Clickbait: A caça aos cliques

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O clickbait, exatamente como o nome o define, é um “isco de cliques”. São títulos ou imagens sensacionalistas e enganadoras que fazem com que os leitores abram a notícia, apercebendo-se que  o conteúdo nada tem a ver com o título, foi só um engodo, um isco.

O paradigma da comunicação está a mudar radicalmente. Cada vez menos se compram revistas ou jornais quando temos toda a informação na internet, à distância de um click e, sobretudo, grátis. Assim, para sobreviverem, as publicações adaptaram-se ao meio onlineÉ aqui que entra o clickbait no cibermeio.

Para terem mais publicidade e consequentemente bons lucros com ela, as versões online procuram o maior número possível de cliques, recorrendo a estratégias e imagens sensacionalistas bastante questionáveis. Esta técnica podia ser uma prática exclusiva das “revistas cor-de-rosa”, mas não o é. Com maior ou menor frequência, vários meios já o fizeram, incluindo jornais e revistas de referência como podemos observar no estudo “Diving Deep into Clickbaits: Who Use Them to What Extents in Which Topics with What Effects?”, efetuado por três investigadores dos EUA que analisaram cerca de 1.670 milhões de posts.

A discussão e os debates acerca deste tema são cada vez mais. Por um lado, estão os diretores das publicações, que defendem o clickbait como uma prática totalmente ética, uma vez que faz parte da estratégia de sobrevivência do jornalismo. Por outro, os leitores, que se sentem diariamente defraudados e começam a desacreditar na informação.

Esta é uma das várias ameaças que vai ser discutida no VI Congresso de Ciberjornalismo a 22 Novembro pelas 12h15 na FLUP.  Em cima da mesa estará “O clickbait no ciberjornalismo português e brasileiro”  por Fernando Zamith e Margarete Vieira Pedro. 

Salienta-se ainda o ponto de vista de outras figuras nacionais, como Pedro Moura e Fábio Ribeiro ou internacionais como Sandra Méndez Matos e Giovanni Ramos, nas sessões paralelas do dia 23.

Inês Nunes