#6Obciber: As ameaças ao (ciber)jornalismo

O VI Congresso Internacional de Ciberjornalismo passou pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, nos dias 22 e 23 de novembro. As ameaças ao ciberjornalismo foi um dos grandes temas abordados, por Manuel Pinto.

No segundo dia do evento, o tema das ameaças ao ciberjornalismo foi abordado pelo professor catedrático da Universidade do Minho, Manuel Joaquim Silva Pinto. O orador começa por colocar questões de reflexão sobre a temática da conferência, uma das quais “De que maneira é que essas ameaças, nos podem abrir portas para colocar outras perguntas e procurar outras soluções e outros caminhos?”.

Foto: Marta Santos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Segundo Manuel Pinto, as ameaças internas e externas, maior parte das vezes, depende da qualidade do próprio jornalismo. Uma das principais ameaças está no jornalismo do cidadão, afirmando que se tornou um “perigo público, porque põe em causa a existência de um discurso para o regime democrático”.

 Salienta a importância de distinguir o que é jornalismo daquilo que se tenta aproximar disso. “O privilégio do jornalista não pode estar em causa. O privilégio de evitar e aquilo que esperamos dele, que é buscar a verdade a todo o custo, verificar a informação, cruzá-la, investigar, são tudo isto tarefas que por muito que um blogger se esforce, nunca na vida poderá fazer com a competência, tempo e com a dedicação, que naturalmente alguém que vive para esse trabalho é suposto fazer”. Refere que as redes sociais e as plataformas digitais de comunicação são provas da necessidade de enunciação por parte da sociedade.

Uma das suas preocupações passa também por uma separação do jornalismo e dos seus públicos. Na visão do professor falta um certo posicionamento de defesa e preservação por parte dos profissionais, “Jornalismo que só olha para o jornalismo, nem para o jornalismo olha”.

Na reta final, o orador deixou variadas questões que levam a plateia a refletir sobre a importância das necessidades dos diferentes públicos e também sobre a questão de confiar mais na informação jornalística.

 

Marta Santos