R2iC é apresentada no #6COBCIBER

Uma nova plataforma de estudo e pesquisa de jornalismo online foi apresentada no VI Congresso Internacional de Ciberjornalismo. A R2iC promete a ligação entre profissionais do jornalismo online de todo o mundo e o desenvolvimento de novos projetos de investigação.

Fernando Zamith e Raquel Bastos no #6COBCIBER. Foto: Cristina Torres Santos

A R2iC – Rede Internacional de Ciberjornalismo – foi oficialmente apresentada no #6COBCIBER, que decorreu nos dias 22 e 23 de novembro, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. O objetivo foi, não só criar uma plataforma que reunisse congressos relacionados com o ciberjornalismo, mas também uma rede internacional de investigação sobre a temática.

No segundo dia do congresso, o estudo apresentado por Raquel Bastos e Fernando Zamith foi o que possibilitou o arranque da iniciativa. Com o apoio do Centro de Investigação em Comunicação, através da contratação de uma bolsa de apoio à investigação, a aluna de mestrado teve a possibilidade de aprofundar as “tendências da investigação internacional em ciberjornalismo”.

No site da R2iC, já em funcionamento, é possível ver o levantamento de autores e investigadores, artigos, livros e bases de dados relacionados com ciberjornalismo. Raquel Bastos recorreu a várias bases de dados (Google Academics, Web of Science, Scopus e Dimensions) de forma a identificar os autores e os termos mais citados em relação a jornalismo online.

De forma a organizar e estudar toda esta informação, a investigadora examinou as palavras-chave, ou keywords, concedidas às publicações até à data. Foram mais de cem artigos analisados na integra, já que nem todos as publicações possuíam palavras-chave associadas.

Raquel Bastos conseguiu totalizar 549 palavras-chave e em que as mais utilizadas englobam termos como Social Media, Interactivity, Fake News ou User-generated Content. Para além disso, a investigadora decidiu cruzar o termo Online Journalism com as restantes tendências da sua amostra e acrescentou dois termos – Artificial Intelligence e Fake News.

Com este levantamento, a investigadora observou o aumento do número de publicações relacionadas com ciberjornalismo a partir de 2008. Já em relação às duas palavras-chave adicionadas, é possível ver a variação no número de publicações, nomeadamente nos últimos cinco anos. Artificial Intelligence e Fake News destacam-se por serem objetos de investigação atuais, havendo ainda pouco material de estudo.

Na plataforma R2iC é também possível estar a par dos principais eventos realizados pelas instituições integrantes nesta plataforma. Desta lista destaca-se, para além do COBCIBER, o International Symposium on Online Journalism, no Texas, ou o Congresso Internacional de Ciberperiodismo, em Bilbau.

Investigadores na apresentação da R2iC. Foto: Cristina Torres Santos

Na lista de mais de 60 autores é possível ter acesso à página do centro de investigação de cada um deles, possibilitando o contacto direto com as instituições ou universidades. Como tal, a partilha de experiências entre professores, investigadores e profissionais do ciberjornalismo é viável. A plataforma também inclui faculdades, departamentos e cursos que concretizam investigações e especializações na área.

Desta forma, a nova rede permitirá a estruturação das tendências no ciberjornalismo, bem como a conectividade entre instituições, eventos e pessoal técnico da área do ciberjornalismo. O próximo passo, segundo Fernando Zamith, será criar “uma ligação ou interação para qualquer investigador que queira propor, de forma aberta, um projeto em equipa” relacionado com a temática.

 

Cristina Torres Santos – Turma 2