#6COBCIBER: “Creio que o jornalismo se vai salvar”

A afirmação, em jeito de crença, é do professor e investigador Manuel Pinto, da Universidade do Minho, que foi um dos destaques do último dia do VI Congresso Internacional de Ciberjornalismo.

A palestra deste orador tinha como título “As ameaças ao (ciber)jornalismo que vêm do próprio campo jornalístico” e a sua abordagem propunha olhar e descobrir que portas e caminhos é que estas ameaças abrem e que outras questões levantam.

Depois de classificar com um erro “pensar que os problemas do jornalismo se resolvem só no jornalismo”, Manuel Pinto considerou como a primeira ameaça o “jornalismo do cidadão”. Isto é, os blogues e toda a sua informalidade que puseram em causa a linguagem e credibilidade jornalísticas.

Para combater estes problemas e outros mais recentes, como as fake news, o orador apresentou e desenvolveu o conceito de literacia mediática, que consiste na aproximação das crianças em idade escolar à veracidade desejável no jornalismo.

A ideia foi aprovada no Congresso de Jornalistas Portugueses por unanimidade e, depois de apresentada ao Ministério da Educação, avançará em janeiro do próximo ano numa escola de cada distrito. Este projeto piloto beneficia ainda, na opinião de Manuel Pinto, da boa consideração em relação aos profissionais do jornalismo em Portugal.

Por fim, o orador alertou para o facto de a informação estar descredibilizada e aponta como solução o valor da transparência do jornalista. Isso passa, na sua opinião, pela eliminação da distância entre o jornalista e o seu público e deixar de o encarar como audiência, ouvindo todos os sectores.

Diogo Gonçalves