No último dia do Congresso Internacional de Ciberjornalismo, Investigadores Espanhóis e Portugueses marcaram presença.

dscn3109

Investigadora responde a questões

Com bom humor e agradecendo ao facto das pessoas abdicarem das promoções da Black Friday para estarem no ObCiber foi como, María Bella Palomo, deu início a Conferência.

A Investigadora apresentou o estudo “Diseñando La Redacción Del Futuro: Se Buscan Superpeiodistas” que pauta o futuro dos Jornalistas e a busca por profissionais que façam tudo: os “Superperiodistas”.

Para a Professora, os médias se deparam, atualmente, com ferramentas cada vez mais complexas e citou o Twitter: “Atualmente, há uma nova coreografia de informação no jornalismo. As notícias de última hora vão primeiro para o Twitter”.

Bella Palomo destacou que hoje, os média procuram melhorar resultados económicos, melhorar a qualidade do jornalismo, rejuvenescer e reter audiência entre outros aspectos e que “querem um perfil impossível de jornalista. Alguém capaz de se adaptar a todos os meios e suportes”.

Entretanto, diz que “a crise reduziu a resistência à mudança. Emergiram novas consultoras e departamentos de inovação para criar um jornalismo adaptável” e afirma que este é o objetivo, um jornalismo adaptativo. E, ainda, no que se refere a mudança, diz que “O Jornalista deve ser o atleta da mudança. Quem não tiver vocação, terá a sensação de escravidão”.

No que diz respeito ao futuro do jornalismo, María Palomo conclui que “A possibilidade de lançar novos produtos vai depender do pessoal contratado e da sua satisfação na empresa” e que o futuro do ofício “está nas vossas mãos” referindo-se a plateia.

Fernando Zamith, apresentou, em seguida, um estudo sobre o Crescimento no Aproveitamento das Potencialidades Jornalísticas da Internet entre 2006 e 2016. O estudo baseia-se na análise de Cibermeios portugueses .

De acordo com os dados recolhidos, o aproveitamento global aumentou de 23,3% para 41,2% entre 2006 e 2016, embora, os dados do ano corrente, ainda estejam por tratar.
Para o Investigador, “as grandes potencialidades são as menos aproveitadas embora se note uma aposta na disseminação de vídeo.” E lança uma questão:”Será que os (produtores, editores, jornalistas) dos sites noticiosos querem aproveitar todas as potencialidades da Internet?” referindo que “os cibermeios portugueses ainda estão longe de aproveitar ao máximo as potencialidades da Internet”.

Fotografia: ObCiber

Fotografia: ObCiber

O segundo momento teve início com o quarto e quinto conjuntos de sessões paralelas e, por fim, a Conferência com Millan Berzosa da Universidade Francisco de Vitoria, Espanha, que pronunciou-se a respeito do “Jornalismo e a importância da inovação para a mídia”.

O Investigador sublinhou que “Há que ter a capacidade de diferenciar o relevante do acessório, para poder contar as coisas em poucos minutos” e lembrou a importância dos média saberem produzir bom conteúdo e dialogar com a audiência.

Citou o impacto das redes sociais e referiu o facto de que nós, consumidores de informação, “Já não somos sujeitos passivos. Partilhamos, somos espetadores…e isso é positivo”

O último dia de Conferências, recebeu os Investigadores representantes das Universidades de Málaga, Universidade do Porto e Universidade Francisco de Vitoria e o evento  foi felicitado pela Diretora da Faculdade de Letras (FLUP), Fernanda Ribeiro.