PAN, de André Silva com 3,7% das intenções de voto.

Entre os partidos que não se encontram representados no Parlamento, o Iniciativa Liberal (1,9%) e o Livre (0,9%) são os que registam o melhor resultado até agora. Por outro lado, o partido Aliança liderado por Santana Lopes desce e regista meio ponto percentual. Com o mesmo valor está o CHEGA, registando o melhor resultado desde o início do estudo.

A lista de candidatos das legislativas de 2019 pode ser consultada aqui.

Eleições 2015

Ainda que os mais recentes resultados da sondagem revelem uma descida do PS, em relação às eleições de 2015, os socialistas apresentam uma subida de quatro pontos percentuais (32,5% e 36,0%, respetivamente).

Seguindo o mesmo raciocínio, quando comparada à das últimas eleições a sondagem atual não é benéfica para o PSD e muito menos para a CDS que regista a maior descida de sempre. Apresentando-se, na altura numa coligação, estes partidos contavam com 36,8% dos votos dos portugueses. Quatro anos depois os resultados das intenções de voto culminam numa queda abrupta, com o PSD nos 28,5% e o CDS abaixo dos 5%.

Estável continua o Bloco de Esquerda. A gerigonça parece ter aumentado a confiança do eleitorado no partido de Catarina Martins que cresceu 0,3% e, assim como em 2015, permanece no terceiro lugar da tabela.

O PAN é um dos partidos onde se regista um maior aumento relativamente aos resultados das legislativas de 2015. Dois pontos percentuais é o valor que separa a atual sondagem da de 2015.

O último partido cujos resultados são passíveis de ser comparados com os das últimas eleições é o Livre. Em 2015 este partido apresentava-se com 0,7% dos votos e na mais recente sondagem de 2019 regista os 0,9%. Subida pouco significativa com o partido a permanecer abaixo dos 1%.

Ficha Técnica

O estudo realizado pela Pitagórica para a TVI, JN e TSF tem como objetivo registar e avaliar as opiniões de eleitorado português em relação às eleições legislativas de 6 de outubro de 2019, nomeadamente as intenções de voto dos inquiridos e a prestação dos principais líderes partidários.

Durante 4 dias (20 a 23 de setembro de 2019) a presente sondagem recolheu uma amostra de 150 entrevistas do eleitorado português (não probabilístico) tendo em conta os critérios idade, género e região.

O resultado destes 4 últimos dias de trabalho culmina com uma amostra de 600 indivíduos que para um grau de confiança de 95,5% corresponde a uma margem de erro de cerca de 4,07%.

A seleção dos entrevistados é realizada com recurso a números de telemóvel dos três principais operadores identificados pelo relatório da ANACOM, contudo sempre que necessário são selecionados números fixos para apoiar o cumprimento do estudo.

As entrevistas são recolhidas através de entrevista telefónica (CATI – Computer Assisted Telephone Interviewing).

 Isabel Ribeiro