ObCiber: O futuro do jornalismo

Durante a sexta-feira passada, dia 4 de Dezembro, o Pólo de Ciências da Comunicação encheu o seu auditório para dar início às III Jornadas do ObCiber. Por entre as várias conferências que se sucederam durante todo o dia, João Canavilhas permitiu à audiência uma viagem ao futuro do jornalismo.

Na segunda conferência realizada na passada sexta-feira e intitulada por “O jornalismo em 2025: o que mudou na última década” foi João Canavilhas, professor e investigador da Universidade da Beira Interior (UBI), quem ficou encarregue de dar asas ao “exercício arriscado” que é olhar para a tendência atual e procurar ver o quê que poderá vir a acontecer no futuro do jornalismo.

Para iniciar o tema, João Canavilhas serviu-se de três ideias bases para traçar uma linha de pensamento entre o passado, o presente e o futuro e desta forma, ajudar a perceber de que forma é que tanto a produção, como os conteúdos, como a receção poderão vir a mudar, na área do jornalismo, em tempos futuros.

A primeira ideia em foque tem a ver com a crescente utilização de dispositivos móveis como principal forma de aceder à internet; a segunda destaca a necessidade de adaptação ao consumidor por parte do jornalista – “É melhor servir bem os nichos do que servir mal as massas”; e a terceira baseia-se na frase do filósofo espanhol Ortega y Gasset “O homem é…. O homem e as suas circunstâncias”.

No que toca às mudanças em termos de consumo jornalístico, o professor enfatizou o papel das redes sociais ao afirmar que “o jornalismo tem se estar onde estão as pessoas” e reforçou ainda a importância dos dispositivos móveis ao referir que, no futuro, prevê que a informação passe a ser “algo muito próximo do corpo, como um acessório”.

Em relação à distribuição dos conteúdos, o convidado da segunda conferência sublinhou que futuramente o consumidor apenas tomará atenção ao que realmente lhe interessa e que, por esta razão, cada vez mais, é importante que se verifique uma adaptação aos leitores por parte dos profissionais de jornalismo.

No que diz respeito aos conteúdos em si, a previsão é que estes se tornem imersivos, ou seja capazes de “transportar as pessoas para um determinado ambiente”; abertos, para que as pessoas possam acrescentar informação que posteriormente deverá ser trabalhada pelo jornalista; e personalizados.

No final da conferência, João Canavilhas concluiu que a informação futura vai explorar as capacidades que o dispositivo móvel tem e procurar servi-las e adaptá-las melhor ao público usuário – “A informação em 2025 deverá ser adaptada ao utilizador e às suas circunstâncias”.

Por: Filipa Teixeira Pinto