Legislativas 2019: PS e PSD cada vez mais próximos

Resultados das sondagens mostram uma constante aproximação entre os partidos líderes em intenções de voto. 

A campãnha eleitoral para as próximas legislativas arrancou no domingo e diariamente são reveladas por parte da Pitagórica à TSF, ao JN e à TVI as intenções de voto do eleitorado português. Segundo a sondagem há uma evolução negativa para os socialistas. Rui Rio e António Costa estão separados por apenas 7,5 pontos percentuais.

As sondagens realizadas nos últimos quatro dias indicam uma queda de cerca de quatro pontos por parte do PS que passa de 40,6%, no primeiro dia de sondagens, para 36% no quarto dia. Por outro lado, verificamos uma subida de de quase dois pontos percentuais por parte do PSD, que detem agora 28,5% das intenções de voto.

O terceiro lugar da sondagem diária é ocupado pelo bloco de esquerda liderado por Catarina Martins que cresce 1,7 pontos acabando com 10,5%, seguido da CDU que tem Jerónimo de Sousa como cabeça de lista e establizou nos 6,8%.

O partido de Assunção Cristas, CDS, apresenta uma descida nas intenções de voto para 4,4% ficando ainda à frente do PAN cujo líder é Adré Silva e não conseguiu alcançar os 4%.

Em termos geográficos, apesar de o norte ainda ser liderado pelo PS, o PSD tem vindo a conquistar as zonas do Porto e Centro.

Comparativamente às eleições de 2015, os socialistas apresentam uma subida de quase quatro pontos percentuais, passando de 32,5% para 36%. Já o PSD apresenta uma drástica descida, passando de 36,8% dos votos para 28,5%. O PAN é outro partido onde se regista um aumento considerável tendo subido dois pontos percentuais.

Até dia 6 de Outobro, data das eleições legislativas, ainda se esperam várias alterações das intenções de voto dos portugueses.

Ficha Técnica

Durante quatro dias (20 a 23 de Setembro 2019) foram recolhidas diariamente pela Pitagórica para a TVI, o JN e a TSF uma sub-amostra de 150 entrevistas representativa do universo eleitoral português (não probabilístico). O resultado do apuramento dos 4 últimos dias de trabalho de campo, implica uma amostra 600 indivíduos que para um grau de confiança de 95,5% corresponde a uma margem de erro máxima de ±4,07%.

A seleção dos entrevistados foi realizada através de geração aleatória de números de “telemóvel”. As entrevistas são recolhidas através de entrevista telefónica (CATI – Computer Assisted Telephone Interviewing).

 

Maria Inês Carvalho