O futuro. Tantas vezes alegre, tantas vezes o contrário disso. O futuro: esta incógnita que tantas vezes se torna irritantemente previsível. O presente vai-nos dando pistas atrás de pistas, dicas e mais dicas e o resultado é esta viagem ao “Jornalismo em 2025” com o professor João Canavilhas, nas Jornadas ObCiber, realizadas no pólo do curso de Ciências da Comunicação da Universidade do Porto.
O futuro é o reflexo do que fazemos dos nossos dias, é o reflexo das nossas escolhas e das nossas prioridades. No fundo, é o espelho da sociedade em que vivemos que, sem saber, se escraviza ao monte de informação que corre livremente e à bomba informativa que diariamente lhe explode nas mãos.
Antigamente – atenção que não foi assim há tanto tempo – tudo se sentava à volta de uma televisão. A pequena caixa mágica que permitiu que o mundo e as distâncias se encurtassem ainda mais e que chegassem a um maior número de pessoas. Era o mundo disponível e acessível a todos. A cada vez mais. E o consumo de informação foi aumentando gradualmente, sempre acompanhado de uma reunião familiar que insistia em não descolar. Sim, porque o consumo de informação era imóvel e era vivido em grupo e em família. O ver televisão sempre foi sinónimo de grupo e de comunidade até ao momento em que tudo mudou porque os telemóveis passaram a ser a principal forma de aceder à informação. O consumo tournou-se cada vez mais solitário e individual, mas, ao mesmo tempo, tornou-se móvel e capaz de chegar a qualquer sítio, em qualquer hora. Isto caracteriza o estado actual em que nos encontramos. Nós, irremediavelmente, sós e com um smartphone nas mãos. Nós, inegavelmente, à distância de um clique de qualquer parte do mundo.
Daqui a dez anos, em 2025, habitaremos num mundo onde a informação se incorpora nos nossos dias e nas nossas actividades. O acesso à informação vai estar integrado na cozinha, no quarto, integrado na nossa rotina e em todos os passos que damos. O caminho também é no sentido da informação personalizada, aberta e acompanhada de recursos e de elementos multimédia imersivos. É para aqui que vamos e é para isto que andamos a caminhar, numa linha que, quer queiramos quer não, se tornou incontornável. Em 2050 logo se vê. Até lá tudo muda e eu ainda vou estar cá para contar a história.
Teresa da Cunha Pinto
