Partido Popular Monárquico nas Legislativas 2019 – Círculo de Lisboa

O PPM (Partido Popular Monárquico) tem como meta eleitoral eleger dois deputados nas legislativas de 6 de outubro. Aposta, principalmente, para os distritos mais pequenos, do anterior, uma vez que, na capital, os resultados do partido têm sido decrescentes. 

Gonçalo Câmara Pereira, presidente do PPM desde 2017, e primeiro candidato no círculo eleitoral de Lisboa, apresenta-se como adversário, sobretudo, das propostas do PAN e procura travar a “revolução bolchevique” em Portugal.

O partido nasce em maio de 1974, integra o Governo em 1979-1980 mas, há quase quarenta anos que não consegue qualquer representatividade. No parlamento a situação mantém-se, com a exceção do ano de 2005, no qual elegeu dois deputados nas listas do PSD.

À semelhança do que aconteceu nas últimas Eleições Europeias, o PPM concorre em coligação com o movimento Democracia21 (D21). A fundadora e líder do movimento D21, Sofia Afonso Ferreira candidata-se como independente pelo PPM, no segundo lugar da lista, pelo círculo de Lisboa.

Ambas as forças apontam as mesmas prioridades em termos sociais, económicos e ambientais, visando um “projecto de direita, liberal na economia e nos costumes”. Os pontos-chave do programa recaem sobre a descida de impostos, a defesa do mundo rural, florestas e regiões cinegéticas e um programa para os oceanos e o combate à poluição.

A tendência de votos no PPM, desde a década de 90, é decrescente. No entanto, nas eleições legislativas de 2015, o PPM reuniu 0,28% dos votos, o que verifica um acréscimo de 200 votantes face a 2011. Os distritos do interior, como Bragança, Castelo Branco e Portalegre, perduram como os mais ativos apoiantes da Partido Popular Monárquico. Inversamente, em Lisboa, os 4200 votos que o partido reuniu em 2011, cairam para 2800, em 2015.

A poucos dias das eleições de outubro, o site oficial do PPM encontra-se inacessível devido a um problema informático. Apesar desse cenário, o partido marca presença no boletim de voto em todos os círculos eleitorais, com vários candidatos jovens-adultos. A previsão eleitoral encaixa o resultado do partido nos 7,1% de representatividade dos partidos mais pequenos.

Inês Sincero (Turma 3)