Autárquicas 2017: Porto empatado?

O cenário está longe de ser previsível nas autárquicas do próximo domingo, dia 1 de Outubro, no Porto.

Na corrida às autárquicas os nomes maiores são o independente Rui Moreira e o socialista Manuel Pizarro. O atrito é notório entre os dois desde maio deste ano, quando se deu a cisão de Rui Moreira com o PS, que tinha até aí apoiado a sua candidatura, com um acordo de governação estabelecido entre Pizarro e Moreira. Rui Moreira candidata-se agora apoiado pelo CDS-PP, o que lhe valeu acusações de “ter virado à direita”.

Ambos os candidatos centram bastante o seu programa em torno da habitação social e da reabilitação, limpeza da cidade, iniciativas culturais, reforço dos transportes e soluções de trânsito, medidas de coesão social que visam reforçar o apoio às camadas mais desprotegidas da sociedade, entre outras. A afirmação do Porto como destino turístico e cultural obriga a repensar a vida na cidade e torna estas questões cada vez mais prementes, com os candidatos a ser crescentemente pressionados para lhes dar resposta.

A mais recente polémica tem por base uma sondagem da Universidade Católica quanto às intenções de voto, que coloca Moreira e Pizarro empatados (34%). O movimento “Rui Moreira – Porto, O Nosso Partido” aponta “erros grosseiros” no inquérito, como a omissão do nome do candidato e adulteração do símbolo, o que terá conduzido a um enviesamento dos resultados. A Católica negou as acusações.

A mesma sondagem atribui  9% a Álvaro Almeida do PSD/PPM; 8% a Ilda Figueiredo da CDU; 7% a João Teixeira Lopes, do BE, e 2% a Bebiana Cunha, do PAN. Recorde-se que é a primeira vez que o PAN, a par do PNR, tem um candidato à Câmara do Porto.

Joana Ribeiro