Sensacionalismo: o exagerado apelo às emoções

O sensacionalismo, no sentido mais lato, é a divulgação de notícias exageradas ou que causam sensação. São títulos e imagens que, pela linguagem usada, apelam mais à emoção do que à razão, para atrair mais leitores.

Os pilares do jornalismo têm-se diluído e,  em paralelo, os aspetos acessórios são sobrevalorizados.  Há uma perda generalizada da qualidade no jornalismo produzido para o cibermeio. É aqui que entra o sensacionalismo.

Os jornais apresentam a informação de forma incompleta e parcial, num formato excessivo e até enganador. Sugerem aos cibernautas que dispõe de certezas e de factos, quando se tratam de opiniões, hipóteses e casos isolados.

O objetivo é apenas um: garantir a atenção do seu público, “caçar o isco” a todo o custo. Cativam o leitor através de aspetos gráficos, linguísticos e temáticos – as capas dos jornais, as “janelas de contacto”, apostam em temas insólitos, excecionais e retratam-nos com fotografias impressionantes e títulos com trocadilhos e metáforas.

A audiência é alcançada, mas, em alguns casos, começam a circular fake news, derivadas desses métodos.

O ciberjornalismo nacional não é exceção e, aliás, de acordo com um estudo elaborado, o Correio da Manhã,  é o jornal mais sensacionalista, sobretudo em temas relacionados com “Crime e escândalo”.

Ameaça constante ao cibermeio, o sensacionalismo será um dos temas em debate no VI Congresso de Ciberjornalismo.

Mariana Gonçalves