III Jornadas ObCiber: Uma partilha de “experiências académicas”

Na sexta-feira, 8 de dezembro, decorreram as III Jornadas ObCiber no pólo de Ciências da Comunicação da Universidade do Porto. Por entre viagens no tempo e partilha de experiências, o ciberjornalismo foi a palavra de destaque.

Em dia de comemoração dos vinte anos do ciberjornalismo em Portugal, o Observatório de Ciberjornalismo (ObCiber), juntou alguns dos principais nomes ligados a este tema. A tarde arrancou com o segundo painel. Moderado por Pedro Jerónimo do Instituto Superior Miguel Torga (ISMT), contou com a presença de Anabela Gradim, da Urbi & Orbi, Rui Barros, diretor do ComUM e Afonso Ré Lau, antigo colaborador do Jornalismo Porto Net (JPN).

Anabela Gradim foi a primeira a falar. Com uma apresentação sucinta do Urbi&Orbi, destacou as principais caraterísticas e valores do jornal. Nascido em 2000, este jornal digital é o mais antigo do país. Defensor de ideais como a independência, autonomia e pluralismo, funciona como um laboratório de webjornalismo e conta com a participação dos alunos do Curso de Ciências da Comunicação da Universidade da Beira Interior (UBI). O mais importante, segundo a diretora do jornal, é “tirar partido do meio” onde estamos inseridos e, a partir daí, conseguir ser um laboratório, um meio de divulgação da própria universidade.

Com a assinatura “Sê comum, pensa diferente” surge, em 2005, o ComUM. Rui Barros explicou que este jornal apareceu por parte dos alunos da universidade que “vestem muito a camisola pelo projeto”. O caminho para cativar os colaboradores passa por “pegar nos prémios que se ganham e fazer uma sessão de esclarecimento no início do ano para explicar em que consiste o projeto”, confessou. O jornal conta com nove editorias e um diretor, sendo que, para Rui, o processo de aprendizagem que adquiriu foi através do jornal.

Afonso Ré Lau foi o último a falar e começou por apresentar o JPN. Jornal existente desde 2004 é direcionado para a Internet e, na sua maioria, para os jovens. O vencedor do Prémio de Jornalismo do Fundão “Ensino Superior” destacou que o espírito de equipa que os estagiários criaram, na sua época, foi o mais importante. Com propostas inovadoras e entreajuda, “conseguimos que resultasse em jornalismo bem feito”, acrescentou.

Depois desta partilha de “experiências académicas”, seguiu-se um debate onde o público pode expor dúvidas. Pedro Jerónimo afirmou que o problema dos jornais passa por estarem condicionados pelo ritmo do ano letivo e, uma vez que são laboratórios, servem para descobrir e inovar. Para fechar em pleno esta conferência, o moderador rematou que ” O entusiasmo e a envolvência são essenciais para a sobrevivência dos projetos”.

Sofia Soares up201404397