Arquivo mensal: Dezembro 2018

Será o fim da liberdade na Internet ?

O Parlamento Europeu aprovou, no dia 12 de setembro, uma versão atualizada do artigo 13º. Esta decisão levantou uma onda de desagrado, na Internet, por parte dos utilizadores.

O que é o Artigo 13?

O Artigo 13 consiste na proteção dos direitos de autor. Para isso, a União Europeia, criou este artigo que proíbe o uso e a partilha de qualquer conteúdo da internet que detenha direitos de autor. Esse artigo prejudica plataformas como o Facebook, o Google, o Youtube, o Instagram, entre outras, em que todos os dias circula informação com esses direitos. Com isto, se os utilizadores destas plataformas violarem o Artigo 13, as empresas irão ser processadas. Esta medida, fez com que muitas delas ameaçassem deixar de operar na União Europeia, uma vez que não podem correr o risco de sair prejudicadas.

Para simplificar a compreensão deste artigo, damos o exemplo da Google Imagens que tem milhões de imagens com direitos de autor. Com a aplicação do Artigo 13, a Google não consegue, financeiramente, comprar todas as imagens que nela aparecem e, por isso, deixaria de existir.

Os críticos da diretiva dos direitos de autor, afirmam que estas provisões são desastrosas e acreditam que se trata de uma censura generalizada.

Muitos youtubers, portugueses e até brasileiros, revelaram-se contra este artigo. É o caso de um dos yotubers portugueses mais influentes, Paulo Borges, mais conhecido como Wuant, que fez um vídeo a explicar em que consiste esta nova lei:

Também Filipe Neto, um dos youtubers mais influentes do Brasil, publicou um vídeo sobre este assunto:

Este vídeo encontra-se nos #13 vídeos mais populares e o próprio Youtube criou um canal para explicar esta realidade:

 

 

Este artigo foi aprovado no Parlamento Europeu com 438 votos a favor e 226 contra. No entanto, em janeiro de 2019, haverá uma votação final para sabermos se o Artigo 13 vai ou não entrar em vigor na União Europeia.

 

 

 

 

Palavra chaves: Artigo13, Parlamento,Europa, Internet, direitos, autores

Mariana Teixeira, turma 2

Guia para os Festivais de Verão de 2019

 Com a aproximação do fim do ano, os festivais começam a anunciar os nomes principais dos seus cartazes. As primeiras confirmações são sempre importante para convencer os festivaleiros. Em 2019, Portugal vai presenciar atuações de The Cure, Bon Iver, Franz Ferdinand, Sting, entre outros. 

Há quem abra o cartaz com bandas de renome mundial como os  The cure, que abrem o Nos Alive, enquanto outros festivais ainda não anunciaram nenhum nome. Aqui encontra tudo o que precisa de saber sobre a próxima edição dos maiores festivais portugueses.

NOS ALIVE

O NOS Alive está de regresso ao Passeio Marítimo de Algés, nos dias 11, 12 e 13 de julho de 2019, depois da edição mais bem sucedida de sempre, que esgotou meses antes da abertura das portas. A assinatura “O Melhor Cartaz. Sempre!” não parece ter desiludido os festivaleiros.

O  cartaz para 2019 conta já o nome de vários artistas internacionais. A primeira confirmação foi a lendária banda britânica The Cure, cabeça de cartaz do 1º dia do festival. Para fechar o último dia, foi anunciada a banda norte-americana The Smashing Pumpkins.  Estes anúncios preservaram as altas expectativas para a próxima edição.

Fazem também parte do cartaz Bom Iver e Pimp Blom. A estrear em Portugal, estão confirmadas Jorja Smith, que cancelou a sua atuação no SBSR em 2018, e Sasha Sultana, cantora e compositora australiana. A mais recente confirmação foi Sharon Van Etten, que sobe ao Palco Sagre no dia 11.

Os bilhetes para o Nos Alives 2019 já estão à venda  na ticketline  – bilhetes diários a 65 € e passe geral a 149€.

Super Bock Super Rock

Em 2019, o Festival Super Bock Super Rock vai voltar ao Meco, na Herdade do Cabeço, em Sesimbra,  depois de quatro edições no Parque das Nações em Lisboa. Esta mudança de cenário foi anunciado no twitter do festival.

Este ano, o festival celebra 25 edições e a data já está marcada: de 18 a 20 de julho. Os bilhetes diários já se encontram à venda, diários a 55 euros e passe geral a 105 euros.

Até agora, ainda não foram anunciados nomes para o cartaz, mas, segundo a Música no Coração, está para breve.  Revelam também que o recinto do festiva será “ diferente daquele que o público conhece de edições anteriores “ com “ um tapete de vegetação, que será tratado de modo a assegurar um piso verde natural, onde estarão instalados os vários palcos” do festival.

VODAFONE PAREDES DE COURA

A praia fluvial do Tabuão ainda não está cheia de festivaleiros mas o cartaz do Vodafone Paredes de Coura já começa a encher, com data marcada para os dias 14, 15, 16 e 17 de agosto.

A primeira confirmação do festival do Alto Minho são os The National, banda muito conhecida dos palcos portugueses e que se estreou em Portugal, em 2005, no Paredes. Voltam assim às suas origens no nosso país, dia 14 de Agosto, e são seguidos pelo norueguês Boy Pablo, o duo de Paris Acid Arabic e a banda indie rock americana Car Seat Headrest no dia 15.  Para o último dia do festival está confirmado Kamaal Williams, músico e produtor musical britânico.

Na edição passada passaram pelo festival nomes como Arcade Fire, Skepta e Slowdive.

Os passes gerais já estão à venda por 90€. Os bilhetes diários estarão disponíveis brevemente.

MEO MARÉS VIVAS

O autointitulado maior festival de música do Norte já fez a primeira confirmação do cartaz: Sting. O ex-membro dos Police volta, dois anos depois, ao mesmo palco.

Sem mais confirmações de artistas, o festival também ainda não confirmou o local da edição de 2019 que vai decorrer de 19 a 21 de julho. Em 2018,  o evento mudou para um local de maior dimensão, o da Antiga Seca do Bacalhau, em Canidelo, Vila Nova de Gaia.  A PEV afirma que será sempre em Gaia e junto ao mar.

Os bilhetes já estão à venda em todos os locais habituais, desde 33 euros (diários) aos 61 euros (passe).

O músico de 67 anos no Meo Marés Vivas em 2017. Foto: Blitz

Existem vários outros festivais portugueses, também de grandes dimensões, como o NOS Primavera Sound e o Meo Sudoeste que ainda não anunciaram nomes para o cartaz ou o North Music Fest que apenas confirmou Franz Ferdinand.

Os próximos meses serão inundados com confirmações.

 

Cristiana Rodrigues

up201706370

Artigo 13: A Controvérsia Gerada

A proposta do artigo 13, da diretiva comunitária sobre os Direitos de Autor no Mercado Único Digital, suscitou inúmeras críticas à volta de suposições sobre o que a decisão poderia provocar.

Marisa Matias, no encontro que decorreu em Lisboa  e no qual a deputada participou através de Skype ,expressou a sua clara oposição ao artigo “É uma censura, não é o fim da Internet, mas é o fim da Liberdade, sob a capa da proteção dos Direitos de Autor”.

Entre muitas condenações, destaca-se o problema da estipulação de filtros nos conteúdos online, o que leva, indubitavelmente, a restrições. Segundo a eurodeputada, “É uma censura, não é o fim da Internet, mas é o fim da Liberdade, sob a capa da proteção dos Direitos de Autor”.

É ainda de destacar a receção negativa ao artigo por parte da comunidade do youtube. Um dos criadores de conteúdos portugueses, conhecido por Wuant, divulgou um vídeo no qual exterioriza a preocupação da proposta não só no que afeta o youtube, como em todo o universo online da União Europeia.

No sentido inverso, a Google expressou o seu apoio à proposta. Helena Martins, representante da empresa no encontro Reforma Europeia do Direito de Autor e o Interesse Público, aludiu ao “containing tilly”, segundo ela  constitui-se como uma ferramenta tecnológica de “alta precisão quanto à música, e de média precisão quanto aos vídeos”.

No dia 12 de dezembro, está marcada, na Praça da figueira em Lisboa, uma manifestação contra o artigo 13. O protesto está agendado para as 16:30h.

Sofia Pinto

Festivais de Verão: Conhece as primeiras confirmações para 2019

Terminada a época festivaleira deste ano, começam a surgir os primeiros nomes para as edições de 2019 dos festivais de verão. Os palcos portugueses vão ser pisados por artistas como Diana Krall, Sting ou The Cure nos meses mais quentes do ano.

Com o final do ano a aproximar-se, surgem os nomes que começam a preencher os cartazes dos principais festivais de primavera e verão do próximo ano. Com os alinhamentos longe de estar terminados, as primeiras confirmações são decisivas para a compra antecipada de bilhetes.

NOS Alive, considerado um dos maiores festivais portugueses, já revelou as primeiras grandes confirmações para a edição de 2019. A banda britânica The Cure sobe ao palco principal no dia 11 de julho, a abrir três dias de festival.

🚨 The Cure a primeira grande confirmação do NOS Alive’19 sobem ao Palco NOS no dia 11 de julho. 🤩💥👊🏼

Publicado por NOS Alive em Segunda-feira, 29 de Outubro de 2018

 

Também confirmados para o palco NOS estão The Smashing Pumpkins e Bon Iver, que atuam no dia 13. O palco Sagres recebe Sharon Van Etten e Jorja Smith, no dia 11; Tash Sultana e Pip Bloom atuam no dia seguinte. Os bilhetes já estão à venda.

A Antiga Seca do Bacalhau, em Vila Nova de Gaia, recebe mais uma edição do MEO Marés Vivas em julho do próximo ano. Sting, que já pisou o palco MEO em 2017, volta a Gaia para mais um concerto que reúne alguns dos seus maiores êxitos.

O artista, que atua no último dia, fecha três dias de festival (19, 20 e 21 de julho), que ainda não têm mais nomes confirmados. A organização do Marés Vivas anunciou a diminuição do preço dos bilhetes para 2019, que já estão à venda nos locais habituais.

EDP Cool Jazz apresenta todos os anos um cartaz variado, que junta artistas de renome a algumas novidades do panorama musical a nível internacional. Para a edição de 2019, que mais uma vez leva a música a vários espaços de Cascais, anunciou como primeiro grande nome a canadiana Diana Krall, que atua a 24 de julho no Hipódromo Manuel Possolo. Os bilhetes para este dia já estão disponíveis; os preços variam entre os 30 e os 75 euros.

Diana Krall sobe ao palco do EDP Cool Jazz a 24 de julho. (Fotografia: Mary Anna McCartney)

O calor de agosto dá as boas vindas a mais uma edição do Vodafone Paredes de Coura. O festival já revelou alguns dos nomes que vão pisar o palco entre os dias 14 e 17 de agosto de 2019, mas o destaque vai para a banda americana The National, que atua no primeiro dia.

Também confirmados estão Boy Pablo, Acid Arab, Car Seat Headset, que atuam no dia 15; no dia 17, Kamaal Williams é um dos nomes que encerra o festival. Os passes gerais já estão à venda nos locais habituais, mas a versão da FNAC é especial e oferece uma t-shirt aos maiores fãs do festival.

Ainda são muitos os festivais que não têm qualquer confirmação revelada, como o NOS Primavera Sound ou o MEO Sudoeste. No entanto, espera-se que os primeiros nomes comecem a surgir muito em breve.

 

——
Tiago Serra Cunha
up201706258

Marés Vivas 2019: Sting é o primeiro nome confirmado

Depois de ter esgotado a sua última passagem em Portugal, no festival Marés Vivas em 2017, o ex-membro da banda The police volta a marcar presença no terceiro e último dia do festival, 21 de Julho.

Esta será a sexta vez que o músico britânico pisa o palco dos festivais de verão portugueses, desde a sua primeira vez no Rock in Rio, em 2004. Há mais de três décadas que o músico atua a solo, depois do seu último álbum da banda The Police em 1983. O concerto fará parte da sua digressão que se chama “Sting: My Songs”.

Recorde aqui a sua passagem pelo Rock in Rio em 2004:

Esta semana a PEV Entertainment, Organização de Eventos no Porto, confirmou à LUSA o primeiro nome do festival de verão Marés Vivas, que decorre em Vila Nova de Gaia, sendo esta a 13ª edição.

O festival decorrerá de 19 a 21 de Julho e a venda de bilhetes começa já esta semana. Os preços dos ingressos serão mais baratos do que as passadas edições, isto acontece devido à nova descida do IVA no que toca à cultura.

No entanto , esta não é a única novidade para os amantes de festivais de Verão. Também os The Cure marcarão presença no palco principal do Nos Alive, no primeiro dia de concertos que decorrem no Passeio Marítimo de Algés nos dias 11, 12 e 13 de Julho. A banda norte-americana The Smashing Pumpkins atua no último dia de festival.

Num registo mais calmo e totalmente diferente, a rainha do Jazz Diana Krall sobe ao palco do festival EDP CoolJazz em Cascais, no dia 24 de Julho. A interprete de “Temptation” conta 15 álbum editados, fazendo-se esperar um concerto repleto de clássico. Uma cantora que já conquistou o público português há muito tempo.

 

Pedro Andrade Cruz 200904290

Foto: NOS Primavera Sound / Hugo Lima

Maratona de Festivais 2019

Começam a surgir os primeiros nomes e cabeças de cartaz para os chamados festivais de verão.  Numa altura em que o alinhamento está longe de estar fechado, as festividades são aproveitadas para disponibilizar as compras antecipadas dos primeiros passes.

O primeiro grande festival a realizar-se no ano de 2019 é o NOS Primavera Sound, no Porto. Ainda sem confirmações oficiais da organização, o Parque da Cidade, que acolherá o evento nos dias 6, 7 e 8 de junho, espera, por enquanto, Guided by VoicesO bilhete diário custa 60 euros, enquanto o passe para os 3 dias se fixa nos 100 euros.

No primeiro fim de semana de julho decorrerão mais dois grandes festivais; o Sumol Summer Fest (5 e 6) e o RFM Somnii (5, 6 e 7). O primeiro, a realizar na Ericeira, ainda não conta com qualquer confirmação, mas o preços não diferem dos outros anos. Dividem-se entre passe completo, diário e com campismo, podendo variar entre os 27 e os 60 euros. O segundo, a realizar na Praia do Relógio, na Figueira da Foz, ainda não tem disponibilizada qualquer informação relativa a preços ou artistas confirmados.

Apontado por muitos como o melhor festival do país, o NOS Alive é o que já conta com maior número de confirmações, e para todos os gostos. O palco NOS vai receber The Cure no dia 11 de julho e Bon Iver e The Smashing Pumpkins no dia 13. O palco Sagres vai acolher Jorja Smith e Sharon Van Etten no dia 11 e Tash Sultana e Pip Bloom no dia seguinte. O bilhete diário para o festival no Passeio Marítimo de Algés custa 65 euros, enquanto o passe completo ronda os 150 euros.

 

O festival Super Bock Super Rock, a realizar nos dias 18, 19 e 20 de julho, vai regressar ao Meco, Sesimbra. O evento deixa o Parque das Nações, em Lisboa, e os bilhetes já podem ser adquiridos; o diário custa 55 euros e o passe para os três dias custa 105. A primeira confirmação tem pouco tempo e reserva Lana Del Rey para o palco Super Bock logo no primeiro dia.

O mês de julho (19, 20 e 21) volta a trazer o MEO Marés Vivas a Vila Nova de Gaia, à Antiga Seca do Bacalhau, novo local do festival desde o ano passado. Os bilhetes custam 33 euros se for diário, 61 euros se for para os três dias e 160 euros para estatuto VIP. Até ao momento, a única confirmação é a do britânico Sting, no último dia, repetindo a presença de 2017.

A 16ª edição do EDP CoolJazz vai decorrer no dia 24 de julho, em Cascais, dividido entre o Hipódromo Manuel Possolo e o Parque Marechal Carmona. Os bilhetes oscilam entre os 30 e os 75 euros e a primeira confirmação é a norte-americana Diana Krall.

 

Foto: MEO Sudoeste

Fechado o mês de julho, sobram dois grandes festivais para o mês de agosto. O MEO Sudoeste é já um clássico da Herdade da Casa Branca, na Zambujeira do Mar, e este ano decorrerá entre os dias 6 e 10 de agosto. Ainda sem qualquer confirmação, os bilhetes já podem ser adquiridos e existem múltiplas opções, dependendo do campismo e da data em que é efectuada a compra. Variam, no entanto, entre os 48 e os 120 euros.

O último grande festival de verão realiza-se no “habitat natural da música”. É assim que é descrito o cenário e a localização do Vodafone Paredes de Coura. A praia fluvial do Taboão vai receber entre os dias 14 e 17 de agosto The National, Boy Pablo, Acid Arabe, Car Seat Headrest e Kamaal Williams.

 

Diogo Gonçalves

Artigo 13: O fim da Internet?

O Artigo 13.º da proposta de diretiva comunitária sobre os Direitos de Autor no Mercado Único Digital tem gerado polémica. Em causa está liberdade de conteúdo online na Europa.  Para uns, o Artigo 13 acaba com a Internet tal como existe hoje. Para outros, representa um passo essencial na proteção dos direitos de autor. Será mesmo o fim da Internet?

Um avanço na proteção dos direitos de autor

O Artigo 13, agora em grande debate, tem como principal objetivo proteger a criatividade dos autores encarregando as redes sociais e as plataformas de partilha de vídeos de filtrar conteúdos que possam, de alguma maneira, violar os direitos de autor.

Com a aprovação da proposta, o Artigo 13 vai obrigar as plataformas online a criar algoritmos ou outros mecanismos automáticos de filtragem que impossibilitem a publicação de imagens ou vídeos protegidos pelos direitos de autor.

Em comunicado de imprensa, o Parlamento Europeu disse que “muitas das alterações à proposta original da Comissão Europeia pretendem garantir que artistas, nomeadamente músicos, intérpretes e autores de textos, bem como editores de notícias e jornalistas, sejam pagos pelo seu trabalho quando são utilizados através da partilha de plataformas como o YouTube ou o Facebook e agregadores de notícias, como o Google Notícias.”

A favor desta mudança estão discográficas e músicos como os Coldplay, Paul McCartney e o compositor Ennio Morricone. Em Portugal, nomes como Salvador Sobral, Ana Moura e Rodrigo Leão também apoiam o Artigo 13.

Os defensores da proposta alertam para os lucros das plataformas em detrimento dos direitos dos autores. Os opositores argumentam com o risco de censura, com a filtragem de conteúdos a disponibilizar ‘online’.

A polémica

A reforma foi proposta em 2016 e divide opiniões , sobretudo no que toca ao seu 13º Artigo.

A 12 de setembro deste ano, chegava ao Parlamento Europeu a diretiva sobre os direitos de autor na União Europeia. Aprovada com 438 votos a favor, 226 contra e 39 abstenções, nesse mesmo dia a comunidade europeia da internet juntava-se contra a proposta que altera significativamente os direitos de autor no mercado único digital.

A partir daí, a luta pela permanência de uma internet livre intensificou-se, com o próprio YouTube a enviar cartas para os seus utilizadores para que falassem do tema aos seus seguidores.

Na internet, a polémica gerou-se e o pânico instalou-se quando Wuant (Paulo Borges), um dos youtubers mais conhecidos e influentes do país, partilhou um vídeo onde alerta que o Artigo 13 será “o fim da Internet”. Associado a este alerta, a campanha #SaveYourInternet começou a ganhar relevo.Segundo Wuant,  “Provavelmente, a Google deixará de existir como existe neste momento na União Europeia. Redes sociais como Instagram, Facebook, WhatsApp, o que seja, vão levar restrições e provavelmente poderão ser bloqueadas. E muita gente está a dizer que este é o fim da Internet e eu concordo”.

Contra a diretiva estão também o criador da Internet, Tim Berners-Lee, e Jimmy Wales, fundador da Wikipédia, que, apesar de não apontarem o fim da internet, acreditam que a proposta tornará a World Wide Web (WWW) uma ferramenta de vigilância que controla os utilizadores.

Em portugal, a eurodeputada portuguesa Marisa Matias afirma que o Artigo 13  vai  condicionar a liberdade de expressão ao filtrar o que chega à Internet. Num encontro, em Lisboa, sobre a Reforma Europeia do Direito de Autor e o Interesse Público, Marisa Matias afirmou que “a defesa do Direito de Autor é uma desculpa para avançar para domínios perigosos” e “vai acarretar mais problemas”. A eurodeputada defende que “é uma censura, não é o fim da Internet, mas é o fim da Liberdade, sob a capa da proteção dos Direitos de Autor”.

Na internet muitos são os que dizem que a proposta traz de volta a censura e que se trata de um atentado, principalmente para aqueles que utilizam as redes sociais como emprego.

Dia 12 de dezembro, às 16.30 horas, está marcada uma manifestação contra o artigo 13, em Lisboa, na Praça da Figueira. Segundo o comunicado enviado à agência Lusa pela organização,  é “um protesto contra uma artigo que vai contra os ideais de liberdade e de livre circulação da Internet, mas também da própria União Europeia”.

Contra a proposta há também uma petição que já conta com mais de 3 milhões de assinaturas.

A resposta

Em resposta aos Youtubers preocupados coma nova diretiva sobre direitos de autor e demais seguidores, em carta aberta, Sofia Colares Alves, representante da Comissão Europeia em Portugal, afirma que “o artigo 13º não vai acabar com a Internet”, que “os memes não vão desaparecer” e que “a União Europeia é um lugar de liberdade de expressão”:

A representante da Comissão Europeia em Portugal, defende: “O que queremos ver mudar é a forma desenfreada como conteúdos são (ab)usados na Internet para benefício de grandes plataformas. Há YouTubers, músicos, jornalistas, humoristas, argumentistas, atores e fotógrafos que merecem ver o seu trabalho reconhecido e devidamente pago. São todos eles – incluindo vocês, YouTubers – os beneficiários da nossa proposta”.

O que está em causa

O Artigo 13 parece fatal para todos aqueles que gostam de partilhar os seus momentos na internet. Memes, gifs, imagens, músicas,  tudo o que envolver conteúdo potencialmente protegido por direitos de autor fica em risco. Por exemplo, ter um fotografia online a usar uma t-shirt com a imagem de um filme conhecido, poderá ser alvo se controlo de direitos de autor por quem os detém, nomeadamente da produtora do filme. Para além do processo, a fotografia poderá ter de ser apagada.

No email mandado pelo Youtube aos seus utilizadores,  argumenta que o artigo vai “impedir milhões de pessoas na Europa de carregar conteúdos em plataformas como o YouTube” e que “os visitantes europeus perderiam acesso a milhares de milhões de vídeos em todo o mundo”

A liberdade na internet como é vivida hoje pode ser comprometida como um efeito da busca pela justiça a favor dos produtores de conteúdos, mas não significará o fim efetivo. Significa que, se o artigo for aprovado, as plataformas como o Youtube e as redes sociais vão ser responsabilizadas por qualquer violação de direitos de autor.

 

Carolina Pereira

up201504135

 

 

AUGUSTA CON: Convenção Internacional do Jogo chega a Braga

Entre os dias 7 e 9 de Dezembro, a cidade de Braga vai receber a Augusta CON – Convenção Internacional do Jogo. O Mosteiro de Tibães foi escolhido como o palco da convenção, que promete mostrar os jogos de tabuleiro nas suas múltiplas vertentes: “lúdica, educativa, cultural, social, inclusiva, empreendedora e criativa”. A entrada é gratuita.

Foto: Facebook Augusta Con

O evento declara o compromisso de oferecer uma variedade de atividades, como jogos, workshops, debates, cosplay, entrevistas e stream’s, entre outras. Contudo, o que a convenção pretende promover é diversão e convívio. De acordo com Sameiro Araújo, Vereadora do Desporto e Juventude da Câmara Municipal de Braga, a realização de eventos como este contribuem para combater os hábitos criados com novas tecnologias. Além de voltar a reforçar a importância dos jogos de tabuleiro, são um bom pretexto para reunir a família e estimular a criatividade e a socialização.

Na Augusta CON, os visitantes terão acesso a uma ludoteca com mais de meio milhar de títulos, incluindo as últimas novidades, como o Essen Spiel’18.

Foto: Facebook Augusta Con

Num dos espaços, a Sala do Recibo, estará disponível o jogo KAPLA, que mistura a arquitetura com artes criativas e artesanato. É um jogo que permite desenvolver o pensamento lógico, a concentração e também o trabalho em equipa. Existirão também espaços dedicados aos war-games e a roll-playing games, além de uma oficina dedicada às famílias, com jogos de construção, onde será possível construir os próprios jogos em madeira e levá-los para casa. Contudo, as inscrições para essa oficina já se encontram esgotadas.

A Convenção oferece, também, formações. A psicóloga Núria Guzmán irá orientar a formação “Neuroeducação e Aprendizagem baseada em jogos”, onde vai analisar a relação entre jogo e capacidades cognitivas, bem como o desenvolvimento neuropsicológico e as habilidades sociais e emocionais dos jovens. Fernando Zamith, professor na Faculdade de Letras do Porto, vai abordar a inovação temática em jogos de tabuleiro, em “Fora da Caixa”.

No facebook, a página do evento, partilha vários vídeos relativos à Convenção. Além dos desafios, é possível manter-se a par sobre as novidades da Augusta CON.

AUGUSTA CONvenção Internacional do Jogo 2018

Augusta Con – Convenção Internacional do Jogo 2018 7, 8 e 9 de dezembro, no Mosteiro de Tibães. entrada gratuita

Publicado por Augusta Con em Sexta-feira, 30 de Novembro de 2018

 

 

Andreia Correia Cunha

Meo Marés Vivas: Sting regressa ao festival

Foi divulgado, esta semana, o primeiro nome do cartaz da 13ª edição do MEO Marés Vivas. A confirmação inicial contou com um nome de peso: Sting.

O baixista e ex-membro dos Police vai actuar pela segunda vez neste festival, que se realiza nos dias 19, 20 e 21 de Julho em Vila Nova de Gaia.

‘Roxanne’, ‘So Lonely’ ou ‘Every Breath You Take’ serão alguns dos temas que se vão poder ouvir no domingo 21 de julho. Para já sabe-se que o músico britânico irá actuar no último dia do festival.

Os bilhetes já estão à venda desde da passada segunda-feira (dia 3 de dezembro) e tal como a organização do festival MEO Marés Vivas tinha anunciado, em comunicado oficial, os preços dos bilhetes acabaram mesmo por baixar, refletindo a descida do IVA dos espectáculos para 6%.

A tabela de preços sofreu por isso as seguintes alterações:

-os passes diários custam 33 euros (e não 35 euros como na edição deste ano);

-o preço dos passes para os três dias é de 61 euros (este ano custavam 65 euros).

Outra novidade para a edição de 2019 é a localização do festival. Em entrevista à Radio Comercial, o diretor do MEO Marés Vivas, Jorge Lopes, confirmou a existência de um novo espaço. O ressinto do concerto passa agora a estar junto ao rio e também ao mar. Jorge Lopes confessou ainda ser uma mais valia esta nova disposição pois “trata-se também do ADN do festival” e pode vir a

fazer com que ele cresça.

Nesta nova “casa”, o placo principal ficara voltado para a Foz do Porto e contará ainda com outros platô’s que irão enriquecer o evento:

  • Palco Santa Casa
  • Palco RTP Comédia
  • KIA Digital Stage  
  • Moche Stage

http://https://www.youtube.com/watch?v=KEw7KxqZhkA

 

Apesar de ainda só ter revelado um dos nomes desta edição, a organização promete assegurar mais um festival “épico e mítico”. Pode ainda aceder a todos os pormenores do MEO Marés Vivas através da sua página de facebook . Ou então, se perdeu a edição anterior pode ver os melhores momentos dos artista que passaram este ano pelo Porto:

http://https://www.youtube.com/watch?v=CA2eNn4Bzk0

 

Miguel Moreira e Silva

O futuro incerto da Internet na Europa

O artigo 13.º da proposta de diretiva comunitária sobre os Direitos de Autor no Mercado Único Digital tem gerado polémica e inquietação por parte de muitos utilizadores. Há quem defenda a implementação do artigo e da consequente proteção dos conteúdos criados, mas também há quem argumente que a liberdade de expressão ficará condicionada, caso a proposta vá para a frente. Afinal, o que está em causa?

A votação a favor do “Artigo 13” ocorreu em setembro, dois meses depois de ter sido chumbada pelos eurodeputados, mas só agora está a ser alvo de grande atenção mediática. O conhecido YouTuber portugês Paulo Borges, mais conhecido por Wuant, publicou um vídeo sobre o tema, após receber um e-mail do Youtube, onde eram referidas as restrições que poderão surgir caso a proposta seja aprovada.

“Provavelmente a Google deixará de existir como existe neste momento na União Europeia. Redes Sociais como Instagram, Facebook, WhatsApp, o que seja, vão levar restrições e provavelmente poderão ser bloqueadas. E muita gente está a dizer que este é o fim da Internet e eu concordo”, alerta o Youtuber.

O artigo 13 da diretiva relativa aos direitos de autor no mercado único digital diz que plataformas como o YouTube ou o Facebook vão passar a ter mecanismos automáticos, de forma a impedir a publicação de imagens ou vídeos protegidos por direitos de autor. Resumidamente, aquilo que o artigo 13 vai implicar é que, por exemplo, se publicarmos uma fotografia onde estamos a vestir uma camisola que tenha estampada a marca de uma empresa ou de outra entidade que tenha direitos de autor, essa mesma empresa poderá processá-lo, uma vez que detém esses mesmos direitos de autor da marca.

A proposta tem sido alvo de várias polémicas. Quem se encontra a favor, como o músico Paul McCartney e várias empresas discográficas, refere que a legislação defende a propriedade intelectual dos criadores e uma “justa compensação” por ela. Contudo, pessoas como Tim Berners-Lee, criador da World Wide Web, e Jimmy Wales, fundador da Wikipédia, argumentam que a legislação vai condicionar a liberdade de expressão ao filtrar o conteúdo que chega à Internet.

Contra a proposta, há também uma petição online que já ultrapassou os três milhões de assinaturas.

Foto: REUTERS

Em comunicado, o porta-voz do Parlamento Europeu disse que “muitas das alterações à proposta original da Comissão Europeia pretendem garantir que artistas, nomeadamente músicos, intérpretes e autores de textos, bem como editores de notícias e jornalistas, sejam pagos pelo seu trabalho quando são utilizados através da partilha de plataformas como o Youtube ou o Facebook e agregadores de notícias, como o Google Notícias”.

Admitiu, ainda, que “quando a poeira assentar, a Internet continuará tão livre quanto é hoje, os criadores e jornalistas estarão a ganhar uma parcela mais justa das receitas geradas pelas suas obras e estaremos a perguntar-nos sobre o motivo de todo este alarido”.

Já a nível nacional, Sofia Colares Alves, a chefe de representação da Comissão Europeia em Portugal, enviou, através de uma carta aberta aos youtubers, uma mensagem de tranquilidade para todos aqueles que temem que os seus vídeos sejam apagados da Internet.

“Não há razões para se preocuparem”, garante. “Os vossos vídeos não vão ser apagados e a vossa liberdade de expressão não vai ser limitada.”

A proposta irá novamente a votos em janeiro de 2019, no Parlamento Europeu. Se o artigo 13 for aprovado, plataformas como o Youtube e redes sociais como Instagram e Facebook vão passar a ser responsabilizadas por qualquer violação de direitos de autor.

 

 

Catarina Fonseca Turma 2